Origem dos "Streghe" (Bruxos Italianos)

Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.

A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.

Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.

No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.

A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue. \

Existe também a tradição Aridiana proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.

Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.

Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais…

Stregherie

A velha religião na Itália começou com os povos Etruscos que apareceram na Itália por volta de 1.000a.c, por serem povos místicos e possuidores de conhecimento de magia eles influenciaram em muito a religião da Itália.

Os povos Etruscos deixaram tumbas magníficas decoradas, pintadas e ás vezes com jóias armas, utensílios de uso pessoal, todos esses objetos indicavam o nível social da pessoa que ali estava enterrada, acreditavam na vida após a morte e que os deuses se fossem bem celebrados durante suas vidas na terra, poderiam lhes reservar uma boa vida após a morte.

Os deuses ocupavam um lugar importante na vida dos Etruscos, influenciavam seus comportamentos, seus relacionamentos e a idéia principal dos Etruscos era o poder que os deuses podiam emprestar “aos humanos”, portanto o poder divino era consciente entre os Etruscos, com seus hábitos, sua religião e seus conhecimentos influenciaram sobre maneira toda a região da Itália.

A vinda do cristianismo na Itália determinou a queda do Paganismo e os cultos mágicos aos deuses foi considerado ilegal .As sacerdotizas de Diana se refugiaram em vilas isoladas… onde hoje é encontrado o templo de Diana em ruínas, portanto a Velha Religião foi conservada nessas áreas rurais e o seu conhecimento existem até hoje na Itália moderna.

A perseguição das bruxas na Itália não foi violenta como foi em outros países pois as bruxas italianas se concentravam em vilas isoladas e eram geralmente muito bem toleradas.

A bruxa italiana chama-se Stregha e o bruxo italiano chama-se Streghone e o coven de bruxos é chamado de Boschetto A Stregheria também tem várias tradições conforme as regiões da Itália, por exemplo na Sicilia, norte da Itália, sul da Itália etc…

Na Stregha é muito importante os laços familiares, os espíritos que protegem e preservam a antiga religião e seus conhecimentos. Ha muitas diferenças entre as bruxas americanas e as bruxas italianas, essas diferenças além de serem históricas são devidas a diferentes tradições e diferentes crenças. Os Estados Unidos fica muito longe da Itália e numa época passada, nos tempos primitivos é lógico que o conhecimento da Itália eram diferentes dos conhecimentos americanos assim como a sua história, por exemplo: uma bruxa Strega nunca ouviu falar sobre karma há tempos atrás, por que o conceito oriental místico só chegou na Itália neste século, portanto não se escutava falar sobre tantra, I’ching, chákra, yoga, estes conceitos não estavam presentes na Itália no ano de 1.300… Como a Stregha italiana têm seus alicerces na velha religião praticada nessa época, genuinamente ela não usa conceitos orientais .

Outro exemplo: Na Itália temos quase 200 dialetos diferentes, o que originam diversas formas de conhecimentos, tradições e clãs.

A magia Stregha usa muitos objetos da natureza, amuletos, talismãs, adivinhações, feitiços, os círculos mágicos também são feitos, é muito comum se encontrar chaves feitas de ouro ou prata, tesouras ferraduras, pérolas, fitas vermelhas e sal.

Já foi dito que é muito importante os laços familiares na bruxaria Stregha e geralmente a iniciação de uma bruxa Stregha começa desde o momento de seu nascimento. as mulheres mais velhas da família gradativamente vão oferecendo conhecimentos para a iniciada e vão notando quais os dons que esta iniciada nasceu com eles.

Isto também se dá com os meninos que florescem mais tarde na magia que as meninas.

A herança de Aradia

Trago a questão da herança. Resolvi pegar um dos pilares mais tradicionais das práticas de Stregheria – ou de qualquer vertente mais tradicional (e hereditária): o sangue. Para muitas streghe, ele é o passaporte para a entrada nos “mistérios”. A herança do sangue é bem forte e une muitos clãs e praticantes. Para alguns, o simples nascer em determinada família já é um rito iniciático. A questão central aqui é: fazer parte de uma família, ter uma descendência “mágicka” conta – e muito! Muitas famílias não abrem seu livro mágicko ou sua linhagem para ninguém e os únicos estranhos são os cônjuges dos filhos.

“Poxa vida… então, se eu não vier de uma família bruxa, nada feito?”, alguns podem estar pensando. 😦

Na verdade, muitas trilhas levam ao Caminho. Algumas streghe acreditam que o processo evolutivo permite aos iniciados estar sempre juntos dos seus – porém, nada garante que com o mesmo sangue terreno. Eu acredito fortemente nisso. Alias, vale observar as pessoas que seguem religiões africanas; tradições de sangue negro. Muitos têm esse sangue correndo em suas veias, no entanto alguns daqueles que se dedicam e se iniciam são de descendência preponderantemente européia. O que as traz até o terreiro? Aleph, meu companheiro mágicko, diz “que são pessoas de alma negra”. Quem remexeu caldeirão uma vez, fatalmente o fará novamente.

Aqui então se firma um ponto interessante: não importa de onde vem a sua ancestralidade, mas para onde ela te leva – além de sabermos reverenciar isso com propriedade.

Se seus avós são como os meus, católicos e espíritas, isso não impede que ninguém de trilhar uma estrada de (neo)paganismo. Nossos rituais e nomenclaturas podem ser diferentes, mas nossa essência é como a água: molda-se ao recipiente que a carrega. Procuramos o divino; eu o vejo no Sol, na Lua ou na Terra, mas minha família o vê em Jesus. Ainda assim, somos uma família e temos nossas particularidades e cultos: somos a nossa tradição.

Esta é a herança de Aradia. A famosa figura da Stregheria – principalmente pelas mãos de Charles Leland e seu Gospel – traz essa força: de quem volta às suas origens e as incorpora, saindo depois para levar a outros este mesmo processo. Eu penso que este é um processo que tem de acontecer para entrarmos em processo iniciático. Algo como “Conhece a ti mesmo”. Se conhecer é tirar o primeiro véu de seus olhos e assumir sua personalidade mágicka – independentemente de qual seja seu Caminho. Ao centrar meus estudos na Bruxaria Italiana, recebi uma grande oportunidade: a de poder olhar os meus e entender melhor por que estava fazendo aquilo (e por que continuo).

Eu creio que esta é uma das lições da mestra Aradia. A lição de trazer seu sangue e honrá-lo. Isto é dizer aos seus ancestrais: “não me esqueci de quem somos!”.

Benedizioni di Diana

por Pietra D C Luna

Objetos usados na Strega

· A concha: a mais antiga ferramenta que se tem conhecimento na Strega é a concha.Elas representam o útero feminino, a deusa, e é muito usadas em invocações. elas podem ser de vários tamanhos mas do tipo da concha da “shell”, são colocadas em altares com água do mar com uma pequenina concha no centro da maior para representar o poder da lua, a concha maior simboliza a grande deusa e a menor o pedido a ser feito para a deusa, ela pode ser preenchida com licor Stregha que ao pegar fogo representa a divindade.

· A varinha: pode ser feita de árvores frutíferas tomando um galho delas de forma consagrada ,cada árvore tem um poder respectivo que imanta a varinha com este poder. Quando formos colher um galho de uma árvore para fazer uma varinha devemos fazer uma reverencia a o espírito dela. A varinha representa a extensão do braço humano e ela pode ser usada desde para debelar uma demanda espiritual até mandar uma mensagem .É o símbolo do elemento ar.

· O cálice: O cálice é uma derivação da concha ,também simbolizando o útero sagrado, a mesma associação feita à concha, o cálice está associado á compaixão e ao poder pessoal.

· A espada ou athame: também chamada espada da razão , ela é necessária para manter a estabilidade mental. E associada ao elemento fogo onde foi forjada.

· O pentagrama: O pentagrama original Stregha eram feitos em rochas ou substancias naturais como madeira, couro. Eles sempre foram usados como símbolos de proteção e para delimitar um espaço sagrado.

· Nantabag: A Nantabag é usada na Stregha para manter sempre perto da bruxa seus objetos usados para os rituais e para ela criar sua magia em qualquer lugar e qualquer tempo. Ela é feita de couro ou tecido de algodão e nela temos representações em miniaturas das ferramentas usadas em rituais. Uma típica Nantabag contém:
~> um cálice
~> uma varinha ou a própria semente da árvore
~> um pentagrama cunhado em uma moeda
~> uma pedra representando a terra
~> uma pena representando o ar
~> um incenso
~> duas velas pequenas brancas
~> um pedaço de corda com os nós
~> um pequeno copinho para o licor
~> uma pequena concha, um símbolo da deusa
~> uma porção de sal
~> algumas ervas
~> seu objeto de poder pessoal, que pode ser um amuleto, um cristal etc…

· A vassoura: A vassoura é usada na Stregha como proteção e para rituais de banimento, a vassoura é um símbolo de como uma bruxa Stregha pode viajar no astral, se projetar para qualquer lugar, entrar em qualquer porta e em qualquer área. Em rituais de banimento ela é usada atravessada na porta de entrada com o sal para remover as energias negativas, quando atravessamos a vassoura na porta de entrada de uma casa estamos impedindo a entrada de qualquer energia.

· Tesouras : As tesouras são usadas para quebrar feitiços e para ajudar nas conexões astrais, deve ser colocadas sobre as janelas ou atrás das portas para cortar qualquer maldição.

· O caldeirão: É usado nos rituais em celebração e oferendas aos deuses e espíritos.O ponto central do altar da bruxa Stregha é a chama azul gerada pela queima do Stregha, um licor preparado especialmente para os deuses que pode ser colocado no caldeirão ou na concha.

· Oratório: O oratório é usado para representar um templo sagrado suportado por duas colunas esse oratório deve ser colocado sobre a terra e de maneira que oferendas possam ser feitas nesse lugar, o oratório é o ponto principal onde os velhos espíritos se comunicam com a Stregha. A imagem da deusa, de um anjo pode estar contido no oratório, um prato com leite, vinho e mel deve ser oferecido aos deuses, velas acesas, jóias, pinturas e os objetos pessoais da bruxa.

Deuses e Deusas

Agenoria: deusa etrusca para despertar ações

Anterus: deus da paixão.

Aplu: deus etrusco do tempo.

Astréa: deusa da justiça.

Belchans: deus etrusco do fogo.

Carmem ou Carmina: deusa dos encantamentos e dos feitiços.

Caltha: deus etrusco do sol.

Cloacina: deusa etrusca de tudo que é sujo e obsceno.

Charun: deus etrusco do submundo, sua função é governar a morte e transportar as almas para a vida após a morte.

Comos: deus das bebidas.

Corvus: mensageiro dos deuses.

Cópia: deusa da prosperidade.

Diana: deusa triplice, jovem, mãe e anciã, a deusa das bruxas.

Dianus: deus da fertilidade, deus cornudo das florestas, com sorte de Diana.

Egéria: deusa etrusca das fontes, ela possuia o dom da profecia.

Fana: deusa da terra, das florestas e da fertilidade.

Faunos: o masculino de Fana.

Februus: deus etrusco da purificação iniciação e morte.

Felicitas: deusa etrusca da boa sorte.

Feronia: deusa etrusca que protege a liberdade dos homens, a vida nas florestas e as cabanas aos pés das montanhas.

Fortuna: deusa do destino, da fortuna, da sorte e da fertilidade.

Furina: deusa etrusca da noite e dos ladrões.

Horta: deusa etrusca da agricultura.

Jana: deusa da lua.

Janus: deus etrusco do sol, dos portais, dos limites, associado com jornadas.

Losna: deusa etrusca da lua.

Lupercus: o deus lobo, deus da agricultura.

Nethuns: deus etrusco da água fresca.

Nox: deusa da noite.

Pertunda: deusa do amor sexual e dos prazeres.

Tagni: nome mais velho do deus da bruxaria.

Tana: deusa das estrelas.

Tanus: deus das estrelas, consorte de Tana.

Tuchulcha: deusa etrusca da morte, ela é parte humana, parte pássaro, com cobras nos cabelos e nos braços.

Umbria: deusa das sombras e de tudo que é secreto.

Veive: deusa etrusca da vingança, é retratada com um jovem coroado de louros com arco e flecha nas mãos.

Vesta: deusa do fogo e do coração.

Zirna: deusa etrusca da lua, ela é representada pela meia lua

Magia Lunar

Nos tempos antigos, as strega tinham a posição de Sacerdotisa da Lua. Nas regiões costeiras e nas ilhas, as strega também poderiam ser Sacerdotisas do Mar. O uso da água do mar era um aspecto importante na Magia Lunar. Pois se “carregava” a água e liberava-se essa carga através da evaporação.
A lua é o ponto de foco da Terra. A Lua absorve, condensa e canaliza todas as forças que são recebidas pelo planeta.
Aradia disse a seus discípulos para procurar pela Lua para qualquer propósito mágiko.
A Lua é o corpo capaz de “prender” força cósmica, desta forma, é necessário que saibamos como faze-lo.
O campo eletromagnético da Terra recebe e coleta energias. O campo da Terra é grandemente influenciado pela Lua. Por causa da mudança de órbita da Lua, ela pode juntar energias de todo o cosmos durante os 28 dias de seu ciclo – que é considerado rápido. É claro que a Lua é a mediadora de energias tanto para as práticas mundanas como mágikas. O papel do Sol é de ser um amplificador. Ele gera poder “cru” e aumenta as energias que já se apresentam no campo da Terra.
Os rituais devem ter relação com as fases da Lua. Quanto a isso, é como na Wicca. Os rituais da Lua Cheios têm um poder magnífico, inclusive é um momento interessante para lidar com os outros planos de existência.
O uso de prata é muito comum, pois é um metal que acumula bem a energia lunar.
Existe um altar ritual para a Lua; este se torna um ponto de foco de energia. As mulheres são vistas como as que carregam a energia da Lua dentro delas. Os homens também têm isso, mas asmulheres têm uma ligação mais próxima. Para montar este altar, ele deve ficar no quadrante oeste. No centro dele, coloque uma vasilha com água salgada. Coloque uma concha branca no centro da vasilha. Ao faze-lo, sussurre o nome da Deusa daquela fase da Lua: para a lua nova (e crescente) é Diana; a lua cheia é Jana; e a lua minguante é Mania. Ao
redor da vasilha coloque nove pedras brancas, pérolas ou conchas, formando um crescente. Note que se o trabalho mágiko for construtivo, os objetos devem ser colocados ao redor da vasilha em sentido horário,
e se o trabalho for destrutivo, em sentido anti-horário. A cada concha que for posta, diga o nome da Deusa que tem influencia sobre o que você deseja. Incensários da Lua são colocados de forma que formem um triângulo: se a base estiver para cima, então a finalidade é destrutiva, se a base estiver para baixo, à finalidade do trabalho é criativa.
Também coloque uma pedra escura no canto esquerdo do altar e uma clara ou branca na parte direita do altar.
Então, a medida com que o ritual prossegue, o grupo ou a strega carrega a água salgada da vasilha com a energia do ritual – como o cone de poder dos rituais wiccanos. Esta energia é vista saindo da aura do individuo e entrando pela ponta do athame, na aura da sacerdotisa, que direcionará com seu athame, toda a energia para a água. Toda essa carga deve ser liberada. Algumas formas são tradicionais: ferver a água joga-la no fogo ou num riacho ou água corrente. Se for à água corrente, essa rima é utilizada:
Water to water A Witch’s spell I give this stream To speed it well.

PARTE 1

UMA VISÃO GERAL

1. Crenças da Strega

Na Itália e nas cidades da América com grandes populações de italianos ou descendentes, bruxas da “velha escola” podem ser encontradas. Em quase todas as cidades ou vilas, alguém poderá te apontar uma strega que possa colocar ou tirar o Malocchio (mal olhado), ou usar óleo de oliva para curar ou para adivinhações. No coração da strega vivem os “espíritos do antigo”, pois está é uma antiqüíssima crença. Sente-se com elas e te contaram estórias dos elfos ou das Lasa que são conhecidas como Os Antigos. Você aprenderá sobre a sacralidade do fogo, sobre as forças por traz da natureza. A voz do vento sussurrará aos teus ouvidos enquanto a strega fala… você sentirá e conhecerá.

As crenças das streghe envolvem amuletos para repelir ou atrair energias. Gestos de poder, sinais que podem ser lidos em toda a natureza. A Deusa coroada com um crescente e o Deus Astado são adorados pelas strega. Também são conhecidos por diversos nomes: Tana e Tanus, Fana e Faunus, Jana e Janus. Os nomes mais comuns para os Deuses da Stregheria são : Diana e Dianus (Lúcifer); e os nomes mais antigos são Uni e Tagni.

A natureza é vista como a manifestação das forças ou leis espirituais. A Magia é a arte de entender e interagir com estas forças, de uma forma que possam ser influenciadas. Como este sistema é mantido em ordem por espíritos e deidades, existem técnicas milenares de interagir e lidar com estes seres astrais – de forma que façamos nossas influencias e vontades.

No norte da Itália, existe uma região chamada Toscana. Lá uma forma de stregheria um pouco mais peculiar é desenvolvida. Esta forma é extremamente simples, mas pouco lembra os rituais cerimoniais modernas. Há uma grande influencia etrusca nesta forma de bruxaria, onde os Deuses e espíritos são de origem etrusca. Estas bruxas raramente fecham um círculo sagrado para fazer seus feitiços e rituais. O importante para elas é que haja um campo onde possam trabalhar. Elas utilizam uma varinha (o instrumento mais primário da bruxaria) e gestos de poder com encantamentos (chants).

Os Deuses reverenciados pelas streghe toscanas são a Deusa Uni e o Deus Tagni. A natureza também é reverenciada pelos elementais: Fauni e Silvani são espíritos dos bosques; Monachetto são espíritos da terra, como os gnomos; Linchetto são os espíritos do ar. Na bruxaria toscana o norte é considerado um local de muito poder. Os seres elementais do norte são chamados Palla; no sul Settiano, que são espíritos do Fogo Elemental; os espíritos do oeste são os Manii; e os do leste são os Bellaire.

As streghe acreditam em espíritos do clã, chamados Lare que protegem as casas e as famílias. Além disso, ajudam as streghe a renascerem entre seus entes queridos. Pequenos templos são feitos na parte oeste da casa em honra a estas entidades. Tradicionalmente são feitas oferendas de vinho, mel, leite em um pequeno recipiente e uma vela é acesa.

O folclore italiano também se estende a objetos inanimados, que se acredita possuírem poder. Entre os mais comuns estão as chaves feitas de outro ou prata, ferraduras, tesouras, pérolas e corais. Outros objetos incluem o alho, fita vermelha e sal que é empregado para a proteção.

2. Bruxaria Italiana

Em 1892 Charles Leland publicou o livro Etruscan Magic & Occult Remedies baseado em suas vivencias na região toscana. Em todos seus livros relacionados ao assunto da bruxaria e magia, ele coloca a religião bruxaria em tempo presente, o que nos mostra que ela é mais antiga que a Wicca apresentada por Gardner – o que é notável que vários aspectos da velha religião italiana é incorporada na wicca gardeniana e porque não dizer a Wicca em geral. Nesta mesma obra Leland coloca que na Itália do séc. XIX haviam tanto bruxas “boas” como “más”: buone e maladette.

Para resumir, aqui está uma tabela sobre a Bruxaria Européia:

700ac: Hesíodo, em sua Teogonia, fala da bruxa, Circe.

30ac: o poeta romano Horácio em seu Epopéias de Horácio associa as bruxas com a Deusa Diana em um culto de mistério.

314dc: o Conselho de Ancyra “rotula” como hereges as bruxas que pertenciam à “Sociedade de Diana”. O Conselho acrescentou que elas eram enganadas por Satã.

662dc: São Barbato converte Romuald (Duque de Benevento) ao cristianismo. Quando isto ocorreu à árvore das bruxas de Benevento –uma nogueira – foi cortada. O mesmo São Barbato esteve no Conselho de Constantinopla e reportou o “mal” das bruxas de Benevento.

906dc: Regino de Prum, em suas instruções a seus bispos, disse que os pagãos adoravam Diana em um culto que chamou de “Sociedade de Diana”.

1006dc: no 19o livro do Decretum (entitulado Corrector) associou a adoração a Diana com as pessoas pagãs.

1280dc: o Conselho da Arquidiocese de Conseranos associa o “culto das bruxas” com uma Deusa pagã.

1310dc: o Conselho de Trier associa as bruxas à Deusa Diana (e Herodias).

1313dc: Giovanni de Matociis escreveu em seu Historiae Imperiales que muitas pessoas acreditavam em uma sociedade noturna presidida por uma rainha a quem chamavam de Diana.

1390dc: uma mulher milanesa é julgada pela Inquisição por pertencer a “Sociedade de Diana” e esta confessou que adora a Deusa da Noite e que “Diana deu suas bênçãos a ela”.

1457dc: três mulheres julgadas em Bressanone confessaram fazer parte da “Sociedade de Diana” (como registrado por Nicolas de Cusa).

1508dc: o inquisidor italiano Bernardo Rategno escreveu em seu Tracatus de Stigibus que a rápida expansão do culto das bruxas havia se iniciado 150 anos antes daquela data. Ele concluiu de seu estudo de manuscritos de julgamentos dos Arquivos da Inquisição em Como, Itália.

1519dc: Girolamo Folengo (poeta italiano) associou uma dama conhecida como Gulfora com bruxas que se reuniam para fazer rituais em sua corte, em Maccaronea.

1576dc: Bartolo Spina escreveu em seu Quaestrico de Strigibus uma lista de informações que juntou das confissões, nas quais as bruxas se reuniam à noite para adorar “Diana” e que tinham negócios com espíritos da noite.

1647dc: Peter Pipernus escreveu em seu De Nuce Maga Benventana e Effectibus Magicis de uma mulher chamada Violanta, que confessou adorar Diana perto de uma árvore de nozes em Benevento.

1749dc: Girlamo Tartarotti associou o culto das bruxas com o antigo culto de Diana, em seu livro Del Congresso Nottorno Delle Lammie. Em seu A Study of the Midnight Sabats of Witches ele escreveu: “a identidade do culto dianico com a bruxaria moderna e visto e provado.”

1890dc: Charles Leland associou o culto das bruxas com a Deusa Diana, tal qual a sobrevivência dos caminhos antigos em seus livros: Etruscan Magic $ Occult Remedies e Aradia; the gospel of the witches.

3. Festivais das Estações

Na Itália não se usa a palavra Sabath para os festivais. A palavra é Treguenda.

3.1. As Oito Treguendas

Na moderna tradição Aridiana existem oito treguendas: quatro maiores e quatro menores. As maiores são em outubro, fevereiro, maio e agosto (familiar? :)). Embora haja semelhança com o ano celta, estes são festivais baseados no ano romano.

O ano agrícola era vital para os romanos e depois para os fazendeiros italianos. Os romanos antigos tinham vários festivais pelos meses do ano; logo, é muito fácil encontrar celebrações parecidas com as da Wicca moderna. Os fazendeiros romanos conheciam os equinócios e solstícios e sabiam de seu lugar na roda do ano; isto também pode ser visto pelo culto dos Mistérios Eleusinos da Grécia. Os ritos dos Mistérios Eleusinos Menores eram celebrados na primavera e os Mistérios Maiores, no outono. Estes ritos se baseavam na descida da Deusa no Mundo das Sombras e sua subida na primavera. Para termos uma visão geral entre os antigos festivais italianos de origens etruscas e romanas, vamos olhar aos sabaths com seus partes italianas:

Samhain (31/10) – Festa Dell’Ombra

De acordo com a tradição italiana os mortos voltam ao mundo dos vivos na noite anterior a novembro e ficam nele até a segunda noite do mesmo mês. No século XV, a igreja Católica Apostólica Romana (numa tentativa de acabar com as tradições pagãs) oficialmente usou este dia para celebrar o que chamam de Ognissanti ou Todas as Almas. Na verdade, no século X, esta tradição pagã italiana já preocupava alguns monges cristãos. A Igreja permitiu que estas práticas continuassem porque apresentava uma oportunidade para conversões; os monges passaram a cozinhar fava para os pobres e colocavam nas ruas em honra aos espíritos dos fiéis que partiram. Um sermão acompanhava com comida de graça.

Yule (21/12) – Festa dell’Inverno

Dezembro é marcado pelos festivais romanos para o Deus Sol e para o Deus agrícola Saturno. A conexão intima entre o sol e as plantações que crescem pediam pela invocação dos dois aspectos do Deus.

Imbolg (1/02) – Festa di Lupercus

O mês de fevereiro era sagrado para o Deus romano Februs que era um deus da purificação e da morte. Os ritos de purificação da Lupercália também era celebrado em fevereiro. Lupercus é o Deus novo, a energia do Lobo. Esta ocasião ritual foi depois transformado na festa de São Simão. No século VII, a Igreja romana renomeou este festival de “A Apresentação do Senhor”. A data foi mudada para o dia 2 de fevereiro tentando substituir as celebrações pagãs. Então, os festivais da igreja passaram o coincidir com a data do festival de purificação da Roma pagã: o de Iuno Februata e o ritual da Lupercália, sendo também transformado em festival da Santa Virgem.

Ostara (21/3) – Equinozio della Primavera

Março era marcado pelo festival de Libéria, que também era conhecida como Proserpina (Perséfone). Proserpina era (entre outras coisas) uma deusa da primavera cuja subida do Mundo dos Mortos era marcado por rituais dos Mistérios Eleusinos.

Beltane (30/4- 1/05) – La Giornata di Tana

Maio era marcado pelos festivais da primavera da Florália. Flora era a deusa romana dos jardins e das flores.

Litha (22/6) – La Festa dell’Estate

O festival romano de Vesta ocorria em Junho. Vesta era a deusa do calor e do fogo sagrado. Os Lare (espíritos ancestrais) estavam sob o seu domínio. O festival de meio de verão (Mid_Summer) era ligado às fadas e aos momentos mágicos.

Lammas (31/7- 1/08) – La Festa di Cornucopia

O festival de Ops acontecia em agosto. Ops era a deusa da fertilidade, forças criativas. Ela era a esposa de Saturno, que era o deus romano da agricultura. Na mitologia romana ela era identificada com a deusa Fauna.

Mabon (21/9) – Equinozio di Autunno

Nos ritos Eleusinos da Grécia e de Roma este era o momento no qual a Deusa descia ao Mundo dos Mortos.

Os ritos aridianos modernos são baseados nos mitos da Velha Religião, conhecido como “O Mythos”. Estes mitos empregam os nomes de várias deidades para personificar os caminhos da natureza, e para retratar a vida dos seres humanos, tanto quanto os processos de nascimento, morte e renascimento. Cada treguenda tem uma dramatização do mito do festival. O ano inicia em outubro, marcado pela celebração do Shadowfest – La Festa dell’Ombra. Abaixo vem um resumido de cada treguenda:

Festa dell’Ombra: celebração da Pré-Criação. No mythos, é a união da Deusa e do Deus.

Festa dell’Inverno: o nascimento do Deus Sol, da união da treguenda anterior. Celebração de promessa, luz e esperança.

Festa di Lupercus: celebração da purificação, e o começo da fertilidade. No mythos, o Deus Sol está na puberdade.

Equinozio della Primavera: celebração da subida da Deusa do Mundo das Sombras. Celebração do despertar da fertilidade.

La Gionatta di Tana: no mythos, é a corte da Deusa e do Deus. Celebração da volta da Deusa, da vida e da fertilidade em sua totalidade.

La Festa dell’Estate: no mythos, é o casamento da Deusa e do Deus. Celebração da vida e do crescimento.

La Festa di Cornucópia: celebração da abundância e da colheita. No mythos, o Deus está se preparando para o seu sacrifício para que o mundo continue.

Equinozio di Autunno: celebração da colheita. No mythos, o Deus morre e vai para o Mundo das Sombras. A Deusa então desce para procurar seu amor perdido.

Também é colocado no velho mythos que o Deus se levanta todos os dias e viajava pelo céu do leste ao oeste. Ao faze-lo, ele recolhe as almas daqueles que morreram durante sua partida. Então ele desce ao Mundo das Sombras e as entrega para a Deusa. Ela então as levava para o Reino de Luna (a lua). Quanto mais almas se juntavam , a luz da lua ia aumentando até ela ficar cheia. À medida que estas almas renasciam na terra, a luz diminuía.

Aradia ensinou que a participação nos festivais das Treguendas fazia com que as bruxas entrassem em harmonia com a natureza. Isto as alinhava com os padrões de energia que fluem na terra. Aradia prometeu que os poderes tradicionais da bruxaria poderiam ser observados e desenvolvidos através da comemoração da Roda do Ano.

Além disso, em dezembro os romanos tinham um festival chamado Saturnália. Este rito em particular teve muita influencia em costumes europeus mais recentes, influenciando a Velha Religião e muitas outras. No calendário pré-republicanao, o festival se iniciava em 17/12 e durava vários dias, terminando no Solstício de Inverno. Fogueiras queimavam durante o festival, e a celebração era marcada por orgias que não foram domadas até o séc. XIV. Havia a eleição do “Senhor do Desgoverno” que deveria ser um homem jovem e bonito. Este poderia se dedicar a quaisquer prazeres que desejasse até o fim do festival. Ele era a representação do deus Saturno, ao qual o festival era dedicado.

4. A Lua e a Bruxaria

Nos “Ensinamentos da Strega Sagrada” achamos provas que Aradia uma vez ensinou seus discípulos que as almas dos “mortos” viviam na Lua. Mesmo que os seus seguidores modernos concordem que Aradia usou a Lua como símbolo para os reinos Astrais, este primeiro conceito não era desconhecido para muitas culturas antigas. Iniciados no sistema Aridiano acreditam que a Lua foi usada como uma representação do Plano Astral, do Reino Lunar, mais especificamente.

No santuário de Diana, no lago Nemi, a Lua era visto como a morada da Deusa Diana e sua companhia, assim como o local de descanso das bruxas que passaram do Plano Físico. De acordo com os conhecimentos mais primitivos das strega, as “sombras” da Lua eram os locais de caça da Deusa, e os locais iluminados eram as planícies por onde Ela passeava.

As bruxas da Janarra, que são as descendentes diretas daquelas do lago Nemi, praticam uma forma de ritual lunar que vem de tempos muito antigos. O tema antigo de “se tornar como a Lua” pode ser visto nos antigos rituais janárricos de iniciação. Os iniciados que desejavam ser sacerdotes ou sacerdotisas eram levados nus sob a Lua e então “pintados” de branco. Isso geralmente era feito com um pó branco (ou ungento) que era aplicado no corpo todo, o cabelo incluso.

Os ritos de iniciação estavam ligados às fases da Lua. O primeiro grau é a Lua Nova, o segundo grau é a Meia Lua, o terceiro grau a Lua Cheia, e a morte física a Lua Minguante, e é considerado ser o ritual de Iniciação no Grande Mistério. Então há quatro graus de iniciação de acordo com as fases da Lua.

Como um ser celeste, acreditava-se que a Lua encontrava-se em diversas situações com outros astros. Muitas culturas acreditavam que os três dias de lua negra aconteciam porque seres malignos engoliam a Lua e, posteriormente, a regurgitavam. Os eclipses eram vistos de várias formas. Esta corrida da Deusa, eventualmente, descendo para a terra, era visto pelas bruxas italianas como o momento em que o Sol e a Lua se juntavam para que a Lua desse a luz a novas estrelas, para substituir aquelas que caíram do céu.

A Lua também era utilizada para medida do tempo e sinalizava o momento de plantio e colheita – tanto para propósitos mágikos ou mundanos.

A representação simbólica da Lua como deidade mais antigo é um a pedra, que aparece na arte antiga sendo ou um pilar ou um cone de algum tipo. Algumas lendas dizem que esta pedra caiu do céu, pois veio dos próprios deuses. Um desenho antigo da Triluna aparece no inicio da Velha Religião. Variações deste símbolo podem ser encontrados nas antigas artes etrusca, grega e romana. Também se encontra em algumas culturas um pilar de madeira ou uma árvore como um símbolo antigo da Lua. Algumas vezes a Árvore da Lua é mostrada como uma árvore mesmo e às vezes como um poste truncado ou pilar estilizado. Em algumas formas de arte, a Árvore da Lua se mostra com treze flores, representando as treze luas cheias (ou novas) de um ano.

Os ensinamentos internos da Velha Religião lidam com o significado esotérico da Árvore da Lua. Neste aspecto, ela parece representar os mistérios em si, num senso prático da estrutura dos Caminhos Antigos. A Árvore da Lua tem apenas uma fruta branca que é o alimento sagrado da iluminação. No mythos, a árvore está localizada na gruta sagrada de Diana no lago Nemi, guardada pelo Encapuzado. O Encapuzado é um guerreiro poderoso que não pode ser vencido facilmente. Simbolicamente, a Árvore da Lua representa nosso sistema de crenças e o fruto da árvore é a iluminação que vem destes ensinamentos.

O Guardião da Gruta representa nossa mente consciente, que nos impede de abraçar uma visão mística através de questionamentos de nossas experiências “sobrenaturais”. É através do poder da magia e através da experiência do encontro místico, que formamos a mentalidade necessária para vencer o Guardião. Uma vez que ele é vencido, a fruta da árvore está dentro de nosso alcance. Degustar sua essência é receber a iniciação dos próprios deuses.

5. Os Guardiões

Encontrado na stregheria e comum para várias tradições wiccanas, são o conceito dos Guardiões, que são vistos de forma diferente pelos vários sistemas mágikos. Vamos ver neste capitulo o conceito mais antigo dos Guardiões, datado dos Cultos Estelares. Entre as streghe este seres são chamados de Grigori, particularmente para as bruxas tanárricas, que são conhecidas como “Bruxas das Estrelas”. A Tanarra preservou os antigos Mistérios Estelares, e é através de seus ensinamentos que poderemos ter um entendimento melhor de quem os Guardiões/ Grigori realmente são.

Nos antigos Cultos Estelares da Pérsia haviam quatro estrelas “reais” (conhecidas como “Senhores”) que eram chamados de Guardiões. Cada uma destas estrelas reinava sobre um ponto cardeal. A antiga forma ritual dos Guardiões são feitas com a invocação no momento de fechar o círculo mágiko. Há uma ligação definitiva entre os “poderes” das bruxas e a “visão” dos Guardiões. Assumir a posição do Guardião é invoca-lo dentro de sua Psique.

A estrela Aldebaran, quando marcava o equinócio de Primavera, tinha a posição do Guardião do Leste; Regulus, marcando o solstício de verão, era o Guardião do Sul; Antares, marcando o equinócio de outono, era o Guardião do Oeste; Fomalhaut, marcando o solstício de inverno, era o Guardião do norte.

As torres foram construídas como símbolos dos Guardiões para que fosse feita sua adoração e também para propósito de invocação. Durante o “Rito de Chamada”, estes símbolos eram traçados no ar, usando tochas ou as varinhas e os nomes secretos dos Guardiões eram chamados.

Na bruxaria italiana, estes seres antigos são Guardiões dos Planos Dimensionais, protetores do círculo mágiko e eram testemunhas dos ritos. Cada um dos Grigori tem uma “Torre de Observação” que é um portal marcando cada um dos quadrantes do circulo mágiko. No conhecimento das bruxas italianas as estrelas eram vistas como os campos das legiões dos Grigori. No mythos, eles eram os Guardiões das Quatro Entradas para os Reinos de Áster, que era o local da morada dos deuses na mitologia da stregheria.

Para que se realmente entenda os Grigori, precisamos olhar para seu papel na bruxaria como uma religião. Nosso primeiro encontro com eles é no momento de fechar o circulo para fazermos nossos ritos. Os Guardiões são chamados, ou invocados, para guardar o círculo e testemunhar o ritual.

6. Os Poderes da Luz e das Trevas

Na tradição aridiana, os aspectos do ano crescente e decrescente são simbolizados pelo Deus Veado e o Deus Lobo, respectivamente. O Deus Lobo é chamado Lupercus e o Deus Veado é Kern. Estes Deuses, diferentemente da tradição wiccana, não se matam, mas são mortos por outros.

Na Velha Religião da Itália existem três aspectos do Deus. Nestes aspectos nos encontramos as conexões com o mundo físico. Os três títulos pelos quais o Deus é conhecido são O Encapuzado, O Astado e O Velho. O Encapuzado é comumente ligado ao Green Man. Ele vive coberto de vegetação. O Astado é uma entidade de chifres de veado e é o Deus das Florestas, do que é selvagem. O Velho é o Ancião.

Os três aspectos do Deus tem a ver com a mudança de uma sociedade de caça para uma sociedade agrícola. O Encapuzado está ligado às plantações e vem logo depois do Deus Veado. Ele é o filho do Deus Veado. O caçador que veio antes da sociedade agrícola e o espírito animal era valorizado antes do espírito das plantas.

Outros aspectos do Deus são simplesmente variações dos aspectos básicos. O aspecto Brincalhão, por exemplo, é ligado aO Encapuzado. Na tradição italiana, O Corvo (um brincalhão renomado) é associado com o Encapuzado em seu papel de Guardião da gruta.

O Veado e o Lobo

O Deus Veado e o Deus Lobo voltam aos dias da antiguidade do Culto das Bruxas. Em uma imagem etrusca, encontrada num vaso do séc. XI ac, mostra a Deusa junto com um veado e com um lobo. Isso não é surpresa, pois a bruxaria italiana tem grande influência da Toscana, onde a civilização etrusca floresceu uma vez. O lobo, o “uivador da noite” era o principal animal de culto da Deusa. Sua importância na religião da velha Europa pode ser encontrada nas várias figuras que mostram a Deusa e o lobo e o veado.

O lobo é sagrado à Deusa da Lua. Sua natureza lunar é indicada pelas crescentes que aparecem junto com suas imagens em artefatos antigos. Mais comum hoje é o retrato da Deusa Diana com seus cães de caça (lobos domesticados), mas as estátuas mais antigas de Diana a mostram com seu veado – temos também imagens da deusa Ártemis no mesmo papel. É em Diana que descobrimos as estações do lobo e do veado.

A ambigüidade do Deus como caçador/ protetor é mostrado, por um lado, pela pele de lobo e armas que Ele carrega e, por outro lado, em sua relação com o veado que fica ao seu lado enquanto Ele descansa. E é neste ícone que vemos a ligação do Deus da Velha Religião com as imagens do veado e do lobo. Ele é mostrado tanto como caçado quanto protetor de todos os animais da floresta, Guardião da Gruta, o Senhor das Árvores, O Velho.

O Senhor do Desgoverno

Os ritos de inverno da Velha Religião, na Itália, são conectados com os antigos rituais romanos da Saturnália, e os “cultistas do lobo” presentes na Lupercália, ainda são aspectos da bruxaria italiana hoje. Estes personagens são visíveis principalmente nos festivais feitos durante o dia e celebrações dos Caminhos Antigos, mas partes deles podem ser vistos nos rituais noturnos que são maioria na tradição aridiana. O Senhor do Desgoverno e o Sacerdote Lobo de Lupercus são responsáveis pelas partes antigas de seus respectivos ritos.

Alguns ritos antigos ainda podem ser vistos no Carnevale, ou Carnaval italiano. Na Idade Média, o Carnaval era marcado por canções obscenas e danças eróticas (coincidência????????) e os participantes usavam máscaras. As celebrações geralmente terminavam em orgias dados os temas eróticos das celebrações. A intenção era mágika em natureza, e era feita para impregnar a terra, onde as sementes esperavam pela estação do crescimento. Mulheres grávidas se juntavam às celebrações para estimular as sementes que cresciam dentro de seus úteros. Também havia a tradição de quem encontrasse uma semente de fava era declarado Rei do Carnaval e poderia escolher qualquer uma para ser sua rainha. O casal então governa durante o tempo do festival (uma semana). No final, uma efígie do rei é queimada para que haja prosperidade para os súditos.

Os Benandanti

Os Benandanti lutavam contra as forma-pensamento negativas e destrutivas e limpavam a consciência coletiva de suas comunidades. Deles era a batalha contra as forças do mal, personificando um exercito na luta entre a Luz e as Trevas. A tradição Benandanti era uma sociedade xamânica trabalhando por trás das forças da Natureza.

7. Os Instrumentos e Símbolos da Stregheria

Os humanos sempre usaram instrumentos, desde a época que se jogavam pedras e clavas a nossa época de botões. O instrumento mais antigo da stregheria era a varinha, que foi seguida pela concha. Hoje, temos a Varinha, o Cálice, a Espada (ou athame) e o Pentagrama. Também podemos incluir o Spiritual Bowl e o Saco Nanta .

7.1. Os Instrumentos Primários

A varinha

Os galhos de uma árvore eram vistos como a parte que carregava a vida, pois a cada estação nasciam folhas, flores e frutas. Eram vistos como partes de Seres sagrados e estes seres ligavam os céus a terra. Então os antigos “emprestavam” parte do poder incorporado ao galho para suas práticas mágikas.

Em referencia à árvore, alguns cuidados eram tomados para pegar um galho. Primeiro, algumas oferendas eram feitas ao Numem (espírito da árvore), sendo geralmente frutas, vinho, leite ou mel.

Procedimentos rituais com a varinha

Escolha uma árvore frutífera de qualquer tipo, pois estas são as melhores. Se desejar, pode ser carvalho ou salgueiro (mesmo mogno está bom). A madeira de uma árvore frutífera é melhor por sua característica “fértil”.

Antes do nascer-do-sol, fique diante da árvore e deixe sua oferenda. Diga então para o espírito da árvore quais são suas intenções e o por quê. Espere alguns momentos e sinta se o espírito aceitou sua oferenda. Se for tirar o galho, faça-o rapidamente. Leve-o para casa. Esculpa o galho de forma que lembre um falo e deixe-o secar por nove dias. Quando a lua estiver cheia, carve os símbolos nela. Apresente-a ao quadrante leste e diga que está é uma varinha mágika. Vá sob a Lua, eleve a varinha e diga:

Minha Senhora, Dama da Noite e da Magia,

Tu, que reina sobre os céus estrelados,

Abençoe e encha esta varinha com teu poder,

Para que todos vejam e saibam de tua graça.

Eu consagro e dedico esta vasilha

Para Ti, Grande Dama da Magia.

Spirit Bowl (concha)

É um dos instrumentos mais antigos da bruxaria: a concha ou a vasilha. Originalmente, conchas grandes eram usadas para colocar água do mar para bênçãos e vários trabalhos mágikos. Estas conchas eram colocadas em altares de pedra (ou mesmo árvores caídas). A água do mar era colocada dentro da vasilha e uma concha branca era colocada no centro. Desta forma, a adoração à Lua poderia ser feita, mesmo quando a Lua não estava visível no céu noturno (e se necessário, dentro de casa). Se for utilizada uma vasilha, ela pode ser de cerâmica, vidro, ferro, madeira.

Hoje no sistema Tríade de Tradições, a vasilha é chamada de Spirit Bowl e é colocada no centro do altar. Um líquido de base alcoólica (como o Strega Liquore) é colocado dentro e aceso. Isto é feito com gestos e encantamentos verbais para dar poder à chama. Uma vez que a chama se forma, ela é considerada a presença da Deidade, dentro do circulo ritual. Tradicionalmente, uma mulher vai sempre colocar mais liquido para que a chama não se extinga antes do fim do ritual.

O cálice

Na tradição aridiana, usa-se o cálice e ele tem a mesma associação de “útero” que a spirit bowl tem. Na verdade, o cálice serve como uma espécie de Graal: a taça da transformação.

Hoje, como na tradição antiga, o cálice como a concha são utilizados para fins devocionais.

A espada (athame)

Um dos instrumentos mais comuns na prática da Arte é o athame ou a adaga ritual (que na tradição aridiana se chama Spirit blade – lâmina espiritual). Abaixo está um ritual para a preparação do athame, mas o autor do livro deixa claro que é uma técnica moderna, baseada em rituais antiga.

Preparação da lâmina

Três noites antes da Lua Cheia (sendo a terceira noite a da Lua Cheia), faça um pequeno buraco na terra que deve ser tão fundo quanto o tamanho da sua mão. Coloque lá dentro uma porção (mais ou menos uma mão cheia) de arruda, erva-doce e verbena e cubra. Deixe lá até a noite da Lua Cheia. Nesta noite, ferva um pouco de água, a qual você colocará 3 pitadas de sal. Então saia e despeje a água com sal, devagar, na área que abriu o buraco. Marque então um triângulo sobre o buraco e coloque nove pitadas de cânfora líquida no centro do buraco. Pegue então o athame nas mãos com a lâmina para baixo e levante os braços para a Lua, dizendo:

O Grande Tana me abençoe com poder.

Então coloque a lâmina no solo (no buraco) até o cabo. Foque o poder da Lua para o athame, ajoelhando-se, diga:

Pela vontade, eu faço os riachos ligeiros voltarem

Às suas fontes;

Com feitiços e amuletos eu quebro a boca da víbora,

Quebro rochas sólidas e tiro carvalhos de suas quebras,

Removo árvores inteiras, as montanhas estremeço,

Acordo os fantasmas de suas tumbas

E Tu o Lua, eu chamo…

No último verso, levante sua mão esquerda sobre a vasilha da lua. Feche então a mão rapidamente, como se fosse prender a lua dentro da sua mão. Com a mesma mão, peque o athame e veja o poder brilhante da Lua entrando no athame. Dedique então o athame a Tana.

O pentagrama

Os pentagramas rituais originais eram feitos em pedras planas e eram usados para marcar o espaço sagrado. Os antigos acreditavam que a pedra já possuía um espírito, então marcavam este pentagrama na pedra com os quatro pontos cardinais para marcar o equilíbrio entre os espíritos dos elementos. De uma forma geral, o pentagrama não precisa ser consagrado para uso ritual, pois já é feito em material natural. Caso não, passar um pouco de óleo e pedir a benção da Deusa e do Deus pode ser feito.

O saco nanta

O saco nanta é um instrumento muito antigo. O propósito dele é duplo: primeiro, ele é feito para manter o usuário em contanto com as forças da natureza; segundo serve como uma bolsa para os instrumentos da Arte, de forma que a bruxa possa praticar seus rituais em qualquer lugar ou a qualquer momento.

Dentro destes sacos se encontram os instrumentos em miniatura, juntamente com representações dos elementos. Tipicamente, o saco contém:

Uma pedra pequena, lapidada e redonda

Uma pena pequena, azul ou de cor clara

Uma porção de cinza (carvão ou madeira)

Uma vasilha pequena para água pura

Uma moeda pequena, com um estrela de cinco pontas feita nela

Um galinho (de fruta ou de nós)

Um alfinete com a cabeça preta (ou uma agulha)

Um dedal

Uma porção de incenso

Duas velas pequenas brancas

Um pedaço de giz

Uma medida de corda (9 pés)

Um pratinho pequeno

Um símbolo do Deus: uma pinha, um pedacinho de chifre

Um símbolo da Deusa: uma concha, uma nós

Um objeto pessoal de poder

Uma porção de sal

Um pouco de óleo

Ao juntar estes objetos, coloque-os em um saco de couro ou de algodão. Também podemos colocar quaisquer outros objetos de interesse. Quando tudo estiver pronto, coloque o saco no altar e faça o Gesto de Poder. Então diga:

O grande saco Nanta, que sejas de foco natural

E uma ponte para o poder.

Estou ligada a ti e tu estás ligado à Natureza.

Somos um de Três.

Somos o triângulo manifesto.

Nos nomes de Tana e Tanus, que assim seja.

7.2. Os instrumentos secundários

Estes são instrumentos de uma forma de magia mais popular na Itália, assim associados com a casa. São símbolos do poder matriarcal.

A vassoura

Embora não seja publicamente ligada às bruxas italianas, as streghe são geralmente mostradas andando em vassouras. De forma ritual, ela pode ser usada para banimentos e proteção e com a escova para cima é um símbolo da Deusa. Como proteção, a vassoura é colocada entre qualquer entrada ou porta. Como banimento, a vassoura é usada para varrer o sal (espalhado em uma área) para a saída do local, pode-se também varrer o ar, para espantar a negatividade.

A tesoura

Na magia popular da Stregheria, a tesoura era usada para quebrar feitiços. Isso pode ser feito ser feito com os atos de cortar, repartir ou deixando a tesoura cair. Cortar a foto de uma pessoa faz com que as relações com ela terminem, da mesma forma com que isso pode ser feito cortando um pedaço de roupa da pessoa.

A tesoura também pode ser usada para fazer banimento da seguinte forma: derramar um pouco de óleo de oliva em um pouco de água e usar a tesoura para cortar isso… sempre visualizando o termino ou banimento do que está incomodando.

Podemos usar um pingente em forma de tesoura para proteção.

O caldeirão

O caldeirão é utilizado geralmente para fazer oferendas. Tipicamente ele é colocado no quadrante ao qual a energia represente a necessidade.

A casa dos Lare (ou templo dos Lasa)

Mesmo que não seja um instrumento per se, a casa dos Lare é uma parte integrante da stregheria e toda strega deve ter um. No norte da Itália, as streghe vêem os Lasa como seres que já viveram como humanos e agora estão mudando para a escala de semideuses. As bruxas toscanas chamam por eles para ajuda em qualquer momento e trabalham muito com os Lasa.

Durante as grandes ocasiões familiares, oferendas são colocadas nas casas dos Lare, que tradicionalmente fica na ala oeste da casa. Eles têm forma de uma casinha e nelas são acesas velas e alimentos são oferecidos.

Senhora das palavras

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”

Devanagari é sânscrito escrito.
O Sânscrito é uma das primeiras
línguas faladas na Terra, por isso merece tanto respeito.

Escreve-se, tradicionalmente, Samskrta, com o prefixo “sam” (sa+ma),
e significa “perfeito” e a raiz verbal “K´R” (K+Ka), que significa “fazer”;
sendo assim, “língua perfeita” ou linguagem dos deuses, Devabhãsa,
ou ainda Devanagari ou escrita da cidade divina.
Também pode ser traduzida como a linguagem refulgente,
por isso não tem nenhuma analogia com qualquer outra língua antiga ou atual.

O sânscrito não se trata de língua morta, pois faz parte da cultura,
é muito estudada, usada em mantras e em canções.


A linguagem dirige nossos pensamentos para direções específicas e, de alguma forma, ela nos ajuda a criar a nossa realidade, potencializando ou limitando as nossas possibilidades.
A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para uma boa comunicação.

:: 1- CUIDADO COM A PALAVRA NÃO. A Frase que contém NÃO, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em “NÃO”… Não vem nada à mente. Agora, vou lhe pedir não pense na cor vermelha… Eu pedi para você NÃO pensar na cor vermelha e você pensou. Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer.

:: 2- CUIDADO COM A PALAVRA MAS, QUE NEGA TUDO QUE VEM ANTES. Por exemplo: “O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS…”. Substitua o MAS por E, quando indicado.

:: 3- CUIDADO COM A PALAVRA TENTAR, QUE PRESSUPÕE A POSSIBILIDADE DE FALHA. Por exemplo: “Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas”. Em outras palavras: Tenho grande chance de não ir, pois vou “tentar”. Evite TENTAR, FAÇA.

:: 4- CUIDADO COM NÃO POSSO OU NÃO CONSIGO, que dão idéia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO, NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai conseguir, que vai poder.

:: 5- CUIDADO COM AS PALAVRAS DEVO, TENHO QUE OU PRECISO, que pressupõem que algo externo controla a sua vida. Em vez delas use QUERO, DECIDO, VOU.

:: 6- Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo, utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo, “Eu tinha dificuldade em fazer isto…”

:: 7- Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo. Por exemplo: em vez de dizer “Vou conseguir”, diga “Estou conseguindo”.

:: 8- Substitua o SE por QUANDO. Por exemplo: em vez de falar “Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”, fale “Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar”.

:: 9- Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo: em vez de falar “Eu espero aprender isso”, diga “Eu sei que vou aprender isso”. ESPERAR suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.

:: 10- Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo: Ao invés de dizer “Eu gostaria de agradecer à presença de vocês”, diga “Eu agradeço a presença de vocês”. O verbo no presente fica mais forte e concreto.

“Sem conhecer a força das palavras, é impossível conhecer as pessoas”
(Confúcio)

Seja o Verbo!
Que assim seja!

As Bruxas e a Menopausa

Este assunto é importantíssimo na Bruxaria. Falar sobre a menopausa é lembrar que a vida humana tem momentos que implicam ritos de passagem. Na Wicca celebramos o nascimento, a menarca (primeira menstruação), a maternidade e, no tempo certo, celebramos a menopausa.
Esse é o tempo da Mulher Sábia, aquela que não mais sangra, mas guarda o poder do sangue para si. É a Deusa em sua face Anciã, esbanjando sabedoria, paciência e os poderes da condutora e da mestra na magia.
Na Bruxaria costumamos fazer rituais onde as mulheres que atingem a menopausa são coroadas… Vocês já perceberam que a face Anciã da Deusa é em inglês designada pela palavra Crone, de onde se origina Crown, coroa? A Coroa da sabedoria é recebida pela mulher. Ela veste púrpura neste ritual, passa por um período de avaliação de sua vida como donzela e como mãe e depois se dedica a meditar sobre seus poderes e possibilidades como anciã. Esse é um tempo para as mulheres descobrirem uma nova dimensão da vida, de partilharem seus poderes, que estão no seu auge.
Nem vou me preocupar em falar que mulheres que atingem a menopausa não são velhas… É óbvio que não são e a cada dia maior será a longevidade. Assim, se passamos dos 13 aos 43 (em media 30 anos) de vida reprodutiva, passaremos mais ainda na época da Crone. É tempo pacas e temos que estar preparadas, física e espiritualmente para quando chegarmos lá.
As anciãs, em todas as culturas, são as mulheres sábias, aquelas que são o repositório da força moral e espiritual das tribos e nações. E para que compreendamos bem esse processo que ocorrerá em nossos corpos e nossas vidas, temos que nos preparar desde cedo. É na juventude que temos que conhecer o papel da Anciã em nossas vidas. Principalmente para que possamos nos divorciar do preconceito do pseudo-patriarcado, que olha as mulheres na menopausa como coisas inúteis, ultrapassadas, lixo…
Por isso, recomendo além do excelente livro “A casa da Lua”, que tem uma abordagem mais médico-psicológica, o maravilhoso livro da Lynn Andrews, “A mulher do Limiar de Dois Mundos”, que fala de uma xamã passando para a fase da menopausa.

As Bruxas e a Menstruação

“Tudo na criação é cíclico. Tudo tem um início, meio e fim para voltar a ter um início, meio e fim novamente. Não existe nada de completamente errado no mundo. Mesmo o relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia.”


As mulheres aprendem mais rápido os mistérios das feitiçarias porque todo o mês acontecia em seu corpo o ciclo completo da Natureza: nascimento, desenvolvimento e morte. O ciclo da Lua. Digo “acontecia” porque em certa época todos os ciclos menstruais das mulheres estavam em perfeita harmonia com a Lua. A mulher ovulava na Lua cheia e menstruava na Lua escura. A Lua cheia é o ápice do ciclo da criação, quando o ovo é finalmente liberado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reunem todos os elementos necessários para fazer o ovo. Quando passa a Lua cheia se o ovo não foi fertilizado, ele começa a ficar maduro demais até que se decompõe, morre e se derrama ao fluxo natural de sangue na Lua escura. Além disso se uma mulher come e vive em harmonmiacom a terra, ela só sangra durante os 3 dias da Lua escura. Quando a Lua Nova emerge, seu fluxo naturalmente cessa e o ciclo da criaçãp é reiniciado dentro dela.

Parte 1

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Muitas mulheres vêem o sangue menstrual com as marcas que o patriarcado lhe colocou: sujo, nojento, desagradável…

Bem, para ser uma bruxa você tem que destruir esses pensamentos e essas sensações e recuperar a sacralidade de seu sangue menstrual. Acostume-se com seu sangue menstrual.

Menstruar é um fato central na vida de qualquer mulher. Entre as diferenças que existem entre homens e mulheres, ‘sangrar sem morrer’ certamente é uma das mais significativas e que deixou forte impressão na mente humana, desde o primórdio dos tempos. Para nossas ancestrais da Idade da Pedra, o sangue menstrual era sagrado. A palavra sacramento provavelmente se origina de sacer mens, literalmente, menstruação sagrada.

Menstruação significa “mudança de lua”. Tem como sílaba-raíz mens, mensis, e está na origem da contagem do tempo. Forma palavras como medida, dimensão, metro, mente, para citar algumas.
O sangue menstrual, representando o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo, era tabu, palavra polinésia significando “sagrado” e “proibido”. Nas sociedades tribais, a menarca, o início do fluir do sangue, era celebrado com um rito de passagem, auxiliando a menina a realizar sua entrada para o reino do mana: o poder sagrado transmitido pelo sangue e que tanto podia dar como tirar a vida.

Ao longo dos milênios, as mulheres têm desaprendido a arte de menstruar, de fluir com a vida. O que era sagrado tornou-se proibido, sujo, contaminado. A regra passou a ser esconder a regra. O resultado disto foi que o evento central na vida de toda mulher madura tornou-se invisível. Mesmo mulheres “liberadas” acreditam que suas regras (aquilo que as rege) são uma inconveniência que deveria ser eliminada. A decantada imprevisibilidade feminina é, em grande parte, decorrente das oscilaçes a que a mulher está submetida, ao longo de seu ciclo mensal. É expressão da imprevisibilidade da própria vida.
Se você quiser se conhecer melhor como mulher:
· fique atenta ás oscilações que você sente durante seu ciclo menstrual
· observe a lua e note a diferença de menstruar na lua cheia ou lua nova
· anote seus sonhos e veja as diferenças entre ovulação e menstruação.
· elabore um mapa dos padrões para ajudar você a programar seu ‘tempo da lua’.

Faça de sua menstruação um tempo de celebração como mulher.

Ritual de celebração menstrual

-velas vermelhas,
-uma granada ou cornalina,

– flores de hibisco ou outras flores vermelhas
– seu jarro menstrual
– vinho tinto
– bolo
– incenso de artemísia ou canela
– uma pedra chata, recolhida por você em uma cachoeira ou rio ( mais ou
menos com uns 20 cm ou um pouco mais, e um pouquinho pesada, para você poder colocar sobre o ventre e fazer uma certa pressão)

Acenda os incensos e unte as velas com seu sangue, acendendo-as. Coloque a pedra achatada a sua frente e desenhe nela com seu sangue símbolos da Deusa: espirais, labirintos, triskelions, etc. Deixe no altar suas pedras de cornalina e granada e as flores. Pegue a pedra grande já desenhada, deite-se e coloque-a sobre o útero.

Feche os olhos e comece a se tornar consciente apenas da pedra e do peso sobre seu ventre. Respire no ventre e se conecte com ele. Veja a cor que está aparecendo. Torne-se consciente do grande poder que o sangue menstrual
implica, porque iguala você e a Deusa no processo da Criação. Medite sobre a pequena morte que a menstruação representa. Lembre de quanto sangue ja´ verteu para que a humanidade chegasse aqui e perceba a irmandade que une todas as mulheres que existem e que existirão. Viaje para dentro de seu útero, percebendo-o como que forrado em rico veludo vermelho… Ande por ele procurando o fluxo de sangue … Veja uma grande piscina de sangue e banhe-se nela. Recupere suas forças nesse processo, recupere o poder de seu ventre.

Veja seu ventre pulsando com essa energia vermelha, saudável e luminoso. Encerre a meditação e imante as flores com essa energia do sangue. Consagre o vinho tinto e o beba em homenagem a Senhora do Oceano de
Sangue, não sem antes fazer uma libação. Com
a o bolo. Faça uma oferenda para a Mãe Terra, com parte do vinho, do bolo e com um pouco do seu sangue colocado sobre a terra.

Para melhorar cólicas e diminuir a TPM

Mulheres em conexão com seu ventre, mulheres que assumem o poder da bruxa não têm- salvo patologias mais complexas e mesmo assim raramente- cólicas e problemas com sua menstruação…

Regra número um para obter a conexão é se expor a luz da lua todas as noites por alguns segundos ao menos. A atitude mental deve ser a de fazer coincidir as fases do ciclo com as da lua. Assim, menstrua-se
entre minguante e nova, está-se fértil na cheia…mesmo que sua menstruação não seja assim, vc pode fazer com que o ciclo mude. Se for do tipo que menstrua com a lua cheia, imagine as fases inversamente. Toda noite olhe para o céu e veja a lua. Peça sua força para seu ventre e visualize o que deveria estar acontecendo nele de acordo com a fase da lua.

Você vai se surpreender com a rapidez da resposta. Seu ciclo muda em média, em 3 meses.

Faça um diário lunar, ou seja, todos os dias, por 6 meses, anote o dia do mês, a fase da lua ( contando assim: primeiro dia da crescente, segundo da crescente, primeiro da cheia e assim por diante), como se sente física, mental e psicologicamente. Assim descobrirá em que lua você e´ mais forte, qual sua lua de poder em qual prefere estar recolhida. Isso é essencial para quem trabalha com magia lunar.

CORNALINA – pedra ideal para colocar sobre o ventre. Diminui as cólicas pela energia que concentra.

Sacola e jarro menstrual

Faça um saquinho de couro ou pano vermelho, colocando dentro objetos de poder ligados à menstruação…Um buzio (que representa a vagina), contas vermelhas, granadas, pétalas de rosa, um desenho de sua vulva em vermelho, uma espiral, uma lua em vermelho sangue. Imante-a e carregue na bolsa quando estiver menstruada, deixando em seu altar o resto do Mês.

Pinte um jarro de vermelho e use-o exclusivamente para fazer a oferenda de seu sangue à Mãe Terra. Coloque água nele e lave seu absorvente. Leve a água com sangue para a natureza ou regue um vaso em sua casa ou
apartamento, mentalizando que está agradecendo à Mãe por compartilhar seu poder com você.

Partilhar e festejar

Busque outras bruxas ( ou outras mulheres que se interessem pelo tema, mesmo que não sejam bruxas) e partilhe com elas histórias e segredos, experiências e meditações , insights que você teve durante a menstruação.
Se todas estiverem acertadas com o ciclo lunar, menstruarão mais ou menos nos mesmos dias do Mês. Recuperem o costume ancestral das mulheres que se reuniam em seu Tempo da Lua para partilhar dos poderes
próprios das mulheres. Celebrem, festejem, cantem e dancem esse tempo que a Mãe nos dá como privilégio e do qual temos que nos orgulhar.

Parte 2

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Mistérios Femininos

A menstruação é uma das coisas mais sagradas para uma Bruxa e provavelmente o Mistério mais profundo da sacralidade feminina e espiritualidade da Deusa.Em muitas culturas antigas a primeira menstruação de uma garota, a menarca, era marcada com um Rito de Passagem especial. Isto era uma forma de iniciação que introduzia a garota na vida adulta lhe ensinando valores e Mistérios próprios dessa nova condição de vida. Rituais como este foram celebrados entre povos tão distantes quanto os africanos, havaianos, celtas e nativos americanos.Muitos são as Tradições mágicas ligadas à menstruação da mulher e seu ciclo.No Egito os Faraós faziam elixires mágicos com o sangue menstrual para aumentar os seus poderes espirituais e magnetismo. Os gregos misturavam o sangue menstrual de uma mulher nas sementes que seriam plantadas, pois acreditavam que isso aumentava a fertilidade do solo e a possibilidade de conseguir uma colheita farta. Muitas são as lendas que nos falam da criação do mundo através do sangue menstrual da Deusa.Muitos povos antigos construíam templos especiais dedicados à reclusão das mulheres durante sua menstruação, uma vez que eles acreditavam que a mulher possuía poderes mágicos incríveis durante esta fase. As mulheres também eram altamente honradas durante seu período menstrual e recebiam privilégios. Entre os nativos americanos a mulher menstruada saia à noite para caminhar nua entre os campos quando as sementes estavam crescendo, isso afastava os insetos e pragas.

Quando a mulher não encontra solo fértil onde possa aprender e honrar este processo natural de transformação que ocorre em seu corpo, ela pode desenvolver danos psicológicos que acabam por transformar esta transição em uma fase brutal de crises, contestações, problemas emocionais e desencontros internos. Algumas mulheres podem demorar anos para resolver as crises provindas de uma transição mal resolvida na adolescência, outras nunca sairão delas.Uma mulher que não é ensinada a honrar a sacralidade do seu corpo e de sua menstruação perde o seu orgulho, sua auto-estima e confiança. O retorno aos rituais que celebram a Menarca e a transição da infância para a fase adulta da mulher através dos Mistérios do Sangue formam a noção de individualidade, honra e respeito em uma mulher, já que as mulheres não sentem naturalmente vergonha da sua menstruação, são sim ensinadas a isso. Quanto mais as mulheres honrarem seus próprios mistérios, a sacralidade de seu próprio corpo, mais a humanidade estará se afastando do caos promovido por séculos de patriarcado e ofuscação da força e poder feminino.A verdadeira Bruxa deve ter consciência da sacralidade do seu próprio sangue mensal e sobre os Mistérios e ritos que o envolvem. Em tais ritos ela deve perceber o seu sangue como o elixir da vida, sem o qual nada nem ninguém existiria.O sangue menstrual possibilita a mulher a lembrar todos os meses de que ela é a manifestação da Deusa na Terra, que ela é fértil como a Terra, que ela é a vida que nutre a vida. É o não reconhecimento a esta força e poder que faz a mulher se sentir estranha, fatigada, introspectiva e até mesma doente durante sua menstruação, pois renegar a importância e sacralidade deste período é renegar a própria Deusa. A mulher que honra seu ciclo mensal passa a ver o seu sangue não com vergonha, mas como sagrado, o sangue da cura, o sangue da vida, percebendo que a cura da vida está no retorno à sabedoria da mulher e da Deusa.

Os Mistérios do Sangue sempre estiveram associados aos poderes de magia da mulher. Antes dos avanços científicos e o entendimento biológico da menstruação, o ciclo mensal era visto como algo mágico, pois representava a capacidade que a mulher tinha de sangrar sem adoecer. Como para os povos primitivos o sangue estava diretamente ligado a vida e a morte, o fato das mulheres sangrarem mensalmente sem terem sua saúde prejudicada era motivo de espanto e reafirmava o poder da mulher, o qual todos honravam. Como ainda os processos de concepção não tinham sido descobertos, a gravidez era vista como a capacidade da mulher se auto-fertilizar, transformando o seu sangue em nova vida. Até a supremacia patriarcal imperar, os corpos e ventres das mulheres eram o templo sagrado da vida. Com a chegada das religiões patrilineares, a mulher passou a ser considerada a origem do pecado original e de todos os males da vida. A partir dai sua menstruação, a origem do seu poder espiritual, também passou a ser considerado algo pecaminoso, o qual deveria ser evitado. Os corpos da mulheres passaram a ser propriedade dos homens. Mulheres em todo mundo sofrem até hoje o impacto dessa mudança histórica. A menstruação então ganhou vários tabus. A própria bíblia impõe vários preceitos que devem ser seguidos pela mulher que menstruar ou por aqueles que tiverem contato com ela durante seu ciclo: A mulher que estivesse menstruando deveria permanecer intocada por um ciclo de 7 dias, qualquer pessoa que a tocasse era considerada impura; tudo o que ela tocasse durante seu período menstrual deveria ser limpo e purificado; quem se deitasse sobre a mesma cama que uma mulher menstruada deveria se purificar lavando suas roupas e seria considerado impuro durante um período de 24 horas. Para compreendermos isso devemos entender que a menstruação da mulher era vista como a fonte de seu poder mágico e espiritual. Assim sendo, tudo o que é sagrado se torna um tabu e o que se transforma em tabu com o tempo é esquecido, deixado de lado, evitado, ridiculzarizado. A Menstruação da mulher era o mais sagrado dos mistérios. Este ciclo a ligava com a Deusa, pois como Ela a mulher passava por transformações aproximadamente à cada 28 dias.Celebrar novamente os Mistérios do Sangue da mulher torna possível a restauração e resacralização de seu útero, de suas vidas, permitindo que as mulheres se sintam novamente donas do seu corpo e possam viver seus ciclos naturais que incluem menarca, gravidez e menopausa de forma mais equilibrada e em sua totalidade. Ao passo que nossa cultura deixa de realizar tais cerimônias, ela reforça os valores patriarcais e a continuidade da retirada e enfraquecimento do poder da mulher. Muitos são os danos psicológicos causados às mulheres por causa da negligência de nossa comunidade em honrar os Mistérios do Sangue da mulher. Isso inclui a noção de vergonha imposta pela sociedade moderna acerca da menstruação, que é visto por muitos como algo sujo, ruim e subjugador, colocando as mulheres numa posição inferior aos homens ao passo que isso deveria representar o contrário.

“O sangue menstrual, representando o poder de criar vida que conecta as mulheres com o próprio universo”

A Magia e a Casa Nova



Mudando de Casa de Modo Mágico

As vezes é muito triste deixar uma certa casa, onde você viveu de modo feliz e satisfeito.

Muito deste sentimento pela casa é porque você e sua família “cobriram” até os alicerces da casa com suas próprias essências.
Isto foi repassado a você pela própria casa.

Uma casa de família feliz, ou mesmo uma onde as coisas não foram muito bem, pode formar Mentes de Grupo muito substanciais.

A razão pela qual um amuleto funciona é a emoção armazenada na pedra; as pedras guardam a emoção por mais tempo que qualquer outra substancia, por tanto uma casa, especialmente onde há pedra natural, ou construída sobre rochas sólidas, formará uma Mente de Grupo muito sólida, uma que tende a amarrar você aquele lugar.

A sensação de partida é a de se deixar um animal amigo á mercê de seus novos donos.

Mas não é preciso se preocupar, é só levar o Elemental/Mente de Grupo da Casa com você.

É muito simples e no requer nada além de uma vela; primeiro você precisa explicar á Mente da Casa que você está pensando em mudar e gostaria de levá-la para o novo local.

Dê-lhe tempo…deixe que pense bem, se possível deixe uma ou duas fotos do novo local pela casa.

Pode parecer loucura, mas garanto que funciona; na Europa se considera o Espirito da Casa como um membro da família.


Depois que a Mente da Casa tiver pensado no assunto uns dias e se acostumado á idéia de mudar, vá comprar uma vela grande o suficiente para queimar por pelo menos trinta horas; escolha uma cor clara, como azul, verde claro, amarela ou rosa-claro.

Comece pela parte de cima da casa um dia antes da mudança; coloque a vela no primeiro cômodo e acenda-a, diga a Mente da Casa que você quer que ela cubra a chama com todos os bons sentimentos e memórias daquele cômodo e para que faça com que esses sentimentos penetrem através da chama na vela em si.

Deixe queimar por mais ou menos uma hora, depois passe para outro cômodo, sem apagá-la, repetindo a intenção.

Pouco a pouco, vá levando a vela pela casa, sem deixar nenhuma peça de fora, mesmo que seja um sótão sem uso, o banheiro ou a garagem.

Finalmente deixe-a no lugar que vocês mais usam, onde o coração da unidade familiar bate e deixe-a lá até mudar-se de fato. Cuide para que a vela não se apague em momento algum, colocando-a num canto protegida de correntes de vento.

Cuide para que na confusão você não a derrube ou esqueça!

Que seja a última coisa a sair da casa, e se possível, procure mantê-la acesa até chegar a seu novo lar.

Isto pode ser possível se você tiver uma antiga lanterna para velas; Senão, simplesmente diga para a Mente da Casa para penetrar no resto da vela (debe haver pelo menos metade da vela) e apague-a com os dedos molhados na sua saliva. Não assopre!

Quando chegar a nova casa pode começar a preenchê-la com seu amigo da casa antiga; e se a casa nova já tiver uma Mente da Casa?

Se você está usando a casa que já foi de outra família, encontrará outra Mente da Casa; é fácil concluir que os antigos moradores não sabiam ou não se importavam com a sua Mente da Casa, por isso deve fazê-lo por eles.

Se possível tente visitar a casa nova e, desde que você tenha uma certa privacidade, explique á Mente da Casa -que provavelmente está surpresa- que você vai morar ali e trazer a sua própria Mente da Casa, mas que não há necessidade de sentir-se abandonada, logo terá uma companheira.

Presenteie-a com uma vela só para ela, acendendo-a com uma invocação por saúde, felicidade e prosperidade, além de uma atmosfera cordial.

Traga a Mente da Casa para a chama; pode fazê-lo bem rápido, com alguns minutos em cada local, pois ao contrário da mente da Casa que você vai trazer, esta não vai mudar para outro lugar.

Agora traga a vela da Mente da Casa que lhe pertencia e coloque-as juntas, acendendo uma na outra; Leve-as pela casa, até que se apaguem.

Traga flores para a casa assim que possível; o melhor é trazer algum vaso com flores plantadas e se tiver algum a animal, a Mente da Casa, va se sentir melhor, pois pode se comunicar com o animal com mais facilidade que com os humanos.

Se não for possível visitar a casa com antecedência, faça tudo isso nas vinte e quatro horas depois da mudança e não acenda sua própria vela até ter reunido a Mente da Casa Nova; depois pode deixá-las juntas como uma entidade nova reforçada.

Tente lembrar de usar o amigo de sua casa em festas e grandes acontecimentos; dê-lhe um presente no Natal, um novo tapete para a porta, uma peça de porcelana em forma de casa, um abajur ou simplesmente uma vela bonita.

Inclua-o em seus planos: se vai se afastar, peça-lhe para cuidar de tudo para você; nem sempre conseguirá impedir os ladrões, mas por certo “sentirá falta” das coisas que vocês gostam mais!

Tenho um amigo que quando ele sai de viagem, e a casa fica vazia, ninguém consegue abrir a porta para entrar, nem mesmo a esposa dele com a chave, até que ele diz que está tudo bem, e misteriosamente a porta deixa a chave girar a fechadura para abrir a casa.

Eu mesma tive oportunidade ver e fiquei absolutamente surpresa.
Todas as coisas fazem parte do fenômeno que chamamos Universo e animados ou inanimados compartilham da substância da nossa essência.

A Mente da Casa pode não ser consciente como nós entendemos a palavra, mas em seu próprio nível pode fazer a diferença entre uma casa feliz e uma infeliz.

Eu estou de mudança por esses dias…
Achei por bem dividir essa magia com vocês.

Que assim seja!!!

Lammas ou Lughnasadh


Lammas era originalmente celebrado pelos antigos sacerdotes druidas como o festival de Lughnasadh. Nesse dia sagrado, eles realizavam rituais de proteção e homenageavam Lugh, o deus celta do sol. Em outras culturas pré-cristãs, Lammas era celebrado como o festival dos grãos e o dia para cultuar a morte do Rei Sagrado.

A confecção de bonecas de milho (pequenas figuras feitas com palha trançada) é um antigo costume pagão realizado por muitos Bruxos modernos como parte do rito do Sabbat Lammas. As bonecas (ou bebês da colheita, como são chamadas algumas vezes) são colocadas no altar do Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da colheita. é costume, em cada Lammas, fazer (ou comprar) uma nova boneca de milho e queimar a anterior (do ano passado) para dar boa sorte.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Lammas são pães caseiros (trigo, aveia e, especialmente, milho), bolos de cevada, nozes, cerejas silvestres, maçãs, arroz, cordeiro assado, tortas de cereja, vinho de sabugueiro, cerveja e chá de olmo.

Incensos: aloé, rosa e sândalo.
Cores das velas: laranja e amarela.
Pedras preciosas sagradas: aventurina, citrino, peridoto e sardônia.
Ervas ritualísticas tradicionais: flores da acácia, aloé, talo de milho, ciclame, feno grego, olíbano, urze, malva-rosa, murta, folhas do carvalho, girassol e trigo

Ritual de Lughnasadh para Praticantes Solitários

Comece marcando um círculo com cerca de 3m de diâmetro.

Erga um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Sobre ele, coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat. À esquerda (oeste) da vela, coloque um cálice com água (preferivelmente água fresca de chuva ou água de uma fonte de montanha) e uma bandeja ou prato à prova de fogo, contendo uma boneca nova de milho e uma do Sabbat Lammas do ano anterior. À direita (leste da vela), coloque um incensório com incenso de sândalo ou de rosa, e um prato com sal, pó ou areia para representar o elemento Terra. Diante da vela (sul) coloque um punhal consagrado e uma espada cerimonial consagrada. Acrescente pães caseiros, feitos por vc e ervas próprias do ritual.

Salpique um pouco de sal para consagrar o círculo e, então, começando pelo leste, trace o círculo com a ponta da espada cerimonial, movendo-a de modo destrógiro, enquanto diz:

COM O SAL E A ESPADA SAGRADA EU CONSAGRO E TE INVOCO, OH CíRCULO DE MAGIA E LUZ DO SABBAT. SOB O NOME SAGRADO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEÇÃO INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Coloque de volta no altar a espada cerimonial. Acenda a vela e diga:

NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO FOGO.

Acenda o incenso e diga:

NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO AR.

Segure o punhal na mão direita e, com a ponta da lâmina, trace um pentáculo (estrela de cinco pontas) no sal, pó ou areia e diga:

NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH! ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO TERRA.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e diga:

NESTE CíRCULO CONSAGRADO DO SABBAT EU VOS CONJURO, AGORA, OH ESPíRITOS SAGRADOS DO ANTIGO E MíSTICO ELEMENTO ÁGUA.

Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a boneca nova de milho e coloque-a à direita da vela, e diga:

OH! SENHORA DA COLHEITA, EU TE AGRADEçO POR NOS SUSTENTAR NAS PRóXIMAS ESTAÇÕES E PELA GENEROSIDADE DESTA COLHEITA.
QUE ASSIM SEJA.

Pegue a antiga boneca de milho e queime-a na chama da vela. Coloque-a para queimar no caldeirão, junto com as ervas do altar. Enquanto ela queima, recite o seguinte verso mágico do Sabbat:

SENHORA DA COLHEITA DO PASSADO, QUEIME AGORA. à DEUSA VóS DEVEIS VOLTAR. ABENçOAI-ME COM A SORTE E O AMOR DO DEUS E DA DEUSA ACIMA.
QUE ASSIM SEJA!

Se for a primeira vez que vc estiver fazendo, escreva em um papel tudo o que deseja agradecer do ano que passou e queime-o em seu caldeirão, junto com as ervas.

Corte o pão com as mãos, ofereça um pedaço aos Deuses, coma outro e guarde o restante para dividir entre amigos e familiares.

Encerre o ritual afastando os espíritos elementares e desfazendo o círculo em movimento levógiro com a espada cerimonial. Enterre as cinzas da antiga boneca de milho, como oferenda à Mãe Terra, e guarde a boneca nova para o próximo Sabbat Lammas.


Pesquisa retirada do WCH