O Azevinho

Pertence à família das AQUIFOLIÁCEAS.

Durante a época natalícia, os ramos de azevinho convertem-se num adorno imprescindível em muitos países do mundo, como por exemplo em Inglaterra, país em que esta árvore simboliza a festa do amor e da esperança. Diz-se também que a sua madeira era utilizada para fabricar a asa de um dos objectos mais apreciados pelos ingleses: a chaleira. O azevinho também era utilizado como símbolo de protecção e por isso, ainda hoje, aparece pendurado na porta de entrada de muitos lares.

O Azevinho era uma árvore sagrada para os druidas. No calendário celta, o azevinho (Tinne em gaélico) corresponde ao período compreendido entre 8 de Julho e 4 de Agosto. Devido à dureza da sua madeira, os antigos celtas utilizavam esta árvore para fabricar as pontas de lança. Por essa mesma característica, o azevinho é também um símbolo de firmeza. Para os celtas, o rei do azevinho regia a metade descendente do ano e o rei dos carvalhos, a metade ascendente.

Nas lendas Arturianas também se encontram referencias a esta árvore. Existe uma lenda associada ao mito de Tristão e Isolda em que se conta que a bela dama teve de tomar uma dura decisão: determinar quanto tempo passaria com o seu marido, Mark e quanto tempo com o seu amante, Tristão. Podiam escolher entre a primavera, época durante a qual as árvores se vestem de verdes folhas, ou o Inverno, época em que as árvores ao carecer de folhas exibem a sua nudez. Mark ao ter prioridade, por ser seu marido, escolheu o Inverno por este ter as noites mais longas. Diz-se que Isolda sentenciou: “ Existem três árvores nobres: o azevinho, a hera e o teixo enquanto estiverem vivos, folhas terão. Enquanto eu estiver viva, pertencerei a Tristão”. No mito, Tristão adorna-se com folhas de azevinho e segundo o calendário celta, é o rei do Inverno.


Tristan and Isolde, de Rogelio de Egusquiza

Na linguagem das flores, o azevinho tem o seguinte significado: “Aqueles que tenham um amor eterno no coração e tenham errado, devem trazer folhas de azevinho”.

Em alguns países centro europeus, o azevinho é conhecido como “ árvore dos sátiros”pois pensava-se que era útil para afastar os espíritos da noite e outros gnomos maliciosos. Também os monges medievais utilizavam esta árvore para afugentar os maus espíritos.

Na antiga Roma, o historiador Plínio já outorgava ao azevinho poderes mágicos. Assegurava que se poderia transformar a água em gelo utilizando as suas flores brancas.

Dizia que plantando-se um azevinho nas proximidades de uma granja, este a protegia dos raios e feitiços. Também assegurava que a madeira de azevinho lançada contra os animais selvagens, conseguia que estes se amansassem. De certo modo, esta é a virtude que o Dr. Edward Bach encontrou na flor de Holly (azevinho): a capacidade de acalmar os instintos “animais” que todos temos dentro de nós e que, em certos momentos, afloram e não nos permitem encontrar o lado bom da vida, das pessoas e das coisas. Dito com outras palavras, a flor de Holly protege dos ventos da alma.

Na região alemã de Aquisgrán, utilizava-se esta árvore para limpar as chaminés pois consideravam a lareira o centro sagrado da casa e por isso necessitavam de um repelente natural contra os maus espíritos; neste caso, os ramos de azevinho.

Esta árvore é regida por Saturno, não só porque uma das suas aplicações médicas consiste em aplicar compressas com folhas e casca trituradas nas fracturas ósseas e entorses (os ossos são regidos por Saturno) como também porque este arbusto prefere a sombra, é de crescimento muito lento e recebe uma especial atenção durante o Inverno, a época de Saturno. Devido á sua forte acção purgante, outros especialistas destacam uma clara influencia de Marte.

Rei Carvalho / Rei Azevinho

O ano celta é dividido em duas partes diferentes: o ano claro ou crescente, governada pelo Rei Carvalho ou o ano escuro ou decrescente, governada pelo Rei Azevinho.
A história mais contada na época do Inverno era a batalha dos irmãos gémeos Rei Carvalho e o Rei Azevinho, a vitória da luz sob as trevas, também conhecida por Mito do Veado e do Lobo. Nos seis primeiros meses do ano, é o Rei Carvalho (Luz) que governa e temos dias claros e longos, com o sol intenso. A figura do Rei Carvalho é representada por um jovem forte, audacioso, corajoso que caça a Deusa pelas florestas. A cada novo dia o sol torna-se mais forte, até ao Litha que é quando ele se apresenta cansado, as suas forças já não são as mesmas e trava a batalha com o seu irmão, o Rei Azevinho (escuridão), que consome o que resta das suas forças. O Rei Carvalho é vencido, sendo o trono ocupado pelo Rei Azevinho. O Rei Azevinho é representado com um ancião, sábio e bondoso, que traz o Inverno do Norte, usa peles de animais e uma coroa de azevinho. O Rei Azevinho traz a morte e a vida, o filho Sol nasce no Solstício de Inverno, quando o Rei Azevinho(trevas) perde o trono para o seu irmão, o Rei Carvalho (luz).

*E não se esqueçam de se divertirem com a vossa árvore, porque a tradição é nossa!!!!!*

Não nos devemos esquecer que este festival assinala a passagem das Trevas para a Luz, da morte para, aos poucos, a vida. O Deus nasce da Deusa, nas trevas, no frio, na chuva. Lembrem-se que do Samhain ao Yule passarm duas luas, que é o tempo normal de gestação de muitas espécies. É tempo de nos deixarmos envolver pela beleza de tudo o que nos rodeia.


Um Feliz e Abençoado Yule !!!

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Rito Funebre (Ezequias)

2 de Novembro, Dia de Finados

Ceremônia para finados

Cerimônia Fúnebre

Alguns males são cármicos e por isso não podem ser curados, e nesse caso a pessoa precisa seguir o ineludível destino da morte.

Esta cerimônia, é para os casos que não respondem á cura, e o Mago que a executa, procura ajudar a passagem da alma, de forma pacífica e sem dores físicas e/ou morais.

Portal entre os mundos

Pode ser celebrada tanto para os que já se foram, como para aquelas almas que estão no limiar entre os mundos, e ainda não atravessaram a fronteira entre eles, mas que não tardarão em fazê-lo, facilitando assim, a transição da existência física à espiritual.

Este ato mágico, poderia ser chamado de “Cerimônia de Desligamento”, pois que ela ajuda os seres que ainda estão presos as questões terrenas, o que os impede de um maior progresso espiritual, e da continuidade de seu caminho do “Outro Lado da Vida”.

Serão queimadas velas longas, brancas ou prateadas, na quantidade que desejar.
Antes de acender as velas, pense na pessoa como a viu na última vez, em que estava rindo e feliz.

Velas para os Mortos

Depois de acender somente metade das velas, dizer:

“Eu (diga seu nome) acendo estas velas por (dizer o nome da pessoa pela que está executando o ritual) que passou do plano da Terra para o Outro Mundo.

Lembro-me dele/a como era em vida, e lembro-me de sua vida como era entre seus amigos e parentes”.

Fazer um momento de silencio, para relembrar a vida da pessoa, aqui na Terra.

E recomece acendendo a outra metade das velas, dizendo:

Arcanjo Azrael

“Acendo estas velas por… para que possa ser levado pelas asas do Anjo Azrael, Senhor da Morte.

Peço que a sua alma possa cruzar o Estige (Styx), para descansar no lugar luminoso, mais além. Peço que seu espírito possa passar pelo portal entre este mundo e o outro, e que ele/a encontre descanso e paz.

Peço que seu tempo na Terra de Luz seja proveitoso, para que ele/a possa aprender as lições necessárias para seu retorno à Terra, e sua próxima etapa em direção ao Criador”Cruzando o Estige

Continuando após uns momentos:

“Desejo que (dizer o nome da pessoa) esteja em paz e descanse, confiando que sua família e amigos na Terra estão pensando nele/a e dirigindo-lhe seu Amor Incondicional.

Que a Paz esteja contigo!”

Fique sentada/o, em silencio, e espere que as velas queimem um poco antes de se levantar.

Depois pode continuar com os seus afazeres, e quando as velas terminarem de queimar, jogue os restos no lixo.

O Outro Lado da Vida

Paganismo e Paternidade

Vida Pagã – Crianças

Há sem dúvida três grandes contribuições que o paganismo nos oferece nesse momento de retorno às origens: a valorização do corpo como templo da alma e a conscientização da sacralidade que isso implica, o restabelecimento das relações entre homem e natureza, e o reencontro com os valores da família e moralidade.

As relações familiares vêm sendo renovadas na pós-modernidade e é comum vermos novos padrões familiares que não aquele comum de pai-mãe-filhos. Surgem novos padrões que vão tornando-se mais comuns e freqüentes como as famílias gays e as famílias com uma orientação religiosa sem relação com o cristianismo, entre elas as famílias pagãs.

Vendo isso, penso que é necessário uma reflexão sobre os papéis sociais do pai, da mãe (e até mesmo dos padrinhos, a quem os pais responsabilizam a formação religiosa dos seus filhos) já que as relações do indivíduo com o corpo e seu significado também se renova. No contexto das relações femininas vemos que desde as décadas de 1960 e 1970 há um surgimento de muito material de orientação e também o surgimento de grupos incentivando o redescobrimento do sagrado feminino, porém, o aspecto masculino foi sendo renegado pelos meios, talvez por serem os homens uma minoria evidente nos círculos de paganismo tradicional, refugiando-se mais freqüentemente nas Tradições ocultistas especializadas, o que não há uma relação evidente entre si.

O pai mantinha-se à margem da rotina diária dos filhos, reservando os seus “poderes” para ocasiões mais importantes de disciplina e admoestação. Não cedia. Mesmo durante o longo período pré-natal mantinha-se afastado das realidades, como exigiam as demandas sociais.

Tudo isto está presentemente mudando com a maré irreprimível das correntes culturais. Os pais começam a trabalhar ativamente nas numerosas tarefas cotidianas que acompanham a criação dos filhos. A tendência é para a participação, não para o afastamento. O cuidadoso planejamento mútuo que agora caracteriza a gravidez e a higiene da maternidade assinala um novo passo a frente nas nossas maneiras de viver.

O pai moderno está agora em vias de descobrir o seu novo papel. Já compreendeu que não era suficiente ajudar no momento de dar mamadeira à noite e na lavagem das roupas do bebê; nem bastavam leves contatos com os filhos no amanhecer e nas noites de sábado. Fica um tanto admirado ao descobrir que o filho não reage bem às suas sugestões afetuosas e bem intencionadas. Acha que o filho parece em certas idades ser melhor que em outras. Talvez lhe tenha agradado em especial o período dos três anos ou dos cinco anos, e ficasse simplesmente abismado com o comportamento dos seis anos. Alguns pais não conseguem encontrar uma base cômoda de companheirismo antes do filho chegar aos dez anos de idade, quando se começa a estabelecer um tipo de relação de “homem para homem”.

As relações pai-filho não atingirão um nível de entendimento perfeito enquanto ambos os pais não se esforçarem conjuntamente por compreender as características, em consoante as transformações, do seu filho em cada uma das fases de crescente maturidade. Isso exige delas uma atitude em relação a todos os problemas da educação e orientação da criança, que não perca de vista o desenvolvimento; o que,por seu turno, requer um conhecimento cada vez mais profundo dos mecanismos de desenvolvimento, ou seja, é preciso que o pai se interesse pelo filho e o acompanhe ao longo de seu desenvolvimento.

O papel do pai no desenvolvimento físico,intelectual e emocional do filho é muito maior do que ele mesmo em geral imagina. Alguns homens pensam que a educação dos filhos é responsabilidade e tarefa das mães, engano que pode ser muito prejudicial à criança.

O homem pode ser tão capaz de cuidar dos filhos quanto a mulher; e de lhes dar algo que ela não pode dar: um referencial masculino. O psiquiatra e analista jungiano Carlos Biynton, membro fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, enfatiza que há um quarto elemento na relação pai-mãe-filho, que é o vínculo ele eles. Segundo ele, “na fase pré-verbal, a criança não prioriza o pai ou mãe, vivendo em simbiose com eles”. O pai carinhoso, atencioso, participante, sem dúvida se transforma numa experiência importante para a criança. Receber amor de outra pessoa diferente, com outra voz, outro cheiro, outra pele e mãos, que não sejam as da mãe, faz com que, tanto o menino como a menina, percebam mais cedo a noção de “eu” e de “outros”. É de se estranhar como se dá pouca importância ao papel do homem, especificamente o pai, na educação da criança. Quando se falta a referência paterna, falta também o senso de justiça, de ética, e também de papel no grupo social.

O modelo masculino se faz essencial na formação da personalidade da criança e do adolescente. É necessária uma figura de referência e valores que possa criar um vínculo de afeto estabelecer parâmetros de comportamento à criança. Este modelo pode não ser o pai biológico, mas uma outra figura masculina que dê esse suporte de apóio, como um avô, o tio, irmão, vizinho, ou amigo da mãe, por exemplo. É o caso de muitas mães que criam seus filhos longe deste pai biológico e que, no entanto, são crianças e adolescentes saudáveis por terem encontrado um outro modelo de referência.

É necessário repensar o papel do pai como protagonista da vida do seu filho, e não como coadjuvante, pois, enquanto a mãe proporciona um suporte maior para as necessidades físicas e emocionais do filho, o pai é pode proporcionar solidez à formação da personalidade, sendo os dois papéis, de pai e de mãe, igualmente importantes e complementares para a construção de uma personalidade sadia.

Acredito que podemos aproveitar esse momento de renovação e de reflexão a cerca dos papéis sexuais e também das relações familiares a fim de restaurar a figura do pai como personagem relevante na vida do filho, contribuindo para sua maturidade psicológica e física, como também emocional. O relacionamento sadio entre ambos só pode contribuir para o crescimento saudável da família.

Como Estimular o Aspecto Devocional nas Crianças

Podemos fazer varias atividades junto com nossas crianças que podem ajudá-las a ter um sentimento pagão.. Uma delas é a criação de um pequeno altar em que elas se aproximem do deus e da deusa e que seja seu local sagrado. É uma forma leve de mostrar os primeiros conceitos do paganismo e pode ser também muito divertido.

O altar deve ter elementos simples que tenham uma representação para as crianças, como pedrinhas que coletaram num passeio, flores do jardim e atá fotos de pessoas queridas… A localização realmente não importa, o que conta é que a criança se sinta à vontade nele. Estimule-as a fazer oferendas as fadas e a manter sempre limpo seu pequeno altar.Pode ter certeza que os próximos rituais sazonais serão muito mais divertidos junto com suas crianças!!

atividades com as Crianças…

Fadas do Inverno

Durante os meses do inverno, os espiritos da natureza normalmente repousam enquanto suas plantas e arvores repousam.Entretanto , se convidar os que vivem em sua area para sua casa, eles podem passar os meses d einverno com voce, checando sua energia quando necessario.Pode exigir uma certa dose de paciencia e persuasão, especialemente se os antigos moradores não fossem afeitos a sua existencia e rudes com plantas e arvores .Eles sao amigos maravilhosos tantos para humaos quanto para animais.Gostam em particular de crianças pequenas.
Os Pequenos sao tambem um bom barometro para aferir o estado das vibraçoes da casa .Se estiver atraindo ou enviando enrgias negativas , eles ficam quietos e se afastam .Eles atraem a sua atenção para o problema se voce nao o notar imediatamente…

(fonte: O Livro Magico da Lua-D.J. Conway)

As crianças sao fascinadas por estes pequenos seres, contar historinhas sobre eles para as crianças estimula o ludico na paganismoe é muito divertido… Eu costumo fazer todas as minhas atividades com seres pequenos no jardim.. montando altares e pequenos jardins para eles junto com as crianças..sempre na area externa da casa , pois sao seres muito travesos tambem e se entram na casa sempre aprontam laguma travessura , como sumir com as coisas e etc… sao temperamentais tambem…se o altarzinho do jardim esta desleixado, mal cuidado pode ter certeza que vai vir praga no jardim .

Brincando com os Elementos-para Crianças

Desde a barriga da mamãe, os Elementos estão presentes na vida da criança: a Terra é o corpo que a abriga, o Ar é o oxigênio e o Fogo é o calor que vem através do sangue, e a Água é onde ela fica mergulhada em seu “banho” de 40 semanas. Quando pequenas, as crianças também entram em contato com os Elementos, mesmo que a gente não perceba. Elas gostam de brincar com a Terra na caixa de areia da pracinha, com a Água na piscininha de plástico.
Vejamos algumas atividades para cada um dos Elementos:

ÁGUA

Hora do banho! A hora do banho é muito divertida! Os bebês adoram o banho que os faz lembrar do útero onde tudo era seguro e quentinho. A água lembra o líquido amniótico. A sensação é gostosa e de bem estar. Cuide a temperatura da água que deve ser de 37° C e use um sabonete adequado para bebês. Nos primeiros meses não é necessário o uso de xampu. Lave o cabelinho com o próprio sabonete. Converse com ele e diga-lhe tudo o que vai fazer. Separe a roupinha antes do banho para que ele não pegue frio. E mãos a obra! É diversão garantida!
Reguem as plantas. Regar as plantas faz com que a criança entre em contato com os elementos Terra e Água. Ensina que assim como nós, as plantas têm suas necessidades e precisam de água para sobreviver. Mas não se esqueça que o ideal é usar um regador e não mangueira, para evitar o desperdício.

Coletem água da chuva. A água da chuva deve ser coletada diretamente caída do céu, e não escorrida das calhas. Vocês mesmos podem fazer um coletor com garrafa pet, fazendo um funil que dê para o gargalo de outra garrafa. A garrafa deve estar limpa, não deixe resquícios de refrigerante ou vai poluir a sua água. Se você viver em uma cidade onde o ar não é tão poluído, a água coletada pode ser usada nos rituais, e até consumida, pois é uma água natural e não possui os tratamentos químicos dados nas companhias de água e saneamento.
Tomar um banho de chuva. No verão, é muito bom tomar um banho de chuva refrescante. As chuvas no verão geralmente são passageiras e como é um período de muito calor, é muito gostoso aproveitar. Também podem caminhar nas poças depois da chuva, o que constitui uma
atividade muito divertida.

Fazer um barquinho de papel. Ensine-o (a) a fazer um barquinho de papel e deixe-o (a) colocar o barquinho na água que corre na beira da calçada (desde que não seja suja). Com um pauzinho, a criança pode ajudar o barquinho a não encalhar.
Abençoar a água que vai beber. Ensine a criança a abençoar a água que vai beber. Crie um versinho simples e rimado para que a criança possa ela mesma abençoar a água.
Eu abençôo esta água cristalinaQue purifica e a sede elimina!

TERRA

Façam juntos (as) castelos de areia. Fazer castelinhos na beira da praia é uma atividade ótima para o verão. Além de despertar a criatividade na invenção de formas, também o contato com a Terra ajuda na liberação das energias negativas. Aliás, ir à praia no verão é tudo de bom! Na verdade entramos em contato com os quatro elementos: Água, no mar; Terra, na areia e no sal do mar; Fogo, no sol que queima violentamente no verão; e Ar, com a deliciosa brisa da praia. Não esqueça do protetor!

Brinquem com argila. Até poderia ser massinha de modelar, mas a argila é uma coisa bem mais primitiva e talvez por isto mais interessante. A argila nos põe em contato com a Terra e por isto é revigorante e uma bela terapia. Vocês podem fazer imagens de animais, deuses, potes, pratos. Não tente queimá-los em seu forno, pois os fornos de cerâmica são especiais para isto e chegam a uma temperatura de 1.000° C num processo que dura em torno de 7 horas, portanto os fornos de nossos fogões não são para esta tarefa. A dica para que as peças não rachem é amassar bem a argila antes de começar a trabalhar com ela, para que as bolhas de ar desmanchem. O motivo pelo qual a maioria das peças racham, é que a secagem da argila se dá através da evaporação, então as bolhas de ar internas, fazem com que a peça rache, para que elas possam sair. Faça peças pequenas, pois peças grandes exigem uma técnica de corte (com linha de nylon), ocagem (elas não podem ser maciças se forem grandes para não racharem) e depois “costura” da peça (não é costura com linha). A costura é uma técnica usada para grudar as duas partes da peça separadas para ocá-la e é feita com ferramentas específicas.

Ensine sobre coleta seletiva. Na idade escolar, é possível ensinar para a criança, o que é um lixo seco e o que é um lixo orgânico. O ideal é que se tenha dois lixos em casa, um para cada coisa. Na minha cidade não existe coleta seletiva, mas, mesmo assim é importante separar. Onde nós moramos, existem os papeleiros, que são pessoas que passam nas lixeiras recolhendo o que é reciclável para poder vender depois. Se o lixo estiver devidamente separado, eles não precisarão abrir os sacos e não ficará sujeira espalhada por sua rua. Eles pegarão as garrafas pet, os papéis e latas de alumínio, e não vão mexer nos outros que contém restos de comida e outras coisas. Tente fechar bem, e colocar em local adequado, para que os animais não peguem. Além de eles espalharem a sujeira, podem ingerir coisas estragadas e objetos cortantes.

Caminhem juntos (as) com os pés no chão. Nós, que moramos na praia, temos o privilégio de poder caminhar na beira do mar de pés descalços. Mas se vocês não moram na praia, podem caminhar descalços num gramado, por exemplo. Isto nos põe conectados diretamente ao elemento Terra e alivia as tensões do dia-a-dia. Os adolescentes são muito suscetíveis a tensões, ansiedade e stress. Devido à mudança hormonal, geralmente fazem “tempestade com um copo de água”, como se diz. Ensine-o (a) a relaxar e a conectar-se com a Mãe Terra.
Façam um canteiro de ervas. Fazer um canteiro com ervas é uma atividade ótima para que sejam ensinados os valores benéficos e mágicos de cada planta. Se você já tiver um canteiro de ervas, talvez precise transplantá-las, ou mesmo colher para deixá-las secar. Para essas atividades, não hesite em convidar seu (sua) filho (a) para participar. Mostre suas formas, texturas, aromas, diga a ele (a) para que serve. Você pode ensinar-lhe uma erva por dia ou por semana. O importante é o contato com as ervas.

FOGO

Ensine-lhe a respeitar o fogo. O fogo é um elemento vivo de força purificadora, que aquece, traz luz e calor, porém pode também destruir. O fogo não deve ser manuseado por crianças. Para segurança das crianças durante os rituais, deve ser-lhes ensinado desde cedo a respeitar o fogo e manterem-se afastados.
Reúnam-se em frente à lareira. Os Antigos reuniam-se em torno da fogueira para contar estórias, dividir as suas crenças e para cantar. Hoje em dia temos o conforto de estarmos dentro de nossas casas e podermos desfrutar da lareira.

Diz Grimassi (2003),
Lareira é um símbolo do ventre e também um símbolo do clã. A lareira era o ponto focal da vida Pagã. A comida era preparada na lareira, a família passava um tempo diante dela, e em muitas culturas antigas os santuários ancestrais eram colocados sobre as lareiras. Dizia-se que os espíritos como os Lares ou Lasa encontravam-se na lareira. A Deusa Romana Vesta era uma divindade associada com a lareira e o lar, por isso ela era o símbolo da própria divindade dentro da chama viva. Na arcaica religião romana, a esposa do lar possuía o “espírito de Juno”, uma ligação ancestral que a unia com esta e outras forças Divinas.
Entre os gregos a deusa da lareira e do lar chamava-se Héstia.

Manter a chama da lareira acesa, era papel da mulher, pois a lareira era o centro da casa e o local onde o alimento era preparado e a água aquecida. Na minha casa no Rio de Janeiro (RJ) não temos lareira, mas como no sul faz muito frio no inverno, temos em minha casa em Balneário Camboriú (SC) fogão à lenha, que também serve.
Fazer um desejo e assoprar uma vela. Este é um hábito comum nas festas de aniversário. Creio que despensa maiores comentários.

AR

Façam bolhas de sabão. Fazer bolhas de sabão é muito divertido! Entramos em contato com o elemento Ar, pois as bolhas saem voando e podemos observar os caminhos do vento. Você pode também sugerir que a criança imagine que está soprando todos os seus medos, ou algum medo específico para dentro das bolhas, e assim elas levam embora este “companheiro” indesejável.
Pendurem fitas numa árvore. Pendurar fitas coloridas numa árvore também é uma forma de entrar em contato com o elemento Ar. Mas ao contrário das bolhas que levam o medo embora, as fitas podem levar pelo vento os pedidos de paz, saúde, prosperidade, amor, dependendo da cor da fita. Purifique e abençoe a fita com o pedido e depois amarrem-na juntos (as), e explique o desejo que aquela fita faz ao vento.

Rosa – amor
Amarela – prosperidade, abundância
Verde – cura, saúde
Branca – paz
Azul – harmonia
Vermelha – paixão

Façam um cata-vento. Fazer um cata-vento é uma atividade que também nos põe em contato com o elemento Ar. Você precisa de um quadrado de um papel bem resistente, e cortá-lo nas quatro pontas em diagonal deixando um centímetro antes de chegar no meio. Depois de cortar, pegue uma das pontas de cada parte (sempre a ponta do mesmo lado) e puxe para o meio, sem dobrar o papel. Você pode fixar com um percevejo na ponta de um lápis que tenha borracha. Está pronto seu cata-vento.

Soltem pipa. Soltar pipa é uma atividade muito divertida em que podemos claramente observar o movimento do Ar através dos movimentos da pipa e do seu rabo. É necessário apenas muito cuidado com o local onde vão empinar a pipa, por causa dos fios elétricos.

Bom divertimento!

Lembre-se, amanhã Lughnadash !

Bençãos de Lugh!

A Família Pagã

A Família Pagã – Parte 1

Assim como a Wicca vem crescendo, muitas crianças estão nascendo em famílias Pagãs e tendo suas bases religiosas e sociais fundamentadas no Paganismo.

Hoje temos uma nova geração de pequenos Bruxos que estão caminhando à vida adulta com uma consciência e realidade religiosa totalmente diferente daquela que muitos de nós recebemos quando crianças.

Um dos melhores aspectos da Arte é a possibilidade que temos de partilhar nossas práticas, nossos feitos e religião com as crianças de nossa família.O Paganismo contribui substancialmente com seus valores e atitudes em prol da natureza e isso é um aspecto favorável para a instrução de uma criança em tempos modernos.

Os pais Pagãos criam seus filhos com conscienciosidade e amor a tudo. Os ensinamentos transmitidos à uma criança Pagã não devem ser unicamente religiosos. Estão incluídos em suas bases fundamentais o sentido de responsabilidade, prestatividade e amabilidade.

O racismo, preconceito, fanatismo e intolerância não são tolerados em uma casa Wiccana. Eles são contra a natureza e contra as nossas crenças e práticas.
Centramos nosso modo de vida no que acreditamos e fazemos, já que a Bruxaria é uma religião não só de pensamentos e ideais, mas também de ação.

Criar um filho dentro da religiosidade Pagã nem sempre é tarefa fácil em nossa sociedade atual e muitas vezes nos deparamos com pessoas que são contra isso e que nos perguntam: Por que deveríamos ensinar às nossas crianças os caminhos de vida Pagã?

As respostas são tão amplas quanto evidentes.
Quando ensinamos nossa religião às nossas crianças, lhes damos exemplos claros de liberdade e tolerância.
Acima de tudo a Wicca encoraja a responsabilidade social e ambiental e ensinar à uma criança fundamentos como não fazer mal à ninguém, o respeito ao seu próprio corpo, ao de outras pessoas e celebrar as diferenças entre os indivíduos só poderá fazer dela um futuro adulto que respeite a vida e entenda a noção de sacralidade da mesma.
Além disso, a aplicação da noção de auto-respeito em crianças faz com que elas não só aprendam a respeitar as diferenças entre pessoas, mas exaltar essas mesmas diferenças, entendendo o significado da diversidade cultural e a tolerância religiosa. Informações básicas providas enquanto pequena oferecerá uma base firme quando sua criança estiver pronta para seguir seu próprio caminho. A Wicca proporciona uma sensação de santidade da vida e a acessibilidade ao Divino e ensina a celebrar as diferenças que nos separam como indivíduos, em lugar de usá-las para discriminar outros.

Um Pagão sempre cria seus filhos com liberdade e conscienciosidade, sabendo que eles têm o direito de fazer suas próprias escolhas. Um pai pagão deve permanecer atento a este fato durante o tempo de responsabilidade pelo bem estar da criança e de sua instrução. Esperançosamente, a instrução de uma criança nos modos de vida Pagã irá ensiná-la a fazer escolhas responsáveis, inteligentes e educadas em sua vida. Esta instrução serve como uma forma de demonstrar que mesmo se elas procurarem por caminhos diferentes, terão nosso amor e apoio. Nós podemos lhes ensinar o amor, respeito, reverência pela natureza, e tolerância à todas as pessoas. Elas aprenderão a questionar, buscar, suportar e entender as coisas nas quais acreditem.

Nunca devemos esquecer que crianças aprendem de exemplos. Elas aprendem muito mais assistindo ao que fazemos do que ao que dizemos. Nós podemos lhes ensinar muito mais do que poderíamos esperar “fazendo”, do que somente ensinando-lhes ou falando. Lembre-se que sendo um pai Pagão você sempre deve começar sendo um bom pai. Ensine suas crianças com carinho, respeite o espaço delas e sua individualidade como pessoa. Sempre lembre-as que iremos todos trilhar nossos caminhos individuais no mesmo planeta, por isso, precisamos aprender a respeitar diferenças individuais e viver juntos harmoniosamente.

Muitos pais Pagãos perguntam qual o melhor momento para transmitir os conhecimentos mágicos da Religião Antiga aos seus filhos e quando começar a treiná-los nos métodos de magia.

Qualquer criança que tenha luminosidade suficiente para fazer uma pergunta inteligente merece uma resposta semelhante. O simples responder de uma pergunta, não um curso inteiro de filosofia religiosa, é o primeiro passo para começar a educação consciente de um pequeno Pagão.
Crianças geralmente fazem perguntas para as quais elas precisam de repostas. Elas tem a misteriosa habilidade de decidir qual o tempo certo de começar o seu caminho espiritual. Elas não notam os artigos que têm ao redor de sua casa, a menos que estes artigos à atraiam e quando perceberem seus Instrumentos Mágicos é a hora ideal para explicar seu uso e significados.
Celebrações, atividades de Círculo, Sabbats, festivais e reuniões de Coven são exemplos adicionais de lugares onde podemos instruir nossas crianças. Podemos ensiná-las em qualquer lugar, contanto que nós as ensinemos com carinho. Sempre devemos ter certeza que não estamos dando mais informações do que elas são capazes de absorver, baseado na idade e maturidade da criança individualmente.
Deixe sua criança o guiar, respondendo simplesmente as perguntas que ela lhe fizer. Uma criança que pergunta por que acendemos velas verdes não quer um curso de rituais de velas, ela quer uma resposta simples à pergunta feita.
Elas devem ser criadas com a sensação de que a Magia é natural, faz parte do universo e que é a fonte de poder pessoal através da qual nós controlamos nossa vida e sendo assim nos tornamos mais ainda responsáveis por ela.

Para você que é um pai Pagão torne a vida de seu filho uma vida mágica, discutindo sobre a natureza, dando a ele a possibilidade de possuir um altar pessoal e discutindo as interpretações dos Mitos sagrados de nossa religião. Cante, dance, faça danças espirais com ele e seus amigos, celebre a vida demonstrando que a Deusa aprova todas as manifestações de alegria. Ensine-o a sentir o pulsar da Terra, a receber a energia das árvores, a entender o canto dos pássaros e as direções dos ventos. Ensine para ele os cânticos sagrados de nossa religião e celebre o seu aniversário com danças, rituais e cantos em homenagem aos Deuses e aos ancestrais. Ensine-o a viver em unidade e em integração com a natureza, honrando sua família e amigos.

E o mais importante, esteja com o seu filho, pois o maior e melhor presente mágico que você pode dar a ele é o seu tempo, carinho e atenção. Jamais se esqueça que o amor é a fonte da Magia!

Fonte: Claudiney Prieto

A Família Pagã – Parte 2

A estrutura familiar pagã difere em muitos aspectos da cristã devido à diferença de crenças e conceitos que existe entre tais contextos religiosos. Enquanto numa família tradicional cristã falar sobre sexo é um tabu, dentro da família pagã esse é um assunto natural e necessário. A família pagã apesar de ser muito mais livre de preconceitos não é tão libertária como muitos imaginam. O respeito ao direito de escolha do outro é visado, mas a ética, a cidadania e a boa convivência social e familiar são exigidas.

SEXO – Os pais pagãos devem adaptar-se as crenças e conceitos pagãos e serem capazes de eliminar seus preconceitos, normalmente vindos de uma criação cristã, para saber lidar com seus filhos e lhes passar a “moral e bons costumes” de acordo com o PAGANISMO . Conversar sobre sexo e a sexualidade deve ser uma coisa natural, sem amarras, preconceitos e punições pelo que quer que seja. Os filhos precisam entender a beleza e sacralidade por trás da sexualidade, compreendendo suas responsabilidades quanto à preservação dos sentimentos e da saúde. Precisam ler livres em suas escolhas de parceiros, precisam ter responsabilidade e conhecimento total sobre doenças transmissíveis, gravidez e afins.

UNIDADE FAMILIAR – Os pais pagãos devem ensinar os filhos a terem respeito e darem valor à família, respeitando os mais velhos, respeitando o casamento ou compromissos assumidos com as pessoas, precisam celebrar juntos, auxiliar uns aos outros e respeitar as diferenças. Numa família pagã não deve existir a imposição de conceitos ou crenças, tudo deve ser conversado, explicado e deve-se dar o direito de escolha a todos. É extremamente importante que aqueles da família que seguirem a mesma religião celebrem juntos e auxiliem uns aos outros. Além disso, os pais devem se comprometer e muito com a educação dos filhos fazendo o possível para que eles criem discernimento para tomarem suas decisões com sabedoria.

CHEFE DE FAMILIA – Enquanto na família cristã o chefe de família é o homem, na família pagã não há o chefe de família, mas os chefes. Ambos, pai e mãe, são responsáveis pela manutenção da casa e criação dos filhos não existe essa coisa de “lugar de mulher é na cozinha”. Assim como não é responsabilidade apenas do homem em manter financeiramente o lar. Os filhos precisam ser criados sem machismos ou feminismos exagerados, eles precisam compreender que o casal tem responsabilidade sobre o lar e que o casamento representa uma unidade, uma troca, companheirismo em todas as áreas. O pai não deve jamais tirar o poder da mãe sobre os filhos e vice versa. Antes de permitir ou negar qualquer coisa aos filhos os pais devem decidir e dar uma opinião única. Assim não haverá preferência e tão pouco a criação de estruturas como “Minha mãe é boazinha e meu pai é um carrasco”.

CASAMENTO – Assim como nos outros modelos familiares o casamento é sagrado, representa o compromisso entre duas pessoas com a intenção de formar uma família. O casal deve ter responsabilidade e serem verdadeiros para com seu casamento, devem buscar formas de manter o casamento feliz e estável e não permitir que influências externas desequilibrem suas emoções e comprometimentos. Os filhos não devem se meter no casamento dos pais, mas quando se sentirem desconfortáveis com algo eles devem conversar com eles, assim como é essencial que os pais sempre conversem com os filhos sobre tudo que for possível em relação ao seu casamento. Para que assim os filhos tenham condições de compreender melhor o que o casamento significa para que possam tomar boas decisões no futuro.

MANUTENÇÃO DO LAR – Esta responsabilidade cabe tanto aos pais quanto aos filhos, limpar, organizar, preservar. Os filhos precisam aprender desde novos a ter responsabilidades em casa, como lavar suas roupas e louças sujas, arrumar seus quartos, fazer deveres de casa e etc. Os pais também precisam assumir suas responsabilidades com a LIMPEZA , manutenção, consertos, alimentação, celebrações e afins. Um lar é formado por toda a família que vive nele e não apenas por alguns indivíduos.

Fonte: Dayne Anglius – Família Old Religion

Nove motivos para educar seu filho como pagão:

Para você que não está convencido de que educar seu filho ou filha para ser pagão é o mais correto a ser feito, veja nove motivos que eu encontrei.

1 – Os pagãos honram e respeitam a natureza.

Sendo assim, provavelmente o seu filho será uma criança com uma consciência ecológica mais forte do que as demais e poderá ensinar coisas a outras crianças.
2 – Os pagãos acreditam na lei tríplice.

Portanto, seu filho aprenderá a pensar muitas vezes antes de fazer mal a alguém e saberá que se alguém lhe fizer ou lhe desejar o mal, receberá o seu retorno.

3 – Os pagãos respeitam os anciãos.

Sabemos que valorizamos os idosos pela sua vida e sabedoria, assim, as crianças aprendem a respeitar os mais velhos assim como o aspecto de anciã da Deusa.

4 – Os pagãos prezam pela saúde física, mental e espiritual.

Como vocês devem saber, para lidar com magia, devemos estar o mais saudável possível para que o nosso corpo esteja em perfeito equilíbrio. Assim, crianças pagãs aprendem com seus pais a importância de exercícios físicos, alimentação saudável, bons pensamentos e conexão com a Mãe.

5 – Os pagãos gostam de aprender.

Em geral, os pagãos têm sede de conhecimento e gostam de saber sobre assuntos diversos. Assim, seus filhos saberão falar e sempre estarão informados sobre os mais variados temas, pois o convívio com pais cultos é o maior aprendizado. Meu filho tem 11 anos e lê no mínimo 7 livros por ano. Não existe bruxo sem gostar de ler.

6 – Os pagãos respeitam toda a forma de vida.

Por entender que toda a forma de vida é parte do corpo da Mãe, os filhos de pais pagãos aprenderão a respeitar as pessoas, animais, vegetais e até mesmo os minerais que também são organismos vivos.

7 – Os pagãos acreditam na magia.

Ao acreditarem em magia automaticamente crêem em outros conceitos como o poder das palavras, o poder da energia, etc. Filhos de pais pagãos sabem que devem tomar cuidado com as palavras e principalmente com os desejos.

8 – Os pagãos respeitam a diversidade.

Sendo assim, as crianças pagãs serão desprovidas de preconceitos por saberem que a beleza da vida está na diversidade e que ser comum não nos faz especiais.

9 – Os pagãos são sintonizados com os ciclos.

Estando sintonizadas, as crianças pagãs aprenderão que a vida é feita de ciclos e será mais facilmente entendido o conceito de Vida-Morte-Vida e principalmente saberão respeitar a si mesmas e a fazer tudo ao seu próprio tempo.

Resenha de Paty Witch Maeve



Abençoado Seja!

Vida Pagã – Gravidez


Gravidez e Paganismo

Dicas para ter uma gravidez tranquila dentro do modo de vida pagão:

Seu objetivo durante as 40 semanas, ou 9 meses lunares, de gestação, será fortalecer os laços emocionais, mentais e espirituais com o seu filho. Tenha a postura correta. Não veja a gravidez como indesejada etc. Mude já, caso tenha pensado em algo do tipo. Você está gerando um filho dentro de você.
Dentro do possível, diminua o ritmo de atividade. A prioridade deve ser seu bem-estar físico, energético, psicológico e espiritual. Praticar yoga, tai-chi, atividades artísticas, passear em ambientes naturais, descobrir métodos de relaxamento, meditação, usar florais e aliviar a tensão são extremamente importantes.
Estar em uma relação tranquila com o pai do bebê é fundamental. Estando juntos ou separados, cultivar a boa convivência é rudimentar.
É sempre importante prestar atenção nisso, mas na gravidez, atenha-se ainda mais a sonhos, intuições, imagens mentais e coincidências que aparecerem pelo caminho. Se puder fazer um diário disso, tanto melhor.
Pesquise sobre cerimônias e rituais antigos de nascimento, para se inspirar.
Realize um ritual de bênção pré-natal indo em algum lugar dentro da natureza (um bosque, à beira de um rio ou cachoeira), preparando um pequeno altar com itens naturais e algo que represente a fertilidade. Apresente-se aos elementais, aos guardiões dos quatro pontos, às divindades que desejar, e agradeça por esse momento, pedindo todas as bênçãos possíveis para o seu bebê que irá nascer. Cante, medite, relaxe. Siga seu coração. Deixe algo do altar como oferenda à natureza, mas atente para que seja algo natural também, que não polua o ambiente. Posso ser trigo, folhas, enfim, o que você achar melhor.
Borde em suas roupas da maternidade símbolos de amor e proteção. O mesmo vale para as primeiras roupas do bebê.
É costume comum levar um amuleto para o momento do parto. Você pode levar a imagem de alguma divindade protetora do parto (Ísis, Tauret, Bast). Também pode levar pedras de lápis-lazúli ou cerâmica azul reproduzindo o “Olho de Hórus” (contra mau-olhado), ou gatos e hipopótamos para atrair suas bênçãos. Um outro amuleto utilizado na Grécia e na Roma antigas era a imagem de uma folha de arruda gravada sobre madeira, bronze ou prata. Você pode colocar galhinhos de arruda ou manjericão no sutiã, para se proteger da inveja, e ter um pingente com uma figa em seu pescoço. No Mediterrâneo, o mais famoso amuleto tradicional era formado por três miniaturas presas por um cordão vermelho (pedaço de coral vermelho, representação de um gato preto e uma tesourinha que corte de verdade). Um dos mais conhecidos amuletos para se ter um bom parto é o uso de uma chave, que pode ser usada durante toda a gravidez até o momento do parto. Para consagrar seus amuletos, deixe-os tomando banho de lua cheia durante uma noite, antes de usá-los.
Com a proximidade da data prevista para o parto, a gestante poderá montar um pequeno altar com imagens de deusas protetoras, uma taça com água, símbolos de proteção e fertilidade, incensos de rosas e lótus, objetos de poder da mãe, amuletos de proteção e o que mais a futura mãe quiser.
Se quiser seguir uma antiga tradição, pode enterrar a placenta embaixo de uma árvore frutífera, onde futuramente também serão acrescentados o cordão umbilical, o cabelo e as unhas do primeiro corte.
Antigamente, era comum plantar uma árvore para cada filho que nascia. Se você tiver essa possibilidade, não a desperdice.

A Lua e a Gravidez

Mito ou realidade? O quanto a Lua influencia no parto? Uma mudança na fase da lua pode fazer uma criança nascer?

Não existe uma só publicação científica na área da Medicina que comprove a influência da lua nos partos. Entretanto, muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. Uma coincidência inexplicável e quase mística tratada com desdém pela comunidade científica por causa da falta de comprovação.

Mas algo realmente inegável acontece, “uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”, concordam os ginecologista e obstetras. Há relatos médicos que dizem que conforme a transição lunar, o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar, fazendo inclusive com que alguns médicos programem o seu trabalho conforme o calendário lunar.

Na tentativa de uma explicação para o fenômeno, alguns profissionais da saúde dizem que, por tradição, os ciclos menstruais da mulher são contados pelo sistema do mês lunar, com apenas 28 dias. A gestação também obedece o mesmo ciclo. Em média, são contados nove ciclos da lua — e não nove meses completos —, desde a fecundação até o momento previsto do parto.

Mesmo ainda sem comprovações sobre a influência da lua sobre o nascimento de bebês, é certo que o satélite é capaz de proporcionar mudanças em elementos da Terra. Os mais visíveis dizem respeito aos elementos fluidos, como a água das marés e os ventos atmosféricos.

Fonte: Gestantes.net

Alguns pais entendem a data provável do parto como um momento «limite» a partir do qual a gravidez não pode prosseguir, quando afinal ela é meramente uma referência que permite, de forma aproximada, identificar o momento em que ocorrerá o parto. Por isso, é importante que compreenda como é determinada esta data, qual o seu significado e o que deve esperar em termos de vigilância e atitudes clínicas quando a sua gravidez ultrapassa essa data.

As nossas avós e as suas mães, numa época em que não era comum a vigilância médica da gravidez, utilizavam o ciclo lunar para predizer o momento aproximado do parto. Efectivamente, o ritmo de luz nocturna determinada pela variação lunar regula os ritmos biológicos da mulher, particularmente as variações hormonais subjacentes ao seu ciclo menstrual. É por esse motivo que ainda hoje se considera que o ciclo menstrual da mulher tem a duração média de 28 dias – mês lunar.

A comunidade científica considera actualmente que a duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, a contar do primeiro dia da última menstruação. Isto corresponde a aproximadamente nove meses no calendário regular ou a dez meses lunares – pelo que a «contagem das luas» das nossas avós estava bem próxima da verdade! Subjacente a este cálculo estão as premissas de que a mulher tem ciclos menstruais regulares de 28 dias, e que terá ovulado e, portanto, concebido ao 14º dia do seu ciclo. É aqui que começam as variações, já que a duração do ciclo menstrual normal pode ser bem diferente.

Se uma mulher tem ciclos de 35 dias, a sua ovulação ocorrerá provavelmente ao 21º dia do ciclo e essa diferença de sete dias (ou seja, uma semana) terá de ser acrescentada aos 280 dias de duração provável da gestação, já que a concepção, no seu caso, foi mais tardia! Talvez pareça confuso, mas pretende-se apenas que seja compreensível para si que a determinação da data provável do parto pode não ser fácil e que apenas cerca de 5% dos partos ocorrem na data esperada, considerando-se normal que ocorram até três semanas antes ou duas semanas depois da mesma, isto é, entre a 37ª e a 42ª semana de gravidez (período considerado como «gravidez de termo»).

Fonte: Revista Pais & Filhos (Portugal)

O Ato de dar à Luz

“A criança entra no mundo e a mãe alcança um novo nível de consciência; nenhum dos dois será o mesmo de antes” – Isabel Allende.

Dar à luz é como um ritual de iniciação. Não deixa de ser um importante rito de passagem: a futura mãe desce ao mundo das sombras (e da dor), entrega-se à morte (do seu eu anterior), nascimento (da criança) e renascimento (de si mesma como mãe).

O milagre do nascimento de um novo ser. A energia luminosa que transpira do corpo da mulher. O instinto materno. Tudo isso junto e chegando ao mesmo tempo para uma só pessoa: a nova mãe. Ela foi iniciada. Não é mais como as mulheres que não são mães. Apesar de todas as dores que ela sentiu, ela passaria por tudo novamente, por ter esta como a mais intensa e comovente vivência em sua vida.

Tirando os casos onde se faz realmente necessária, a cirurgia cesariana muitas vezes vence pelo comodismo urbano, pelo afastamento da mulher da natureza, pela conveniência e pelas facilidades tecnológicas.

“Impede-se desta maneira artificial a metamorfose natural da mulher em mãe, que deixa de experimentar o estágio da dilatação como a entrega total, sem reservas, dissolvendo-se na dor até descer profundamente no próprio ventre da Terra, de onde precisa voltar juntando todas as suas forças para o trabalho final e árduo de empurrar a criança e alcançar o clímax orgásmico da vitória final” – Mirella Faür.

Dentro do possível, a mulher deve manter sua consciência e participação ativa no parto, para depois manter o contato físico com o bebê, acariciá-lo, sussurrar-lhe palavras carinhosas e dar-lhe o peito pela primeira vez.

Para uma mulher pagã, é inconcebível a ideia de “optar” por uma cesariana simplesmente porque “não quer sentir dor”. Para quem tem condições financeiras, há diversas casas de parto e doulas que fazem parto domiciliar. De qualquer forma, há o resgate do parto natural, e se você tiver condições de fazer isso, sem complicações na gravidez, por favor, faça – por você e pelo seu bebê. O parto é uma cerimônia sagrada de iniciação e transformação. Não deixe passar batido.

Rituais Pós-Parto

Você tem o seu bebê nos braços. Veja alguns rituais para realizar nesse momento tão importante:

Assim que o segurar nos braços pela primeira vez, abençoe-o fazendo um sinal sobre a sua cabeça. Pode ser um pentagrama, uma cruz solar, uma ankh, uma espiral, um triskle, um olho de Hórus, ou o que você preferir. Na sequência, dê um sopro da vida em seu rosto, sussurre uma bênção e o seu nome secreto. Esse “nome secreto” deverá ser um nome escolhido por você e proferido somente em situações importantes. É uma espécie de nome de poder que você usará em segredo quando realizar rituais de proteção, sorte, amor, prosperidade etc, com relação ao seu filho. Será um vínculo entre vocês dois. Você também pode sussurrar esse nome quando estiver tentando acalmá-lo. O nome deve ser secreto e jamais utilizado em brincadeiras ou pronunciado na frente de estranhos.
Leia anteriormente sobre as Deusas do Destino e envolva-se com seus mitos. Tradicionalmente, elas eram invocadas antes do nascimento, mas apareciam somente no terceiro dia, para abençoar e conferir qualidades ao recém-nascido. Você pode preparar um pequeno altar para as três deusas, antes de ir para o hospital ou entrar em trabalho de parto. Esteja com a mente aberta para receber mensagens, presságios ou sonhos significativos.
Você pode escolher fazer algo com a placenta em vez de deixar os médicos descartarem no lixo hospitalar. Leia algumas lendas e costumes a respeito para se decidir. Na mais simples das hipóteses, você pode enterrar em algum vaso que fique em sua própria casa ou colocar em algum cesto no mar, como oferenda e agradecimento pelo parto bem-sucedido.
O primeiro banho do bebê pode ser dado em uma infusão de manjericão, alecrim e alfazema por você, pela madrinha ou pela avó. Você também pode guardar sachês dessas ervas juntos com o enxoval, para conferir proteção. Ao tirar o bebê do banho, faça-lhe uma massagem com óleo próprio para isso, entoando bênçãos e palavras carinhosas enquanto faz isso.
Coloque um galhinho de arruda na cabeceira do berço do bebê, para conferir proteção e evitar o mau-olhado. Evite que muitas pessoas peguem no seu bebê, especialmente se você não sente uma boa energia nelas. Você também pode inscrever símbolos de proteção no berço e na roupa de cama. Escreveremos um novo artigo somente com técnicas de proteção contra o mau-olhado para bebês muito em breve.
Após o término do sangramento puerperal, seu útero ainda está em fase de recuperação, você está cansada e se adaptando à nova rotina. Tome um banho ritual caprichado, consagrando cada parte do seu corpo com ervas, óleos e massagens. Sinta-se nutrida, amada e abençoada. Você pode acender uma vela branca (donzela), uma vela verde (mãe) e uma vela violeta (anciã) e entoar preces para cada uma delas, logo depois.
O ritual de batismo não precisa ser formal. Você pode fazer uma pequena reunião em casa com parentes e amigos queridos, onde apresentará o bebê e receberá presentes verbais, tais como “que você tenha muita saúde” ou “que você herde o dom musical da sua mãe”. Você também pode fazer um ritual de apresentação à natureza, aos elementais, aos guardiões dos pontos cardeais, às divindades que você cultua etc. Lembre-se de sussurrar o nome secreto do seu filho perto do seu rosto sempre que tiver a oportunidade. Você também pode realizar um ritual de consagração do nome, se desejar.
Realize uma reunião pós-parto com suas amigas em sua casa, para celebrar a nova fase de sua vida.

A Maternidade Pagã

Desde o início dos tempos, a mulher é vista como sagrada, por ter o dom de dar à luz um novo ser humano. Hoje, apesar de a maioria das mulheres ter se distanciado da sua natureza, é comum as mulheres pagãs retomarem essa ligação, e a maternidade é um momento onde todos os sentimentos – inclusive essa ligação – ficam à flor da pele.

O ato de dar à luz ainda é considerado sagrado. Não deve ser visto como um momento de sofrimento e ansiedade. Você, que está grávida, veja seu corpo como uma dádiva da natureza. O fato de ser fértil e capaz de gerar uma vida dentro de você deve ser visto como algo maravilhoso, porque realmente é. E, por maior que seja a participação do pai da criança, a gravidez até o parto é uma transformação da mulher.

Desse ponto de vista, é chocante pensarmos em como hoje são as práticas obstetrícias: a imobilização forçada da gestante, a indução do parto, o uso de drogas que tiram a consciência da mãe, as intervenções cirúrgicas planejadas antecipadamente sem necessidade, além do tratamento frio dado à mãe e ao recém-nascido.

Existe o consenso de que só uma mulher que pariu pode compreender e apoiar o sofrimento de outra mulher. Atualmente, há o resgate da prática de doulas, ainda que não seja algo difundido comumente.

O Cristianismo transformou o ato de dar à luz em algo impuro, e que a mulher deveria sofrer pois estava pagando pelos seus pecados. O que era visto como sagrado, passou a ser visto como parâmetro para dor: “aquilo doeu mais do que a dor do parto” ou “não existe dor pior que a dor do parto” – conceitos que ficaram na mente de todas as mulheres e transformaram o momento do parto em algo temido e indesejado. O batismo servia para “purificar” aquele bebê. Dentro das crenças pagãs, sabemos como isso tudo é absurdo.

É necessário que as mulheres pagãs conheçam mais sobre a história da maternidade e reivindiquem seus direitos – resgatem rituais para reconsagrar seu corpo e sua alma.

Fundamental é ter em mente que uma concepção consciente implica sexo consciente. Não faz parte do respeito aos nossos corpos induzir uma gravidez sem que você e seu parceiro estejam de acordo. Também não é respeitoso com ele, muito menos com o seu bebê.

Veja abaixo alguns textos relacionados a esse assunto, para que a sua gravidez possa ser celebrada.

Ritual de Nut Para Engravidar

Alguns casais possuem problemas para conceber um filho. Esse é um ritual que invoca a Deusa Nut, para auxiliá-los nessa tarefa, pois ela é uma Deusa da Fertilidade.

Nut possui seu ventre coberto de estrelas, sendo assim, uma boa maneira de invocar suas bênçãos é usando o símbolo de uma estrela, que também representará o seu desejo de ter um filho.

Comece, portanto, por encontrar esse amuleto que pode ser uma jóia com a forma de uma estrela ou com a figura gravada. Procure com calma, e deixe que o símbolo da estrela encontre você.

Depois de adquiri-lo, é hora de pedir a ajuda da Deusa. Suspenda a estrela em frente a chama de uma vela azul escura. Invoque a bênção da Deusa Nut dizendo:

Nut, te peço que me abençoes com a graça de um filho.
Ajuda-me a conceber ou, se não há outro remédio,
a encontrar a realização sem um filho.

Se conseguires engravidar, depois do nascimento da criança, enterre a estrela em meio a natureza, em um lugar tranqüilo, como uma oferenda à Deusa Nut.

Ritual de Diana Para ter um Bom Parto

O parto é um evento profundamente místico e importante, porém muitas mulheres quando se aproximam dele ficam muito angustiadas e inquietas. Hoje a medicina está muito adiantada e hoje ter um filho já não apresenta tantos perigos como antigamente, entretanto há a possibilidade de se beneficiar da confiança que dá ao se invocar a Deusa Diana (Ártemis), padroeira das mulheres no momento do parto.

Os gatos são sagrados para a Deusa Diana e você necessitará conseguir um pouco de pelo de gato negro para esse ritual. Não há necessidade de cortar, passe a mão em seu dorso, faça um carinho e ao mesmo tempo conseguirá adquirir um pouco de seu pelo. Entretanto, se for muito pouco, daí sim, corte uma mecha. Se conseguires encontrar uma gata e ela estiver esterilizada, melhor ainda.

De posse da mecha de pelos guarde-os em uma bolsinha de veludo preto ou em uma caixinha de prata específica para guardar pelos (existem até pingentes para esse fim). Você deverá usar esse amuleto durante o parto, por isso escolha algo que goste muito. Dessa maneira, a Deusa Diana estará presente nesse momento mágico de sua vida, para cuidá-la.

Fonte: Bruxaria.net

As Dríades, Espíritos das Árvores





Na Mitologia celta, dia 01 de junho e o Dia das Dríades, os espíritos das árvores.

Assim como os Homens Verdes Celtas protegiam a Vegetação e Pessoas, existia para a Civilização dos Celtas, também um Espírito Feminino, Protetor em especial das Árvores, as Dríades.
De acordo com estas antigas lendas as Dríades, nasciam com uma Árvore e a ela estariam intrinsecamente ligadas até a sua Morte. Como os Homens Verdes Celtas, as Dríades possuíam poderes Mágicos, aos quais gentilmente ensinavam aos grandes Sacerdotes Celtas, os Druidas.
Estas Belas Mulheres-Árvores, também eram receptivas ao Ser Humano de Coração Puro e a ele poderiam oferecer Proteção e atender pedidos, que há ninguém nem à Natureza pudessem prejudicar.
Para aqueles, que ainda hoje acreditam nos Poderes Divinos da Mãe Natureza, um pedido Digno e Nobre a uma Dríade, jamais deixa de ser atendido.
Uma forma simples de realizar tal intento é através de um singelo

Ritual de Pedidos às Dríades

Para realizar um Ritual às Dríades bastas que façamos uma pequena Festa a elas.
Num Lugar Verde, onde exista ao menos uma Árvore (pode até ser no Quintal de sua Casa), faça uma festa com um Bolo, um Pão, um Cálice de Vinho e uma melodiosa e alegre Música Celta. Antes de comer, procure relaxar junto a este Abençoado Ambiente e por certo, assim sentirá a presença das Dríades.
Quando percebê-las então dance com elas, procurando visualizá-las à sua volta ( não se preocupe, se não conseguir vê-las, elas lhe atenderão da mesma forma, pois estarão gratas por seu carinho).
Feito isto ofereça-lhes com Fé e Respeito os Alimentos que trouxe e coma também.
A porção destinada às Dríades deixe-a aos pés da Árvore. Finalize o Ritual com um Caloroso, Puro e Sincero Abraço na Árvore. Após um Dia, retorne ao local e recolha os resíduos dos Alimentos adequadamente.


Feitiço para obter ajuda de uma Dríade

Dríade é o espírito que reside em cada árvore. Para obter sua ajuda escreva em uma fita vermelha o seu desejo e amarre-o em um galho de uma árvore (a árvore com o poder relacionado com o seu pedido) e diga: “Grande Deusa e Grande Deus, permitam a realização de meu desejo, espírito desta árvore, ajude- me a concretizar esse meu desejo, Em nome da Deusa e do Deus Este encantamento está feito!” Ao terminar, deixe alguma oferenda (uma mexa de seu cabelo, uma moeda…) em homenagem a árvore.

Magia e Encantamento das Árvores

Culto à Árvore

O culto às árvores é a primeira forma que surgiu de religião. O culto envolvia originalmente o sacrifício de seres humanos e de animais aos “espíritos das florestas” em troca de proteção contra o infortúnio.
Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.

Deuses e Espíritos das Árvores

A Arvore, símbolo fálico e sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apoio e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, e Júpiter e o grande carvalho.

A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego como do romano, tinham nascido sob árvores, e, em vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pena
ou da ira dos deuses poderosos.

As árvores têm sido encarnações e símbolos de várias deidades (Gautama Buda encarnou como espírito de árvore 43 vezes) e também serviram como residência de espíritos, ninfas e vários outros seres sobrenaturais, aos quais eram consagradas.
O génio da antiga Arábia vivia dentro de árvores e possuía poderes de mudar as formas. Na Alemanha e na Escandinávia, acreditava-se que criaturas semelhantes a duendes estranhos, conhecidas como “esposas-de-musgo” ou “mulheres-selvagens”, habitavam determinadas
árvores nas florestas. Na Rússia existem histórias de demónios de um olho só. Na América do Sul, fantasmas perigosos da floresta, que atraem os humanos para a morte, habitam as florestas. No folclore japonês, existem grotescos espíritos da floresta que possuem cabeça e patas de falcão, corpo de homem e um grande nariz. No antigo Egito e na Pérsia,
vários deuses e deusas frequentemente habitavam ou tomavam a forma de árvores (sicômoros sagrados em particular), e, na Grécia, as três ninfas conhecidas como dríades e hamadríades tinham a vida ligada a determinada árvore, sentindo qualquer dano a algum galho ou ramo, como um ferimento, e morrendo quando a árvore murchava ou morria.

Assim como havia associações mitológicas entre os deuses e as árvores, havia também associações entre elas e as ninfas; Rea e a romã; Hélica e o salgueiro; Filira e a lima; Dafne e o laurel, entre outras.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com a fertilidade. Entretanto, é crença comum entre o povo Basoga da África
Central que um espírito da árvore ficará enraivecido se sua moradia for cortada e trará a morte para o chefe da tribo e para toda a sua família.
Os iroqueses e outras tribos nativas americanas acreditam que cada árvore possui o seu espírito guardião ou deus guardião, sendo costume agradecer-lhe pêlos presentes que dão em forma dos frutos.

Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.

As Arvores na Religião Antiga

A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos, e os rebentos que nasciam sobre as sepulturas dos seres humanos ou dos animais sacrificados eram tidos como especialmente sagrados.

As árvores eram símbolo essencial da religião caidéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.
Na antiga Ática, durante a orgia dionisíaca (o festival do deus grego do vinho, Dionísio), as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com guirlandas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos.
(Outro estágio de estili-zação da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e, por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)
Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era, então, adorada. Penduravam-se, também, várias oferendas e presentes, trofeus de caça e armas dos conquistadores para trazer boa sorte.

Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos aos novos caminhos do cristianismo, as pessoas continuaram a acender velas e a oferecer pequenos sacrifícios sob árvores sagradas. (Nos tempos atuais os Bruxos ainda penduram guirlandas sobre certas árvores e dançam em torno de seus troncos.)

Yggdrasil

O conceito de universo como árvore aparece repetidamente na mitologia e no simbolismo pagãos, sendo talvez mais bem conhecido na sua forma escandinava, onde, acredita-se, um freixo gigante sempre verde, conhecido como “Yggdrasil”, é a “Arvore do Mundo”, que liga o Céu ao submundo. Seu tronco sagrado passa pelo centro do mundo, e seus galhos se espalham sobre os céus e estão cheios de estrelas brilhantes. As três deusas do destino habitam suas raízes, junto com uma serpente gigantesca, semelhante a um dragão. Debaixo do Yggdrasil, os deuses teutônicos se reúnem todos os dias para julgar.

A Árvore da Vida

O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contêm uma gigantesca Árvore da Vida, que é a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pêlos mortais.
A Árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira — uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. (De acordo com a antiga religião asteca, o “leite” da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pêlos deuses.)

Na Cabala, a Árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Génesis, capítulo II) existe menção à Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.

De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma Árvore da Vida sagrada. A macieira era a Árvore da Vida adorada pêlos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era também a tamareira, e Árvore da Vida na história do “Jardim do Éden”, da Babilónia, era a palmeira. Na Índia, a Árvore da Vida sagrada (Asvatthd) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam às profundezas do submundo.
A figueira é tida como a Árvore da Vida por muitos povos, sendo com frequência adorada como a Árvore do Conhecimento. Os kayans do Boméu Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma Árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu
dos céus na terra.

Bosques Sagrados

No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.
Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.
Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castrá-lo.
Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais tendam os bosques sagrados e os consideravam perigosos e maus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição da mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira
da deusa Demeter.
umbigo do culpado e pendurá-lo na parte da árvore que tinha sido atingida. Esse era, então, conduzido em torno do tronco várias e várias vezes ate que o lado interno do seu corpo estivesse ferido para substituir a casca retirada.
Em várias outras partes do mundo existem leis contra o corte de árvores ou de danos causados a elas, e até o século 14 o simples ato de quebrar um galho era considerado pecado na Láturânia.

Árvores e Vampiros

Na Era das Trevas, os juníparos eram utilizados como proteção contra vampiros em vários países. Acreditava-se que freixos, oervinas e sorveiras possuíam qualidades místicas e protetoras, e a madeira dessas árvores em particular era esculpida em forma de estacas e enterradas no coração dos corpos suspeitos de se transformarem em vampiros e de se levantarem das tumbas à noite em busca de sangue humano.

Tradições sobre as Árvores

Desde os tempos antigos, as árvores têm desempenhado papel importante na medicina popular, no xama-nismo, na divinação, na magia e na superstição. Suas raízes, cascas, folhas, galhos, sementes e frutos curaram muitas doenças, protegeram casas, seres humanos e animais contra o mal, a má sorte e os raios, trouxeram força para bebidas e poções mágicas e afrodisíacos, e auxiliaram Bruxos e Feiticeiros no lançamento de todos os tipos de encantamentos maravilhosos da magia.

Acácia

Na índia e na Patagônia, acredita-se que a acácia seja habitada por espíritos, sendo realizadas várias oferendas e sacrifícios em troca de fertilidade, cura e proteção contra o mal e o infortúnio. A madeira da acácia é ritualisticamente queimada nos altares sagrados dos budistas e utilizada para preparar os fogos sacrificiais dos hindus.

Amieiro

Nos tempos antigos, o amieiro era usado nos ritos de idolatria em honra à deusa Astarte e nas práticas divina-tórias para diagnosticar doenças. Segundo a lenda, o amieiro sangra, chora e começa a falar quando é cortado. Houve uma época em que era ilegal cortar um deles.
É usado, na medicina popular, no tratamento de queimaduras, coceiras e reumatismos.

Macieira

A macieira é conhecida na Europa como Árvore da Imortalidade pela Sabedoria”, e seu fruto tem sido assunto de inúmeros provérbios e ditos populares.
De acordo com lendas irlandesas, as macieiras (como as nogueiras, os carvalhos e as cinco árvores místicas que representam os cinco sentidos) eram produzidas pelo deus trifólio (ou trevo) Trefuilngid Tre-Eochair, que foi associado a São Patrício, e, também, eram conhecidas como a Árvore Tripla ou Chave Tripla (nome que se refere ao tridente, ao falo triplo, destinado a fertilizar a Deusa Tripla.)
Em várias partes da Europa planta-se uma macieira quando nasce um bebé e acredita-se que esse bebé crescerá ou definhará junto com a árvore. O costume de plantar uma “Árvore do Nascimento” é também comum na África Ocidental, na Papua, Nova Guiné, no sul dos Estados Unidos e em regiões do Bornéu holandês.
Na mitologia dos índios iroqueses, a macieira é a árvore central do Céu. A madeira da macieira é transformada em varetas que são utilizadas para traçar círculos mágicos, e o seu futuro usado na magia do amor, nos encantamentos Vudu de amor, nos amuletos para fertilidade, nas divinaçoes e nos encantamentos para imortalidade. Os clérigos da Idade Média acreditavam que as feiticeiras podiam provocar uma possessão demoníaca por intermédio’de maçãs encantadas ou envenenadas dadas as suas vítimas escolhidas.
A tradição de procurar maçãs no Halloween é remanescente da antiga divinação mágica druida do casamento, e, na Europa medieval, acreditava-se que uma mulher solteira poderia ver a imagem de seu futuro marido se descascasse uma maçã diante de um espelho iluminado por uma viIa na noite do Halloween.
A maçã é mais conhecida como o fruto proibido comido por Adão e Eva, mas o fruto não foi identificado na Bíblia, e a maçã nunca mencionada em relação à história de Adão e Eva.

Freixo

Na Irlanda, as varetas feitas de freixo eram usadas pêlos druidas nos seus rituais mágicos. Na Escócia, o freixo era usado para proteger as crianças dos feiticeiros e, na Inglaterra, como remédio popular para curar verrugas. As crianças eram frequentemente rezadas com ramos de freixo para serem curadas de cortes e raquitismo. Bastões de freixo eram usados para curar doenças pela magia em animais domésticos, para traçar círculos mágicos e manter longe as serpentes.

Bambu

O bambu simboliza, na Índia, a amizade, sendo o emblema do fogo sagrado. Sua madeira é comumente usada em rituais mágicos das tribos melanésias e entre os Semang da Malaia. No Japão, é tida como sagrada e está ligada ao culto da lua e à magia lunar.

Figueira de Bengala

A figueira-da-índia é sagrada para os videntes e ascetas da Índia, sendo a Árvore do Conhecimento na mitologia indiana. O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.

Loureiro

O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na divinação e nos sonhos mágicos. Os herbalistas da antiguidade usavam suas raízes para tratar as enfermidades do fígado, do baço e de outros órgãos, internos. Acreditavam que os frutos da árvore podiam neutralizar o veneno das criaturas peçonhentas e auxiliavam no tratamento das tosses e da tuberculose. As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para proteger as casas dos raios e dos trovões, e para manter longe os feiticeiros e os demónios.

Vidoeiro

Na mitologia escandinava, o vidoeiro simboliza o renascimento da Primavera. Como uma árvore da magia, o vidoeiro é usado nos rituais de purificação e nos trabalhos com o tempo atmosférico. A vassoura dos Bruxos (de galhos) era tradicionalmente feita de vidoeiro.
É uma antiga superstição na Terra Nova que uma vassoura de vidoeiro “limpará” a família.
Uma vassoura especial feita com galhos de vidoeiro era usada na Europa medieval como açoite para exorcizar os demónios, os duendes e os fantasmas. Em certas áreas da Rússia é costume, no domingo de Petencostes, vestir um vidoeiro com roupas de mulher.

Cedro

Na Mesopotâmia, o cedro era tido tanto como deidade quanto como oráculo. Diz-se que para revelar os que praticam as artes negras da feitiçaria basta queimar varetas de sabugueiro no fogo da noite de Natal ou cortá-las na véspera do dia de São João. Os frutos podem ser levados nos bolsos, como amuletos para proteger contra a inveja venenosa e também podem ser usados em torno do pescoço, como remédio mágico contra hidropisia. As flores do sabugueiro, com seu perfume doce e acentuado, há muito são associadas à morte e aos funerais, e houve época em que se acreditava que, se um broto de sabugueiro plantado numa sepultura começasse a crescer, era sinal de que a alma de quem estivesse ali enterrado se
encontrava em paz.
Antigamente penduravam-se flores de sabugueiro nas portas do estábulo para proteger os cavalos da magia negra. Guirlandas feitas com elas eram usadas pêlos druidas para decorar altares sagrados para Beltane e para afastar as influências malignas.
Os nativos americanos chamavam o sabugueiro de “árvore da música” e faziam flautas mágicas dos seus ramos. Usavam também a casca como antídoto, sob a forma de cataplasma, nas inflamações e nos inchaços dolorosos.
Todas as partes do sabugueiro têm sido usadas pela medicina popular no tratamento de numerosos distúrbios e doenças. Os frutos de cor púrpura escura fazem um vinho delicioso, e as flores secas podem ser usadas para fazer um chá relaxante. O sabugueiro tem sido usado pêlos Bruxos como afrodisíaco e pode também ser ingrediente mágico em vários encantamentos de amor, proteçào e prosperidade.

Olmo

O olmo é uma árvore frondosa que se diz possuir poder místico para proteger contra os raios. Na Inglaterra, era associado aos duendes, e os santeros da Santería o utilizavam no lançamento de encantamentos mágicos.
Segundo a mitologia teutônica, a primeira mulher sobre a terra foi criada de um olmo pêlos deuses. Na medicina popular é usado para tratar de inchações, tosses, doenças de pele e infecções venéreas.

Figueira

A figueira é o símbolo da paz e da plenitude. Acredita-se que sua sombra seja frequentada por espíritos; sua casca e frutos são usados tanto na magia como na medicina popular para tratar vários problemas e doenças.
Segundo os Evangelhos, a figueira era “amaldiçoada com a infertilidade” por Jesus Cristo porque se recusou a dar um fruto para ele fora da estação (Marcos 2: 13-22). O Livro do Génesis testemunha que as folhas da figueira foram usadas por Adão e Eva logo que eles adquiriram o conhecimento para cobrir a nudez.

Aveleira

A aveleira sempre esteve associada aos Bruxos, e o nome “aveleira-dos-bruxos” sobrevive até hoje. A árvore tem sido associada também ao deus Thor.
É conhecida como a “Árvore do Conhecimento” (especialmente nas lendas irlandesas), sendo usada nos encantamentos mágicos para a imortalidade, proteção e cura. Acreditava-se que os bastões de aveleira possuíam propriedades divinatórias, e há muito é usada pêlos rabdo mantos para localizar tesouros enterrados e água. São também tradicionalmente usados
como varetas pêlos magos brancos e para proteger os animais contra encantamentos das fadas ou dos demónios maldosos. Segundo o folclore galês, os ramos de aveleira tecidos em “capas do desejo” ajudam a realização dos desejos.

Louro

O louro é símbolo da imortalidade, da vitória e da paz. Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e está associado à inspiração poética. Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da Deusa Tripla para induzir o transe poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do Oráculo de Delfos para inspiração oracular. O louro é largamente usado em todas as formas de magia do amor, do desejo e da cura.

Limeira

Na Alemanha, a limeira era sagrada. Segundo lendas populares e superstições, era habitada por duendes e possuía o poder de fazer os heróis dormirem um sono encantado.
Seus fruto é usado principalmente na magia do amor, mas, em certas partes da Índia, é o ingrediente principal em várias maldições poderosas.
Na medicina popular, a lima é usada como emplastro para ferimentos e para tratar de resfriados, dores de garganta e escorbuto.

Bordo

O bordo é o símbolo da reserva. Houve época em que seus galhos eram comumente usados como bastões de adivinhação para localizar águas subterrâneas. Suas folhas são usadas pêlos japoneses nos festivais da florada. A decocçao feita com suas cascas é utilizada em várias tribos norte-americanas para provocar o vómito.

Murta

A murta é uma árvore verdejante, simbolicamente associada ao amor e ao casamento, e sagrada para muitas deusas do amor. É também símbolo da autoridade, da imortalidade, da morte e da ressurreição.
Guirlandas de flores de murta eram usadas pêlos antigos noivos romanos no dia do seu casamento; mas era também o símbolo do amor ilegal ou incestuoso, e foi muitas vezes banida de várias cerimónias religiosas. Na magia popular, a murta é usada nos encantamentos de amor, nos amuletos, nos afrodisíacos das paixões e nos encantamentos para atrair boa sorte.

Carvalho

O carvalho é uma árvore com várias e antigas associações mitológicas e mágicas. Na tradição alexandrina de Wicca, o carvalho simboliza os aspectos crescentes do ano do Deus Chifrudo. Era tida como a “árvore do oráculo”, pelo filósofo grego Sócrates, e como a mais sagrada das
árvores, pêlos antigos druidas celtas, que acreditavam que as folhas possuíam grandes poderes sobrenaturais para curar e renovar as forças.
As bolotas (o “fruto” do carvalho) eram comidas pêlos druidas na preparação para realizar profecias.
Os antigos romanos também acreditavam nos extraordinários poderes do carvalho e, para se proteger das forças do mal, eles usavam guirlandas feitas com suas folhas sobre cabeça, como coroas protetoras. Sacrifícios humanos eram realizados ao deus fenício Baal “sob cada
carvalho frondoso” (Ezequiel 6:13), e, na Estónia, o sangue dos animais sacrificados era despejado nas suas raízes, como libação aos deuses. O carvalho é a madeira tradicional e essencial para as achas do Natal e nas fogueiras do Solstício de Verão. Seus ramos são usados nos encantamentos wiccanianos para atrair boa sorte, e a casca da árvore é transformada em incenso para glorificar deuses e deusas para os quais o carvalho é sagrado. Na medicina popular, o chá de carvalho é usado no tratamento de oxiúros, pedras da vesícula, dentes moles e doenças venéreas.

Oliveira

O oliveira é um símbolo da paz e das bênçãos divinas. Seus ramos faziam as coroas que eram usadas pêlos noivos gregos, conquistadores romanos e deuses que viviam no topam do Monte Olimpo. Ramos de oliveira eram colocados em chaminés e sobre as portas para impedir a queda de raios e para afastar feiticeiros, demónios e fantasmas.
A oliveira e seu fruto têm sido usados em encantamentos para cura, na magia do amor e nos antigos ritos de fertilidade. Seu óleo é usado para untar velas de altar, abençoar estátuas religiosas e alimentar lâmpadas sagradas de templos.

Laranjeira

A laranjeira é o símbolo do amor eterno, da castidade e da pureza. Suas flores eram usadas como flores de noivado, e seus frutos, pêlos praticantes de Vudu na magia do amor, e pêlos feiticeiros europeus na magia negra complacente.

Palmeira

A palmeira é a Árvore da Vida e local de habitação da Deusa e vários mitos antigos. É usada pêlos santeros nos rituais de fertilidade e na magia de trabalhos com o tempo atmosférico.

Pessegueiro

Na China, o pessegueiro é emblema da longevidade e símbolo sagrado do ioni da Deusa. Acreditava-se que a árvore possuísse forças espirituais fortes, e as varetas mágicas feitas dos seus galhos eram usadas pêlos chineses nos encantamentos de imortalidade, nos rituais de fertilidade e nos ritos para manter os demónios e espíritos malévolos afastados O pessegueiro, no Japão, simboliza a fertilidade, e sua madeira é usada para bastões divinatórios pêlos rab-domantes.
Varetas de pessegueiro são usadas na medicina popular para tratar problemas de estômago, abdómen inchado e dores no coração. Segundo uma antiga crença, na Itália e nas regiões do sul dos Estados Unidos, as verrugas podem ser curadas, enterrando-se folhas de pessegueiro

Pereira

Em várias partes da Europa planta-se uma pereira quando nasce uma menina, e acredita-se que a criança crescerá ou definhará junto com a árvore

Pinheiro

O pinheiro simboliza a vida, a longevidade e a imortalidade. A pinha é o símbolo semítico da vida. Na mitologia japonesa, os espíritos do pinheiro são conhecidos como Jo e Ubá. Essas árvores são o símbolo da fidelidade no casamento, e existem numerosos mitos sobre amantes devotados que foram magicamente transformados em pinheiros. Os galhos do pinheiro são utilizados em várias cerimónias dos nativos americanos, e sua fumaça é usada pêlos indianos para tratar problemas de reumatismo, tosse e resfriados.
Elas são plantadas como “Árvores do casamento” no Tirol e usadas pêlos Bruxos na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de proteção, cura e encantamentos, bem como para atrair o afeto de uma pessoa. O incenso de pinho é comumente usado na magia para desfazer outra, e nos ritos de purificação.

Álamo

O álamo-branco é tido como a árvore do Equinócio do Outono e da antiguidade. Na Grécia pré-helênica, o álamo-preto era usado como “árvore de funeral” e consagrado à Mãe Terra.
No antigo folclore romano, os álamos eram sagrados para o herói Hércules, e, no século 17, na Inglaterra, suas folhas constituíam ingrediente importante nos “caldos-do-infemo” e nos amuletos mágicos.

Sorveira

A sorveira (também conhecida como freixo-das-mon-tanhas) tem várias associações mágicas e míticas. Era uma das árvores sagradas dos druidas, e acreditava-se uma proteção contra feitiçaria e espíritos do mal na Idade Média.
Os frutos da sorveira eram usados para curar os ferimentos adquiridos nas batalhas, e acreditava-se que davam ao homem um ano extra de vida. Atualmente os frutos secos são moídos e transformados em incenses mágicos que são queimados ritualisticamente para invocar a Deusa, os guias espirituais familiares dos Bruxos ou espíritos elementais.
As folhas são usadas em divinaçoes de amar e encantamentos ou em rituais
destinados a ampliar a criatividade poética. Antigamente a sorveira do Dia dos Bruxos era celebrada no antigo festival celta de Beltane (Véspera de Maio), que é, agora, um dos quatro
grandes Sabás celebrados pêlos Bruxos.

Salgueiro

O salgueiro, em geral encontrado próximo de poços sagrados, há muito tem sido associado à Bruxaria e ao culto da Deusa. Era tido como sagrado pêlos Bruxos e poetas pagãos, pois todas as suas partes são úteis na prática da magia. A madeira dá varetas excelentes para rituais de cura e magia lunar, e pode também ser usada em talismãs quando se busca a
proteçào da Deusa.
Os salgueiros, que são associados tanto à cura como à Primavera, são apropriados para decorar os altares no Candiemas, pois esse Sabá (também conhecido como Imbolc) é o festival de Brígida — a deusa pagã da cura e dos poços sagrados. Eram usados pêlos druidas como amuletos protetores, e, na Idade Média, havia a crença comum de que as famílias dos Bruxos cresciam entre os salgueiros.
No norte da Europa, o salgueiro estava tão ligado à Religião Antiga que até a palavra witch (feiticeira) tem a mesma raiz de willow (salgueiro). Na China, o salgueiro é reverenciado como a árvore da Imortalidade, e, na Europa, é o símbolo da eloquência.

Teixo

O teixo, como outras coníferas, é conhecido como a “Árvore da Imortalidade” em várias partes do mundo. Era comumente usado na prática da feitiçaria medieval, sendo um dos ingredientes místicos do caldeirão da Deusa-Bruxa Hécate, na peça Macbeth, de Shakespeare (ato IV, cena l) Segundo uma antiga superstição popular, o homem ou a mulher que ousar
dormir na sombra de um teixo certamente terá morte horrível ou cairá em sono encantado

Correspondências Zodiacais e Planetárias

Temos a seguir uma lista de árvores e de seus governantes planetários, bem como de influências astrológicas correspondentes, se é que existem AMIEIRO: Vénus, Câncer (amieiro-preto) e Peixes (amieiro comum).
AMENDOEIRA: Sol.
MACIEIRA: Vénus, Libra e Touro.
DAMASQUEIRO: Vénus e Netuno.
FREIXO: Sol.
ÁLAMO: Mercúrio.
ABACATEIRO: Vénus.
BALSAMINA: Mercúrio.
BANANEIRA: Lua; Escorpião.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Júpiter.
LOUREIRO: Sol; Leão. ÁRVORE-DE-CERA: Mercúrio.
LOURO-DE-CERA: Ver Loureiro.
FAIA: Saturno; Sagitário.
BERGAMOTA: Vénus.
VIDOEIRO: Vénus.
ÁRVORE BO: Júpiter.
BUXO: Saturno.
FRUTA-PÃO: Vénus.
CAJUEIRO: Marte; Escorpião.
CEDRO: Mercúrio.
CEREJEIRA: Vénus; Libra.
CASTANHEIRO: Júpiter.
COQUEIRO: Vénus.
CAFEEIRO: Mercúrio e Urano.
CIPRESTE: Saturno; Capricórnio.
CORNISO: Vénus e Netuno.
SABUGUEIRO: Vénus.
OLMO: Saturno; Sagitário.
EUCALIPTO: Plutão.
FIGUEIRA: Júpiter.
ABETO: Júpiter.
ESPINHEIRO: Marte.
AVELEIRA: Mercúrio
CICUTA: Saturno; Capricórnio.
CARVALHO-SAGRADO: Ver Azevinho.
CARVALHO-DA-VÁRZEA: Ver Azevinho.
AZEVINHO: Saturno; Capricórnio.
JUNÍPERO: Sol e Marte.
COLA: Urano.
LIMEIRA: Júpiter.
MAGNÓLIA: Júpiter.
MANGUEIRA: Lua.
BORDO: Júpiter.
LENTISCO: Marte; Escorpião.
NESPEREIRA: Saturno.
FREIXO-DA-MONTANHA: Lua.
AMOREIRA: Mercúrio e Júpiter.
MIRRA: Júpiter; Aquário.
MURTA: Vénus.
NOZ-MOSCADA: Júpiter e Urano.
CARVALHO: Júpiter; Sagitário.
OLIVEIRA: Sol e Júpiter.
LARANJEIRA: Vénus e Netuno; Leão.
PALMEIRA: Sol; Escorpião.
PESSEGUEIRO: Vénus e Netuno.
PEREIRA: Vénus e Netuno.
FIGUEIRA-DOS-PAGODES: Júpiter.
PINHEIRO: Saturno.
PIPAL: Ver Figueira-dos-pagodes.
PLÁTANO: Vénus e Júpiter.
AMEIXEIRA: Vénus.
ROMÃZEIRA: Vénus, Mercúrio e Urano.
CHOUPO: Saturno.
MARMELEIRO: Saturno.
SORVEIRA-BRAVA: Lua.
SORVEIRA: Saturno.
ESTORAQUE: Sol.
SUMAGRE: Júpiter.
SICÔMORO: Vénus e Júpiter.
TAMARINEIRO: Saturno.
NOGUEIRA: Sol.
SALGUEIRO: Lua.
TEIXO: Saturno; Capricórnio.

Árvores das Deidades Pagãs, das Ninfas e dos Heróis

Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades
pagas, para as ninfas e para os heróis.

AMIEIRO: Bran.
AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter,
Fillis e Zeus.
MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey,
Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor.
DAMASQUEIRO: Vénus.
FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni.
ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus.
ABACATEIRO: Flora e Pomona.
BANANEIRA: Kanaloa.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus.
LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe
Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae.
FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules.
VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas.
ÁRVORE BO: Buda.
FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia.
CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.
CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda. COQUEIRO:
Ganimede e Tamaa.
CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth, Cupido, Dis, o
Destino, as Fúrias, Hades, Hércules,Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd,
Plutão, Saturno e Zoroastro.
CORNISO: Apoio, Consus e Marte.
SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-Moer, Vénus e todas
as figuras de Deusas-Mãe.
OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus.
FICUS: Rômulo e Remo. FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio,
Flora, Jesus Cristo,Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona,
Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana.
ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis,
Diana e outras Deusas lunares.
AVELEIRA: Thor e Chandra.
AZEVINHO: Fauno.
MANGUEIRA: Pattini.
BORDO: Nanabozho.
AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.
MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra,
Rea e Saturno.
MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine,
Mirtelio e Vénus.
CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ceres, Dagda, Demeter,
Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus,
Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas,
Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.
OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flora, Ganimede,
Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os
Deuses solares.
LARANJEIRA: Hera e Zeus.
PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes,
Mercúrio e Sarasvati.
PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.
PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.
PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e
Silvano.
PLÁTANO: Helena.
AMEIXEIRA: Flora e Pomona.
ROMÃZEIRA: Du’uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.
CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e
Zeus.
MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.
SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.
ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.
SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.
TAMAREIRA: Apoio.
NOGUEIRA: Dionísio.
SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes,
Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da
Lua.

As Raças Mães ou Raizes

A evolução em nosso Planeta e tudo que nele habita teve início no plano mental ou kamamanásico.A Terra tinha então forma ígnea, ou de fogo, quando aqui se desenvolveu a Primeira Raça-Mãe, chamada Adâmica ou Polar.

Cada Raça-Mãe desenvolve, segundo Helena Blavatsky, complementada por Henrique José de Souza, 7 Sub-Raças, 56 Ramos Raciais.Cada Ramo desenvolve 7 Famílias a que os livros sagrados chamam de Tribos.
Repetindo então, temos 7 Raças-Mães na Terra, a saber:

1 – ADÂMICA ou POLAR. Os seres eram considerados Chayas ou sombras, e passaram por 7 estágios que poderiam ser chamados de Sub-Raças, apesar das modificações quase imperceptíveis com o passar de milhões e milhões de anos.

Os seres eram sem sexo e tinham só forma espiritual ou mental. Sendo assexuados, eram chamados de filhos do suor.
Com o calor, cada gota de suor gerava outro ser. Poderiam ser chamados então de andróginos latentes.
O sentido correspondente foi o da visão.
A Terra foi então modificando seu estágio de ígneo para gasoso, mas sem similaridade com os gases que conhecemos hoje.
Os chamados espíritos da natureza foram construindo invólucros mais densos para surgiram seres mais densos.

2 – HIPERBÓREA, ou segunda Raça-Mãe. Apesar de os seres serem mais densos, ganhando uma espécie de escama para densificar os invólucros, eram ainda muito espirituais ou mentais, mas já desenvolvendo o chamado corpo astral.

O sentido correspondente foi o da audição, juntamente com o aprimoramento da visão, quando começaram a perceber cores e a polarização de prana animando os corpos, dividindo-os em dois sexos.

3 – LEMURIANA. Nesta terceira Raça-Mãe, os seres passaram de andróginos latentes para andróginos propriamente ditos.

Em princípio, começaram a se desenvolver a partir de substâncias étero-astrais que, com o tempo, passaram a semi-fluídicas, mais próximas da água que temos hoje.

A reprodução foi se modificando de gotas de suor para ovos como os de galinha. Com o tempo, o ovo foi se interiorizado o surgimento do que poderia ser chamado de ovário, mas ainda eram andróginos desenvolvendo mais um sentido, o do gosto.Em meados dessa Raça, ou há 18 milhões de anos atrás, estes seres eram gigantescos, atingindo até mais de 50 metros de altura com um olho na testa e três dedos em cada mão e três em cada pé. Foi quando aconteceu a
chegada dos chamados exilados de Capela, segundo Edgar Armon, que deram
àquele ser o chamado princípio de AHANKARA ou egoísmo,
e a divisão deles em masculinos e femininos.

As 7 Sub-Raças já foram melhor definidas. Três sentidos: visão, audição e gosto ou paladar.

Havia muito pouco a saborear então.
Os Agnisvatas deram a esses seres os germens da emissão; os germens do mental concreto

4 – ATLANTE, ou quarta Sub-Raça. Decorreu da evolução da Lemuriana. O olho da testa foi se interiorizando e se transformou em glândula pineal. Surgiram então os dois olhos na cabeça, quando o veículo físico alcançou maior densidade.

Apesar da estatura ir diminuindo, da Raça Lemuriana para a Atlante, os atlantes eram mais densos e foram chamados Titãs.

A sensação que começaram a desenvolver foi o olfato, mas mesmo no final da última Sub-Raça da Raça Atlante, ainda não distinguiam cheiro, mas o sentido que lhe correspondia era o do tato.
As 7 Sub-Raças dos Atlantes foram já bem delineadas com seus Ramos e Fami1ias a que se referem os chamados livros sagrados das religiões.
Algumas Sub-Raças são conhecidas até pelo mundo profano, como a Quinta Sub-Raça Semita; a Sétima e última, Mongólica, bem como a dos Toltecas.

Foi a vez do mental concreto começar a se desenvolver como sempre com atuação dos elementais ou espíritos da natureza correspondentes.
Tinham 4 dedos em cada mão e 4 em cada pé, correspondentes aos 4 sentidos que possuíam.

Foi a Raça mais brilhante deste Planeta. Tais seres dominaram o átomo sem exalar radioatividade e conseguiram voar nos veículos que chamavam de Vimanas ou discos voadores, segundo o Prof. Henrique José de Souza. Daí o mito da Torre de Babel, ouo desejo de voltarem às origens celestiais, antes de terminarem
a evolução na Terra, de acordo com o plano cósmico.

Nossa Raça ainda precisa lutar muito para conseguir ao menos se igualar aos Atlantes em certos setores.

5 – ARIANA, ou Quinta Raça Mãe. Consta que surgiu há 1 milhão de anos atrás, misturando-se à Quarta Raça-Mãe, ou dos Atlantes.

Foram nascendo crianças com 5 dedos em cada mão e 5 em cada pé. O Manu, ou guia Vaivásvata, separou as melhores sementes e as conduziu à meseta do Pamir, para desenvolver nelas ainda mais o mental concreto, que foi bem desenvolvido com os Atlantes,
e dar início à evolução do mental abstrato.

Hoje, com cinco sentidos bem delineados, mesmo que ainda em aperfeiçoamento, visão, audição, gustação, tato e olfação, alguns de nós já tentam desenvolver os dois restantes. A obrigação de nossa Raça Arianaé desenvolver o mental abstrato.
Especificamente, a Quinta Sub-Raça, que é a nossa, tem o dever, sob pena de praticar crime contra a evolução, de desenvolver o raciocínio abstrato, dedicando-se a tudo que seja abstração: filosofias, religiões, ciências,
artes, etc. Pouco importa se há pessoas praticando magia negra pelo
pensamento; o que importa é que temos de desenvolver a arte de pensar,
de raciocinar, para nos tornarmos racionais, sob pena de provocarmos, para
nós mesmos, no futuro, um karma extraordinariamente pesado.

6 – As Raças seguintes são as Raças BIRMÂNICA e ATABIRMÂNICA.

Quem quiser desenvolver a intuição, fazendo cessar os pensamentos, ouvindo o que Helena Blavatsky chama de A Voz do Silêncio, claro que pode e deve, porque estará já trabalhando o que a Sexta Raça deverá desenvolver, ou seja, a intuição.

E como a intuição puxa o mental abstrato e o concreto, não há problema tentar trabalhá-lo neste momento cósmico. O problema é se esquecer de se esforçar ao máximo para conseguir desenvolver o mental abstrato.

Infelizmente, a humanidade, praticamente inteira, ainda está com o mental enfocado no emocional ou ainda na Lemúria e na Atlântida.
Portanto, os que se interessam por esses assuntos são os chamados escolhidos para o Quinto Sistema ou Quinto Momento Cósmico, que já começou na Terra e deverá ser completado num local que está sendo preparado pelas hierarquias para os lados das
estrelas Três Marias.