Caos – O Deus primórdio

Caos

Existia antes da criação e coexiste com o mundo formal, envolvendo-o como uma imensa e inexaurível reserva de energias,
Caos em grego Χάος (Kháos), do verbo χαίειν (khaíein), abrir-se, entreabrir-se, significa abismo insodável.

(Alegoria do Caos)

Caos (do grego Χάος) é, segundo Hesíodo, a primeira divindade a surgir no universo, portanto o mais velho dos deuses[1]. A natureza divina de Caos é de difícil entendimento, devido às mudanças que a idéia de “caos” sofreu com o passar da épocas.

Inicialmente descrito como o ar que preenchia o espaço entre o Éter e a Terra, mais tarde passou a ser vista como a mistura primordial dos elementos[2]. Seu nome deriva do verbo grego χαίνω, que significa “separar, ser amplo”, significando o espaço vazio primordial.

O poeta romano Ovídio foi o primeiro a atribuir a noção de desordem e confusão à divindade Caos[3]. Todavia Caos seria para os gregos o contrário de Eros. Tanto Caos como Eros são forças geradoras do universo. Caos parece ser uma força mais primitiva, enquanto Eros uma força mais aprimorada. Caos significa algo como “corte”, “rachadura”, “cisão” ou ainda “separação”, já Eros é o princípio que produz a vida por meio da união dos elementos (masculino e feminino).

Filhos

Os filhos de Caos nasceram de cisões assim como se reproduzem os seres unicelulares. Nix (Noite) e Érebo (Escuridão) nasceram a partir de “pedaços” do Caos. E do mesmo modo, os filhos de Nix nasceram de “pedaços” seus; como afirma Hesíodo: sem a união sexual. Portanto a família de Caos se origina de forma assexuada.

Se Caos gera através da separação e distinção dos elementos e Eros através da união ou fusão destes, parece mais lógico que a idéia de confusão e de indistinção elemental pertença a Eros. Eros age de tal modo sobre os elementos do Mundo, que poderia fundi-los numa confusão inexorável. Assim, seu irmão Anteros equilibra sua força unificadora através da repulsa do elementos.

Caos é então uma força antiga e obscura que manifesta a vida por meio da cisão do elementos. Caos parece ser um deus andrógino, trazendo em si tanto o masculino como o feminino. Esta é uma característica comum a todos os deuses primogênitos de várias mitologias.

É freqüente, devido à divulgação das idéias de Ovídio, considerar Caos como uma força sem forma ou aparência, isso não é de todo uma inverdade. Na pré-história grega, tanto Caos como Eros eram representados como forças sem forma, Eros era representado por uma pedra.

Outra problemática é considerar Caos como a pai-mãe de Gaia, Tártaro e Eros, quando é somente genitora de Nix e Érebo. Na verdade ela seria “irmão-irmã” de Gaia, Tártaro e Eros.

Segundo o poeta romano Higino, Caos seria masculino e possuiria uma contraparte feminina chamada Calígena “a Névoa primordial”.

Referências

1. ↑ Hesíodo, Teogonia, 116
2. ↑ Theoi Greek Mythology
3. ↑ Ovídio, Metamorfoses

Calígena


Calígena (do grego Ομιχλης), que significa Névoa, seria personificação da Névoa Primordial. Seria um dos deuses primordiais da mitologia grega, Protogonos.

Caligena seria a contra-parte feminina de Caos. Caligena é como o Caos, é todo o universo é tudo aquilo que possui como fonte propursora da vida como cosmo.

Mãe de todo universo criadora da cosmo energia, Calígena seria a primeira divindade feminina do universo e exerceria um papel fundamental na criação do universo, assim como o próprio Caos.

Calígena é pouco citada na mitologia pelos poetas gregos e romanos e pelo Hesíodo, aparece principalmente na obra do romano Higino.

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Tuatha Dé Dannan

Primeira Parte – Origem Mitológica do Povo Celta Irlandês

Diz as lendas, que os Tuatha Dé Danaan[1] chegaram à Irlanda vindos em uma nuvem mágica, provenientes das quatro cidades de Falias, Gorias, Finias e Murias. Nestes lugares aprenderam as grandes ciências e estudaram os grandes ofícios com seus sábios. Cada cidade destas tinha um sábio como seu rei, e dessas cidades os Tuatha Dé Danaan levaram quatro dons mágicos para a Irlanda. De Falias levaram uma pedra chamada Lia Fáil (pois esta era a Pedra do Destino), sobre a qual os Primeiros Reis da Irlanda assentaram-se.

A Lia Fáil mostraria sua aprovação com um estrondo, se o monarca certo fosse eleito para sua coroa. Era profetizado que onde aquela pedra estivesse um monarca reinaria. De Gorias veio a Cliamh Solais (pois esta era a Espada da Luz). De Finias veio à lança mágica e, de Murias, o Grande Caldeirão que poderia alimentar um exército e ainda continuar cheio.

Chegaram primeiramente a Connaught ocidental, onde os Firbolg os descobriram em um acampamento fortificado. Irritado com os intrusos, o povo Firbolg mandou um guerreiro chamado Sreng para conversar com eles. Os Tuatha Dé Danaan enviaram Bres para encontrar-se com Sreng. Os dois homens encontraram-se e examinaram-se com cuidado.

O Tuatha Dé Danaan tinha lanças que eram claras e afiadas, enquanto aquelas do Firbolg eram pesadas e sem corte. Bres propôs que a Irlanda fosse dividida igualmente entre os dois povos e para dar forma à aliança, defenderiam a terra de qualquer outro povo que tentasse se estabelecer ali. Finalmente trocaram armas e retornaram aos seus acampamentos.

Roda  Celta

O Firbolg, entretanto não aceitou a oferta do Tuatha Dé Danaan. Na planície de Moytura, eles combateram. Nuada conduziu às forças dos Tuatha Dé Danaan, e o rei dos Firbolg, chamado Eochy MacErc, conduzido seus guerreiros. Durante a batalha, Nuada[2] foi golpeado pela espada de um soldado inimigo e seu braço foi separado do seu corpo. Bres foi morto. Os Tuatha Dé Danaan ganharam a batalha, e Eochy MacErc também morreu.

Após a batalha, aos Firbolg foi dada a província de Connaught, e os Tuatha Dé Danaan espalharam-se pelo resto da Irlanda. Nuada seria então rei dos Danaans, mas seu corpo imperfeito não permitiu que obtivesse o título, então outro homem chamado Bres[3] foi escolhido para ser o rei. Sua mãe era Eri, mas seu pai, desconhecido.

Ainda que Bres fosse um homem forte e bonito, era um rei fraco, pois permitiu que os Fomors retomassem o poder na Irlanda. Cobravam altos impostos e não mostrava nenhum respeito por bardos e poetas – características indispensáveis a qualquer rei da Irlanda.

Um dia, um poeta de nome Corpry foi até a corte de Bres. Foi levado a uma cela escura e pequena, sem nenhum calor ou conforto. A ele foi servido bolo seco, e não foi dada nenhuma bebida. Poetas possuíam poderes mágicos naquele tempo, e podiam amaldiçoar com suas palavras, e Corpry amaldiçoou a Bres com estas:

“Sem comida a ser servida, sem o leite com o qual a criança pode crescer, sem o teto sob o qual estar na noite escura, sem os meios para entreter uma companhia barda, – que estas sejam as condições de Bres.”

Estas palavras foram repetidas com prazer pelo povo da Irlanda, e Bres foi obrigado a abandonar a coroa. Neste tempo, com a mágica de Diancecht[4], Nuada substituiu seu velho braço por um de prata e, desde este dia, ficou conhecido como Nuada do Braço de Prata. Foi então permitido que ele fosse rei no lugar Bres.

Bres caiu em profundo ódio por sua mãe, Eri, a quem implorou por saber sua linhagem. Ela revelou que seu pai era Elatha, um Rei dos Fomors, que veio até ela numa noite, e na sua partida deu-lhe um anel. Elatha disse a Eri que não desse aquele anel a ninguém, mas ao homem em cujo dedo ele caberia. Então, ela colocou o anel no dedo de Bres, e ambos rumaram para o Palácio de Rei Fomor.

Elatha reconheceu seu anel, e deu a Bres um exército, com o qual deveria retomar seu reino na Irlanda. Disse ainda que ele devesse procurar a ajuda de outro Rei Fomor, chamado Balor[5]. Este era chamado de Balor do Olho da Maldade, pois poderia matar qualquer homem a quem olhasse com raiva.

Já era um homem velho e sua pálpebra pesava tanto sobre seu olho que eram necessários homens com cordas e polias a fim de levantá-la, para que ele pudesse matar seus inimigos[6]. Contra a tirania de Balor, os Tuatha Dé Danaan continuavam a lutar, mesmo sobre a liderança de Nuada, e esperavam por um salvador.

Balor ouviu uma Profecia Druídica, na qual ele foi advertido que seria morto por seu neto. Sua única filha era Ethlinn, e para evitar tal destino, aprisionou-a numa imensa torre em Tor Mór, na Ilha de Tory. Doze mulheres a vigiavam e tinham ordens de não permitir que ela jamais olhasse para o rosto de um homem, e neste local, Eithlinn tornou-se uma bela e jovem mulher.

Enquanto isso, na principal ilha da Irlanda, vivia três irmãos – Kian, Sawan e Goban [7]. Kian possuía uma vaca mágica, cujo leite era tão abundante que todos tinham inveja dele e desejavam sua vaca, e Balor era uma dessas pessoas.

Um dia, Kian e Sawan chegaram à casa de Goban, para que novas armas fossem forjadas. Kian dirigiu-se à forja, deixando Sawan guardando a vaca. Mas Balor apareceu, sob a forma de um pequeno garoto de cabelos vermelhos, dizendo a Sawan dizendo ter ouvido o irmão dizer que usaria o melhor aço para sua própria arma, deixando o metal comum para Sawan. Enraivecido, Sawan correu para dentro da casa, e Balor fugiu com a vaca, levando-a para a Ilha de Tory.

Kian, perturbado por sua perda, fez uma visita à grande Druidisa de nome Biróg, que o enviou à Ilha de Tory vestido em roupas de mulher. As guardiãs de Eithlinn pensaram ser as duas serem nobres que tinham chegado à costa fugindo de um abdutor, e ofereceram a elas abrigo. Enquanto Biróg fazia as guardiãs dormirem com um feitiço, Kian ganhou acesso à Princesa Eithlinn, e ela deu a ele seu amor. Logo, as guardiãs descobriram que ela estava com uma criança.

Temendo a fúria de Balor, elas convenceram Eithlinn que tudo não passava de um sonho, mas no devido tempo, Eithlinn era mãe de três filhos, e a notícia chegou a Balor. Enfurecido, ordenou que os três fossem afogados num dos redemoinhos da ilha. No caminho para cumprir suas ordens, um dos homens de Balor carregava os três infantes envoltos numa manta, mas no caminho uma das crianças caiu numa pequena baía.

As outras duas foram realmente afogadas, e o homem de Balor disse então ter cumprido devidamente seu trabalho. A criança que caiu na baía foi resgatada por Biróg, que a devolveu ao seu pai, Kian. Este a deu a seu irmão Goban, que ensinou ao garoto sua profissão. O nome da criança era Lugh. [8]

Muitos anos mais tarde, alguém veio bater na porta do Palácio Real de Tara. Um porteiro perguntou a ele o que podia oferecer ao Rei Nuada. “Eu sou um carpinteiro”, disse Lugh. “Nós não precisamos de um carpinteiro em Luchta, filho de Luchad”, respondeu. “Eu sou um ferreiro também”, foi a resposta. “E sou um guerreiro”, disse Lugh por fim. “Não precisamos de um”, disse o porteiro, “já temos o melhor guerreiro – Ogma”[9]. “ Lugh então disse a ele que era um poeta, um bardo, um homem das ciências e um médico; mas a cada vez era dito que um já residia no castelo”. “Então”, disse Lugh, “perguntei ao Rei se ele necessita dos serviços de um homem que pode fazer todas estas coisas com perfeição, se não, irei embora agora mesmo”. Após isto, a porta foi aberta e o porteiro recebeu a Lugh, e ele foi chamado de Lugh Ildánach, pois ele era o homem de todos os dons.

Lugh trouxe com ele muitos presentes mágicos. Trouxe o barco de Manannán[10], que poderia ler o pensamento de um homem e levá-lo para onde quisesse. Trouxe o Cavalo de Manannán, que podia viajar sobre terra e mar. Trouxe ainda a espada chamada Na Fragarach, aquela que poderia cortar qualquer armadura.

Com estas coisas, Lugh chegou à conferência onde os chefes Dé Danaan deveriam prestar homenagem aos opressores Fomors, e os Danaans sentiram como se o Sol da Primavera surgisse na escuridão de inverno, e ao invés de prestarem homenagens, atacaram os Fomors, e todos eles foram mortos, exceto nove, que retornaram para dizer a Balor sobre o desafio dos Danaans. Balor preparou-se para a batalha e instruiu seus guerreiros que vencessem os Dannans.

Lugh também se preparou para a batalha, mas precisava de mais alguns objetos mágicos para assegurar a vitória. Kian foi mandado a Ulster para invocar os guerreiros Ultons. No caminho, cruzou as planícies de Murthemney, onde conheceu três irmãos, Brian, Iuchar e Iucharba. Eram todos os filhos de Turenn, que odiava Kian, pois suas famílias estavam em guerra. Kian transformou-se num porco, e juntou-se a vários outros que se encontravam na planície. No entanto, os irmãos o descobriram, e Brian feriu-o com uma vara. Kian, sabendo que seu fim estava próximo, suplicou aos irmãos que permitissem que ele voltasse a sua forma humana, para morrer como um homem.

Brian, o mais velho, concordou. Estando em frente aos irmãos como um homem, Kian disse, “Eu retiro de vós o espírito! Pois se vós matardes um porco, devereis pagar o sangue de um porco, mas se matardes vós a um homem, devereis pagar o sangue de um homem. As armas com as quais serei morto contarão esta lenda àquele que deverá vingar-me”. “Então não deveremos matá-lo com armas”, disse Brian, e apedrejaram-no à morte e enterraram seu corpo.

Mas logo depois, quando Lugh passava, as pedras gritaram e contaram-no a história da morte de seu pai nas mãos assassinas dos filhos de Turenn. Lugh descobriu o corpo de seu pai, e levou-o a Tara, onde contou o caso a Nuada, que permitiu que os filhos de Turenn fossem executados, ou então que Lugh escolhesse receber um pagamento. Lugh então pediu: três maçãs, a pele de um porco, uma lança, uma carruagem com dois cavalos, sete suínos, um espeto para cozinhar e, finalmente, para darem três gritos de uma colina.

Quando os filhos de Turenn sentiram algum alívio, Lugh declarou que as três maçãs seriam aquelas que crescem no Jardim do Sol; a pele do porco seria a pele mágica que cura qualquer ferida e doença se esta for colocada sobre o corpo daquele que sofre e que pertencia ao Rei da Grécia; a lança seria a lança mágica do Rei da Pérsia; os sete suínos pertenciam ao Rei Asal dos Pilares Dourados, e poderiam ser mortos e comidos todas as noites e serem encontrados inteiros no dia seguinte; o espeto pertencia a ninfa dos mares da Ilha submersa de Finchory; e os três gritos deveriam ser dados na colina de um furioso guerreiro, Mochaen, que junto com seus filhos, estava jurado a não permitir que nenhum homem elevasse sua voz sobre a colina. Para se livrarem da pena de morte, os filhos de Turenn deveriam cumprir todas as tarefas.

Eles haviam cumprindo todas as tarefas, exceto por pegar o espeto da ninfa e por dar os três gritos, quando Lugh enfeitiçou-os para que esquecessem as tarefas restantes e retornassem à Irlanda com seus prêmios. Após receber os presentes, Lugh lembrou os três irmãos das tarefas restantes.

Deprimidos, foram eles completá-las. Brian, numa roupa mágica feita de água, dirigiu-se para a Ilha submersa de Finchory, e roubou o espeto dourado das ninfas. Finalmente, eles deveriam dar os gritos na colina protegida pelos guerreiros. Após uma grande batalha contra os protetores do silêncio da Colina de Machaen, os três irmãos, caídos fatalmente feridos, elevaram as vozes e sua dívida foi paga. Eles voltaram à Irlanda, onde seu pai Turenn suplicou que Lugh usasse a pele mágica para curá-los; mas ele se recusou, e os irmãos morreram.

Agora, Lugh estava preparado para a Batalha contra os Fomors. A batalha voltou a acontecer em Moytura onde uma vez os Tuatha Dé Danaan derrotaram os Firbolg. Goba, O Ferreiro, Crédne[11], e Luchta, O Carpinteiro, reparavam as armas dos Danaans com uma rapidez mágica. Não foram necessários mais do que três batidas de martelo para que Goban fizesse de uma espada uma lança, enquanto Luchta fazia os punhos onde elas seriam imediatamente encaixadas, e Luchta arremessava os punhos tão rapidamente, que estes voavam para seus lugares. Todos os homens feridos eram instantaneamente curados pela pele mágica.

“Amedrontador era o trovão que caia sobre o campo de batalha; o grito dos guerreiros, a quebra de armaduras, o brilho do choque de espadas; de força; a música e harmonia dos dardos e o canto das lanças.”

Os Fomors trouxeram seu campeão Balor, e ante seu Olho da Maldade, Nuada e muitos outros Danaans caíram. Mas sua pálpebra não cairia com facilidade, e vendo esta oportunidade, Lugh aproximou-se de Balor, e quando a pálpebra começou a levantar-se, ele lançou uma enorme pedra em seu olho, que penetrou no cérebro de Balor, matando-o. A profecia havia se cumprido, e Balor tinha sido morto pelo seu neto. Os Fomors foram expulsos, perdendo seu poder sobre a Irlanda para sempre e Lugh foi feito rei após a morte de Nuada.

Os Fomors fugitivos capturaram a harpa de Dagda. Dagda, Ogma e Lugh perseguiram os fomors até um grande salão de banquete. Dagda chamou sua harpa cantando:

“Venha, ó doce murmúrio! Venham quatro ângulos da harmonia, venha, Verão, venha Inverno, das cordas da harpa e sacos e flautas.”

Imediatamente a harpa voou para suas mãos, matando nove Fomors que estavam em seu caminho. Então Dagda tocou três nobres acordes em sua harpa, que todos os grandes harpistas sabiam tocar – O Acorde do Lamento, que fez seus ouvintes chorarem; O Acorde do Riso, que fez com que estes rissem e festejassem; e O Acorde do Sonho, que fez a todos dormirem. Desta forma, os três Danaans escaparam dos Fomors.

Segunda Parte – Os Filhos de Danu

As deidades celtas eram tribais por natureza e cada tribo deveria ter seu próprio nome para cada Deus ou Deusa particular. Isto conta para a grande diversidade de nomes que encontramos na Mitologia Celta. Nas lendas dos Tuatha Dé Danaan aprendemos que estes eram divindades de sabedoria, dons mágicos, artes e profissões manuais. As três coisas que eles reverenciavam acima de tudo eram: o arado, a aveleira e o Sol, uma vez que eram Deuses de um povo que considerava as esferas da Terra, as esferas dos Mistérios e as esferas do Espírito como sendo de igual importância.

Após serem derrotados pelos pelos Filhos de Míl, os filhos de Danu retiraram-se para as colinas subterrâneas, sob a Terra. Bodb Dearg (Bodb, O Vermelho) foi escolhido como rei, pois era o filho mais velho da Dagda. É dito que Bodb era iniciado em todos os mistérios e encantamentos. Ajudou Angus a encontrar a donzela de seus sonhos[12]. Ele ainda transformou Aoife em um ‘demônio do ar’, após ela trair o filho de Lir[13]. Ele tinha duas filhas, Scathniamh, que deu seu amor a Caoilte fe Fianna, e Sabd, a mulher-cervo que amava Fionn.

Alguns dos Deuses se opuseram ao reinado de Bodb, especialmente Midir, outro filho de Dagda. Midir, o Orgulhoso Rei Galês do Submundo, Senhor da Morte e Ressurreição. Na sua ilha mágica, que alguns dizem ser a Ilha de Man, ele mantinha três vacas mágicas e um caldeirão mágico. Ele é descrito nas lendas como um nobre príncipe de grande esplendor e beleza. Foi Midir que levou a amável Etaine para o Outro Mundo.

Os filhos de Danu são conhecidos como “Os Que Sempre Vivem”, pois conhecem o segredo da imortalidade. Eles possuem o Banquete da Idade, assim, ninguém envelhece, pois são sustentados pelos porcos mágicos de Manannán e a cerveja de Goban, O Ferreiro. A arte do ferreiro é tida com muita estima pelos Deuses. As armas feitas da forja divina de Goban nunca perdem seu fio. Goban sobrevive nas lendas irlandesas como “Goban Saor” o arquiteto lendário e construtor de pontes da Irlanda.

Os filhos de Danu ainda possuem um médico muito especial, Diancecht. Ele era o guardião da fonte da saúde, juntamente com sua filha Diarmaid. Qualquer um que fosse morto ou ferido deveria ser colocado na fonte para viver e estar bem novamente. Foi Miach, filho de Diancecht, que fez um braço de prata para Nuada, mas Diancecht em seu ciúme matou-o. Diarmaid plantou 365 ervas em sua horta e arranjou todas conforme suas propriedades, mas Diancecht tirou todas de sua ordem. Podemos ver que apesar de ser o Deus da Medicina, Diancecht tinha aspectos destrutivos. Existem horas em que a destruição é necessária para a preservação da vida.

Diancecht uma vez salvou a Irlanda; isto aconteceu desta forma: Morrigan deu a luz a uma criança tão terrível que Diancecht advertiu que ela deveria ser destruída. Dentro de seu coração encontraram três serpentes que, se tivessem sido deixadas vivas, destruiriam a Irlanda. Ele então, queimou as serpentes e depositou suas cinzas no rio mais próximo, que ferveu até secar.

Diancecht tinha outro filho, Kian, que foi pai de Lugh Lamhfada. Kian tinha uma vaca mágica que o Rei Deus Fomor, Balor, roubou. Determinado a vingar-se, Kian ouviu o conselho da Druidisa Biróg, que he disse sobre a profecia, onde Balor deveria ser morto por seu neto. Por esta razão Balor mantinha sua filha, Ethlinn presa numa torre. Com a ajuda de Biróg, Kian ganhou acesso à torre, e a bela Tthlinn deu a ele seu amor. Deu a ele um filho, Lugh, que foi dado à adoção para a Rainha Tailltu.

Dois grandes rios da Irlanda, o Boyne e o Shannon, têm esses nomes graças a duas Deusas, Boann e Sinend. Bonnan é a Deusa da Fertilidade, cujo totem sagrado é a vaca. Ela era esposa de Nechtan, uma deidade da água, no entanto, o pai de seu filho Aengus não era nenhum além de Dagda. Para esconder sua união de Nechtan, Bonann e Dagda fizeram o Sol parar por nove meses, de forma que Aengus foi concebido e nascido no mesmo dia.

As águas do poço subiram a afogaram-na, e então o rio Shannon nasceu. O que nos é mostrado aqui é que não é sábio procurar o saber para satisfazer a mera curiosidade, ou alimentar o ego, pois tal conhecimento sobrepujará aquele que não está preparado. Procurando de forma diferente, no então, Shinend foi aceita pelo guardião do poço, mas foi obrigada a sacrificar seu ego e identidade para o bem de algo maior.

Outra Deusa celta fortemente associada com a água é Cliodna (Cleena) dos cabelos de fogo, a mãe de Manannán. A onda de Cliodna é uma dos três grandes tipos de ondas que ocorrem na Irlanda. Ela deixou os domínios de Manannán uma vez, acompanhada por seu amante, Ciabhan (Keevan), mas Manannán chamou por uma grande onde que a trouxe de volta à terra das fadas. Ela continua a ser lembrada como uma Grande e Justa Rainha dos sidhe.

Há ainda muitas outras Deusas associadas com o reinado da Irlanda. Na época da chegada dos galeses, a Deusa tríplice da terra era representada por três grandes divindades regentes, conhecidas como Eriu, Banda e Fodhla. Essas rainhas tinham dado seus nomes à Irlanda alguma vez. Eriu, o nome moderno da Irlanda, Eire. É interessante notar que essa Deusa apareceria em um momento como uma bela rainha, e na forma de um corvo, uma vez que ela não é ninguém além de Morrigan, a Deusa Irlandesa mais antiga de todas.

É um dos objetivos da sociedade, promover uma maior consciência das tradições nativas, que por tanto tempo têm sido ignoradas por muitos. Nossos mitos continuam a ser encontrados nas florestas e em nossas terras por buscadores sinceros. Esperamos que você possa ser capaz de encontrar um caminho para estar mais perto d’Aqueles Que Vivem Para Sempre.

Glossário do texto:

[1] Tuatha Dé Dannan – Filhos de Danu, Deusa que deu origem a tudo. Identificada com a cor verde da vegetação.

[2] Irlandês. Rei dos Tuatha Dé Dannan; perdeu a mão na primeira batalha de Mag Tuireadh (Moytura) e, assim, precisou abdicar do trono porque os reis celtas tinham que ser absolutamente perfeitos; no entanto, Miach e a irmã Airmid fizeram uma mão de prata para ele, que recuperou o trono e passou a ser conhecido como Argetlamh, ou Mão de Prata.

[3] Irlandês. Filho de pai fomor e mãe Tuatha Dé Dannan; casou-se com Brighid (Brighd), filha de Dagda (O Bom Deus), devido a uma aliança entre dinastias. Tornou-se rei dos Tuatha, mas não tinha a generosidade necessária e perdeu o título quando foi satirizado pelo bardo Cairbre e ficou com o rosto cheio de bolhas. Isso levou a uma nova guerra entre os fomors e os Tuatha e à conseqüente vitória destes na Segunda Batalha de Magh Tuireadh (Moytura).

[4] Irlandês. Deus praticante de curas dos Tuatha Dé Dannan. Tinha um filho (Miach) e uma filha (Airmid), que fizeram “A Mão de Prata”, substituindo a que Nuada tinha perdido na Primeira Batalha de Maigh Tuireadh (Moytura).

[5] Irlandês. O Velho Deus que aparece nas lendas como rei dos fomors. Esposo de Dana ou Ceithlenn; pai de Eithne, portanto, avô de Lugh, o jovem Deus brilhante que o suplantou. Possuía um olhar mortal; nas lutas, havia a necessidade de quatro homens para levantar a pálpebra de Balor. Na Segunda Batalha de Magh Tuireadh (Moytura), Lugh matou Balor utilizando-se de uma funda para atirar uma pedra naquele enorme olho. O equivalente galês é Beli.

[6] Possuía dois olhos; parece que Balor possuía apenas um.

[7] Irlandês. Ferreiro dos Tuatha Dé Dannan; com Credne e Luchtain, fez as armas que os Tuatha usaram para derrotar os fomors. Tio de Lugh. Equivalente e Gavida e Govannon.

[8] Irlandês. Filho de Cian (Kian) dos Tuatha Dé Dannan e de Eithne (também Etaine), filha de Balor (rei dos fomors). Comandou as forças dos Tuatha na vitoriosa Segunda Batalha de Mag Tuireadh (Moytura) contra os fomors, na qual matou o avô Balor. É a figura extraordinária do Deus jovem Irlandês que suplanta o Deus Velho; está muito associado à habilidade e à técnica; é conhecido como Lugh Samhioldanach (de muitas artes) e Lugh Lámhfhada (de mão comprida). Raiz da palavra gaélica que significa Agosto, isto é, Lughnasadh (festa de Lugh). Corresponde ao Lleu Llaw Gyffes galês.

[9] Oghma Grianaineach (Aquele que tem o semblante do Sol), Deus da sabedoria dos irlandeses Gaélicos, um dos Tuatha Dé Dannan e filho de Dagda, inventou a escrita ogâmica. Essa escrita apareceu por volta do século IV d.C. Oghma não era nenhum erudito enclausurado, traço característico de uma sociedade guerreira para a qual a ousadia e a agilidade de pensamento nos assuntos de guerra eram de máxima importância. Oghma também era vencedor de batalhas, como seu equivalente galês Ógmios.

[10] Manannán Mac Lir: irlandês. Deus do mar, deu nome à ilha de Man, onde é cultuado. Filho de Llyr. Tinha um barco autopropulsor que se chamava “Varredor de Ondas”, assim como um cavalo chamado “Crista Esplêndida”. Abandonou a esposa Fand, Deusa da cura e do prazer, mas depois voltou para ela. Possuía um caldeirão mágico que lhe foi roubado por Cuchulain. O equivalente galês é Manawyddan.

[11] Irlandês. Herói dos Tuatha Dé Dannan que trabalhava com bronze; com o ferreiro Goibnu e o entalhador Luchtaine, fez as armas com que os Tuatha derrotaram os fomors.

[12] Aengus Mac Óg, irlandês. Jovem Deus do amor, filho de Dagda e de Boann, Deusa do Rio Boyne, “Mac Óg” significa “filho da virgem”, no antigo sentido de Deusa ou mulher livre cuja posição depende de si mesma, e não de um simples consorte. Com um estratagema, Aengus conseguiu que o pai lhe desse Brugh na Boinne (Newgrange). Muitas vezes Aengus ajudou Diarmaid e Gráinne a fugirem da vingança de Fionn Mac Cumhal. Raptou Etain, mulher de Midir. Aengus Óg conheceu uma mulher de sonhos na Terra das Fadas. Durante um ano ela apareceu em seus sonhos tocando um instrumento de cordas mágico que o fazia cair no mais profundo dos sonhos. Querendo encontrar sua fada durante o dia, ele ficou doente de paixão, sem saber aonde ela ia ao amanhecer. Por fim, soube que, uma vez a cada dois anos, sua amada adquiria a forma de um cisne branco, num determinado lago. No dia 31 de outubro, dia consagrado à Samhain, ele dirigiu-se até o lago e chamou a sua amada, prometendo ficar com ela. Ela se aproximou e imediatamente o Deus foi transformado num cisne.

[13] Llyr, galês, irlandês. É o original do Rei Lear de Shakespeare. Era pai de Creiddylad, formosa galesa disputada por dois rivais, que tinham de lutar todos os dias primeiro de maio, e que corresponde a Cordélia, a única que não se curvava diante da vontade do pai e acabou se casando com o homem que ela mesma escolheu. Na mitologia galesa, Llyr primeiro é esposo de Penardun, depois de Iweridd, filha de Dôn. Para conhecer a história da outra filha de Llyr (Branwen), veja Bran. Llyr era pai de Bran e Manannán Mac Lir. Na mitologia Irlandesa, era rei dos Tuatha Dé Dannan; primeiro esposo de Aebh, com quem teve a filha Fionuala e três filhos (Hugh, Ficha e Conn). Depois Aebh morreu. Llyr desposou Aoife, que por uma questão de ciúmes transformou os quatro filhos dele em cisnes. Sob esta forma os filhos de Llyr voaram pela Irlanda durante 900 anos, até que o eremita Mochavog os batizou; eles se transformaram em seres humanos envelhecidos e morreram. Bran: Galês da Ilha de Man. Filho de Llyr e Iweridd; irmão de Branwen, que foi maltratada pelo esposo Matholwch, rei da Irlanda. Para vingá-la, Bran saiu com um exército da Britânia, que venceu os irlandeses, mas foi ferido mortalmente. Branwen e os amigos levaram a cabeça de Bran para Harlech, onde ficou durante sete anos, continuando a falar com eles; depois a levaram para Gwales (Grassholm), que ficava em Penvro (Pembrokeshire), onde ficou 80 anos; finalmente levaram-na para Londres, onde foi enterrada em White Hill; não se sabe se na Torre da Colina ou onde hoje se localiza a Catedral de Saint Paul. Bran é conhecido como Bendigeidfran ou “Abençoado Bran”.

Que assim seja!

Fonte:

Sociedade Irlandesa de Estudos Celtas
Primeira parte – Manuscrito – Biblioteca da Universidade de Dublin
Segunda Parte – Sociedade Irlandesa de Estudos Celtas
Créditos – Paty Witch Maeve.

Deus Celtas Bel

O deus-pai da luz, cura e o Outro Mundo

Assim como Danu, Bel é uma das deidades mais antigas, com muitas contrapartes em outras culturas. Apartir do momento em que as tradições desenvolveram-se independentemente, determinar a verdadeira história de Bel tornar-se algo difícil. Em um resumo simples, Bel é o deus do Outro Mundo, talvez o marido de Danu, e portanto o pai titular das Tuatha Dé Dannan. Em algumas tradições, ele é chamado “o Pai dos Deuses e dos Homens”. Bel, escrito também Bile, pode ser um deus-sol, e é ligado à cura, quentura, e luz. Ele também é um deus da morte, e acompanha as almas para o Outro Mundo, onde ele rege. Ele é o deus de Beltane (Bealtainne), ou “Os Fogos de Bel”. Esta visão geral provavelmente é suficiente para a maioria dos Pagãos ou historiadores. A próxima seção deste texto é um estudo mais acadêmico. Aqueles que desejam estudar Bel em mais detalhe tem uma tarefa formidável. Por exemplo, há muitas outras denominações, nomes similares, e, possivelmente, deuses/heróis relacionados: Apollo, Balan (em Mallory), Balor, Be’al, Beil, Belatucadrus, Belenos, Belenus, Beli, Beli o Grande (Rei da Grã-Bretanha), Beli Mawr, Belinus, Bolur, Cunobelinus (Rei da Bretanha), Cymbelline (da peça de Shakespeare), Grannos, Grannus, Grian, Grianainech (Oghma), Heli (erro de transcrição na história de Geoffrey of Monmouth), Lugh, Moritasgus, Odin, Pelles. Um dos primeiros textos a serem considerados quando estudando Bel, é o do historiador Gaélico Keating, o qual escreveu o livro “Foras Feasa Ar Eirinn”, do século 17. Alguns, tais como os historiadores Michael Dames e Peter Alderson Smith, acreditam que Keating elaborou o nome “Beil” (ou Bel) para explicar o festival de Bealtainne. Outros, incluindo a historiadora Caitlin Matthews em “The Elements of Celtic Tradition” (Os Elementos da Tradição Celta), usam os textos de Keating como material fonte. Desde que os textos de Keating foram utilizados como uma fonte primaria por muitos historiadores, a validade das conclusões destes historiadores dependerá na consideração da história de Keating como verdadeira. Realmente sabemos que César referiu-se ao equivalente Romano-Celta Gaulês do deus da cura, Apollo, como Belenus. Havia um templo de Belenus em Bordeaux, França. Sua face aparecia em muitas moedas Gaulesas. Seu portal em Londres (Portal de Belenos ou Portal de Bile) é conhecido hoje como Billingsgate. No norte da Grã-Bretanha, a arqueologista Miranda Green relata que as inscrições de Belatucadrus foram encontradas, e o nome significa “Fair Shining One” ou “Belo Brilhante”, o qual é consistente com a lenda de que Bel é o deus da luz e cura, talvez até do próprio sol. Entretanto, Green também nota que Belatucadrus era associado com o deus da guerra Marte, e não Apollo. Ela relata que o deus sol Celta era Apollo Belenus na Gálica, norte da Itália, e Noricum (parte da Áustria). Entretanto, ela não mostra qualquer ligação com a história mitológica Irlandesa, particularmente com o deus Bile. Ainda mais confuso, Green registra a palavra Bile como significando “árvore sagrada” em Gaélico, embora ela não insinue qualquer ligação com o festival de Bealtainne. Em contraste, em “Celtic Gods, Celtic Goddesses” (Deuses Celtas, Deusas Celtas), R. J. Stewart verifica que o deus Romano-Celta Belenos era conhecido na Grã-Bretanha e Irlanda, apontando que a palavra “Bel” significa “luminoso” ou “brilhante”. Entretanto, enquanto ele liga o deus Bel/Belenos com a Gálea e a Bretanha, ele adverte que este é um deus da luz, não inevitavelmente parte da adoração solar. Referências Druídicas sugerem que Bel é o deus responsável pela “centelha” (de luz, inteligência ou talvez energia) a qual resulta na criatividade. Isto é um paralelo ao deus Cristão, também chamado de “o Criador”, embora a maioria dos Cristãos raramente ligam o nome ao seu significado literal. De acordo com Margot Alder em seu livro “Drawing Down the Moon”, o Druida Isaac Bonewits refere-se a um deus, Be’al, o qual ele descreve como uma personificação masculina de Essência. Isto reflete no conceito de Keating de Beil ou Bel como um deus chefe ou deus-pai. Este é um paralelo estreito com Beli, também chamado de Beli o Grande e Beli Mawr, filho de Mynogian. Em “The Mabinogion”, Beli é associado com a luz, e ele é o pai de Bran o Abençoado, e avô de Llud, a contraparte Britânica do Lugh Irlandês. De acordo com o historiador Druida Peter Barresford Ellis, este Beli é o mesmo do portal de Billingsgate em Londres; O portal de Lludd em Londres é chamado de Ludgate. Ligações a Bel na lenda e literatura podem ser em si mesmas um estudo. Por exemplo, em “Le Morte de Arthur” de Mallory, ambos Balin e Balan são ligados ao deus-sol, Belinus. A peça de Shakespeare “Cymbelline”, também narra as tradições Britânicas e Galesas de Beli Mawr. Com tamanha confusa história e inumeráveis elementos nas tradições, Bel pode ser um candidato ideal para pesquisa, contato pessoal, e inclusão eclética como um deus – ou contraparte do grande Deus Hebraico ou Cristão – em adoração pessoal.
Fonte:

Livros utilizados para preparar este artigo, e recomendados para futura pesquisa:
Dicionary of Celtic Mythology, by Peter Barresford Ellis
Celtic Gods, Celtic Goddesses, por R. J. Stewart
W.B. Yeats and the Tribes of Danu, by Peter Barresford Ellis
Celtic Myth and Legend, by Mike Dixon-Kennedy
Dicionary of Celtic Myth and Legend, by Miranda J. Green
Mythic Ireland, by Michael Dames
Glamoury, by Steve Blamires
Celtic Mythology, by Ward Rutherford
Celtic Inheritance, by Peter Barresford Ellis
The Mabinogion
Drawing Down the Moon, by Margot Alder
The World of the Druids, by Miranda Green
The elements of: The Celtic Tradition, by Caitlin Matthews
Texto Original (c) 2001 FIONNABROOME.COM
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