As Raças Mães ou Raizes

A evolução em nosso Planeta e tudo que nele habita teve início no plano mental ou kamamanásico.A Terra tinha então forma ígnea, ou de fogo, quando aqui se desenvolveu a Primeira Raça-Mãe, chamada Adâmica ou Polar.

Cada Raça-Mãe desenvolve, segundo Helena Blavatsky, complementada por Henrique José de Souza, 7 Sub-Raças, 56 Ramos Raciais.Cada Ramo desenvolve 7 Famílias a que os livros sagrados chamam de Tribos.
Repetindo então, temos 7 Raças-Mães na Terra, a saber:

1 – ADÂMICA ou POLAR. Os seres eram considerados Chayas ou sombras, e passaram por 7 estágios que poderiam ser chamados de Sub-Raças, apesar das modificações quase imperceptíveis com o passar de milhões e milhões de anos.

Os seres eram sem sexo e tinham só forma espiritual ou mental. Sendo assexuados, eram chamados de filhos do suor.
Com o calor, cada gota de suor gerava outro ser. Poderiam ser chamados então de andróginos latentes.
O sentido correspondente foi o da visão.
A Terra foi então modificando seu estágio de ígneo para gasoso, mas sem similaridade com os gases que conhecemos hoje.
Os chamados espíritos da natureza foram construindo invólucros mais densos para surgiram seres mais densos.

2 – HIPERBÓREA, ou segunda Raça-Mãe. Apesar de os seres serem mais densos, ganhando uma espécie de escama para densificar os invólucros, eram ainda muito espirituais ou mentais, mas já desenvolvendo o chamado corpo astral.

O sentido correspondente foi o da audição, juntamente com o aprimoramento da visão, quando começaram a perceber cores e a polarização de prana animando os corpos, dividindo-os em dois sexos.

3 – LEMURIANA. Nesta terceira Raça-Mãe, os seres passaram de andróginos latentes para andróginos propriamente ditos.

Em princípio, começaram a se desenvolver a partir de substâncias étero-astrais que, com o tempo, passaram a semi-fluídicas, mais próximas da água que temos hoje.

A reprodução foi se modificando de gotas de suor para ovos como os de galinha. Com o tempo, o ovo foi se interiorizado o surgimento do que poderia ser chamado de ovário, mas ainda eram andróginos desenvolvendo mais um sentido, o do gosto.Em meados dessa Raça, ou há 18 milhões de anos atrás, estes seres eram gigantescos, atingindo até mais de 50 metros de altura com um olho na testa e três dedos em cada mão e três em cada pé. Foi quando aconteceu a
chegada dos chamados exilados de Capela, segundo Edgar Armon, que deram
àquele ser o chamado princípio de AHANKARA ou egoísmo,
e a divisão deles em masculinos e femininos.

As 7 Sub-Raças já foram melhor definidas. Três sentidos: visão, audição e gosto ou paladar.

Havia muito pouco a saborear então.
Os Agnisvatas deram a esses seres os germens da emissão; os germens do mental concreto

4 – ATLANTE, ou quarta Sub-Raça. Decorreu da evolução da Lemuriana. O olho da testa foi se interiorizando e se transformou em glândula pineal. Surgiram então os dois olhos na cabeça, quando o veículo físico alcançou maior densidade.

Apesar da estatura ir diminuindo, da Raça Lemuriana para a Atlante, os atlantes eram mais densos e foram chamados Titãs.

A sensação que começaram a desenvolver foi o olfato, mas mesmo no final da última Sub-Raça da Raça Atlante, ainda não distinguiam cheiro, mas o sentido que lhe correspondia era o do tato.
As 7 Sub-Raças dos Atlantes foram já bem delineadas com seus Ramos e Fami1ias a que se referem os chamados livros sagrados das religiões.
Algumas Sub-Raças são conhecidas até pelo mundo profano, como a Quinta Sub-Raça Semita; a Sétima e última, Mongólica, bem como a dos Toltecas.

Foi a vez do mental concreto começar a se desenvolver como sempre com atuação dos elementais ou espíritos da natureza correspondentes.
Tinham 4 dedos em cada mão e 4 em cada pé, correspondentes aos 4 sentidos que possuíam.

Foi a Raça mais brilhante deste Planeta. Tais seres dominaram o átomo sem exalar radioatividade e conseguiram voar nos veículos que chamavam de Vimanas ou discos voadores, segundo o Prof. Henrique José de Souza. Daí o mito da Torre de Babel, ouo desejo de voltarem às origens celestiais, antes de terminarem
a evolução na Terra, de acordo com o plano cósmico.

Nossa Raça ainda precisa lutar muito para conseguir ao menos se igualar aos Atlantes em certos setores.

5 – ARIANA, ou Quinta Raça Mãe. Consta que surgiu há 1 milhão de anos atrás, misturando-se à Quarta Raça-Mãe, ou dos Atlantes.

Foram nascendo crianças com 5 dedos em cada mão e 5 em cada pé. O Manu, ou guia Vaivásvata, separou as melhores sementes e as conduziu à meseta do Pamir, para desenvolver nelas ainda mais o mental concreto, que foi bem desenvolvido com os Atlantes,
e dar início à evolução do mental abstrato.

Hoje, com cinco sentidos bem delineados, mesmo que ainda em aperfeiçoamento, visão, audição, gustação, tato e olfação, alguns de nós já tentam desenvolver os dois restantes. A obrigação de nossa Raça Arianaé desenvolver o mental abstrato.
Especificamente, a Quinta Sub-Raça, que é a nossa, tem o dever, sob pena de praticar crime contra a evolução, de desenvolver o raciocínio abstrato, dedicando-se a tudo que seja abstração: filosofias, religiões, ciências,
artes, etc. Pouco importa se há pessoas praticando magia negra pelo
pensamento; o que importa é que temos de desenvolver a arte de pensar,
de raciocinar, para nos tornarmos racionais, sob pena de provocarmos, para
nós mesmos, no futuro, um karma extraordinariamente pesado.

6 – As Raças seguintes são as Raças BIRMÂNICA e ATABIRMÂNICA.

Quem quiser desenvolver a intuição, fazendo cessar os pensamentos, ouvindo o que Helena Blavatsky chama de A Voz do Silêncio, claro que pode e deve, porque estará já trabalhando o que a Sexta Raça deverá desenvolver, ou seja, a intuição.

E como a intuição puxa o mental abstrato e o concreto, não há problema tentar trabalhá-lo neste momento cósmico. O problema é se esquecer de se esforçar ao máximo para conseguir desenvolver o mental abstrato.

Infelizmente, a humanidade, praticamente inteira, ainda está com o mental enfocado no emocional ou ainda na Lemúria e na Atlântida.
Portanto, os que se interessam por esses assuntos são os chamados escolhidos para o Quinto Sistema ou Quinto Momento Cósmico, que já começou na Terra e deverá ser completado num local que está sendo preparado pelas hierarquias para os lados das
estrelas Três Marias.

2012

2012 NÃO SERÁ O FIM DO MUNDO, SERÁ O FIM DE UMA ERA E INICIO DE OUTRA, PREPARE-SE!

Muito se fala de 2012, mas pouco efetivamente se conhece.


Segue um texto rápido e esclarecedor, para desmistificar um pouco a profecia e trazer uma linguagem simples, ofertando ânimo extra para nossas ações como sincronizadores biosféricos:
Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada.

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação de Plêiades.

Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.
Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação – localizada a aproximadamente 28 graus de Touro – , e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios..
A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era “astrológica” (Era de Peixes, de Aquário, etc).

Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.
Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra.
Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do Cinturão de Fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão.
A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o Cinturão. A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de Fótons, ficando mais próximo de Alcione.
A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos.
Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.
Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos Fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.
A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.
Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir.
Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no Cinturão de Fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele.
A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz.
De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.

Humbatz Men, autor de origem maia, fala em “Los Calendários” sobre a vindoura “Idade Luz”.
Bárbara Marciniak, autora de “Mensageiros do Amanhecer”, da Ground e “Earth”, da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu “A Agenda Pleiadiana”, da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.
Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto física quanto psíquicas que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.
Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão.
Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma.Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão.

Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física.
As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira.

Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas.

Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade.
Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo Cinturão de Fótons.
Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva e o amor mediocre, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo.
Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos – psicológicos, astrológicos ou corporais – ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, banhos ritualisticos, evolução espiritual através de iniciações etc, são também técnicas de grande efetividade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.
As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório.
Ter uma boa alimentaçãol isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.
Ser justificado é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas.

Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico.
Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.

Mas afinal e nós nisso tudo ?

Nós somos os mais beneficiados com tudo isso.
Todos nós, os seres encarnados na Terra estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo. Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta “Era de Luz”, depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga.
Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz.
Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com suas iniciações sérias através de uma Ordem ou com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna, musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.
São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas antes mesmo de alcançar o corpo físico, além de curar outras já instaladas.

Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.
Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade.
Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada com sua radiação ao ápice.
E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica.
A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.
Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos.

Consciência é Luz.
Luz é Informação.
Informação é Amor.


Fonte:
Van Brighid, irmã e amiga
Resenha de Paty Witch Maeve

Os Escravos Servirão

Qual é a primeira impressão que essa frase causa? Com certeza algo relacionado à intolerância, a discriminação, etc. Posso assegurar que não é nada disso. Vou tentar nessas poucas linhas explicar o significado dessa frase.

Vamos refletir nessa simples frase do Líber Al II, 58-59:

58. Sim! Não considereis mudança: vós sereis como vós sois, & não outro. Portanto os reis da terra serão Reis para sempre: os escravos servirão. Não há ninguém que será rebaixado ou exaltado: tudo é sempre como foi. Entretanto há os meus servos disfarçados: pode ser que aquele mendigo adiante seja um Rei. Um Rei pode escolher sua vestimenta como ele quiser: não há teste seguro: mas um mendigo não pode esconder sua pobreza.
59. Cuidado, portanto! Ama a todos, pois pode ser que haja um Rei escondido! Dizes assim? Tolo! Se ele for um Rei, tu não podes machucá-lo.
Nós reconhecemos dois tipos dos povos no mundo: reis e escravos. Como novatos do trabalho na Grande Obra, naturalmente, precisamos ser REIS E MESTRES, ou buscar a maestria para que nos livremos da escravidão e da limitação. Nós não procuramos dominar ou controlar outros, mas dominar e controlar a nós mesmos, o que já é um grande feito. Os reis são aqueles que realizam e fazem sua própria vontade verdadeira, e que vivem como indivíduos livres, autogovernados e auto-suficientes, sendo eles cidadãos do mundo. Os escravos, por outro lado, ignoram sua verdadeira vontade, sendo parte da consciência coletiva e da massa de conformismo, perdida e limitada em um mundo insensível e ignorante repletos da desilusão. Os reis são poucos, escravos são muitos. Os reis são os verdadeiros empregados da Divindade, que exercitam o amor sob vontade, e unem-se com o Todo fazendo do movimento do Universo a sua própria verdadeira vontade. Os escravos são limitados a suas naturezas inferiores ou pessoais, e nem sabem a que vieram e para onde vão.

“Reis e escravos”, mas o que isso quer dizer? Todos os escravos poderiam um dia se tornar Reis? Os Reis poderiam se tornar escravos? Qual é a diferença entre um e outro e qual é o preço a se pagar? É isso que tentarei explicar para vocês neste ensaio.

Vou falar sobre os escravos – os conformistas e passivos. São aquelas pessoas que só pensam nelas mesmas, havendo um sentido de egoísmo em tudo que fazem. Que pensam em trabalhar para ganhar “apenas” o seu sustento. São pessoas que não se interessam em evoluir e nem em aprender nada. Geralmente tem medo de saber “verdades” e com isso abrirem os olhos e gerar “responsabilidade”, ou então realmente não estão preparadas para aprender nada. Jamais deixarão nada de produtivo para humanidade. Um aprendizado oculto poderia resultar num choque com suas crenças. As pessoas nem sempre estão prontas para isso, pois precisam de um deus que as julgue, conduza, castigue, proteja. Buscam receber presentes e dádivas divinas a todo instante, para isso não medem esforços em fazer toda a sorte de promessas absolutamente sem nenhum sentido. Fazem como os três macaquinhos, tampando os próprios olhos, ouvidos e bocas. São os “covardes da vida”, os omissos, os preguiçosos, os comodistas, é aquele que dá a esmola o mais rápido possível, para se ver livre dos mendigos, e nem são capazes de perceber a sua própria pobreza. Se vestir as vestes de um rei, o escravo não conseguirá esconder a sua miséria, a miséria de sua alma.

São atoleimados que adoram criar ofensas dirigidas as pessoas de bem, geralmente com termos chulos. Não há nenhuma honra em um cretinóide que ofende em público sem ter qualquer fundamento. O escravo geralmente pretende posar de intelectual, mas, sempre mostra ser um sevandija, nada mais que um biltre. E na ignorância que caracteriza os bilhostres do escravo. Tomam qualquer pessoa ser do mesmo jaez que ele. O escravo gosta de se fazer de vítima, algo como um tipo de mártir vitimado pelos desmandos dos reis, que calam as vozes dissidentes.

A segunda classe é a dos Reis. Os Reis são aqueles que querem! Eles querem saber, eles querem ousar, eles querem vencer, querem prosperar, etc. Estão em constante busca de sua Verdadeira Vontade, de sua Vontade Pessoal. Preocupam-se com suas realizações, fazem, agem, não importa a eles se terão algum reconhecimento futuro. A chave de suas vidas é: “Sem ânsia de resultados”. Sim, porque a ansiedade destrona reis, derruba os guerreiros, não nos permite ter sucesso em nossas realizações. Reconhecem as necessidades de sua coletividade e se esforçam para mudar o que precisa ser mudado e trabalhar de forma inteligente e sábia.

Sabe por que os escravos são escravos e os Reis são Reis? Simples, porque eles querem! Por que cada um deles escolheu assim, logo cada um é totalmente responsável por suas escolhas. Isso é simples de se entender, mas existem segredos nisso!

O universo é tão perfeito em sua mecânica! Pena que tão poucos conseguem ver isso. Os escravos não amargam as derrotas da vida como um Rei faria.

O Rei não sofre, porque ele gosta do que faz. O escravo querendo ou não riquezas, ele não quer ter responsabilidades e nem quer agir. Eles têm que se conformar com a miséria! É uma escolha deles. Os Reis podem ter de tudo, mas tem que cuidar de tudo, correr atrás de tudo. Eles têm que se conformar com a correria, com o constante movimento! É uma escolha deles. Os escravos têm que ser empregados dos Reis, é sua escolha. E não adianta dizer que se não houvesse escravos e pedintes, os reis estariam em maus lençóis, porque um rei não precisa ser exatamente milionário, ele sabe servir e se serve, o faz com dedicação, com prazer, diferentemente do escravo que precisa ser impulsionado para servir, pois quando faz, faz de mal gosto.

Mas, a mecânica social é ainda mais perfeita do que parece. Os reis têm uma coisa que os escravos não enxergam. É uma espécie de maldição para os escravos. Os reis sentem prazer na vida! É isso mesmo. Eles, por exemplo, chegam muito cansados do serviço e com um simples prato de comida, sentem um prazer (energia) que os escravos JAMAIS sentiriam com o mesmo prato. Isto se dá porque os escravos xingam, condenam suas próprias vidas, precisam achar um culpado para seus males.

Os reis sentem prazer nas pequenas coisas da vida, o que para um escravo é quase impossível sentir. Ainda mais na mesma intensidade e força. Vocês não percebem como os reis vivem sorrindo? Vivem felizes e qualquer mísera coisa já é um grande motivo para festa. Os escravos, quanto mais conseguem, mais insatisfeitos ficarão. Você pode dizer: “Eu quero uma bela casa!” Você pode ter. Um rei pode ter o que quiser, mas quando perceber que conquistou um sonho, sempre vai querer algo maior. Não porque não está satisfeito. É porque o rei vive para ação e para a conquista. Sabe que bens materiais também fazem parte de suas conquistas.

É claro que quando entramos em uma concessionária para tirar um importado zero é delicioso! O cheiro do carro novo, o roncar do motor. É um prazer imenso!

Chegará uma hora em que o escravo não mais conseguirá sentir prazer na vida, cairá na massa de conformismo.

Mais aí entra outro segredinho o que as pessoas precisam saber para não se afundarem em suas mágoas. Sabe onde fica a maior e inesgotável fonte de prazer? Como disse, no prazer da conquista. Se o escravo não perceber o quanto poderiam se beneficiar com isso, ele começará a nutrir um grande ódio ao ver alguém feliz, já que ele não consegue ter tudo que deseja, e não consegue ser feliz também. Aprenderão a tragar as alegrias alheias. TUDO NO UNIVERSO É UMA TROCA.

Um escravo egoísta é alguém mergulhado na infelicidade e de nada adiantará todas as suas conquistas. Um Rei traz felicidade, e quanto mais disso fizer, mais feliz ele será! E com isso, os escravos também são cuidados e quiçá poderão com esse contágio aprenderem a ser reis. Eu diria que a felicidade dos pequenos faz a felicidade dos reis. Porque se ficassem parados com todo o dinheiro, morreriam nas teias da infelicidade e então ao invés de reis, seriam escravos. O mundo todo deve prosperar!

Enquanto os escravos não souberem disso, eles sempre se sentirão injustiçados. Haverá crimes, seqüestros, corrupção, problemas sociais e descontentamentos. Enfim, a lei da ação e reação infalível.

Os Reis fazem descobertas e evoluem junto com a terra em que todos vivem. Eles trabalham para concretizar sonhos, eles descobrem e projetam felicidade com suas criações, não importa o que seja. E, um mundo só de escravos? Eles jamais teriam saído das cavernas. Equilíbrio é a palavra chave do universo. Sem ele, nada existe nada prospera. O egoísmo dos escravos de quererem ter tudo que foi pago e conquistado pelos reis, pago com alegria. O egoísmo dos escravos em não quererem se mover, e ainda assim acharem que devam ser pagos com o trabalho dos Reis. Os escravos servirão!

Não há distinções básicas entre nenhum ser humano. Mas, há distinções naquilo que os impelem para frente e naquilo que atravanca seu progresso e crescimento. O que é quase inalcançável para uns, é conquistado por outros, muitas vezes tendo nascido em condições mais precárias que esses. São essas pequenas coisas que distinguem os grandes seres, dos pequenos e reclusos em sua concha.

O que você quer ser? Um rei ou um escravo?

Amor é a lei, amor sob vontade

Fontes:
Marengo
E.I.E
Resenha de Paty Witch Maeve

Beltane


Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus, sendo também um festival de fertilidade. Na Religião Antiga, a palavra “fertilidade” significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.
Poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. é baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era do sol (ou Deus Sol), e é um dosBeltane celebra também o retorno dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da
mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.

No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro por motivos que maiores que estações de ano, sendo então celebrado sempre pelo hemisféreo norte e não no sul como alguns “ocultistas brasileiros” celebram erroneamente. Beltane inicia-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de 1o de Maio para iluminar o caminho, já que é o rito ao elemento fogo. Realiza-se o ritual do Sabbat em honra à Deusa e ao Deus, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes e bebedeiras, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos elementais do fogo, e os membros do Coven dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em torno do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus. A alegria e o divertimento costumam estender-se até as primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1º, o orvalho da manhã é coletado das flores e da grama para ser usado em poções místicas de boa sorte.
O Deus agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa que está no ápice de sua beleza e feminilidade e em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada “Rainha de Maio”.
A Deusa e o Deus agora estão em plena vitalidade e amam-se com toda intensidade.
Eles irão consumar o seu amor.
A Sua paixão é evidente em toda a vida presente na Terra.
O Sabbat de Beltane marca a união da Deusa e do Deus, é a união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união dos meios de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas.
Representa a fertilidade dos animais e as colheitas do próximo ano. Comemoramos a fertilidade, o amor que dá forças a tudo e o retorno do Sol com toda a sua intensidade.
A palavra Beltane vem do nome do Deus céltico “Bel” Deus Celta do Sol e do Fogo, que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. “Tinne” é uma palavra céltica que significa “fogo”.
Assim, Beltane quer dizer “Fogo de Bel”.
Ao longo dos séculos da Europa céltica, muitos outros costumes foram associados à Beltane.Como nessa época do ano a Terra era muito fértil, a maioria das Tradições européias locais se preocupava com a fertilidade das colheitas e animais.
Beltane era celebrado com flores e uma grande festa pública.

Correspondências:

Cor: Vermelho, Amarelo e Preto .
Nomes Alternativos: Rudemas, Vésperas de Maio, Giamonios.
Deuses: Deuses das florestas, da fertilidade, da sexualidade, do êxtase; a Deusa, no seu aspecto de Fertilizadora, e o Deus, como Fecundador.
Ervas: cardo-santo, curry, narciso, coriandro, sangue-de-dragão, samambaia, urtiga, sementes de linho, espinheiro, manjerona, páprica, rabanete, cogumelo, amêndoa, rosas, folhas de sabugueiro, baunilha, ylang ylang.
Pedras: malaquita, quartzo rosa, esmeralda, berilo, turmalina, quartzo verde, amazonita, aventurina.

Mastro de Beltane:

Um dos símbolos mais conhecidos associado com esse Sabbat é o Mastro de Beltane ou Maypole (Mastro de Maio, pois no hemisfério Norte Beltane é festejado no primeiro dia de maio).
Feito do tronco de uma árvore forte e alta (normalmente o vidoeiro ou freixo) enfeitado com flores e fitas.Uma vez decorado era elevado freqüentemente na praça da aldeia, ponto pincipal das atividades da comunidade.
Seu simbolismo era fálico em honra da fertilidade renovada da Terra.
O Mastro simboliza o falo do Deus e a coroa de flores, representava a vulva da Deusa.
O entrelaçar das fitas no Mastro representavam a união da Deusa e do Deus.
Ainda hoje continuamos com a Tradição de elevar um grandioso Mastro para celebrar esse Sabbat.
Cada participante escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo.
Todos devem girar trançando as fitas até que todo o Mastro esteja revestido por elas.
Durante o entrelaçar das fitas tecem a teia da vida, como se estivessem tecendo o próprio destino, colocando-se sob a proteção dos Deuses, mentalizando seus desejos, fazendo pedidos e projetando o futuro ao Universo.

Outro costume :

Os jovens das vilas e cidades iam até as florestas à meia-noite de Beltane para colher flores.
Quando retornavam para a sua vila, paravam em cada casa e presenteavam seus moradores com as flores; e então recebiam as melhores comidas e bebidas que os anfitriões podiam oferecer.
Isto trazia boa sorte para os donos da casa e era um ato generoso que representava a bondade da Terra nessa época do ano.

Uniões em Beltane:

Na Europa Antiga, as pessoas celebravam Beltane unindo-se sexualmente em meio aos bosques.
Todas as crianças concebidas por meio dessas uniões eram criadas por toda a comunidade e consideradas “bem-aventuradas” por serem filhos da Deusa e do Deus e seguiam a religião como “futuros sacerdotes”, visto que eles eram gerados do encontro dos Deuses.
Essas uniões em meio às árvores era um ato de Magia simpática e todos acreditavam que tinha um efeito positivo nos reinos animal, vegetal e humano.

Fogueira de Beltane:

Na antiga tradição uma grande fogueira era feita com as nove árvores sagradas (freixo, bétula, aveleira, sorveira, salgueiro, pinheiro, espinheiro e carvalho) e então acesa pelos Druidas, sem o uso de pederneira ou aço, ao nascer da Lua, dando-se início à comemoração desse Sabat.
O Deus Bel é invocado e então todos pulavam a fogueira para se livrar de má sorte, doenças, negatividade, assegurar bons partos e pedir as bênçãos dos Deuses para atrair a fertilidade para sua vida.
Muitos casais pulam juntos a fogueira (ou o caldeirão), para conceber uma criança.
O Fogo simboliza o Deus em seu total aspecto do Amante da Deusa.
Após a cerimônia, cada família levava brasas desse fogo para casa.
Isso simbolizava a renovação da vida depois do Inverno frio.
Levando as brasas do fogo sagrado e reacendendo o fogo doméstico, as pessoas compartilhavam do divino, representando uma bênção de esperança para um Verão próspero e fértil, com uma colheita abundante.

Grande Rito:

No ritual de Beltane o Grande Rito é realizado representando o Casamento sagrado, a União Sexual da Deusa e do Deus que sustentará a Terra, dando uma colheita farta e abundante para todos nós nos meses vindouros.O Grande Rito é realizado simbolicamente, quando o Athame (símbolo fálico) é mergulhado no Cálice (símbolo do ventre da Deusa).

Magicamente falando:

Beltane é o tempo de fertilizar, nutrir e encorajar aquilo que plantamos em Ostara, que são nada mais nada menos que os nossos próprios desejos.
Essa é uma época propícia, para as magias que celebrem a fertilidade e a sexualidade. Inúmeros encantamentos para a cura, amor e a prosperidade eram feitos nesta noite, colhendo-se e utilizando-se plantas sagradas como o espinheiro branco e preto e o salgueiro, purificando-se os campos e os animais.
Celebramos a vida, a paixão, a sensualidade e a fertilidade em todos os sentidos – seja a do solo, a do corpo, a das idéias, do dinheiro, etc.
É um ritual onde impera a excitação, a alegria e a volta da luz e do Sol.
Alguns óleos essenciais têm afinidade com a energia deste Sabbat, como:
Canela: estimulante e afrodisíaco, este óleo combate o cansaço nos dá mais ânimo e disposição.
Grapefruit: o óleo do bom humor e bom astral.
Grapefuit combate o cansaço e nos deixa mais leves para celebrar.
Ylang- ylang: afrodisíaco e relaxante, este óleo combate a irritabilidade e nos dá mais confiança, trabalhando a auto- estima.

Comidas Típicas:

Os alimentos tradicionais de Beltane são carnes vermelhas, frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, cerveja, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.
Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do ritual.

Biscoitos de Aveia de Beltane

1 e 1/2 xícaras de farinha de aveia;
1/2 xícara de açúcar mascavo;¾ de uma xícara de manteiga;
1 ovo inteiro;
1 xícara de bananas cortadas em rodelas bem finas;
1/2 colher (chá) de fermento em pó;Canela em pó (a gosto).

Pré-aqueça seu forno.
Misture a farinha, o fermento e o açúcar marrom até ficar bem misturado.Deixe descansar por 30 minutos.
Junte então a manteiga, o ovo e as frutas.
Unte a assadeira e vá depositando porções no tamanho de biscoitos.
Asse durante 15 minutos.

Atividades:

· Fazer guirlandas para serem usadas na cabeça como coroas.As das mulheres são feitas com flores multicoloridas e as dos homens com folhagens verdes.
· Pular a fogueira de Beltane ou fazer um pacote de Beltane
· Guardar as cinzas para utilizar em encantamentos de fertilidade, para abençoar objetos e pessoas.
· Dançar em volta do Mastro de Beltane.
· Colher as primeiras ervas da estação.
· Fazer um piquenique com a família.
· Lavar a face no orvalho da manhã de Beltane. (Segundo as Tradições desse Sabbat, isso traz beleza para quem o faz).
· Oferendar e fazer um pedido ao Povo das Fadas.

Guirlandas de Beltane

As guirlandas simbolizam, desde tempos antiqüíssimos, a eterna Roda do Ano e seus ciclos ininterruptos.
Elas são utilizadas em Beltane como coroas estilizadas.
Esse costume é remanescente das celebrações de Beltane da Europa Antiga, quando o melhor dançarino era homenageado com uma coroa de folhagens (representando o Deus) e a donzela mais bonita era coroada com uma guirlanda de flores e homenageada como a Rainha das celebrações de Beltane (representando a Deusa).
Até hoje continuamos essa Tradição e é por isso que em Beltane todos os participantes são ornados com guirlandas.
Para os homens as guirlandas são de folhagens e para as mulheres de flores coloridas.

Fazendo a guirlanda:
Para fazer uma Guirlanda de Beltane você vai precisar de:
· Arame de artesanato;
· Um alicate com as pontas firmes;· Flores ou folhagens;
· Um carretel de linha nº 10.
Faça uma circunferência com o arame na medida de sua cabeça.
Em seguida, usando uma fita floral ou fita adesiva já adicionando pequenos maços de flores e folhagens.Comece em uma ponta e vá então contornando toda a circunferência de arame com as flores, sobrepondo os feixes e fixando-os com a linha nº 10 até que todo o arame esteja coberto.
Quando estiver pronto, você pode adicionar fitas longas para pender nas suas costas.
Agregue sininhos nas extremidades dessas fitas e você estará pronta para Beltane!

No início da celebração coroe cada participante com uma guirlanda. Ao colocar as coroas sobre a cabeça das pessoas, diga:

Eu corôo você com esta guirlanda
e concedo-lhe as bênçãos
da Deusa Fertilizadora e do Deus Fecundador.
Seja bem vindo(a) ao nosso ritual de Beltane.

Fazendo o Mastro de Beltane:

Você vai precisar de:
· Um tronco fino de uma árvore com mais ou menos 2 metros de altura;
· Fitas multicoloridas, com 10 cm de largura, na mesma quantidade de participantes da cerimônia de Sabbat;
· Pregos e martelo;
· Uma coroa (guirlanda) de flores coloridas.

Comece a pregar as fitas em uma das extremidades do tronco.
Posicione a coroa de flores na extremidade que você pregou as fitas de modo que os pregos sejam ocultados pelas flores.
Prenda as fitas no tronco com um elástico para que elas não embaracem.
Então, na sua cerimônia de Sabbat, erga o Mastro de forma ritualística. Para isso proceda da seguinte forma:
Num dado momento de sua cerimônia, as mulheres começam a cavar um buraco no solo, para que o mastro seja fixado.
Os homens presentes à cerimônia dão três voltas ao redor do Círculo Mágico, sempre no sentido horário, enquanto dos cantam:

Beltane, Beltane, Beltane que chegou.
É o Sabbat da fertilidade e do amor.

Ao final da terceira volta, as fitas são soltas e o mastro fixado no buraco cavado pelas mulheres.
Começa então o entrelaçamento das fitas enquanto o cântico continua.
Ao final do entrelaçamento, o mastro é retirado do buraco.iTodos seguram o tronco entrelaçado, dando várias voltas juntos pelo Círculo, enquanto continuam cantando:

Beltane, Beltane, Beltane que chegou.
É o Sabbat da fertilidade e do amor.

O Mastro é levado até a fogueira e depositado nas chamas.A festa continua e os participantes prosseguem cantando cânticos sagrados e dançando em volta da Fogueira de Beltane.

Observação:
Essa descrição se aplica a um, ritual feito com muitas pessoas e ao ar livre.
A confecção, o erguer do Mastro de Beltane em locais fechados e seu uso em rituais solitários podem ser adaptados.
Um pequeno Mastro simbólico pode ser feito com gravetos e pequenas fitas de cetim e queimado no interior de um caldeirão ao fim da cerimônia.
Use sua criatividade e intuição sempre.


Fazendo um Pacote de Beltane:

Um dos costumes que foi adaptado, principalmente por aqueles que realizam seus rituais em locais fechados e solitariamente, é a substituição da Fogueira de Beltane pelo Pacote de Beltane que deve ser feito com nove galhos de árvores encontrados em locais diferentes, como substituto e representante da Antiga Fogueira feita com o tronco das nove árvores sagradas. Durante o decorrer do ano, guarde nove galhos que farão parte de seu Pacote de Beltane.
Esses galhos devem ser colhidos em lugares que tenham um significado particular para você ou onde ocorreu algum acontecimento importante em sua vida durante o ano, até que chegue Beltane.
Ex: numa viagem colher um galho de uma árvore que lhe pareça especial, ou simplesmente recolher um galho de árvore que serviu de sombra ao beijar a pessoa amada.
O importante é que esses galhos sejam retirados de locais diferentes, em ocasiões diferentes e lhe sejam especiais por motivos diferentes. Quando chegar Beltane, junte os nove galhos recolhidos, dê um laço com uma linha fita verde e enfeite com folhagens e flores.Seu Pacote de Beltane está pronto.
Durante a celebração de seu Ritual de Beltanet, queime o Pacote nas chamas de seu Caldeirão ou sobre a Fogueira de Beltane, como oferenda aos Deuses e Espíritos da Natureza.

Se você planeja festejar Beltane em ambiente fechado, deverá acender o fogo em um local apropriado. (Certifique-se de colocar um galho ou ramo de sorveira sobre o fogo para reverenciar os espíritos guardiães de sua casa e sua família, trazendo boa sorte para a casa e mantendo afastados os fantasmas, duendes e fadas malévolos.)
Se você não tiver lugar apropriado, poderá acender 13 velas vermelhas para simbolizar a fogueira de Beltane.Vista-se com as cores brilhantes da Primavera e use muitas flores coloridas e perfumadas nos cabelos.
Antes de vestir-se para a cerimônia, medite e banhe-se à luz de velas com ervas para limpar seu corpo e sua alma de quaisquer impurezas ou energias negativas.

Ritual de Beltane:

Se possível celebre o Beltane num bosque ou próximo a uma árvore viva.
Caso não seja possível, traga uma pequena árvore para o círculo, de preferência envasada; pode ser qualquer tipo.
Crie uma pequena oferenda ou amuleto para Honrar o casamento da Deusa e do Deus para pendurar na árvore.
Pode fazer vários deles se quiser.
Tais oferendas podem ser saquinhos cheios com flores perfumadas, colares de contas, entalhes, guirlandas de flores – o que seu talento e sua imaginação permitirem .

Cerimônia:

Arrume o altar:
Coloque duas estatuetas para representar a Deusa da Fertilidade e Seu consorte, o Deus Chifrudo.
No lado direito do altar, coloque um punhal consagrado.
Coloque o Cálice no meio do Altar.
Coloque mais a frente o caldeirão com um pouco de álcool.
Deixe próximo o Pacote de Beltane e sua Guirlanda.
Pode ser colocado também um pequeno mastro decorado à direita do altar, enfeitado com flores e fítas de cores brilhantes.

Ajoelhe-se diante do altar.
Feche os olhos, concentre-se na imagem divina da Deusa e do Deus,Trace o seu círculo mágico e diga, com as mãos erguidas:

Pegue o punhal, cumprimente o leste, e diga:

Oh, Deusa de todas as coisas selvagens e livres
A ti eu consagro este círculo

cumprimente o sul, e diga:

Abençoada seja a Virgem da Primavera
Para ela eu canto esta prece de Amor
Ela torna verde as Florestas e os prados,
Oh, Deusa da Natureza, Ela reina suprema!

Segure o punhal em saudação na direção oeste, e diga:

Aos líquidos que dão a vida,
Pela fertilização da Donzela a Roda gira

Segure o punhal e saúde o norte, dizendo:

Abençoado seja o Senhor da Primavera,
Para Ele eu canto esta prece de Amor,
Deus divino da Luz,
Esta noite eu celebro a tua Fertilidade!!

Coloque o punhal de volta no altar.
Diga então:

Espíritos da Água e do Ar
Eu peço que ouçam a minha prece:Que o céu e o mar permaneçam limpos,
Que a terra seja fértil e verde.
Espíritos do fogo,
Espíritos da Mãe-terra,
Que o mundo seja abençoado
Com Paz, Amor e Alegria

Hoje chamamos a Deusa e o Deu s
para que fecundem toda a Terra e os campos.Gados, homens e mulheres sejam férteis…
Em honra à Deusa e ao Deus,
e sob a sua proteção,
Inicia-se agora esse ritual

Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza
se alegra num ruidoso banho de cor e vida.
Aceitem meu presente, em honra à sua união

Oferende o Pacote de Beltane… deixando na frente do caldeirão.
Eleve a guirlanda, dizendo:

Este é o Círculo sagrado do renascimento,
o símbolo da união que traz alegria a Terra.

Coloque-a sobre o Altar, de forma que o Cálice fique no meio do vão da guirlanda.
Acenda o fogo do Caldeirão enquanto diz:

Queimem os Fogos sagrados de Beltane,
Iluminem o caminho para o retorno do Sol.
As trevas do Inverno devem agora terminar,
Com este Fogo sagrado o Inver no se afasta
e o Verão se aproxima.
Brilha a chama de Bel,
O Fogo da Primavera que chama o Verão.
Assim a Roda do Ano gira mais uma vez.
Este é o Fogo de Beltane.
Que ele traga alegria e paz.

Em seguida segure o cálice com sua mão esquerda e o punhal com a mão direita.
Eleve-os, dizendo:

Mãe e Pai eternamente representados aqui
pelo Cálice e pelo Athame,
Eu uno o masculino e o feminino
para que a Terra seja fertilizada.
Que a união da Deusa com o Deus
possa sustentar a Terra.

Mergulhe a lâmina do Athame no vinho.
Coloque o seu Pacote de Beltane no fogo do Caldeirão, dizendo:

Pacote de Beltane queime nas chamas
Enfeitado com flores para a coroada Dama.
De sua união surgirá a vida renovada;
Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a terra,
e os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com Vocês!!

Esta é a minha oferenda aos Espíritos da Natureza
Queime no fogo, com rapidez e presteza.
Com estas nove madeiras sagradas,
eu chamo o Verão para trazer felicidade à Terra
e riqueza ao mundo.

Beba um pouco do vinho, faça uma libação em homenagem aos Deuses e diga:

A grande Roda da Vida girou novamente.
Que assim seja !!

A cerimônia está realizada.
Celebre comendo o bolo de aveia, as frutas, sempre fazendo seus pedidos mentalmente.
Dance e cante em honra à Deusa e ao Deus.
Desfaça o Círculo.

Curiosidades:

As Fogueiras de Beltane Beltane era uma celebração feita pelos povos antigos na chegada de uma estação do ano (outono).
Essa celebração era feita em volta de uma fogueira onde as pessoas adoravam a deusa se dando em prol dela.
As mulheres se davam livremente aos homens numa espécie de transe.
Esse ritual carnal e profano (para os olhos dos cristãos) indicava a chegada das colheitas e a fertilização dos solos.
Foi numa dessas celebrações que Arthur fora feito Rei junto aos povos antigos e jurou fidelidade às crenças e aos ritos.
Beltane não era uma ritualização simples, ela era feita em adoração à Deusa, com muita festividade e alegria.
Os filhos provindos desse tipo de ritual eram como enviados da Deusa e seguiam a religião como “futuros sacerdotes”, visto que eles eram gerados do encontro dos Deuses.
O fato de se ter sexo livre e explícito num ritual como este não soa pejorativamente, as relações nessas celebrações não eram vistas no meio pessoal como um mero “fazer amor”, era uma doação à Deusa e isso custava aos seus seguidores o rompimento (naquele momento) dos vínculos matrimôniais e alguns valores naturais dos homens.


Bons Ritos!

por PatyWitchMaeve Postado em Sabbats