Mitologia Egípicia

Egiptologia é o estudo da antiga civilização egípcia e, para alguns egiptólogos, a adoração ao Sol revela uma tendência ao monoteísmo – crença em um deus único, o oposto de politeísmo.

RÁ – AMON – AMON-RÁ – ATON – PTÁ

O deus Sol, é um deus pacífico, pai e mestre do Universo, que teria nascido segundo certos mitos, de um ovo, segundo outros, originou-se de um lótus…
Ele desperta no oriente e é conduzido pela sua barca de ouro, de 770 côvados (o côvado egípcio tinha cerca de 52 centímetros) de comprimento, para distribuir calor e luz pelo mundo.
Durante o dia apresenta uma forma humana e durante a noite ganha uma cabeça de carneiro, com longos chifres recurvados. De seu palácio, na cidade de Heliópolis, o deus Sol, reina sobre os egípcios, protege-os e concede-lhes incontáveis benefícios, enquanto vão constituindo povos em torno da terra do Egito: ao sul, os núbios; ao norte, os asiáticos; a oeste, os líbios e a leste, os beduínos.
São seus filhos: Chu (o ar), Tefnut, Geb (a Terra) e Nut (o céu). Foi Rá quem determinou que, quando um homem ofender os deuses, seja sacrificado um animal em lugar dele, um boi, uma ave, pois Rá sente repulsa aos sacrifícios humanos.
O passar do tempo é inexorável, tudo está condenado à velhice e à decrepitude, e nem mesmo o deus Rá escapa a essa lei. Seus membros vão ficando rígidos, seus ossos se convertem em prata, seu corpo vai transformando-se em ouro, seus cabelos ficam lápis-lázuli, ele precisa apoiar-se num bastão para conseguir caminhar.
No decorrer dos séculos, os egípcios veneravam uma série de divindades, suas crenças religiosas variaram muito, e cada religião ou mesmo cada cidade, prestava um culto particular a um deus ou uma deusa que o restante do império ignorava. Todos os deuses importantes foram associados a Rá, assim:
  • Amon em Tebas torna-se o primeiro de todos os deuses no decorrer do Novo Império, nessa época uma classe sacerdotal de muito poder venera-o em todo o Egito, e é representado em forma humana, às vezes dotado de cabeça de carneiro. Desde a I Dinastia, os carneiros são mumificados, mas é principalmente no Baixo Império que se tem o costume de construir vastas necrópoles, gigantescos cemitérios de animais.
  • Ptá, criador do mundo e senhor dos artesãos, segundo os sacerdotes de Mênfis, é um personagem mumificado, tem fama de ser particularmente atento às súplicas dos homens, por isso, às vezes sua imagem é representada com grandes orelhas. ]
  • Cnum, deus carneiro, cujo principal santuário encontra-se na ilha de Elefantina.
  • Aton (o disco solar) em Heliópolis. A ave chamada fênix também é venerada em Heliópolis no nascer do sol.

KHEPRA ou KHEPRI (ESCARAVELHO)

Khepri era da classe dos deuses egípcios associados com um animal particular. O nome significa o escaravelho ou aquele que surge. Divindade solar cujo culto menciona-se nos textos das pirâmides.
O escaravelho é um tipo de besouro do esterco comum em todo Egito. O hábito do escaravelho de botar ovos em esterco animal bem como nos corpos de escaravelhos mortos foi observado pelos egípcios…
O chocar subseqüente dos ovos de material aparentemente pouco prometedor conduziu os egípcios que associam o escaravelho com renovação, renascimento e ressurreição.
O hábito do escaravelho de enrolar esterco em esferas e empurrar através da terra foi também notado pelos egípcios Antigos. Khepri era freqüentemente associado com o Sol e foi concebido como um escaravelho gigantesco que rola o Sol através do céu…
A renovação e renascimento associados com o escaravelho também entrou em jogo aqui. Khepri renova o sol cada dia antes de rolar ele acima do horizonte e carrega-o com segurança através do outro mundo após o pôr do sol para renová-lo no dia seguinte.
O sacerdócio de Heliópolis o consagrou como deus do sol diurno e o venerou como sol ao surgir na tripla forma de Khepri-Rá-Áton (raiar, meio-dia, poente).
Nas iconografias aparece em forma humana com o escaravelho situado em lugar de sua cabeça, ou simplesmente como um escaravelho que empurra com suas patas dianteiras o disco solar através do céu.
O símbolo do escaravelho estava sobre os amuletos e nos selos do rei. Existia um escaravelho do coração que formava parte do vestuário do defunto.
Aquele que em vida trouxesse consigo uma imagem do escaravelho garantia, de certa forma, a persistência no ser e aquele que levasse essa imagem para a tumba tinha certeza de renascer para a vida.
O escaravelho era, assim, o amuleto preferido de vivos e mortos. Os escaravelhos destinados aos mortos têm sua face inferior tratada com o maior realismo. Geralmente são escaravelhos-corações, amuletos de pedra dura que eram depositados no lugar do coração, no peito da múmia.
Muitas vezes, o escaravelho está incrustado numa moldura retangular, fixada sobre o peito do morto. Tais amuletos foram encontrados também no tórax de certos animais sagrados.

HÓRUS – O DEUS FALCÃO

Nos pântanos do delta, num lugar chamado Chemnis, perto da cidade de Buto, Ísis dá à luz ao seu filho Hórus, que tem cabeça de falcão.
No mesmo instante, confia-o à deusa-cobra Uadite, que reina sobre todo o delta, para partir numa tarefa longa e penosa: a busca do corpo de Osíris.
Amamentado pela vaca Hátor e protegido pela cobra Uadite, o falcão Hórus enfrenta muitas dificuldades.
Depois, cresce e aperfeiçoa sua educação, e quando as suas forças tornam-se vigorosas o suficiente, Osíris, volta a Terra para ensinar-lhe as técnicas básicas de combate.
Hórus anseia por vingar o pai, reúne os egípcios fiéis a Osíris, e encorajado por Ísis, declara guerra a Set. Este e seus partidários transformam-se em animais, compondo uma tropa de serpentes, crocodilos, hipopótamos e gazelas.
Hórus, sob a forma de falcão, mutila Set, e este arranca-lhe um olho. Depois de muita luta, os dois rivais são convocados ao tribunal divino, e quem soluciona a questão, depois de curar as feridas dos dois, é o deus-íbis, Thot.
Set rumina a derrota, mas não está morto, a todo momento retoma com Hórus, a luta das trevas contra a luz (a eterna luta do bem contra o mal).
Assim, a profunda veneração que os egípcios dedicam a Hórus, só se iguala, ao terror que lhes inspira Set. Como o pai, Hórus governa com sabedoria, depois dele, reinam seus descendentes, a começar por Menés, o faraó que inaugura a I Dinastia.
Durante mais de 3.000 anos, os soberanos de 27 dinastias serão considerados herdeiros de Hórus. O Templo de Hórus, fica em Edfu.
Ele aparece sob a forma de um falcão pousado sobre os ombros do faraó Quefrén, em estátua existente no Museu do Cairo. É também representado com corpo de homem e cabeça de falcão, conforme aparece em estátua existente no Museu do Louvre, em Paris. O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar.
A sede de seu culto ficava em Heliópolis (On em egípcio), o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. O deus-Sol é retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações.
Seu nome mais comum é Rá e podia ser representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus.

É um sábio que, às vezes, é representado como um grande babuíno branco e outras vezes por um íbis sagrado. Hermópolis, é a sua cidade.
Senhor da voz, mestre das palavras, ele é famoso em toda parte por seus profundos conhecimentos. Seu espírito criativo produz invenções o tempo todo, criou os diferentes idiomas humanos, os algarismos, o cálculo, a geometria, a astronomia, aos jogos de xadrez e de dados.
Foi ele quem criou também o primeiro calendário e a escrita (os hieróglifos, que é a escrita sagrada dos egípcios).
Durante muito tempo, os hieróglifos, constituíram um mistério indecifrável e, talvez, Thot tenha sido mesmo sábio, ao reservar certos conhecimentos secretos a alguns iniciados e escondê-los do grande público, tal parece ser o ponto de vista dos escribas (aquele cuja profissão é escrever e que gozam de consideração e poder), os únicos que conseguiam ler os sinais enigmáticos, grafados da direita para a esquerda.
Em Hermópolis, cidade de Thot, há uma quantidade impressionante de múmias de íbis e de babuínos.
O íbis é uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth.
Essa ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.
Na simbologia, o íbis representa o pássaro sagrado para os antigos egípcios, que o consideravam o inventor da escrita e o deus da sabedoria. Está relacionado à morte, ao julgamento das almas e à espiritualidade, está também associado à lua crescente.
O babuino ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais.
Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.
A primeira série de selos comemorativos foi emitida em 1925, para marcar o Congresso Internacional de Geografia, ocorrido no Cairo. Os 3 selos (Scott: 105/107), com valores faciais de 5 milliemes (marrom), 10 milliemes (vermelho) e 15 milliemes (azul), mostram Thoth escrevendo o nome do rei Faud.
GEBO
O deus da Terra. A terra casa-se com o céu (Nut) e tem quatro filhos: Osíris, Set, Néftis e Ísis.

NUMO
O oceano sem praias, cujas ondas iam estourar na imensidão das trevas. Do fundo das águas, emergiu uma ilhota minúscula, de onde surgiu um ovo, de superfície lisa e perfeita.

NUTA
Deusa do Céu. Seu imenso corpo é repleto de estrelas e forma a abóbada celeste. Às vezes, os egípcios representam o Céu sob a forma de uma vaca. Casada com Geb, contra a vontade do pai Rá, foi amaldiçoada à esterilidade eterna. Mas, a astuta Nut, pede ao deus da sabedoria Thot, que acrescente cinco dias ao calendário egípcio, que nessa época tinha 360 dias. Assim, escondida do pai, Nut teve quatro filhos: Osíris, Set, Néftis e Ísis.

CHUO
O ar é quem sustenta o ventre de Nut.

AMANTIO
O mundo subterrâneo, com suas “12 portas da noite”, cada uma representa o passar de uma hora.

HÁTHOR – DEUSA DO AMOR
“Senhora do céu”, “alma das árvores”, ama-de-leite de Hórus, a vaca Hátor aparece com freqüência nos mitos. É uma deusa benevolente, adorada em várias regiões, principalmente em seu templo de Dendera. Vaca tranqüila que geralmente personifica o olho de Rá, amamentou Hórus quando nasceu. Uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres representava Hathor, deusa do céu e das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca.

SEKHMET – A LEOA SANGUINÁRIA
Uma divindade sanguinária, com corpo de mulher e cabeça de leão, encimada pelo disco solar, representava a deusa Sekhmet que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas, comanda os mensageiros da morte e é responsável pelas epidemias, tanto causando como curando as epidemias. Essa divindade feroz e poderosa era adorada, temida e venerada em várias regiões, sobretudo na cidade de Mênfis. São feitas oferendas de cerveja a esta deusa, a fim de acalmá-la. Sua juba — dizem os textos — era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol… o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria…

BASTET – DEUSA GATA
Deusa de cabeça de gato, doce e bondosa, cujo templo mais conhecido ergue-se em Bubástis (seu centro de culto), cujo nome em egípcio — Per Bast — significa “a casa de Bastet”. No Egito, o gato foi venerado como um animal delicado e útil, o favorito da deusa Bastet – a protetora dos lares, das mães e das crianças.No Antigo Egito, o gato doméstico, trazido do sul ou do oeste por volta do ano de 2.100 a.C., é considerado um ser divino, de tal ordem que, se um deles morrer de morte natural, as pessoas da casa raspam as sobrancelhas em sinal de luto.No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras efígies de bronze que provam a veneração a esse animal. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo.Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.O gato é um símbolo que assumiu múltiplos significados entre as diferentes civilizações, na simbologia. Segundo uma tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, o gato passou a ter apenas sete vidas. Animal misterioso associado aos poderes da lua, ao mundo da magia e às bruxas, os machos pretos eram a personificação do diabo.Na Cabala e no budismo o gato representa a sabedoria, a prudência e a vivacidade. A tradição popular japonesa aponta-o como um animal que atrai má sorte.

NECBETA
A deusa abutre que reina sobre o Alto Egito, e a Uadite, uma cobra fêmea que domina o delta, são imagens que estão sobre a coroa sagrada do faraó.

CONSU
Deus da Lua, esse mago de grande reputação é cultuado em várias regiões. Os tebanos vêem nele o filho de Amon-Rá. Sua cabeça de falcão é coroado pelo disco lunar.

SOBEQUE – CROCODILO
Sobeque, domina Ombo e a região do Faium. Na cidade de Crocodilópolis, é considerado o senhor do Universo, associando-se ao Sol (algumas divindades tornaram-se solares sem nenhuma justificativa em sua personalidade de origem, é o caso do deus crocodilo Sobeque). Um crocodilo (inimigo de morte dos camponeses) ou um homem com cabeça de crocodilo representavam o deus Sebek, uma divindade aliada do implacável deus Seth. Seu centro de culto era Crocodilópolis, na região do Faium, onde o animal era protegido, nutrido e domesticado. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.

ANÚBIS – CHACAL
Deus com cabeça de chacal (um dos cães selvagens que então eram comuns no Egito), que domina a arte secreta de impedir que os corpos apodreçam. O “Senhor das necrópoles”, como é chamado muitas vezes, encarrega-se de velar os túmulos e introduzir no outro mundo as almas dos defuntos. Sua cor negra, é uma promessa de renascimento. Foi ele quem reconstitui o corpo de Osíris, embalsama-o e envolve-o em bandagens, nas quais Ísis inscreve fórmulas mágicas. Anúbis é quem acompanha Osíris e Thot, numa conquista ao vasto mundo.Cães sagrados eram dedicados a Anúbis. O chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

OSÍRIS
Primeiro filho de Nut e Geb, tem uma pele escura e grande estatura. Rá deixa o seu trono suntuoso do Egito para Osíris, que desposa a sua irmã Ísis. E deste palácio em Tebas, eles governam os egípcios. Em suas mãos, Osíris, leva o cetro e o enxota-moscas, insígnias da realeza. Ele é considerado o deus do mundo vegetal, e suas cores são a preta, que representa o renascimento, e o verde, que representa a fecundidade e a vegetação. O trigo, a vinha, a cevada, foram uma dádiva de Osíris para a população, pois, ele indicou aos homens, as plantas que serviam para a sua subsistência.Osíris organiza a religião, regulamenta o culto e edifica numerosos templos no Egito. Percorre o mundo, numa conquista pacífica e proveitosa, acompanhado de Thot e de Anúbis. É denominado Unenefer, “a boa entidade”. Osíris, é morto e esquartejado em 14 pedaços, por seu invejoso irmão Set. Depois de muito tempo e um longo trabalho de Ísis, ajudada por Néftis, Thot e Anúbis, o deus assassinado, desperta para uma nova vida, porém jamais voltará à vida terrestre, segue as ordens de Rá, que ele se tornará o senhor do reino dos mortos. Depois de morrer, Osíris vai morar no Sol.Em cada cidade onde é venerado, supera um deus já existente ou assume as funções desse deus. Assim, em Mênfis é associado a Socáris, deus local dos mundos subterrâneos, e torna-se deus dos mortos. O culto a Osíris chega a ofuscar o culto ao Sol, a partir do final da V Dinastia, passa-se a acreditar que o faraó morto transforma-se em Osíris. No Médio Império, essa crença estende-se a todos os defuntos, qualquer que seja a sua origem.

SETH
Segundo filho de Nut e Geb, é um deus ruivo, que se manifesta de modo inquietante como um deus vermelho, símbolo da desordem, da violência, dos trovões, das tempestades e da guerra. Reina sobre os oásis e o imenso deserto, com sua esposa e irmã Néftis, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Inimigo mortal do irmão Osíris, seu único desejo é vencer e derrubá-lo de seu trono. Em uma armadilha, Osíris fica preso dentro de um caixão de madeira lacrado com chumbo derretido, que é jogado no rio Nilo. Set apossa-se do trono, e sai em perseguição aos companheiros de Osíris. Para escapar a essa fúria, Thot, Anúbis e os deuses favoráveis a Osíris, transformam-se e refugiam-se no corpo de animais.

ÍSIS
É uma grande Mago, tem sabedoria tanto quanto o avô Rá, é ambiciosa e astuta. O único conhecimento que lhe falta é o verdadeiro nome de Rá. Ela planejou um esquema contra Rá, onde uma serpente com seu poderoso veneno causou um mal que atormentava o seu corpo. Ninguém conseguia curar o poderoso deus, até que Ísis diz que saberia como livrar-lhe do mal, mas para isso, ela precisaria saber o seu verdadeiro nome. Conseguiu salvá-lo desse encantamento com palavras mágicas, e conseguiu descobrir o que queria, adquirindo assim poderes, onde transformou-se mais tarde, numa das maiores divindades.Para os egípcios, o nome próprio não é apenas um rótulo associado ao indivíduo, tem um significado muitas vezes religioso e chega mesmo a possuir um poder mágico. Ao saber o nome de uma pessoa, tem-se poder sobre ela. Essa crença no valor do nome encontra-se no código penal egípcio. Assim, é possível castigar um delinqüente reduzindo seu nome, ou até mesmo, para imprimir maior severidade, suprimindo-o. Nesse caso, o criminoso perde junto com seu nome, toda esperança de vida após a morte.A deusa Ísis foi objeto de uma admiração fervorosa pelas multidões. Mostra-se mãe dedicada e compassiva, uma maga protetora das crianças, esposa fiel (mesmo depois da morte do marido), e também sensível às tristezas humanas, sendo capaz de compartilhá-las. Segundo a mitologia egípcia, a história de Ísis começa quando ela e seu irmão e marido Osíris, vivem entre os homens, reinando sobre todo o Egito, com grande sabedoria. O irmão Set, mata e esquarteja Osíris. Pouco depois da morte de Osíris, Ísis tem um filho, Hórus, destinado a proteger o Egito Antigo como deus supremo, o grande deus do Sol nascente.Ísis sai então pelo Egito, juntando os pedaços do irmão morto, até que reconstitui seu corpo. A deusa faz muitos encantamentos, pronuncia palavras sagradas, dispõe amuletos sobre a múmia, e finalmente Ísis e Néftis agitam suas grandes asas sobre o corpo inanimado, onde os olhos de Osíris abrem-se. O deus assassinado desperta para uma nova vida, porém, jamais voltará à vida terrestre, segue as ordens de Rá. Depois de morrer, Osíris vai morar no Sol, e Ísis na Lua, dai adivindo a crença de que as chuvas torrenciais, que caem por influência lunar, são na realidade o pranto de Ísis por seu irmão e amante. Ísis é a deusa egípcia da natureza, que traz as cheias do rio Nilo, após as quais a terra se torna mais fértil. (O Templo de Ísis, fica na ilha de Agilka).

TOURO ÁPIS
Funerais suntuosos eram feitos regularmente em Mênfis, quando morria o touro Ápis “alma magnífica” de Ptá, que depois renascia em outro touro sagrado. O pêlo do Ápis é branco, com manchas negras na testa, na espinha dorsal e no pescoço. Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptá. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

KNUM (CARNEIRO)
O carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios, simbolizava um dos deuses relacionados com a criação. Segundo a lenda, o deus Knum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu torno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer.Seu centro de culto era a cidade de Elefantina, junto à primeira catarata do rio Nilo. Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa era Heqet, deusa com cabeça de rã, também associada à criação e ao nascimento.

TAUERET ou TUERIS (HIPOPÓTAMO)
O hipopótamo incorpora Taueret, protetora das grávidas. Tueris era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.

APÓPIS e UADITE (SERPENTE)
A serpente é às vezes “boa” – Uadite, e às vezes “má” – Apópis. Uma ameaçadora e gigantesca serpente, um monstro de 450 côvados, que ataca o Sol toda manhã e todo entardecer. Às vezes quando os dois se defrontam, o imenso corpo de Apópis esconde o grande Rá, nesse momento, o Sol para de brilhar, e os homens assistem a um eclipse. As serpentes que habitavam o além-túmulo são descritas no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era a grande serpente Apófis. Buto, é uma cidade que tem lugar de destaque nos mitos egípcios, pois, é a pátria de Uadite, a deusa cobra, e fica ao lado de Chemnis, local de nascimento de Hórus.

O que é Mitologia?


A Mitologia é o estudo e interpretação do mito e do conjunto de mitos de uma determinada cultura. O mito é um fenômeno cultural complexo com inúmeros pontos-de-vista. Em geral, mito é uma narrativa que descreve e retrata, em linguagem simbólica, a origem dos elementos básicos e suposições de uma cultura. As narrativas míticas relatam, pôr exemplo, como o mundo começou, como os animais e o homem foram criados, e como certos costumes, atitudes ou formas de atividades humanas se originaram. Quase todas as culturas possuem ou em algum tempo possuíram e viveram sob a influência dos mitos. Os mitos diferem de contos de fada, os quais se referem a um tempo que é diferente do tempo comum. A seqüência de tempo dos mitos é extraordinária – um “outro” tempo – o tempo antes do mundo vir a ser como o conhecemos. Pelo fato dos mitos se referirem a um tempo e lugar extraordinários, a deuses e outros seres sobrenaturais, eles foram vistos como aspectos de ordem religiosa.

Mitologia Grega
Crenças e observações dos antigos rituais gregos, o primeiro povo ocidental, surgindo pôr volta de 2000 a.C.. Consiste principalmente de um grupo de relatos e lendas diversos sobre uma variedade de deuses. A Mitologia grega se desenvolveu plenamente pôr volta de 700 a.C.. Três coleções clássicas de mitos – a Teogonia, pelo poeta Hesíodo, e a Ilíada e Odisséia de Homero – apareceram nesta época. A Mitologia grega tem várias características particulares. Os deuses gregos eram retratados como semelhantes aos humanos em forma e sentimentos. Ao contrário de antigas religiões, como o Hinduísmo ou o Judaísmo, a mitologia grega não envolvia revelações especiais ou ensinamentos espirituais. Também variava largamente na sua prática e crença, com nenhuma estrutura formal, tal como um governo religioso, a exemplo da igreja de nossos dias, e nenhum código escrito, como um livro sagrado.

OS DEUSES
APOLO
Filho de Zeus e Leto, filha de um Titã. Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Seu oráculo mais importante estava em Delfos, o local onde matou a serpente Píton (Sucuri). Às vezes ele concedia o dom da profecia aos mortais que ele amava, tal como a princesa Cassandra, de Tróia. Apolo era músico e encantava os deuses com seu desempenho com a lira. Era também um arqueiro-mestre e excelente corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos. Sua irmã gêmea, Ártemis, era a guardiã das virgens e das mulheres jovens, e Apolo era o protetor especial dos rapazes. Era também o deus da agricultura, do gado, da luz e da verdade. Ensinou aos humanos a arte da cura. Alguns contos retratam Apolo como severo e cruel. De acordo com a Ilíada de Homero, Apolo atendeu às orações do sacerdote Crísias para obter a libertação de sua filha das mãos do general grego Agamenon, atirando flechas envenenadas contra o exército grego.Ele também raptou e possuiu a jovem Creusa, princesa ateniense, e abandonou-a com seu filho que nascera da união. Talvez pôr causa de sua beleza, Apolo era representado com mais freqüência na arteantiga que qualquer outra divindade.
ARES
Deus da guerra e filho de Zeus, rei dos deuses, e sua esposa, Hera. Os romanos o identificaram com Marte, também um deus da guerra. Ares, sanguinário e agressivo, personificava a natureza brutal da guerra. Era impopular tanto com os deuses quanto com os humanos. Entre as divindades associadas com Ares estavam sua mulher Afrodite, deusa do amor, e divindades menos importantes, como Deimos (o Temor) e Fobos (o Tumulto), que o acompanhavam em batalha. Embora Ares fosse bélico e feroz, não era invencível, mesmo contra os mortais. A adoração de Ares, que se acredita ter origem na Trácia, não se estendia à toda a antiga Grécia, e onde existiu, não tinha importância social ou moral. Ares era uma divindade ancestral de Tebas e tinha um templo em Atenas, aos pés do Areopago, ou Colina de Ares.
ARISTEU
Filho de Apolo e da ninfa Cirene. Era adorado como o protetor dos caçadores, pastores e rebanhos, e como o inventor da apicultura e da arte de cultivar azeitonas. Quando Aristeu tentou seduzir Eurídice, a esposa do célebre músico Orfeu, ela fugiu dele e acabou sendo mortalmente ferida com a picada de uma cobra. As ninfas o puniram fazendo todas as suas abelhas morrerem. Mas ele amenizou as ninfas com um sacrifício de seu gado, de cujas carcaças emergiram novas colmeias de abelhas. Aristeu era conhecido nas artes da cura e da profecia, e vagou pôr muitas terras para compartilhar seu conhecimento e curar doentes. Era largamente venerado como um deus beneficente e freqüentemente era representado como um pastor juvenil carregando um cordeiro.
ASCLÉPIO
O deus da medicina. Era filho de Apolo e da virgem Coronis, da Tessália. Zangado porque Coronis era infiel a ele, Apolo matou-a e arrancou o nascituro Asclépio de seu ventre. Mais tarde ele enviou Asclépio ao centauro Quíron para ser educado. Asclépio aprendeu com Quíron a arte da cura e logo se tornou um grande médico. Pôr Asclépio ameaçar a ordem natural das coisas e pôr ressuscitar os mortos, Zeus o matou com um trovão. O culto à Asclépio centralizou-se em Epidauro, mas era popular pôr todo o mundo Greco-Romano. Os santuários de Asclépio funcionavam como refúgios para restabelecer a saúde, onde regimes terapêuticos tais como exercícios e dietas eram prescritos. A prática mais importante associada com as curas era o ritual da incubação, em que as pessoas aflitas eram adormecidas dentro de um templo ou cerco sagrado na esperança de que o deus viesse ter com eles em seus sonhos e prescrevesse a cura para suas doenças.
DIONISÍO
Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho. Filho de Zeus, Dionísio normalmente é caracterizado de duas maneiras. Como o deus da vegetação – especificamente das árvores frutíferas – ele freqüentemente é representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira. Ele eventualmente tornou-se o popular deus do vinho e da alegria, e milagres do vinho eram repetidamente representados em certo festivais de teatro em sua homenagem. Dionísio também é caracterizado como uma divindade cujos mistérios inspiraram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. As bacantes era um grupo de devotos femininos que deixavam seus lares para vagar de maneira errante em busca de êxtase em devoção à Dionísio. Usavam peles de veado e a eles eram atribuídos poderes ocultos. Dionísio era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para aqueles que desprezavam as orgias a ele dedicadas. De acordo com a tradição, Dionísio morria a cada inverno e renascia na primavera. Para seus seguidores, este renascimento cíclico, acompanhado pela renovação da terra com o reflorescer das plantas e a nova frutificação das árvores, personificavam a promessa da ressurreição de Dionísio. Os rituais anuais em homenagem à ressurreição de Dionísio gradualmente foram se desenvolvendo no drama grego, e importantes festivais eram celebrados em honra do deus, durante os quais grandes competições dramáticas eram conduzidas. O festival mais importante, as Dionisíacas, era celebrado em Atenas pôr cinco dias a cada primavera. Foi para estas celebrações que os dramaturgos Ésquilo, Sófocles, e Eurípides escreveram suas grandes tragédias. Pôr volta do século V a.C., Dionísio era também conhecido entre os gregos como Baco, um nome que se referia aos altos brados com os quais Dionísio era adorado nas orgias, ou mistérios dionísicos. Estas celebrações frenéticas, que provavelmente se originaram em festivais primaveris, ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações. Esta foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século II a.C., na Itália, onde os mistérios dionísicos eram chamados de Bacanália. As indulgências das Bacanálias tornaram-se extrema, e as celebrações foram proibidas pelo Senado Romano em 186 a.C.. Entretanto, no século I d.C. os mistérios dionísicos eram ainda populares, como se evidencia em representações encontradas em sarcófagos gregos.
ÉOLO
Nome de duas figuras mitológicas. Era melhor conhecido como o deus dos ventos. Vivia em Eólia, uma ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus tinha lhe dado o poder de acalmar e despertar os ventos. Quando o herói grego Odisseu (Ulisses) visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Como presente de Éolo, ao partir, Odisseu (Ulisses) recebeu dele um vento favorável e uma sacola de couro repleta com todos os ventos. Os marinheiros de Odisseu (Ulisses), pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pêlos ventos. Depois disso, Éolo se recusou a ajudá-los novamente. Outro Éolo na mitologia grega foi o rei da Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos Helenos, os primeiros habitantes da Grécia. Éolo era o antepassado dos gregos Eólios.
EROS
O deus do amor e relativo do Cupido romano. Na mitologia antiga, era representado como uma das forças primitivas da natureza, o filho do Caos, e a encarnação da harmonia e do poder criativo do universo. Logo, entretanto, passou a ser visto como um rapaz intenso e bonito, assistido pôr Pótos ( “ânsia”) ou Hímero ( “desejo”). Mais tarde a mitologia transformou-o no auxiliar constante de sua mãe, Afrodite, a deusa do amor. Na arte grega, Eros era retratado como um jovem alado, ligeiro e bonito, freqüentemente com olhos cobertos para simbolizar a cegueira do amor. Às vezes ele carregava uma flor, mas mais comumente um arco de prata e flechas, com o qual ele atirava dardos de desejo contra o peito de deuses e homens. Nas lendas e na arte romana, Eros degenerou numa criança maligna e freqüentemente era retratado como um bebê arqueiro.
HADES
Deus dos mortos. Era filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus e Possêidon. Quando os três irmãos dividiram o universo depois de terem deposto seu pai, Cronos, do trono, à Hades foi concedido o mundo subterrâneo. Aí, com sua rainha, Perséfone, que ele havia raptado do mundo superior, determinou o reino dos mortos. Embora fosse um deus impiedoso e severo, o qual não atendia à nenhuma oração ou sacrifício, não era mau. Aliás, era conhecido também como Pluto, senhor dos ricos, porque tanto colheitas como metais preciosas acreditava-se provirem de seu reino inferior. O submundo freqüentemente era chamado de Hades. Foi dividido em duas regiões: o Érebo, pôr onde os mortos passavam imediatamente após a morte, e Tártaro, a região mais profunda, onde os Titãs haviam sido aprisionados. Era um lugar infeliz e sombrio, habitado pôr formas vagas e sombras, além de ser cuidadosamente guardado pôr Cérbero, o cão de três cabeças e cauda de dragão. Rios sinistros separavam o mundo subterrâneo do mundo superior, e o velho barqueiro Caronte transportava as almas dos mortos através destas águas. Em algum lugar na escuridão do mundo subterrâneo estava localizado o palácio de Hades. Era representado como um lugar lúgubre, escuro e repleto de portões, repleto de convidados do deus e colocado no meio de campos sombrios uma paisagem assombrosa. Em lendas posteriores o mundo inferior é descrito como o lugar onde os bons são recompensados e os maus são punidos.
HEFAÍSTO
Deus do fogo e dos trabalhos manuais, filho de Zeus e Hera, ou às vezes apenas o filho de Hera. Em contraste com os outros deuses, Hefaístos era manco e desajeitado. Logo após seu nascimento ele foi expulso do Olimpo, ou pôr Hera, devido a sua deformidade, ou pôr Zeus, porque Hefaístos colocou Hera contra Zeus. Outras lendas, entretanto, contam que ele era venerado no Olimpo e foi casado com Afrodite, deusa do amor, ou com Aglaia, uma das três Graças. Como artesão entre os deuses, Hefaístos fabricava armaduras, armas e jóias. Sua oficina acreditava-se estar sobre o Monte Etna, um vulcão da Sicília. Hefaístos freqüentemente é identificado com o deus do fogo romano, Vulcano.
HÉLIO
Antigo deus sol, filho dos Titãs Hiperião e Téia, e irmão de Selene, deusa da lua, e Eos, deusa da alvorada. Acreditava-se que Hélio andava diariamente em sua carruagem dourada através dos céus, dando luz aos deuses e aos mortais. À noite ele mergulhava no oceano ocidental, do qual ele era carregado numa taça dourada para seu palácio no leste. Hélio sozinho podia controlar os cavalos ferozes que puxavam sua carruagem ardente. Quando seu filho Faetonte convenceu Hélio a deixá-lo guiar a carruagem através do céu, Faetonte morreu. Como é o único deus que pode ver toda a Terra do alto do céu, é o único que tudo sabe, e informa aos outros sobre certos segredos; e foi justamente pôr ter revelado a Hefaístos que Afrodite o traía com Ares que a deusa vingou-se dele, inspirando paixões funestas em seus descendentes: em sua filha Pasifaé e suas netas Ariadne e Fedra. Hélio foi largamente adorado pôr todo o mundo grego, mas seu principal culto estava em Rodes. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Colosso de Rodes, era uma representação de Hélio.
HERMAFRODITO
Filho de Hermes e Afrodite, cujos nomes compõe o seu. De uma enorme beleza, inspirou forte paixão à ninfa Salmácis, que pediu aos deuses para nunca mais se separarem; estes juntaram os dois amantes em um só corpo, criando um andrógino, isto é, um ser dotado de dois sexos.
HERMES
Mensageiro dos deuses, filho de Zeus e de Maia, a filha do Titã Atlas. Como servente especial de Zeus, Hermes tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado pôr cobras e coroado com asas. Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos. Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos. Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza. Apesar de sua característica virtuosa, ele era também um inimigo perigoso, astuto e ladrão. No dia de seu nascimento ele roubou o gado de seu irmão, o deus Apolo, obscurecendo sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o. Quando inquirido pôr Apolo, Hermes negou o roubo. Os irmãos finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua mais nova invenção: a lira. Hermes foi representado na arte grega como um homem barbudo e adulto; na arte clássica ele era representado com uma juventude atlética, nu e sem barba.
HIMENEU
Deus do casamento, filho de Apolo. Personificação do cantos nupciais.
HIPNOS
Deus do sono, filho de Érebo e da Noite e irmão gêmeo de Thanatos, a Morte.
MORFEU
Deus dos sonhos, filho de Hipnos, deus do sono. Morfeu formava os sonhos que vinham para aqueles que adormeciam. Ele também representava seres humanos em sonhos.
NEREU
Deus do mar, filho do deus do mar Ponto e Géia, a Mãe-Terra, conhecido como o velho homem do mar. Foi casado com Dóris, uma das filhas do Titã Oceano, com quem teve 50 lindas filhas, as ninfas do mar, conhecidas como Nereidas. Nereu vivia no fundo do mar.
ORFEU
Poeta e músico filho da musa Calíope e Apolo, deus da música, ou Eagro, rei da Trácia. Recebeu a lira de Apolo e tornou-se um músico tão perfeito que não havia nenhum mortal capaz de ser melhor do que ele. Quando Orfeu tocava e cantava, movia todos os seres animados e inanimados. Sua música encantava árvores e pedras, domesticava animais selvagens, e até mesmo os rios mudavam o seu curso na direção da música do jovem. Orfeu é mais conhecido pelo seu casamento com a adorável ninfa Eurídice. Logo depois do casamento a noiva foi picada pôr uma vespa e morreu. Triste com a perda, Orfeu resolveu ir ao mundo subterrâneo e tentar trazê-la de volta, algo que nenhum mortal jamais havia feito. Hades, o soberano do mundo subterrâneo, ficou tão satisfeito com sua música que devolveu Eurídice a Orfeu com a condição de que ele não olharia para trás até que alcançassem a superfície. Orfeu não conseguiu controlar sua avidez, e assim que alcançou a luz do dia, ele olhou para trás muito rapidamente, e Eurídice, que vinha logo atrás, desapareceu. Em desespero, Orfeu abandonou a companhia humana e vagou pelas selvas, tocando para pedras, árvores e rios. Finalmente, um bando de violentas mulheres da Trácia, que eram seguidoras de Dionísio, atacou o músico e o mataram. Quando jogaram sua cabeça decepada no rio Hebrus, ele continuou a chamar pôr Eurídice, e finalmente foi carregado à orla de Lesbos, onde as Musas o enterraram. Depois da morte de Orfeu, sua tornou-se a constelação de Lira.
PAN
Deus dos bosques, dos campos e da fertilidade, filho de Hermes, mensageiro dos deuses, e da ninfa Dríope. Era metade animal, metade homem, com chifres, membros inferiores, cascos e orelhas de bode. Era uma divindade travessa, o deus dos pastores e rebanhos. Um músico maravilhoso, acompanhava com sua flauta, as ninfas da floresta quando elas dançavam. O deus era galanteador, mas sempre rejeitado pôr causa de sua feiura. Pan assombrava as montanhas e cavernas e todos os lugares selvagens, mas seu local predileto era a Arcádia, onde nasceu. A palavra “pânico” se supõe derivar dos temores de viajantes que ouviam o som de sua flauta durante a solidão noturna.
POSSÊIDON
Possêidon, deus do mar, filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus e Hades. Possêidon era o marido de Anfitrite, uma das Nereidas, com quem ele teve um filho, Tritão.Entretanto, Possêidon teve inúmeros outros casos de amor, especialmente com ninfas de riachos e fontes, e teve filhos conhecidos pela sua selvageria e crueldade, entre eles o gigante Orion e o Ciclope Polífemo. Possêidon e Górgona Medusa eram os pais de Pégaso, o famoso cavalo alado. Possêidon aparece proeminentemente em inúmeros mitos antigos e lendas. Disputou sem sucesso com Atena, deusa da sabedoria, pelo controle de Atenas. Quando ele e Apolo, deus da música, foram enganados de receber suas recompensas depois de terem ajudado Laomedonte, rei de Tróia, a construir os muros da cidade, a vingança de Possêidon contra Tróia não teve limites. Ele enviou um terrível monstro marinho para devastar a terra, e durante a Guerra de Tróia ele ajudou os gregos. Na arte, Possêidon é representado como uma figura majestosa e barbada, segurando um tridente e freqüentemente acompanhado pôr um golfinho. Os Romanos identificaram Possêidon com seu deus do mar, Netuno.
PRÍAPO
Deus da fertilidade, protetor dos jardins e dos rebanhos. Era filho de Afrodite, deusa do amor, e de Dionísio, deus do vinho, ou, de acordo com algumas lendas, de Hermes, mensageiro dos deuses. Foi deformado, ao nascer, pôr Hera, que tinha ciúmes de sua mãe. Era comumente representado como um indivíduo grotesco com um falo enorme.
URANO
Deus dos céus e marido de Géia, deusa da terra. Urano era o pai dos Titãs, dos Ciclopes e dos Gigantes de Cem-Mãos. Os Titãs, liderados pôr seu regente, Cronos, destronaram Urano e o mutilaram, e do sangue que caiu sobre a terra criou as Erínias (ou Fúrias), que se vingavam dos crimes de patricídio, matricídio e perjúrio. Embora Urano pudesse ter sido adorado como um deus pêlos primeiros habitantes da Grécia, ele nunca foi objeto de adoração pêlos gregos no que diz respeito ao período histórico.
ZEUS
Deus do céu e regente dos deuses do Olimpo. Zeus corresponde ao deus Júpiter Romano. Zeus foi considerado, de acordo com Homero, o pai dos deuses e dos mortais. Ele não criou qualquer um dos deuses nem dos mortais. Era seu pai no sentido de ser o protetor e regente tanto da família do Olimpo quanto da raça humana. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que detinha o terrível trovão. Seu pássaro era a águia, sua árvore o carvalho. Zeus presidia sobre os deuses no Monte Olimpo, na Tessália. Seus principais relicários estavam em Dódona, em Epiros, a terra das árvores de carvalho e o relicário mais antigo, famoso pôr seu oráculo, em Olímpia, onde os Jogos do Olimpo eram celebradas em sua honra a cada quatro anos. Zeus era o filho mais jovem do Titã Cronos e Réia, e o irmão das divindades Possêidon, Hades, Héstia, Deméter e Hera. De acordo com um dos mitos antigos do nascimento de Zeus, Cronos, temendo que ele talvez fosse destronado pôr um de seus filhos, engolia-os assim que nasciam. Quando do nascimento de Zeus, Réia embrulhou uma pedra com os cueiros de criança e deu-a a Cronos para que engolisse pensando que fosse seu filhos, e ocultou o deus infante em Creta, onde foi alimentado com o leite da cabra Amaltéia e criado pôr ninfas. Quando Zeus chegou à maturidade, ele forçou Cronos a vomitar as outras crianças, que estavam ávidas para se vingar de seu pai. Na guerra que se seguiu, os Titãs lutaram ao lado de Cronos, mas Zeus e os outros deuses foram bem sucedidos, e os Titãs foram confinados no abismo do Tártaro.Zeus, a partir de então, dominou o céu, e a seus irmãos Possêidon e Hades foi conferido o poder para dominar o mar e o mundo subterrâneo, respectivamente.A terra seria governada em comum pôr todos os três. Para Homero, Zeus era imaginado de duas maneiras diferentes. É representado como o deus da justiça e da misericórdia, o protetor dos fracos e o punidor do mau. Como marido de sua irmã Hera, ele é o pai de Ares, o deus da guerra; Hebe, a deusa da juventude; Hefaístos, o deus do fogo; e Ilíthia, deusa do parto. Ao mesmo tempo, Zeus é descrito como um deus que se apaixona pôr uma mulher a cada instante e usando de todos os artifícios para esconder sua infidelidade da esposa. Os relatos de suas travessuras eram numerosos na mitologia antiga, e muitos de seus filhos eram o produto de seus casos de amor tanto com deusas quanto com mulheres mortais. Acredita-se que, com o desenvolvimento de um sentimento de ética na vida grega, a idéia de um deus lascivo, algumas vezes um ridículo deus-pai tornava-se desagradável, e então as lendas posteriores tenderam a apresentar Zeus com uma luz mais gloriosa. Seus muitos casos com mortais às vezes são explicados como o desejo dos primeiros gregos a traçar sua linhagem até o pai dos deuses. A imagem de Zeus era representada na escultura como a figura de um rei barbado. A mais célebre de todas as estátuas de Zeus era a colossal em ouro e marfim feita pôr Fídias, em Olímpia. Adorações e CrençasA mitologia grega realçava a fraqueza humana em contraste ao grandes e terríveis poderes da natureza. Os Gregos acreditavam que seus deuses, que eram imortais, controlavam todos os aspectos da natureza. Assim os gregos reconheciam que suas vidas eram completamente dependentes da boa vontade dos deuses. Em geral, as relações entre as pessoas e deuses eram consideradas amigáveis. Mas os deuses empregavam castigos severos a mortais que mostravam comportamento inaceitável, tal como o orgulho indulgente, a ambição extrema, ou mesmo a prosperidade excessiva. A mitologia estava interligada a cada aspecto da vida grega. Cada cidade se devotou a um deus particular ou para um grupo de deuses, para quem os cidadãos freqüentemente construíam templos de adoração. Em festivais e outras reuniões oficiais, poetas recitavam ou cantavam grandes lendas e histórias. Muitos gregos aprenderam sobre os deuses através das palavras dos poetas. Os gregos também aprendiam sobre os deuses através de diálogos em família, onde a adoração era comum. Partes diferentes dos lares eram dedicadas a certos deuses, e as pessoas ofereciam orações a esses deuses regularmente. Um templo de Zeus, pôr exemplo, podia ser colocado no pátio da casa, enquanto Héstia era ritualmente honrada dentro do lar. Embora os gregos não tivessem nenhum organização religiosa oficial, eles universalmente honravam certos lugares sagrados. Delfos, pôr exemplo, era um local sagrado dedicado a Apolo. Um templo construído em Delfos continha um oráculo, de quem os viajantes corajosos interrogavam a cerca do futuro. Um grupo de sacerdotes representava cada um dos locais sagrados. Estes sacerdotes interpretavam as palavras do deus mas não possuíam qualquer conhecimento especial nem poder. Além de orações, os gregos freqüentemente ofereciam sacrifícios aos deuses, normalmente de um animal doméstico, como carneiros, pôr exemplo.Principais DeusesOs gregos acreditavam que os deuses haviam escolhido o Monte Olimpo, numa região conhecida pôr Tessália, como seu lar. No Olimpo, os deuses formavam uma sociedade que era classificada quanto à autoridade e poder. Entretanto, os deuses tinham liberdade para vagar livremente, e deuses individuais eram associados a três domínios principais – o céu ou paraíso, o mar e a terra. Os doze deuses chefes, usualmente chamados de olimpianos eram Zeus, Hera, Hefaístos, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite, Héstia, Hermes, Deméter e Possêidon. Zeus era o chefe dos deuses, e o pai espiritual dos deuses e das pessoas. Hera, sua esposa, era a rainha do paraíso e a guardiã do casamento. Outros deuses eram associados ao paraíso, como Hefaístos, deus do fogo e das artes manuais; Atena, deusa da sabedoria e da guerra; Apolo, deus da luz, da poesia e da música; Ártemis, deusa da caça; Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor; Héstia, deusa do coração e da chama sagrada; Hermes, mensageiro dos deuses e senhor das ciências e das invenções. Possêidon era o senhor do mar que, junto com sua esposa Anfitrite, originou um grupo de deuses do mar menos importantes, como as nereidas e Tritão. Deméter, a deusa da agricultura, era associada com a terra. Hades, um deus importante mas que geralmente não era considerado um olimpiano, governava o mundo subterrâneo, onde ele vivia com sua esposa Perséfone. O mundo subterrâneo era um lugar escuro e triste, localizado no centro da terra. Era povoado pêlos espíritos das pessoas que morriam. Dionísio, deus do vinho e do prazer, estava entre os deuses mais populares. Os gregos devotavam muitos festivais para este deus , em algumas regiões ele se tornou tão importante quanto Zeus. Ele freqüentemente era acompanhado pôr um exército de deuses fantásticos, incluindo centauros e ninfas. Centauros tinham a cabeça e o torso humanos e o corpo de cavalo. As belas e charmosas ninfas assombravam os bosques e florestas.
OS CENTAUROS
Uma raça de monstros que acredita-se ter habitado as regiões montanhosas da Tessália e da Arcádia. Eles normalmente eram representados como humanos até a cintura, com o tronco e as pernas de um cavalo. Os centauros eram caracterizados pôr selvagerias e violência; eram conhecidos pôr sua embriaguez e cobiça e freqüentemente eram retratados como seguidores de Dionísio, o deus do vinho. Os centauros foram seguiam da Tessália quando, num furor de bebedeira, tentaram raptar a noiva do rei de Lápito de sua festa de casamento. Uma exceção a seu comportamento bestial era o Centauro Quíron, que se destacava pela sua bondade e sabedoria. Vários heróis Gregos, como Aquiles e Jasão foram educados pôr ele.
O CÃO CÉRBERO
Um cachorro com três cabeças e cauda de dragão que vigiava a entrada do Hades, ou mundo inferior. O monstro permitia a todos os espíritos que entrassem no Hades, mas não permitia a nenhum sair de lá. Apenas alguns heróis escaparam da guarda de Cérbero: o grande músico Orfeu encantou-o com sua lira, e Héracles capturou-o completamente desarmado e o trouxe pôr um curto período de tempo para as regiões superiores ao Hades. Na mitologia romana, a linda virgem Psiquê e o príncipe troiano Enéias foram capazes de pacificar Cérbero com um bolo de mel e assim continuar sua viagem pelo mundo inferior. Às vezes Cérbero é representado com uma juba de serpente e 50 cabeças.
OS CÍCLOPES
Gigantes com um olho enorme no meio da testa. No Hesíodo, os três filhos Arges, Brontes, e Steropes de Urano e Gaia, a personificação do céu e da terra, eram Ciclopes. Foram lançados no mundo inferior pôr seu irmão Cronos, um do Titãs, depois que ele destronou Urano. Mas o filho de Cronos, Zeus, libertou os Ciclopes do mundo inferior e eles, em gratidão, deram-lhe os presentes do trovão e do relâmpago com os quais derrotou Cronos e os Titãs e assim tornou-se senhor do universo. Na Odisséia de Homero, os Ciclopes eram pastores que viviam na Sicília. Eram selvagens e canibais que não temiam nem os deuses nem os humanos.Odisseu foi capturado com seus homens na caverna do Ciclope Polífemo, um filho de Possêidon, deus do mar. Para escapar da caverna depois do gigante ter devorado vários homens, Odisseu (Ulisses) cegou-o.
A ESFINGE
Monstro com cabeça e seios de mulher, corpo de leão e asas de pássaro. Permanecendo agachada à uma pedra, ela ia ao encontro de todo aquele que estava prestes a entrar na cidade de Tebas, apresentando-lhe uma charada: “o que é que tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia, e três à noite?” Aquele que não respondesse à sua questão era devorado pôr ela. Quando o herói Édipo solucionou a charada, respondendo: “o homem, que engatinha quando bebê, anda ereto quando adulto e caminha com a ajuda de uma bengala na velhice”, a Esfinge se matou. Pôr livrar Tebas deste terrível monstro, Édipo foi consagrado rei pelo povo da cidade.
GÓRGONAS
Três filhas monstruosas do deus do mar Fórcis e sua esposa, Ceto. As Górgonas eram horríveis, com a forma de dragão, cobertas com escamas douradas e cobras ao invés de cabelos. Tinham asas enormes e faces horrendas; suas línguas estavam sempre pendentes para fora, e tinham dentes grandes como presas. Viviam escondidas na extremidade ocidental do oceano, pois as pessoas que olhassem para elas se transformavam em pedra. Duas das Górgonas, Steno e Euríala, eram imortais; Medusa era a única que podia ser morta. Perseu, um rapaz nobre mas tolo, ofereceu-se para matar a Medusa e trazer sua cabeça como prova. Com a ajuda de Hermes e Atena, Perseu mostrou-lhe um espelho. Ao ver sua própria imagem, Medusa transformou-se em pedra. Perseu cortou sua cabeça e, de seu sangue surgiu Pégaso, o cavalo alado, filho de Medusa com o deus Possêidon.
A HIDRA DE LERNA
Monstro de nove-cabeças que vivia num pântano próximo à Lerna, na Grécia. Uma ameaça para todos em Argos, ela tinha um fôlego fatalmente venenoso e quando uma cabeça era cortada, cresceu outras dois em seu lugar; só a cabeça central era imortal. Héracles, enviado para matar a serpente como o segundo de seus 12 trabalhos, conseguiu matá-la queimando suas oito cabeças mortais e enterrando a nona sob uma pedra enorme. O termo hidra é comumente aplicado a qualquer situação complexa ou para problemas que continuamente apresenta dificuldades compostas.
O MINOTAURO
Monstro com cabeça de touro e corpo de homem. Era o filho de Pasifaé, rainha de Creta, e um touro branco que Possêidon tinha enviando a seu marido, o rei Minos. Quando este se recusou a sacrificar a besta, Possêidon fez com que Pasifaé se apaixonasse pelo animal. Depois do nascimento do Minotauro, Minos mandou o arquiteto e inventor Dédalo construir um labirinto tão complexo que a fuga dele sem qualquer ajuda seria impossível. Ali o Minotauro foi confinado e era alimentado com as jovens vítimas humanas que Minos forçava Atenas a lhe enviar como atributo. O herói grego Teseu estava determinado a acabar com o sacrifício inútil e se ofereceu como uma das vítimas. Quando Teseu chegou à Creta, Ariadne, filha de Minos, se apaixonou pôr ele. A jovem ajudou-o a escapar do Minotauro, dando-lhe um novelo de lã cuja ponta ele amarrou à porta do labirinto e desenrolava à medida que caminhava através do labirinto. Quando encontrou o Minotauro adormecido, ele matou o monstro e então conduziu os outros jovens sãos e salvos para a saída, enrolando novamente a lã desfiada.
A QUIMERA
Monstro com cabeça de leão, corpo de bode, cauda de dragão e que vomitava fogo. A Quimera aterrorizava a Lícia, uma região na Ásia Menor, mas finalmente foi morta pelo herói grego Belerofonte. Scylla e CharybdesDois monstros do mar que permaneciam em lados opostos de um, a personificação dos perigos da navegação próxima às pedras e redemoinhos. Scylla era uma criatura horrível com 12 pés e 6 longos pescoços, tendo uma cabeça em cada um com 3 filas de dentes, com os quais ela devorava qualquer vitima que viesse a alcançar. Vivia numa caverna num despenhadeiro. Através do estreito, oposto a ela, havia uma grande figueira sob a qual Charybdes,o redemoinho d’água, sugava e vomitava as águas do mar três vezes pôr dia, engolfando qualquer coisa que estivesse próxima. Quando Odisseu (Ulisses) passou entre eles, o herói conseguiu evitar Charybdes, mas Scylla prendeu seis homens de seu navio e devorou-os. Tempos depois, a posição geográfica desta perigosa passagem acreditava se tratar do Estreito de Messina, entre a Itália e a Sicília. Scylla, originalmente uma linda virgem amada pôr um deus de mar, tinha sido transformada num monstro pôr sua rival ciumenta, a feiticeira Circe.

Mitologia Romana
O êxito de Roma enquanto potência política foi devido, fundamentalmente, à sua posição geográfica. Localizada nas margens do Tibre, o rio principal da Itália central, não somente controlava as rotas comerciais do norte e do sul, mas também o comércio ao longo do rio propriamente dito. Quando estabeleceu um porto águas abaixo, em Óstia, expandiu os seus interesses pôr todo o Mediterrâneo.O fato de estar localizada no centro fez Roma o ponto de convergência de diversas tradições. Imediatamente para o norte se encontravam as cidades etruscas de Vulci, Tarquínia e Veies, culturalmente mais avançadas que Roma. Para o sul, dobrando a baía de Nápoles, erguiam-se as cidades mais próximas fundadas pêlos colonizadores gregos.Fundiram-se ao menos duas comunidades para criar a cidade original de Roma, acontecimento que é provavelmente celebrado na lenda do rapto das Sabinas. Rômulo, fundador de Roma, decidiu superar a escassez de mulheres que sofriam os seus súditos aprisionando as esposas e suas filhas das tribos sabinas vizinhas durante uma celebração religiosa. Como era de se prever, os homens despossuídos retornaram em grande número e assediaram a cidade. Quando os romanos fugiram, covardes, Rômulo suplicou ajuda a Júpiter. O deus fez com que as seqüestradas se queixassem que não podiam ficar quietas e ver como os seus parentes se matavam entre si. Desta forma, romanos e sabinos concordaram em se unir em única federação.
Rômulo e seu irmão gêmeo, Remo, eram descendentes de um antigo rei que tinha sido destronado. O usurpador tinha obrigado à mãe deles, Rea Sílvia, a se tornar uma vestal com o propósito de pôr fim a essa linhagem real. O historiador Tito Lívio escreveu sobre esse acontecimento: “Mas a fundação da nossa grande cidade estava nas mãos das Parcas e o início do nosso imenso Império se deveu à proteção dos deuses. Rea Sílvia foi violentada e pariu gêmeos. Declarou que o pai desconhecido era Marte… Talvez acreditasse nisso realmente ou achou melhor simular que um deus era o causador da desgraça.” O usurpador fez com que os gêmeos fossem lançados ao Tibre, mas forma resgatados, primeiro pôr uma loba e um pica-pau (animais sagrados para Marte) e depois pôr um pastor que os criou na sua fazenda. Mais tarde, os filhos de Rea Sílvia devolveram o trono ao pai dela. Ao chegarem à idade adulta decidiram fundar uma cidade no lugar onde tinham sido salvos. De qualquer forma, o projeto foi frustrado pôr uma disputa na qual Rômulo matou Remo.
A crescente riqueza de Roma atraiu rapidamente famílias etruscas. Este povo, que era influenciado grandemente pêlos gregos, levou consigo a escrita, a adivinhação, a engenharia civil, o trabalho do metal e um alfabeto que os romanos copiaram.Os colonos etruscos se integraram rapidamente e participaram de um setor dominante da classe governante. No final do século 7 a.C. os reis etruscos ocuparam o trono romano.Uma das grandes lendas romanas lembra o declínio de Tarquinio, o Soberbo, o último rei etrusco, em 510 a.C. A violação de Lucrécia pôr Sexto, filho daquele rei, provocou a queda da monarquia. Lucrécia preferiu matar-se para não viver tamanha desonra. Em conseqüência, os nobres romanos se rebelaram e instauraram a República.Pôr regra geral, as lendas romanas destacam o dever e a valentia como virtudes decisivas. Herói típico desses tempos primitivos foi Horácio Cocles, solitário defensor da única ponte que cruzava o Tibre durante o assédio etrusco. Uma vez vencidos os etruscos, os romanos se concentraram na derrota de Cartago – o grande assentamento comercial fenício no norte da África – e passaram a ser donos do Mediterrâneo. As disputas entre os estados gregos permitiram que Roma conquistasse a Macedônia, no norte da Grécia, e que depois anexasse toda a Grécia.As colônias pré-helênicas da Sicília e da península italiana já tinham introduzido os romanos em uma mitologia mais evoluída que a sua. A conquista da Grécia pôr parte de Roma completou o processo de assimilação e tornou quase indiscerníveis os deuses gregos e os romanos. À fusão dos panteões contribuiu o fato de que os romanos jamais haviam pensado nos seus deuses em termos humanos, mas bem os viam como personificações das forças naturais.Somente em um caso Roma manteve a sua independência mitológica. Trata-se da história de Enéias, o herói fundador. A celebração de Enéias alcançou o seu maior momento na vida de Augusto, o primeiro imperador romano (63 a.C. – 14 d.C). As Enéadas, o poema épico de Virgílio, parece quase uma justificação do Império.

Se Amar Fosse Fácil…


Se amar fosse fácil, não haveria tanta gente amando mal, nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil, não haveria tanta fome, nem tantas guerras, nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil, não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém, nem haveria orfanatos, porque as famílias serenas adotariam mais filhos, nem filhos mal concebidos, nem esposas mal amadas, nem mixês, nem prostitutas.
Se amar fosse tão fácil, não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto, nem haveria assassinos, nem preços exorbitantes nem os que ganham demais, nem os que ganham de menos.
Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria, no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.
Mas o amor é sentimento que depende de um “eu quero”, seguido de um “eu espero”; e a vontade é rebelde, o homem, um egoísta que maximiza seu “eu” por isso, o amor é difícil.

Mestre Apolônio de Tyana não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil,
Ama-se porque é preciso!

Mestre de Sabedoria Flávio Lins

A Verdadeira Lei do Karma

“Somos Senhores de nossas escolhas e escravos de suas consequências”

Temos a opção de escolher tudo o que queremos para as nossas vidas, mas tudo tem um preço!Podemos escolher ou decidir, a diferença do mundano do iniciado, mas sejamos conscientes de que terá uma consequência nefasta ou não que te acompanhará pelo resto de sua vida, e será proporcional e de acordo com a sua escolha que é algo pessoal ou decisão que é produto de uma orientação espiritual.

-Acabou com seu namorado (a)?

-Se separou?

-Se casou?

-Não quis mais aquele emprego?

-Decidiu sair de casa?

-Quis ter filho?

-Parou de estudar?


Enfim… seja lá qual foi a sua escolha ou decisão, saiba que tudo na vida tem um preço.


Artigo Polêmicos Sobre a Deusa Lilith

A MATER PRIMORDIAL E LILITH

“Deus criou então o homem à sua imagem,
e criou-o à imagem de Deus,
E criou-o macho e fêmea. ”
(Gênese I, vers. 27)
Lendo a Bíblia, somos levados a pensar que o ser humano a princípio foi criado hermafrodita: macho e fêmea ao mesmo tempo, embora no versículo 7 do segundo capítulo da Gênese esteja indicado que o homem foi feito do lodo da terra e a mulher, no versículo 22, “da costela tirada de Adão”. Trata-se de um erro de tradução, deve se ler “a mulher foi feita de um dos lados do primeiro ser humano”. A palavra cêla significa, em todas as passagens bíblicas, lado e não costela.
Foram sem dúvida por copiarem mal os mitos mais antigos, célticos, egípcios, fenícios, indianos, etc., que os autores da Bíblia, que a modificaram tanto.
Muito antes dos Hebreus, os povos mais antigos veneravam a Mater (Grande Mãe), em que viam a mãe da humanidade, e reproduziram-na muitas v
ezes bissexuadas, ou seja, hermafrodita.
A deusa Mout era simultaneamente Pai e Mãe supremos dos Egípcios: Neît, a Velha, era Pai dos Pais e Mãe das Mães e representavam‑na pelo esca
ravelho macho e pelo abutre fêmea.
A deusa Ishtar dos Assírios Babilônios, deusa das manhãs e das noites (Vênus Lúcifer e Vênus Vésper), era representada com uma barba, em Nínive, e a Astarté dos Fenícios também tinha uma barba, em Cartago.
No mais antigo livro do mundo, a História Fenícia, de Sanchoniathon, está escrito que “os Zophasemin ou Observadores do céu, feitos da substância primordial, eram andróginos no começo”, comentário para os Ufólogos de Plantão.
Os seus sexos diferençaram‑se quando a luz e as trevas se separaram»
O Adão da nossa Bíblia falsificada e mal tradu
zida é, na realidade, a Segunda Chance da espécie humana novamente criada.
Em Midrasch Schemot Rabba, cap. XX está escrito:
«Quando Deus criou Adão, este era homem – mulher. »
Segundo Jeremia Ben Eleaser, Deus criou o homem andrógino (macho e fêmea). Moisés Maimónida, disse: «Adão e Eva foram criados juntos, unidos de costas; quando este for duplo foi separado, Deus agarrou na metade que foi Eva e e
ntregou-a a outra metade. »
Manasseh Ben Israel escreveu que a forma de Adão era dupla, «macho à frente e fêmea atrás».
Cibele, a mãe dos deuses, era andrógina, como a Afrodite dos Gregos, que tinha ««os atributos do macho para cima das ancas, e os da mulher, para baixo. »
Em Chipre e em Berlim encontram‑se estátuas de Afrodite com barba.
Está assim esclarecido que os povos antigos pensaram muitas vezes que o ser humano primordial era um andrógino e que a Mater que adoravam acima de todos os deuses tinha simultaneamente um falo e uma vulva.
Algumas tradições, pouco consistentes de resto, como o romance da Bíblia, afirmam que Eva não foi à primeira mulher da criação.

O símbolo degenerado da serpente, apesar de tudo identificável ao seu papel de tentadora, acompanha a história da queda de Adão e Eva no paraíso terrestre.
Essa serpente era o demônio que, de fato, trouxe o conhecimento à humanidade logo que apresentou a maçã a Eva, a não ser que tivesse sido a uma concubina, porque não se sabe muito bem quem foi à primeira mulher do primeiro homem.
Uma velha lenda talmúdica, bastante não ortodoxa, segundo a Enciclopédia, dá duas mulheres a Adão: Eva e Lilith.
Quando Adão. Foi expulso do paraíso terrestre, abandonou a mulher que ouvira as propostas da Serpente e o incitara a morder a maçã (No Dicionário de Bayle diz-se que Eva, mal foi criada, perdeu logo a virgindade e a Serpente aproveito
u‑se disso para tentá-la, num momento em que Adão adormecera para repousar das fadigas conjugais. Outros exegetas são de opinião que Adão, depois do pecado, foi excomungado durante cento e cinqüenta anos, que passou com uma mulher feita como ele de lodo. Chamava-se Lília ou Lilith).
Essa mulher era Eva, que, depois de ter relações sexuais com Satan, deu à luz a duas crianças: Abel e Caim. Segundo outra lenda ainda outra menina de nome oculto pela Tradição, por motivos justos.
No Talmud, lê-se que o principal daimon ‑ fêmea era Lilith, representada com uma longa cabeleira: muito bela, excitava não só os homens como também as mulheres para jogos de amor e de volúpia.
É a ela que o Iniciado em Magia Cerimonial se diri
ge na Conjuração dos Sete: «Não nos atormentes, Lilith, afasta‑te…
Segundo o Sepher ‑ Ah ‑ Zoar, Lilith teria sido a verdadeira sedutora de Adão, enquanto Eva foi conquistada pelo belo Arcanjo da Escuridão Samael. Dos amores mágicos de Lilith e de Adão teriam nascido os egrégores ou veladores de que falam os manuscritos do mar Morto (o Tantra do Ocidente).
De qualquer modo, segundo estes comentadores
: Teríamos na origem da nossa árvore genealógica um antepassado que era o Demônio ou uma avó que era diaba!
Uma outra tradição faz de Lilith a criatura humana original anterior a Adão, a quem teria posto no mundo ou vira nascer e de quem fora à primeira mulher, o que sugere um mito de Mater.
Teriam ambos sidos modelados em argila vermelha recém-criada, com um especial esmero, por Lilith. (Os cabalistas deram o nome de Lilith a um pequeno astro escuro que foi muitas vezes observado pelos astrônomos Riccioli, Cassini, Alischer, etc. Este astro seria o segundo satélite do nosso planeta e teria também o nome de Lilith, a Lua Negra).
Uma tradição que se atribui aos pitagóricos faz de Lilith ou Vulcano, uma Antiterra que gira à volta do Sol, exatamente no sentido oposto
da elipse, embora não seja possível vê-la. Trata‑se, é evidente, de uma lenda.
No entanto, Adão o abandonou‑a, preferindo Eva, que havia sido feita da sua carne e do seu sangue «Preferiu‑se» a si mesmo, em suma!
Esta última tradição foi posta em poema pelo marquês de Belloy em 1855, com algumas variantes, pois faz nascer Lilith e Eva de uma costela de Adão.
Platão, em sua obra Banquete, conta uma outra tradição também muito antiga do homem criado andrógino.
Alguns descrevem Lilith como um critério de pureza, de ideal, de castidade e de beleza inacessível à tentação.
O Demônio, representado pela Serpente, nada p
ode contra ela.
O Mago Josefo afirma que, no tempo da criação, a Serpente tinha o dom da palavra, e mesmo amaldiçoada guardou o segredo da regeneração com sua troca de pele. Segundo Paracelso conserva ainda atualmente, por especial privilégio de Deus, o conhecimento dos maiores mistérios.
Eva ou Héva, no poema do Senhor de Belloy, é a feiticeira que encanta, mal nasce. Por essa razão é que Adão abandonou o amor de Lilith e se dedicou a Héva, a Sensual.
O enigma da primeira mulher da criação, e de um Adão hermafrodita, que se «prefere» a si próprio ao escolher uma Eva feita da sua carne e do seu sangue, sugere uma interessante tese sobre a anterioridade da criação humana.
Trata‑se, de fato, do verdadeiro problema da Ma
ter.
Estas tradições, lendas e superstições, referindo‑se a Lilith como a primeira criatura terrestre, rival de Eva, demônio, Lua Negra ou astro sombrio, provam que, desde a mais alta Antigüidade, os nossos antepassados pensaram que o ser humano primordial podia ser uma mulher: a Mater.
Esta hipótese, que se junta à dos biólogos do prin
cípio do século, daria, portanto uma anterioridade de existência à mulher.
É o que tenderia a fazer pensar, em favor do homem, a atrofia do canal de Muller, que tinha um papel essencial num tipo humano mais antigo.
Neste sentido, este primeiro tipo humano possuidor, quer do canal de Muller, quer do de Wolf (trompas, útero, vagina, canal urinário), era uma mulher.
Seja como for, essa criatura humana número um era a Mater, mãe e pai dos nossos mais longínquos antepassados, «Mãe das Mães», como dizia os Egípcios, o que explicaria o culto universal que lhe foi consagrado.
O que, do mesmo modo, daria um sentido profu
ndo às crenças antigas, às divindades andróginas da Grécia e da Assiro-Babilônia, e a essa Lilith maravilhosa e a perversa que nos legou a sua inteligência, a sua astúcia e a sua curiosidade demoníaca.
Lembrando que se levarmos em conta que a tradição bíblica está correta e Caim, o suposto mau, que foi amaldiçoado por Deus com uma marca na testa, matou Abel; então somos descendentes de Caim? E aí??
Mestre de Sabedoria Flavio Lins
.
.
.


O que é Druidismo?

“Deixemos de lado os argumentos morais, complicados e subjetivos, e passemos aos assuntos objetivos e coerentes de nossa linha lógica de pensar que tão bem nos diferem…”

Os Druidas formavam um grupo seleto de pesquisadores e buscadores da Verdade que se reuniam não em bosques, em baixo de árvores, ou dentro de cavernas escuras, úmidas e frias, como querem algumas mentes pouco inteligentes e muito imaginativas.
O grande problema é que aqueles que geralmente dizem “conhecer” o ensinamento druídico não se deram ao trabalho de pesquisar a fundo as obras que foram escritas a respeito deles, na verdade, não estamos falando de uns povos imaginários ou lendários, que viveu em uma terra mística ou lendária, mas de um grupo real, documentado e contemporâneo aos primeiros historiadores, que os viram, tocaram e falaram com eles, portanto é muito mais difícil que inventar,
por isso é muito raro encontrar obras sérias contendo as suas histórias, lendas e rituais secretos.
Os Druidas se reuniam em Colégios onde desenvolviam e preservavam conhecimentos que herdaram de uma raça anterior a nossa e muito mais avançada, que possuíam o controle total do que hoje chamamos infantilmente de Energia Telúrica, e preservado pelos orientais com o nome de Feng Shui, além de compreender o poder dos elementos, e teria dito Aristóteles, mentor de Alexandre, o Grande: — “Se pudesse escolher meus exércitos eles seriam as pedras, os ventos, o fogo os mares…” E eles dominavam claramente estas forças da natureza não por aprendizado próprio, mas por herança, e isto não é lenda, os romanos e gregos registraram seu poder.
Caius Julius Caesar, ou Júlio César se deu ao trabalho de registrar a história de sua guerra para conquistar a Gália (Portugal, Espanha, França, Holanda; norte da Itália, Romênia) e Bretanha (Inglaterra, Irlanda, Escócia), em sua obra Comentários, nela ele conta que após várias derrotas em suas batalhas, percebeu que havia os Druidas guerreiros, onde o termo druidesa não cabe, já que após um rito específico haveria a perda de polaridade, então seria o Druida ou a Druida, e entre estes estrategistas havia mulheres, que oficiavam ritos, conheciam e controlavam as RUNAS, guerreavam e comandavam tribos; como é o caso de Beodica, que além de rainha, era Druida, e de Morgana, que chegaram ao cargo de Merlin da Bretanha, em circunstâncias especiais, estes foram os estopins para a guerra entre o Império Romano expansionista patriarcal e a Céltica, um Império Dual, com igualdade de sexos, e que se expande através do conhecimento, da ordem e justiça social, como veremos, pois isso é dito não por fantasia, ou outras formas fantásticas de informações comuns hoje em dia, mas de registros históricos públicos e testemunhas.
Em primeiro lugar as diferenças os povos celtas eram os habitantes das áreas acima mencionadas mais a região Nórdica (Islândia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Suécia), eram segundo os romanos um povo guerreiro por natureza e segundo os gregos eles não possuíam escravos, fato impar naquela época e não havia analfabetos, por que?
Por causa dos Druidas que eram os membros do Colégio, que eram Juizes, engenheiros, médicos professores generais etc…
O problema maior para os romanos foi o grau de sigilo da Ordem, e como eles conseguiam derrotar as legiões romanas? César registrou:
“… E existe um grupo de Druidas que observavam e comandavam a batalha, então um grupo especial tinha a missão de matá-los, mas ao se aproximar para golpear, eles olhavam nos olhos do agressor e não diziam nada e caiam no chão sem reagir e sem expressar qualquer medo perante a morte, pois possuíam a concepção de que se encontrariam em outra vida…”, tal era a certeza da reencarnação e em um conceito mais avançado conhecido como metempsicose.
As Druidas deram trabalho aos romanos, pois além de guerreiras, que deram fama as Amazonas, que é um outro ramo de guerreiras-sacerdote, após a vitória Romana, criaram as Cones, e fizeram um ramo secreto conhecido como Wicca, não estes grupos de desequilibradas que não entram em igrejas e tem medo de água benta e, aliás, basta ver o filme real e sem fantasias “As Bruxas de Salem”, que mostra que estas paranóicas nada têm a ver com as heroínas seguidoras da verdadeira Força de Polaridade Negativa.
E são consideradas heroínas, em segredo, e um dos motivos seria o seguinte: na Segunda Guerra elas ajudaram a impedir a invasão da Inglaterra pelos alemães, os fatos narrados pertencem a arquivos não oficiais: “… E então elas se reuniram com sua rainha em sua ilha…, localizada na Inglaterra e nas vésperas da ofensiva contra a grande Ilha, como elas a chamam, formaram um círculo com o número necessário de irmãs, e durante treze dias formaram uma força conhecida como Egrégora através do cântico, cada uma não podendo largar a mão da outra, sem poder sair do círculo, para nada, as mais idosas e as menos capazes, caíam uma a uma e à medida que o círculo abria, elas imediatamente davam as mãos para fechar, e uma disse: Perdemos muitas irmãs naqueles dias, mas continuaremos sempre a necessidade assim o exigir…”.
* * *
Uma formula Druida de limpeza de ambiente que não põe em perigo quem o faz, sem qualquer conhecimento ou verdadeira iniciação, é a seguinte:

“Para os casos de fraquezas, desânimos, depressões, choro, pesadelos”:
Pegue oito espinhos de rosas vermelhas e os coloque dentro de seu perfume, então o borrife nos lugares que você queira purificar e atrair superiores presenças equilibradoras.
A formula falada é:

Um espinho quando espeta
Surpreende quem não sabia,
Ele não só provoca dor,
Ele também conduz a magia
E em nome dessa magia
Eu digo ao espinho:
” Que assim seja;
E assim se faça! “.

Esta é a fórmula falada para estes casos, mas porque o espinho?
E porque deve ser o perfume de seu uso pessoal?
Será que cada essência de magia possui uma formula falada diferente?
Entre os outros casos, a magia possui uma função dentro de um contexto, não é apenas exaltação de Ego de pessoas que não tem o que fazer, pois é na hora da necessidade que sabemos se este Conhecimento existe ou não.
Mestre de Sabedoria Flávio Lins

Comidas Ritualisticas



Salada da Prosperidade

1/2 Kg de grão de bico
1 lata de milho verde
1 tomate cortado em cubinhos
1 cebola cortada em cubinhos
1 pimentão verde cortado em cubinhos salsa e cebolinha
3 pitadas de noz moscada
1 colher (de sobremesa) de orégano
1 colher (de chá) de manjericão
Azeite
Vinagre balsâmico ou vinagre comum

Cozinhar o grão de bico com sal a gosto. Escorrer a água e misturar o azeite, o milho, noz moscada, orégano e manjericão. Quando estiver frio acrescentar os outros ingredientes. Servir em uma travessa azul, de preferência.

Enquanto prepara e enquanto degusta, fazer os pedidos relacionados a dinheiro, imaginando-se na situação desejada, já tendo conseguido o que pretende. Separar um prato desta salada, colocá-lo num jardim bonito, cercado de dez moedas de quaisquer valores, oferecendo aos Deuses da Fortuna.

Pão para Sabbat

2 xícaras (chá) de farinha de trigo
½ xícara (chá) de leite
1 ovo inteiro
2 colheres (sopa) de margarina derretida
1 colher (sopa) de fermento para bolo
sal a gosto

Amasse bem todos os ingredientes e forme pequenos pães. Se desejar, recheie com as ervas ou grãos do Sabbat que está comemorando e enrole como rocambole.

Biscoitos Encantados de Vênus
Faça-os quando quiser despertar sua energia sedutora.

½ xícara (chá) de manteiga
½ xícara (chá) de açúcar branco
½ xícara (chá) de açúcar mascavo
4 gemas
1 colher (chá) de água
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
½ colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 ½ xícara (chá) de chocolate meio amargo em pedacinhos
1 colher (chá) de essência de hortelã

Misture muito bem a manteiga, os açúcares, as gemas, a água e a essência de hortelã até formar um creme. Adicione os outros ingredientes e faça uma massa bem homogênea. Modele os biscoitos e coloque em fôrma untada. Asse em forno quente por 25 minutos. Ofereça também a quem você quer seduzir. Consagre o feitiço a Hécate.

Espaguete de Eros
Este é um poderoso condutor da sexualidade e possui grande poder de sedução.

300g de espaguete
¼ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
¼ xícara (chá) de queijo ementhal ralado
¼ xícara (chá) de queijo cheddar ralado
¼ xícara (chá) de queijo gouda ralado
½ xícara (chá) de creme de leite fresco
1 colher (sobremesa) de manteiga
Sal
pimenta do reino
1 colher (sobremesa) de manjeiricão

Cozinhe a massa e escorra bem. Misture os queijos, o creme de leite e a manteiga numa panela de cerâmica e leve ao fogo baixo até ferver, mexendo sempre com uma colher de pau. Adicione o sal e a pimenta a gosto e o manjericão. Jogue a massa suavemente na mistura e mexa. Consagre o feitiço a Vênus e Eros.

Maçãs Encantadas
Para quem costuma ter pesadelos.

6 maçãs cortadas
½ xícara (chá) de aveia
½ xícara (chá) de farinha integral
½ xícara (chá) de gergelim
½ xícara (chá) de castanhas
¼ xícara (chá) de óleo de girassol
½ colher (chá) de sal
½ xícara (chá) de água
½ colher (chá) de canela

Misture as farinhas, o gergelim, a castanha, o óleo, o sal e os demais ingredientes até obter uma mistura crocante. Coloque as maçãs numa fôrma refratária untada, despeje sobre elas e cubra com tampa ou papel alumínio. Asse por 45 minutos. Retire a tampa e deixe no forno até dourar. Consagre o feitiço aos duendes e peça para acabar com os pesadelos.

Pão de Alecrim
Para invocar bons fluídos para o futuro.

2 colheres (sopa) rasas de água morna
15g de fermento biológico
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
½ colher (sopa) de alecrim seco

Numa tigela, coloque o fermento, a água, o sal e o mel e deixe descansar por 15 minutos. Acrescente o leite morno, a farinha e a margarina e misture até formar uma massa que desgrude das mãos (se necessário, acrescente mais farinha). Ponha o alecrim e amasse novamente. Deixe descansar até dobrar de tamanho, coloque em fôrmas para pão e asse em forno pré aquecido até dourar.


Pão do Amor
Deve ser feito especialmente para quem se ama.

500g de farinha de trigo
30g de fermento biológico
1 colher rasa (sobremesa) de açúcar
sal a gosto
½ xícara (chá) de azeite
Gengibre
Alcaparra
tomate seco
ervas (manjerona, tomilho, orégano, manjericão)

Misture o fermento e o açúcar, até dissolver. Junte o sal, o azeite, a farinha e amasse bem, pensando em seu amor. Junte à massa o gengibre ralado, as alcaparras e tomates secos picados e as ervas. Deixe a massa descansar por 30 minutos. Enrole o pão em forma de meia lua ou de coração, pincele com ovo batido e asse em forno pré aquecido. Faça o feitiço às sextas feiras, de preferência na Lua Crescente ou Cheia. Consagre o feitiço a Vênus.

Pão da Felicidade
Prepare-o quando estiver em busca de alegria e felicidade.

1 xícara (chá) de manteiga
½ xícara (chá) de leite adoçado
½ xícara (chá) de mel
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
½ xícara (chá) de germe de trigo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo integral
½ colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de passas

Misture todos os ingredientes e mexa com uma colher de pau. Coloque numa fôrma de pão untada e asse em forno quente por 1 hora. Consague o feitiço a Júpiter.

Pão de Passas
Consagrado a Marte, indicado para quando se precisa de iniciativa e criatividade para cumprir metas.

2 colheres (sopa) rasas de água morna
15g de fermento biológico
1 xícara (chá) de leite morno
1 colher (sopa) de margarina
¼ xícara (chá) de mel
1 colher (chá) de sal
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 punhado de uva passa

Misture o fermento, a água, o sal e o mel e deixe descansar por 15 minutos. Em seguida, acrescente leite morno, farinha e margarina, mexendo até formar uma massa que desgrude das mãos (se necessário, acrescente mais farinha). Junte as pasas, coloque em fôrma de pão untada e deixe crescer até dobrar de tamanho. Asse em forno pré aquecido. Sirva com suco de beterraba (½ copo de suco de laranja, ¼ copo de água gelada, 1 colher (sopa) açúcar, 1 pedaço pequeno de beterraba crua. Bata tudo no liquidificador e coe.). Consagre o feitiço a Marte.


Sopa de Pão
Indicada para afastar a melancolia.

½ xícara (chá) de uva passa
3 xícaras (chá) de iogurte natural
½ xícara (chá) de creme de leite fresco
1 ovo cozido picado
6 cubos de gelo
1 pepino picado
¼ xícara (chá) de cebolinha picada
sal e pimenta do reino
1 colher (sopa) de salsa picada
1 colher (chá) de dill

Deixe as uvas passas de molho em água fria durante 5 minutos. Coloque o iogurte numa tigela grande e adicione o creme de leite, o ovo, os cubos de gelo, o pepino, a cebolinha, o sal e a pimenta do reino. Escorra a uva passa e acrescente à mistura. Junte a essa mistura 1 xícara de água fria e misture bem. Leve à geladeira por 2 ou 3 horas. Sirva enfeitada com salsa e dill picados.

Bebidas Ritualísticas

Hidromel suave (não alcoólico)

1 litro de água, de preferência mineral
1 xícara de mel
1 limão fatiado
1/2 colher de chá de noz-moscada
Ferva todos os ingredientes num recipiente não metálico. Enquanto ferve retire a “nata” com uma colher de pau. Quando não estiver mais soltando “nata”, acrescente o seguinte:
1 pitada de sal

Suco de meio limão

Coe e deixe esfriar.

Poção do Amor

1 litro de água
1 pedaço de canela em pau
3 colheres (sopa) de mel
1 punhado de pétalas de rosas de jardim (brancas ou cor-de-rosa)

Na água fervente, coloque os outros ingredientes.

Para quem está procurando um amor, ou quer manter o seu. Ofereça o chá para a pessoa que você quer conquistar, ou beba sozinho.

Poção do Amor dos Bruxos e Ciganos

1 colher (de sopa) de manjericão seco e triturado

1 colher (de sopa) de funcho seco

1 colher (de sopa) de vervena européia seca

3 pitadas de noz moscada rasteira

1/4 de xícara de vinho tinto

Coloque todos os ingredientes num caldeirão. Misture bem e leve o caldeirão ao fogo. Acenda uma vela cor-de-rosa que tenha sido untada com óleo de rosa e diga:

” LUZ DA VELA, MORNA E BRILHANTE, ACENDA AS CHAMAS DO AMOR ESTA NOITE. QUE O AMOR DA MINHA ALMA COMPANHEIRA QUEIME FORTE POR MIM. ESTA é A MINHA VONTADE, QUE ASSIM SEJA!”


Após a poção ter fervido por três minutos, retire o caldeirão do fogo e deixe esfriar. Coe o líquido numa gaze limpa e coloque numa xícara. Adicione um pouco de mel para adoçar a poção e beba.

Se você deseja o amor de determinado homem ou mulher, concentre-se sobre ele ou ela enquanto prepara a bebida. Beba metade da poção e dê a outra metade para o ser amado a fim de que ele a beba logo que possível. Se ele ou ela for carmicamente perfeito para você, a centelha do amor será instantaneamente acesa. Naturalmente, o resto ficará por sua conta.

As melhores épocas para preparar a Poção do Amor dos Bruxos e Ciganos, como todas as poções e encantamentos de amor, são as sextas-feiras (regidas por Vênus), a Véspera de Santa Agnes (a noite de 20 de janeiro), o dia de São Valentim (14 de fevereiro), qualquer noite de lua crescente e sempre que a lua estiver nos signos regidos por Vênus, Touro ou Libra.