Se Amar Fosse Fácil…

 

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Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal amadas, nem mixês, nem prostitutas.
 
 
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.
 
 
Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.
 
Mas o amor é sentimento que depende de um “eu quero”, seguido de um “eu espero”; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu “eu” por isso, o amor é difícil.

Mestre Apolônio de Tyana não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil,
Ama-se porque é preciso!

Mestre de Sabedoria Flávio Lins
 
 
 

Feitiços ao Longo do Ano

Janeiro – Deus Janus é um mês de poder do começo ao fim, dizem que os 12 primeiros dias de Janeiro são poderosos para rituais de novos começos. Sirva as visitas e parentes brownies (bolos de chocolate com nozes). Os brownies são os espíritos guardiões do mês de janeiro.

Fevereiro – Deusa romana Februa. É o mês das fadas caseiras, é apropriado enfeitar os vasos de plantas com laços vermelhos. No último dia do mês coloque uma cabeça de alho nas janelas para proteger a casa durante o restante do ano.

Março – Deus Marte, Deus da guerra. Recolher água da chuva em potes para encantamentos. Os guardiões são os Silfos, qnd chove muito, os Silfos estão festejando, não é bom reclamar!!

Abril – Afrodite. Acredita-se q os amores nascidos no mês de abril são duradouros. Os guardiões são os elfos, duendes q adoram dançar ao som de flautas, ouvir essas músicas atraem os elfos que invadem nosso sono com sonhos proféticos.

Maio – Deusa Maya, comum vestir-se de verde para homenagear Gaia, mãe terra.

Junho – Deusa Juno. Mit. Romana. Nessa época acreditava-se que a borboleta se tornava sagrada, quem consegue avistá-la, atrairá boa sorte.

Julho – Imp. Júlio César. Guardiões são os Duendes dos bosques, ao oferecer uma maça à eles em agradecimento aos 7 meses passados, terão sorte na 2ª metade do ano.

Agosto – Imp. Augusto. O girassol é a flor consagrada, dar ou receber trará prosperidade.

Setembro – Quem olhar para lua crescente desse mês, poderá pedir algo perdido.

Outubro – O mais mágico dos meses, Acreditava-se que a mãe Natureza, transformava criaturas encantadas em formigas, para expiarem os humanos. Pratinhos com açúcar pela casa o recepcionarão com alegria.

Novembro – É um mês para refletir sobre os ciclos. Acreditavam-se que as criaturas mágicas que saíram no Halloween ainda estavam entre nós, é um mês limiar entre os 2 mundos. (para bruxas do HS o ano começa em maio, pois comemoramos em 30 de Abril). Por isso no ultimo dia do mês, faça um altar com as representação dos 4 elementos, agradeça e diga que eles serão bem vindos no ano seguinte.

Dezembro – Na noite de 14 de dezembro, faça uma lista com todos os seus desejos realizados durante o ano. Plante uma semente para cada desejo realizado e agradeça a Deusa, pedindo renovação de sua fé, para que no próximo Ano, você possa plantar mais sementes. Para atrair espíritos guardiões, enfeite sua casa com arranjo de várias contas e vela verde no centro, quando o final do ano se aproximar, peça aos guardiões que protejam seu lar durante o ano que entrar.

A Origem do Natal


Nem sempre o dia 25 de Dezembro foi dia de Natal. A origem da celebração deste dia parece ser muito antiga mas a filiação mais direta provêm, como tantas outras coisas, dos Romanos. Estes celebraram durante muito tempo uma festa dedicada ao deus Saturno que durava cerca de quatro dias. Nesse período ninguém trabalhava, ofereciam-se presentes, visitavam-se os amigos e, inclusivamente, os escravos recebiam permissão temporária para fazer tudo o que lhes agradasse, sendo servidos pelos amos. Era também coroado um rei que fazia o papel de Saturno. Esta festa era chamada Saturnália e realizava-se no solstício de Inverno.
Convém lembrar aqui que o solstício de Inverno era uma data muito importante para as economias agrícolas – e os Romanos eram um povo de agricultores. Fazia-se tudo para agradar os deuses e pedir-lhes que o Inverno fosse brando e o Sol retornasse ressuscitado no início da Primavera. Como Saturno estava relacionado com a agricultura é fácil perceber a associação do culto do deus ao culto solar.
Mas outros cultos existiam também, como é o caso do Deus Apolo, considerado como “Sol invicto”, ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro data que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).
É somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começa a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa) mas no dia 06 de Janeiro, com a Epifania. Quando, em 313, Constantino se converte e oficializa o Cristianismo, a Igreja Romana procura uma base de apoio ampla, procurando confundir diversos cultos pagãos com os seus. Desistindo de competir com a Saturnália, deslocou um pouco a sua festa e absorveu o festejo pagão do nascimento do Sol transformando-o na celebração do nascimento de Cristo. O Papa Gregório XIII fez o resto: é mais fácil mudar o calendário do que mudar a apetência do povo pelas festas…

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Fonte:joaobosco.wordpress.com

Árvore de Yule



A árvore de inverno é um costume essencialmente pagão que já dura à séculos. Sempre presente entre os povos antigos que, mesmo após o advento do cristianismo, o costume permaneceu: no hemisfério norte, o Natal é no inverno (dezembro), e a árvore faz parte de todas as tradições natalinas.

Dentro da Tradição Celta, celebra-se o sabbat Yule. Ele marca exatamente o retorno do sol, da luz.

A Deusa que em Samhain era Anciã, retorna como Mãe, trazendo em seu ventre, o Deus, a Criança da Promessa.

O retorno da Deusa, o nascimento do Deus e o retorno da luz são os pontos focais deste Solstício.

Os festejos do Natal Cristão foram inspirados em Yule, que no hemisfério norte se dá por volta de vinte ou vinte e um de dezembro.

As cores verde, vermelha e dourado e a árvore de natal (o pinheiro era associado à Deusa) são alguns exemplos dos símbolos desta festividade pagã que foram absorvidos pela data Cristã.

A comemoração do nascimento de Jesus foi fixada em dezembro a partir de 320 d. C., devido à semelhança da essência do Solstício de Inverno com o nascimento da criança.

Além dos Celtas e dos Cristãos, outras Tradições já celebravam o nascimento da Criança da Promessa no Solstício de Inverno (hemisfério norte).

O Solstício de Inverno é um período de esperança, pois junto com a Criança da Promessa, que traz calor e fertilidade para a terra e para a nossa vida, e assim renascem as nossas esperanças.

Yule, é um momento para nos conectarmos com nossa criança interior, de nos rejuvenescermos trazendo a luz e a alegria para os nossos corações.

Montar e enfeitar uma árvore é uma forma singela de homenagear os elementos e pedir sua proteção. Trata-se de uma representação de todas as árvores sendo honradas por você e sua família.

Em castiçais que protegem as velas (tipo um copo), rodeie a árvore de natal com velas numa distância considerável para não correr riscos de incêndio.

Na noite do solstício de inverno (hemisfério norte) ou na nossa noite de natal, acenda todas as velas que você colocou na árvore, fazendo um pedido para cada uma acesa.

Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e os deuses: a Deusa que é Mãe e o Deus que é a Criança da Promessa renascida nesse dia.

Deixe as velas queimarem até acabar!

Dica: use velas pequenas, aquelas do tipo rodinha, assim terminam rápido!

Boas Festas!

Bom Velhinho ou Rei Azevinho

Pela interpretação celta, o ano é divido em duas partes distintas: o ano claro ou crescente dominado pelo Rei Carvalho e o ano escuro ou decrescente, dominado pelo Rei azevinho. As partes distintas eram dividas pelos ritos de Samhain e Beltane e a quem diga que pelos solstícios. Logo após a invasão de outras culturas, como a escandinava, algumas tribos passaram a conhecer os equinócios, mas há também quem diga que esse povo já os conhecia, pois praticavam rituais nessas épocas.

A história mais contada na época do inverno era a lenda do Gamo e o Lobo , a batalha dos irmãos gêmeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho. Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa e temos dias claros e longos, com o sol brilhando intensamente. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso que caça a Deusa pelas florestas, tomando-a para si. A cada novo dia o sol se torna mais forte, até o solstício de verão que é quando ele se apresenta cansado, suas forças já não são mais as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o restante de suas forças. O Rei Carvalho é vencido e seu trono é ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, na visão européia, usa peles de animais e uma guirlanda de azevinho. O Rei Azevinho traz a morte e a vida, o filho Sol nasce no Solstício de Inverno, onde o Rei azevinho perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho.

Os dois irmãos representam as faces do Deus, uma parte do ano jovem, outra ancião. Mas e o que o papai noel tem haver com isso?


Compare a imagem do Rei Azevinho e do Papai Neol. Agora pense, um Deus ancião, que trás o frio do norte (polo norte), que une as pessoas nas tribos, trás a nova esperança no solstício de inverno, o filho sol… Tem muitas semelhanças entre um e outro. O papai noel usa peles de animais, sua carruagem é puxada por renas(simbolo de inverno no HN) e usa uma planta muito familiar, o azevinho…

De Rei Azevinho para Bom Velhinho… Que mudança, mas a essência continua a mesma!

Fonte: druidadovento.blogspot.com
Resenha de Paty Witch Maeve

O Azevinho

Pertence à família das AQUIFOLIÁCEAS.

Durante a época natalícia, os ramos de azevinho convertem-se num adorno imprescindível em muitos países do mundo, como por exemplo em Inglaterra, país em que esta árvore simboliza a festa do amor e da esperança. Diz-se também que a sua madeira era utilizada para fabricar a asa de um dos objectos mais apreciados pelos ingleses: a chaleira. O azevinho também era utilizado como símbolo de protecção e por isso, ainda hoje, aparece pendurado na porta de entrada de muitos lares.

O Azevinho era uma árvore sagrada para os druidas. No calendário celta, o azevinho (Tinne em gaélico) corresponde ao período compreendido entre 8 de Julho e 4 de Agosto. Devido à dureza da sua madeira, os antigos celtas utilizavam esta árvore para fabricar as pontas de lança. Por essa mesma característica, o azevinho é também um símbolo de firmeza. Para os celtas, o rei do azevinho regia a metade descendente do ano e o rei dos carvalhos, a metade ascendente.

Nas lendas Arturianas também se encontram referencias a esta árvore. Existe uma lenda associada ao mito de Tristão e Isolda em que se conta que a bela dama teve de tomar uma dura decisão: determinar quanto tempo passaria com o seu marido, Mark e quanto tempo com o seu amante, Tristão. Podiam escolher entre a primavera, época durante a qual as árvores se vestem de verdes folhas, ou o Inverno, época em que as árvores ao carecer de folhas exibem a sua nudez. Mark ao ter prioridade, por ser seu marido, escolheu o Inverno por este ter as noites mais longas. Diz-se que Isolda sentenciou: “ Existem três árvores nobres: o azevinho, a hera e o teixo enquanto estiverem vivos, folhas terão. Enquanto eu estiver viva, pertencerei a Tristão”. No mito, Tristão adorna-se com folhas de azevinho e segundo o calendário celta, é o rei do Inverno.


Tristan and Isolde, de Rogelio de Egusquiza

Na linguagem das flores, o azevinho tem o seguinte significado: “Aqueles que tenham um amor eterno no coração e tenham errado, devem trazer folhas de azevinho”.

Em alguns países centro europeus, o azevinho é conhecido como “ árvore dos sátiros”pois pensava-se que era útil para afastar os espíritos da noite e outros gnomos maliciosos. Também os monges medievais utilizavam esta árvore para afugentar os maus espíritos.

Na antiga Roma, o historiador Plínio já outorgava ao azevinho poderes mágicos. Assegurava que se poderia transformar a água em gelo utilizando as suas flores brancas.

Dizia que plantando-se um azevinho nas proximidades de uma granja, este a protegia dos raios e feitiços. Também assegurava que a madeira de azevinho lançada contra os animais selvagens, conseguia que estes se amansassem. De certo modo, esta é a virtude que o Dr. Edward Bach encontrou na flor de Holly (azevinho): a capacidade de acalmar os instintos “animais” que todos temos dentro de nós e que, em certos momentos, afloram e não nos permitem encontrar o lado bom da vida, das pessoas e das coisas. Dito com outras palavras, a flor de Holly protege dos ventos da alma.

Na região alemã de Aquisgrán, utilizava-se esta árvore para limpar as chaminés pois consideravam a lareira o centro sagrado da casa e por isso necessitavam de um repelente natural contra os maus espíritos; neste caso, os ramos de azevinho.

Esta árvore é regida por Saturno, não só porque uma das suas aplicações médicas consiste em aplicar compressas com folhas e casca trituradas nas fracturas ósseas e entorses (os ossos são regidos por Saturno) como também porque este arbusto prefere a sombra, é de crescimento muito lento e recebe uma especial atenção durante o Inverno, a época de Saturno. Devido á sua forte acção purgante, outros especialistas destacam uma clara influencia de Marte.

Rei Carvalho / Rei Azevinho

O ano celta é dividido em duas partes diferentes: o ano claro ou crescente, governada pelo Rei Carvalho ou o ano escuro ou decrescente, governada pelo Rei Azevinho.
A história mais contada na época do Inverno era a batalha dos irmãos gémeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho, a vitória da luz sob as trevas, também conhecida por Mito do Veado e do Lobo. Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa e temos dias claros e longos, com o sol intenso. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso que caça a Deusa pelas florestas. A cada novo dia o sol torna-se mais forte, até ao Litha que é quando ele se apresenta cansado, as suas forças já não são as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o que resta das suas forças. O Rei Carvalho é vencido, sendo o trono ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, usa peles de animais e uma coroa de azevinho. O Rei Azevinho traz a morte e a vida, o filho Sol nasce no Solstício de Inverno, quando o Rei Azevinho(trevas) perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho (luz).

*E não se esqueçam de se divertirem com a vossa árvore, porque a tradição é nossa!!!!!*

Não nos devemos esquecer que este festival assinala a passagem das Trevas para a Luz, da morte para, aos poucos, a vida. O Deus nasce da Deusa, nas trevas, no frio, na chuva. Lembrem-se que do Samhain ao Yule passarm duas luas, que é o tempo normal de gestação de muitas espécies. É tempo de nos deixarmos envolver pela beleza de tudo o que nos rodeia.


Um Feliz e Abençoado Yule !!!

Caos – O Deus primórdio

Caos

Existia antes da criação e coexiste com o mundo formal, envolvendo-o como uma imensa e inexaurível reserva de energias,
Caos em grego Χάος (Kháos), do verbo χαίειν (khaíein), abrir-se, entreabrir-se, significa abismo insodável.

(Alegoria do Caos)

Caos (do grego Χάος) é, segundo Hesíodo, a primeira divindade a surgir no universo, portanto o mais velho dos deuses[1]. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a idéia de “caos” sofreu com o passar da épocas.

Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser vista como a mistura primordial dos elementos[2]. Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa “separar, ser amplo”, significando o espaço vazio primordial.

O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos[3]. Todavia Caos seria para os gregos o contrário de Eros. Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como “corte”, “rachadura”, “cisão” ou ainda “separação”, já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).

Filhos

Os filhos de Caos nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares. Nix (Noite) e Érebo (Escuridão) nasceram a partir de “pedaços” do Caos. E do mesmo modo, os filhos de Nix nasceram de “pedaços” seus; como afirma Hesíodo: sem a união sexual. Portanto a família de Caos se origina de forma assexuada.

Se Caos gera através da separação e distinção dos elementos e Eros através da união ou fusão destes, parece mais lógico que a idéia de confusão e de indistinção elemental pertença a Eros. Eros age de tal modo sobre os elementos do Mundo, que poderia fundi-los numa confusão inexorável. Assim, seu irmão Anteros equilibra sua força unificadora através da repulsa do elementos.

Caos é então uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão do elementos. Caos parece ser um deus andrógino, trazendo em si tanto o masculino como o feminino. Esta é uma característica comum a todos os deuses primogênitos de várias mitologias.

É freqüente, devido à divulgação das idéias de Ovídio, considerar Caos como uma força sem forma ou aparência, isso não é de todo uma inverdade. Na pré-história grega, tanto Caos como Eros eram representados como forças sem forma, Eros era representado por uma pedra.

Outra problemática é considerar Caos como a pai-mãe de Gaia, Tártaro e Eros, quando é somente genitora de Nix e Érebo. Na verdade ela seria “irmão-irmã” de Gaia, Tártaro e Eros.

Segundo o poeta romano Higino, Caos seria masculino e possuiria uma contraparte feminina chamada Calígena “a Névoa primordial”.

Referências

1. ↑ Hesíodo, Teogonia, 116
2. ↑ Theoi Greek Mythology
3. ↑ Ovídio, Metamorfoses

Calígena


Calígena (do grego Ομιχλης), que significa Névoa, seria personificação da Névoa Primordial. Seria um dos deuses primordiais da mitologia grega, Protogonos.

Caligena seria a contra-parte feminina de Caos. Caligena é como o Caos, é todo o universo é tudo aquilo que possui como fonte propursora da vida como cosmo.

Mãe de todo universo criadora da cosmo energia, Calígena seria a primeira divindade feminina do universo e exerceria um papel fundamental na criação do universo, assim como o próprio Caos.

Calígena é pouco citada na mitologia pelos poetas gregos e romanos e pelo Hesíodo, aparece principalmente na obra do romano Higino.

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Rito Funebre (Ezequias)

2 de Novembro, Dia de Finados

Ceremônia para finados

Cerimônia Fúnebre

Alguns males são cármicos e por isso não podem ser curados, e nesse caso a pessoa precisa seguir o ineludível destino da morte.

Esta cerimônia, é para os casos que não respondem á cura, e o Mago que a executa, procura ajudar a passagem da alma, de forma pacífica e sem dores físicas e/ou morais.

Portal entre os mundos

Pode ser celebrada tanto para os que já se foram, como para aquelas almas que estão no limiar entre os mundos, e ainda não atravessaram a fronteira entre eles, mas que não tardarão em fazê-lo, facilitando assim, a transição da existência física à espiritual.

Este ato mágico, poderia ser chamado de “Cerimônia de Desligamento”, pois que ela ajuda os seres que ainda estão presos as questões terrenas, o que os impede de um maior progresso espiritual, e da continuidade de seu caminho do “Outro Lado da Vida”.

Serão queimadas velas longas, brancas ou prateadas, na quantidade que desejar.
Antes de acender as velas, pense na pessoa como a viu na última vez, em que estava rindo e feliz.

Velas para os Mortos

Depois de acender somente metade das velas, dizer:

“Eu (diga seu nome) acendo estas velas por (dizer o nome da pessoa pela que está executando o ritual) que passou do plano da Terra para o Outro Mundo.

Lembro-me dele/a como era em vida, e lembro-me de sua vida como era entre seus amigos e parentes”.

Fazer um momento de silencio, para relembrar a vida da pessoa, aqui na Terra.

E recomece acendendo a outra metade das velas, dizendo:

Arcanjo Azrael

“Acendo estas velas por… para que possa ser levado pelas asas do Anjo Azrael, Senhor da Morte.

Peço que a sua alma possa cruzar o Estige (Styx), para descansar no lugar luminoso, mais além. Peço que seu espírito possa passar pelo portal entre este mundo e o outro, e que ele/a encontre descanso e paz.

Peço que seu tempo na Terra de Luz seja proveitoso, para que ele/a possa aprender as lições necessárias para seu retorno à Terra, e sua próxima etapa em direção ao Criador”Cruzando o Estige

Continuando após uns momentos:

“Desejo que (dizer o nome da pessoa) esteja em paz e descanse, confiando que sua família e amigos na Terra estão pensando nele/a e dirigindo-lhe seu Amor Incondicional.

Que a Paz esteja contigo!”

Fique sentada/o, em silencio, e espere que as velas queimem um poco antes de se levantar.

Depois pode continuar com os seus afazeres, e quando as velas terminarem de queimar, jogue os restos no lixo.

O Outro Lado da Vida

Halloween. O Dia das Bruxas!!!

Conectado aos mais antigos cultos pagãos, a palavra “halloween”, tem origem em tantas lendas e histórias que só podemos afirmar que é uma das mais pagãs festas “católicas” da atualidade.


Em meados do século V d.C, foi declarado que o dia 31 de outubro seria reconhecido como o dia de todos os santos, pois nas antigas tradições pagãs ele era chamado “O grande buraco”, pois acreditava-se que neste dia o mundo dos vivos e dos mortos comunicavam-se.

Ainda temos informações esparsas de diversas fontes históricas – documentos dos séculos V e VIII – citando que o nome halloween teria vindo vem da palavra hallowuinas, que seria o nome das guardiãs dos conhecimentos ocultos escandinavos.

Há várias lendas em volta do dia das bruxas. Em uma delas é que no dia 31 de outubro, um dia após o Dia do Corvo (dia 30 de outubro e que é considerado nas religiões pagãs o senhor e guardião do portal entre os vivos e os mortos) todos aqueles que morreram no ano anterior, voltariam a terra e poderiam tomar posse dos corpos vivos e fazer deles seu festim antes de voltarem a escuridão da morte. Assim, para assustar os mortos e impedir essa possessão, a população apagava sua fogueiras e velas, se vestiam com roupas assustadoras e andavam em volta das vilas para espantar os mortos que viessem vistá-los.

Embora essa prática fosse condenada pelos católicos – que acreditavam que os mortos só voltariam no Dia do Juízo. Sua prática contínua por séculos levou por fim a uma tentativa dos cristãos de assimilar a data, ao ser agregada no calendário cristão quando passou a ser definido o Dia de Finados (mortos) no dia 02 de novembro, mas isso não inibiu o halloween e suas práticas.

Tanto é que no século 17, os irlandeses que imigraram aos Estados Unidos levaram essa tradição ao país que por fim a difundiu para o mundo todo. Hoje em dia até na Ásia o dia 31 é comemorado com “gostosuras ou travessuras”.

SIMBOLOGIAS

Abóbora iluminada com a vela

A vela dentro da abóbora, vem da antiga lenda irlandesa de Jack, o Lanterna, um beberrão, ardiloso que ludibriou o diabo por duas vezes e conseguiu que ele o deixasse em paz até sua morte, porém quando morreu, foi negado a ele sua entrada no céu, pois sua vida não era digna do paraíso e devido os problemas com o senhor do inferno ele também não pode entrar lá. Mas o diabo com dó de Jack, que foi condenado a vagar pela eternidade na escuridão, lhe deu uma lanterna para que pudesse caminhar na escuridão.

A vela foi colocada originalmente dentro de um nabo e permanece duradoura. Nos USA, foi substituído por uma abóbora que no novo país era mais abundante que o nabo na Irlanda.

Gostosuras ou travessuras ( Trick or Treat)

No século IX, na Europa os católicos faziam oferendas aos parentes e conhecidos chamado de souling que significava almejar, e era comemorado no dia 02 de novembro (o Dia dos Mortos católico). Nesse dia parentes iam de casa em casa, pedindo os chamados “soul cakes” (bolo das almas) que eram feitos de groselha (não a bebida, a fruta). Para cada pedaço de bolo que a pessoa ganhava ela deveria orar para o parente do doador do bolo, pois acreditava-se que assim, ajudava-se os mortos a irem para o reino dos céus.

Com o passar do tempo, esse hábito foi cativando as crianças, e no dia de Halloween adotou-se que além de se vestirem com fantasias para assustarem os mortos, elas também pediriam doces e àqueles que não dessem sofreriam com as travessuras.

Agora você se pergunta o que têm as bruxas com tudo isso?

As bruxas comemoram o Samhaim, o ano novo celta. Ela marca o fim do verão e a entrada do ano novo, celebrando a colheita do ano todo e a renovação para o próximo.

Mas nas tradições católicas, que procuravam colocar as antigas tradições na ótica do “diabo”, dizia-se que nessa data as bruxas chegavam em sua vassouras para a festa em que o diabo era o anfitrião, voavam em volta da lua, gritavam, riam e amaldiçoavam a todos que encontravam.

Essa crença dizia que se você encontrasse uma bruxa, deveria virar sua roupa do avesso, para a maldição ou feitiço, não te pegar. E como o gato preto sempre foi associado as bruxas, nessa época diziam que eles carregavam os espíritos dos mortos e se um gato preto cruzar o seu caminho, volte por onde veio, porque se avançar terá má-sorte na certa.

Enfim…

Uma coisa é certa, é uma festa de terror com muito bom humor. Nessa data colocamos todos os demoninhos para fora e brincamos sejamos adultos ou crianças.

E as bruxas, tanto das antigas quanto das novas tradições, em todo mundo celebram essa data fantástica em volta de fogueiras, colocando seus pedidos no caldeirão, para mais um ano que vai começar.

por PatyWitchMaeve Postado em Sabbats

Samhain – A Morte do Deus

Samhain – 31 de outubro no hemisfério Norte

Samhain (pronuncia-se Sou-ein), é o Ano-Novo dos Bruxos.
No dia 31 de Outubro, comemoramos o antigo “Festival Celta dos Ancestrais”.
Essa noite era considerada a “Noite Entre os Tempos”, porque nem fazia parte do ano que se encerrava, nem do que começava.
Era um tempo mágico, de pausa, em que os véus entre os mundos dos mortos e dos vivos se esgarçava e o contato com nossos ancestrais torna-se mais fácil.
Os Portões das Sidhe estão abertos e nem humanos nem fadas precisam de senhas para entrar e sair.
O poder de magia pode ser sentido no ar, nessa noite.
O Outro Mundo se coaduna com o nosso conforme a luz do Sol baixa e o crepúsculo chega. Os espíritos daqueles que já partiram para o outro plano são mais acessíveis durante a noite de Samhain.

Samhain é uma Festa de Reencontro, o mais festivo dos Sabbats para os wiccanianos.
A morte das pessoas é, como a da vegetação e das ovelhas, parte da natureza, apenas uma etapa necessária para haver o reinício dos ciclos e logo haveria um renascimento.
O Jack Lanterna, a popular máscara de abóbora escavada com uma vela dentro (que na Europa era feita em grandes nabos), era colocado no pórtico das casas ou das janelas.
Não para “espantar maus espíritos”, mas sim para que os espíritos das pessoas daquela família reencontrassem facilmente as casas onde viveram.
O Samhain é um período de reflexão, de análise do ano que se finda, de ajustar contas com o fenômeno da vida sobre o qual não exercemos controle – a morte
Antigamente, o Samhain marcava um período de sacrifício.
Em alguns lugares, esta era a época de sacrifícios animais para assegurar comida durante as profundezas do inverno.
O Deus – identificado com os animais – também tombava para garantir a continuidade de nossa existência.
Samhain é o último dos 3 sabbats da colheita e nele celebramos a morte do Deus, que volta para o ventre grávido da Deusa, para renascer como a Criança Prometida de Yule.
Mas por que justamente nessa noite é que isso ocorria?
Samhain ocorre no pico do Outono também chamado a Festa das Maçãs.
É o tempo do ano em que o frio cresce e a morte vaga pela Terra.
O Sol está enfraquecendo cada vez mais rapidamente, a sombra cresce e as folhas das árvores estão caindo, numa preparação ao Inverno que chegará.
Essa era a época da terceira e última colheita, antes que a neve do rigoroso inverno europeu matasse, praticamente, toda a vegetação.
Os preparativos para a estocagem dos alimentos já estavam terminando, pois por todo o rigoroso inverno a colheita iniciada em junho deveria durar.
O que não fosse colhido até o dia de Samhain era deixado para apodrecer nos campos.
Era também o tempo em que os antigos povos da Europa sacrificavam seus gados (especialmente de ovelhas) e preservavam sua carne para o Inverno, pois esses animais não podiam sobreviver em grande escala nesse período do ano devido ao frio vindouro.
Só uma pequena parte, os mais viris e fortes, era mantida para o ano seguinte.
Assim, não é estranho entender porque as pessoas pensavam em sua própria morte e na daqueles que os antecederam.
Samhain é a noite em que o Velho Rei morre e a Deusa Anciã lamenta sua ausência nas próximas seis semanas. O Sol está em seu ponto mais baixo no horizonte, de acordo com as medições feitas através das antigas pedras da Britânia e da Irlanda, razão pela qual os Celtas escolheram esse Sabbat, em vez de Yule, para representar o Ano-Novo. Para os Antigos Celtas esse dia sagrado dividida o ano em duas estações, Inverno e Verão.
Samhain era o dia no qual começavam o Ano-Novo celta e o Inverno, por isso era um tempo ideal para términos e começos.

. Em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Isto simboliza a morte das plantas e a hibernação dos animais, o Deus torna-se então o Senhor da Morte e das Sombras.
Samhain é um festival do fogo e é a entrada para a parte sombria e fria da Roda do Ano. É em Samhain que as fogueiras são acesas para que os espíritos do outro mundo possam encontrar os caminhos para partirem ao Outro Mundo (País de Verão).
Samhain é o tempo de lembrarmos com amor aqueles que partiram para o outro lado, por isso é chamado de a Festa Ancestral. Toda a família, ou grupo se reúne para reverenciar os que já partiram. É muito comum nesse Sabbat se realizar uma ceia em silêncio, conectando-se com aqueles que já cruzaram os portais dos mundos. É tradicional também deixar um lugar à mesa para os ancestrais e lhes servir pratos como se eles estivessem presentes á ceia.
Para aqueles que não têm família para festejar e celebrar seus ancestrais, alimentos geralmente são deixados do lado de fora de casa, na porta de entrada, em homenagem aos familiares e amigos desencarnados.
É também tradicional deixar uma vela acesa na janela da casa para ajudar a guiar os espíritos ao longo de sua caminhada ao nosso mundo para que possam encontrar o caminho de volta.
De acordo com os antigos celtas, havia apenas duas divisões do ano que iam de Beltane a Samhain (Verão) e de Samhain a Beltane (Inverno).
Samhain é um dos quatro grandes Sabbats e muitas vezes é considerado o Grande Sabbat.
Por ser o maior de todos e o mais importante também, todos os Pagãos consideram Samhain como a noite mais mágica do ano. Muitas práticas adivinhatórias foram associadas a Samhain, as mais comuns eram aquelas que prenunciavam casamentos e fortunas para o próximo ano que estava se iniciando.
Uma das tradições mais comuns praticadas pelos povos antigos era a de colocar várias maçãs em um grande barril de água. Várias mulheres se reuniam em volta do barril, e a primeira que conseguisse pegar uma das maçãs seria a primeira a casar no próximo ano.
Na Escócia, colocavam-se pedras entre as cinzas da lareira, deixando-as “descansar” durante a noite. Se alguma pedra fosse descoberta durante a noite, representaria a morte iminente durante o próximo ano de um dos moradores da residência.
Sem sombra de dúvida a prática mais famosa do Samhain é o Jack O’Lantern (máscaras de abóboras), que sobrevive até hoje nas modernas celebrações do Halloween. Vários historiadores atribuem suas origens aos escoceses, enquanto outros lhe conferem origem irlandesa. As máscaras eram utilizadas por pessoas que precisavam sair durante a noite de Samhain. As sombras provocadas pela face esculpida n abóbora tinham a virtude de afastar os maus espíritos e todos os seres do outro mundo que vinham para perturbar. Máscaras de abóboras também eram colocadas nos batentes das janelas e em frente à porta de entrada para proteger toda a casa.
O costume norte-americano de vestir-se com trajes típicos e sair pelas casas dizendo Trick or treating, nas noites de Halloween, é de origem céltica. Nos tempos antigos, o costume não era relegado às crianças, mas sim aos adultos. Em tempos ancestrais, os vagantes iam cantando cânticos da época de casa em casa e eram presenteados com agrados pelo seus habitantes. O Treat (presente) também era requerido pelos espíritos ancestrais nessa noite através de oferendas.
O Deus neste período é identificado com os animais que eram sacrificados para continuidade da vida.
Samhain é um tempo para a reflexão, no qual olhamos para o ano mágico que passou e estabelecemos as metas para nossa vida no ano que entra.

Povo das Fadas:

Os celtas acreditavam que este festival era regido pelo Povo das Fadas, ajudantes da Mãe Terra em sua tarefa de florescer e frutificar.É o tempo em que as fadas retornam de seu descanso de inverno, despreocupadas, risonhas e loucas por brincadeiras. Na noite anterior a esta festa, em tempos muito antigos, as pessoas colocavam ramos de macieiras nas portas e janelas de suas casas para protegerem-se de fatos inesperados que ocorriam naquela noite e que, na maioria das vezes, não tinham uma explicação racional.
Na Irlanda se acreditava que a comida que sobrasse da celebração não devia ser ingerida e deveria ser oferecida às fadas.
Há muitas tradições em relação à festa, inclusive fala-se de uma lenda que conta que na noite de Beltane quem se sentar embaixo de uma árvore poderá ver a Rainha das Fadas cavalgando em seu corcel branco ou ouvir os cascos de seu cavalo cruzar as montanhas durante a noite.
Uma lenda arturiana, afirmava de Guinevere (Ginebra), considerada por muitos como descendente dos duendes, cavalgava nesse dia para recolher plantas verdes e flores de espinheiro.

Oferenda ao Povo das Fadas:

Usar fitas nas cores: laranja para prosperidade, rosa para amor, verde para abundância, amarela para cura, vermelha para proteção, preto para afastar o mal.
Se trata de uma época muito mágica, pois se diz que entre os dois mundos (humanos e das fadas) há uma linha muito tênue que os separa e qualquer um que adormeça embaixo de um espinheiro no primeiro de maio corre o risco de ser seqüestrado pelos duendes ao passar acidentalmente para o seu mundo.
Deixavam-se oferendas para o Povo das Fadas, pedindo-lhes a abertura da visão sutil e o conhecimento do uso magico das ervas e pedras.

Correspondência de Samhain

Cores: preto, roxo e laranja
Nomes Alternativos: Festa de Todos os Santos, All Hallows, Mischief Night, Hallowmas, Noite de Saman, Samaine, Halloween, All Hallows Eve.
Deuses: Deuses Anciãos, a Deusa na sua face da Anciã, o Deus como o Senhor das Sombras.
Ervas: nós-moscada, sálvia, menta, mirra, patchuli, Artemísia, alecrim, musgo, calêndula, louro, mandrágora.
Pedras: obsidiana, floco de neve, ônix, cornalina, turmalina negra, âmbar, granada, hematita.

Atividades:

· Tomar resoluções para serem colocadas em prática no próximo ano que se inicia.
· Queima de pedidos.
· Confeccionar um Jack O’Lantern.
· Fazer oferendas de maçãs e pães no jardim dos ancestrais.
· Adivinhação através do Tarô, das Runas, da bola de cristal, da vidência em espelho negro e caldeirões com água.
· Fazer máscaras que expressem a sua sombra.
· Confeccionar vassouras.
·Acender uma vela laranja à meia-noite para atrair sorte no ano que se inicia.

Erigir um Altar com a foto de seus ancestrais amados e colocar oferendas sobre ele, demonstrando seu agradecimento e reconhecimento pelos feitos deles na Terra.

Faça um altar com toalha preta, maçãs, bolos, um copo de vinho e fotos de seus ancestrais e amigos falecidos.

Na noite de Samhain, vista-se de preto, use velas pretas e roxas (que representam a Deusa da Morte, a Senhora da face Pálida).
Prepare uma grande ceia festiva, compartilhe histórias alegres sobre os que se foram – mas vivem em nossas memórias – e coloque à mesa um prato servido de toda as iguarias e um copo de sidra de maçã, para que nossos mortos queridos compartilhem conosco da festa e da refeição.

Óleo de Samhain – Em base de óleo de amêndoa coloque alecrim, calêndula, sementes de abóbora, cascas de maçã, sálvia, cascas de nozes, agulhas de pinheiro, alho e essência de vetiver e verbena.

Bolo de Samhain – Faça para os ancestrais bolo de frutas com canela.

Poção de Proteção de Samhain – Cozinhe em seu caldeirão meia xícara de água, com meia xícara de óleo de semente de uva, essência de patchouly, mirra, olíbano, pétalas de girassol, cascas e sementes de maçã, sálvia, cedro, mandrágora, pelo de cão preto, pelo de gato preto, uma pena preta. Deixe esfriar e acrescente 13 pregos de ferro, 13 cristais de quartzo pequenos e uma hematita. Enterre em seu jardim na noite de Samhain e use após 9 noites. Coloque a poção (algumas gotas) onde você desejar proteção.
Celebre Samhain consultando seus oráculos (tarot, runas, ogham).

Comidas e Bebidas Sagradas: maçã, romã, nozes, cidra, vinho quente, abóbora, chá de ervas, batata.

Queima de Pedidos :

A Queima de pedidos é um dos rituais tradicionais de Samhain. Nele banimos tudo o que tivemos de negativo e pedimos o que queremos atrair de positivo para o ano mágico que se inicia. Para isso você vai precisar de: Dois pedaços de papel em branco; Um lápis; Álcool de cereais; Folhas de louro; seu Caldeirão.
Num dos papéis escreva tudo aquilo que você quer afastar de sua vida: obstáculos, doenças, pessoas indesejadas, dificuldades, etc.
No outro escreva tudo aquilo que você quer atrair para a sua vida: saúde, prosperidade, amor, sucesso, etc.
Seja bem específico em seus pedidos e não se esqueça de no final assinar e colocar a seguinte frase: Que tudo isso seja correto e para o bem de todos.
Coloque um pouco de álcool no seu Caldeirão, acenda-o e jogue o primeiro papel, aquele que contém as coisas que você quer afastar, no fogo. Enquanto o papel queima, mentalize o mal sendo afastado. Peça à Deusa e ao Deus que todas as forças negativas sejam anuladas e que o mal seja banido.
Espere o fogo acabar, então coloque um pouco mais de álcool no Caldeirão, tomando o devido cuidado, pois o álcool quando colocado em um recipiente quente evapora e pode entrar em combustão espontaneamente. Jogue então o segundo papel, aquele que contém as coisas que você quer atrair para a sua vida, no fogo. Coloque as folhas de louro nas chamas, sempre mentalizando as boas coisas que você quer atrair para a sua vida.
Quando o fogo acabar, concentre-se na fumaça, provocada pelas folhas, subindo os céus, e peça que seus pedidos se elevem ao mundo dos Deuses.

Confeccionando um Jack O’Lantern :

A confecção do Jack O’Lantern é uma atividade tradicional desse Sabbat.
Eles enfeitam toda a nossa casa no decorrer do dia, além de servirem de ornamentação indispensável para a cerimônia de Sabbat.
Coloque um Jack do lado de fora de sua casa na noite de Samhain para afastar o s maus espíritos e visitas indesejadas de outros planos.
Para confeccionar um Jack você vai precisar de: Uma abóbora ou moranga; Uma faca; Uma vela branca; Um óleo essencial de patchuli.
Faça uma tampa na parte superior da abóbora, retire suas sementes e com a faca entalhe uma face na abóbora da forma que você achar melhor. Unja a vela branca com a essência de patchuli e coloque-a dentro da abóbora. Acenda a vela dizendo:
Com esta vela, por esta luz e pela brisa que vem do além , Eu dou as boas-vindas aos espíritos nesta noite de Samhain.

Trançando uma Corda de Bruxa:

Trançar uma Corda de Bruxa (Witch’s Cord) é um ato tradicional na noite do Samhain. Elas simbolizam o cordão que liga todos nós ao Outro Mundo, além de serem uma representação simbólica do cordão umbilical que traz todos à vida terrestre.
A Corda de Bruxa é confeccionada utilizando cores apropriadas que simbolizem aquilo que você quer atrair para sua vida no ano mágico que se inicia.
Por isso escolher a cor correta para confeccionar sua Corda de Bruxa é essencial:

Branco: Para harmonia entre as cores
Vermelho: Para afastar os inimigos, vencer os obstáculos, atrair garra e coragem.
Laranja: Para sucesso e prosperidade.
Rosa: Para atrair amor.
Preto: Para proteção e afastar o azar.
Verde: Para abundância.
Amarelo: Para atrair saúde e ter sorte no comércio.

Caso sua necessidade seja maior do que apenas uma cor pode lhe oferecer, você poderá escolher até três cores diferentes que representem os seus desejos para o próximo ano.
Pegue três barbantes na cor ou cores escolhidas e corte-os na medida de sua altura. Então comece a trançar os barbantes, sempre mentalizando aquilo que você quer atrair para a sua vida, pedindo que a Deusa e que o Deus lhe auxiliem e abençoem a corda que você está trançando. Quando tiver terminado, costure ou cole alguns símbolos no decorrer da corda que representem o seu objetivo. Por exemplo: corações para amor; moedas para prosperidade, etc. Coloque a sua Corda sobre o seu Altar durante a celebração do Sabbat e consagre-a durante a cerimônia. Pendure a sua Corda de Bruxa em um lugar de sua casa e, sempre que visualizá-la, lembre-se dos objetivos que o motivaram a confeccioná-la. Assim sua vontade será ativada.

Cordão de Samhain:

Faça uma pequena trança de lã com as cores deste Sabbat: preto, laranja e roxo. Energizando-a no dia 31 com todos os projetos que você deseja para o próximo ano e com a proteção dos Deuses para esse período. Este será o Cordão de Samhain, (Corda de Bruxa) que servirá de proteção aos seus projetos durante o decorrer do ano.

O Ritual de Samhain

Material necessário: Caldeirão; Uma vela preta; Uma vela laranja; Uma maçã; Um pão feito por você; Uma romã; Dois pedaços de papel em branco; Lápis; Alecrim; Uma colher de pau; Álcool de cereais; O Cálice com vinho.

Procedimento:

Coloque o Caldeirão sobre o Altar e disponha a vela laranja do lado direito e a vela preta do lado esquerdo.
Coloque a maçã perto da vela laranja e a romã perto da vela preta.
Trace o Círculo Mágico e então diga:


“Neste dia sagrado, no qual o véu que separa os mundos se encontra mais fino, somos visitados por nossos ancestrais.

Que a Deusa Anciã e o Senhor das Sombras possam abençoar todos os amados que viverem partilhar deste Rito de Sabbat.

Acenda as velas, dizendo:


“Sagrados Ancestrais, venham a mim. Nesta noite eu canto a magia e realizo este ritual em homenagem àqueles que partiram ao País de Verão. Que este Rito seja agradável aos olhos daqueles que já se foram. Abençoados sejam todos eles.”

Eleve o Caldeirão, dizendo:


“Este é o ventre da Mãe, o Caldeirão dos fins e recomeços.

Coloque-o novamente no lugar e pegue um pedaço de papel. Nele escreva tudo o que você quer afastar de sua vida.”

Acenda-o na vela preta e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.
Pegue o outro pedaço de papel e escreva tudo o que você quer atrair para a sua vida. Acenda-o na vela laranja e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.
Coloque o alecrim no Caldeirão, junto com as cinzas, e comece a mexer a mistura no sentido horário, dizendo:


“Que o velho morra e que o novo possa entrar.

Pelo poder da Vida e da Morte, Saúdo os espíritos desta noite de Samhaim”.

Coloque um pouco de álcool no Caldeirão e então ponha fogo, dizendo:
Através desta luz e o elo mar além, Saúdo todos os espíritos nesta noite de Samhaim.
Olhe para as chamas do fogo e mentalize todos os seus desejos.
Com o seu Athame, abra a romã, coma algumas sementes, enquanto pensa em todas as coisas negativas que quer afastar de sua vida.
Coloque algumas sementes no fogo.
Parta a maçã ao meio, coma uma das partes e jogue um pequeno pedaço nas chamas do Caldeirão.
Mentalize agora tudo o que você quer atrair de positivo.
Com a sua colher de pau, mexa o conteúdo de seu Caldeirão e então diga:

“Que o negativo se torne positivo, Que o mal se transforme em bem, Que a doença se torne saúde, E o ódio em amor.”

Beba um gole do vinho e despeje um pouco dentro do Caldeirão, fazendo uma libação, enquanto diz:


“Faço esta libação em homenagem à Deusa e ao Deus.

Homenageio também a todos os meus Ancestrais.
Que assim seja !”

Toque o pão com o Bastão e diga:


“Eu te consagro em nome dos Antigos.

Que você me traga saúde, sucesso, prosperidade e amor.”

Coma um pedaço do pão.
Cante, dance e festeje em homenagem à Deusa e aos seus antepassados.
Agradeça aos Ancestrais e desfaça o Círculo.
Coloque o resto do pão no seu jardim ou aos pés de uma árvore como oferenda aos seus ancestrais.

ORAÇÃO À SENHORA DO SAMHAIN
(Texto de Mavesper Cy Ceridwen)

Senhora,
Faze da minha Vida um hino a Ti
Que minha voz cante tuas canções,
Que meus dedos descrevam tuas maravilhas,
Que minha mente consiga receber e traduzir tuas palavras
Ah, Mãe, a terra é tua, como eu sou tua.
Ah, Mãe, a terra é minha, como és minha.
Senhora de Tudo o que existe,
Senhora de Tudo o que há
Ensina-me a lição mais simples:
Que por ti eu sempre saiba sonhar,
Que por ti eu aprenda a brilhar!
E no pó colorido das estrelas de teu manto
Sorrias em cada lágrima, em cada pranto.
E na centelha de vida que se esvai,
Sejas sempre amada e nos amai.

por PatyWitchMaeve Postado em Sabbats