Ressonância Schumann

Para você que se esqueceu que a Mãe Terra está vibrando em ritmo mais acelerado,
segue abaixo o texto sobre a RESSONÂNCIA SCHUMANN,
que explica porque o dia tem agora 16h e não 24h.
Programe-se para vibrar em sintonia com o Coração da Mãe Terra,
pois só assim você vai conseguir dar conta da sua agenda pessoal em sintonia com a Agenda Cósmica …

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também as jovens passam pela experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann, se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por vários anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz . Ao invés de 24h, o dia tem 16h .

O coração da Terra disparou. “Coincidentemente”, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória,mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse super-organismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

A tese recorrente entre grandes cientistas e biólogos é de que a Terra, efetivamente, é um super-organismo vivo, de que Terra e humanidade foram feitos para estar sempre em harmonia, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, precisamos da Terra que nossa casa é, que amamos. Porque? Segundo a teoria de Schumann, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

As Dríades, Espíritos das Árvores





Na Mitologia celta, dia 01 de junho e o Dia das Dríades, os espíritos das árvores.

Assim como os Homens Verdes Celtas protegiam a Vegetação e Pessoas, existia para a Civilização dos Celtas, também um Espírito Feminino, Protetor em especial das Árvores, as Dríades.
De acordo com estas antigas lendas as Dríades, nasciam com uma Árvore e a ela estariam intrinsecamente ligadas até a sua Morte. Como os Homens Verdes Celtas, as Dríades possuíam poderes Mágicos, aos quais gentilmente ensinavam aos grandes Sacerdotes Celtas, os Druidas.
Estas Belas Mulheres-Árvores, também eram receptivas ao Ser Humano de Coração Puro e a ele poderiam oferecer Proteção e atender pedidos, que há ninguém nem à Natureza pudessem prejudicar.
Para aqueles, que ainda hoje acreditam nos Poderes Divinos da Mãe Natureza, um pedido Digno e Nobre a uma Dríade, jamais deixa de ser atendido.
Uma forma simples de realizar tal intento é através de um singelo

Ritual de Pedidos às Dríades

Para realizar um Ritual às Dríades bastas que façamos uma pequena Festa a elas.
Num Lugar Verde, onde exista ao menos uma Árvore (pode até ser no Quintal de sua Casa), faça uma festa com um Bolo, um Pão, um Cálice de Vinho e uma melodiosa e alegre Música Celta. Antes de comer, procure relaxar junto a este Abençoado Ambiente e por certo, assim sentirá a presença das Dríades.
Quando percebê-las então dance com elas, procurando visualizá-las à sua volta ( não se preocupe, se não conseguir vê-las, elas lhe atenderão da mesma forma, pois estarão gratas por seu carinho).
Feito isto ofereça-lhes com Fé e Respeito os Alimentos que trouxe e coma também.
A porção destinada às Dríades deixe-a aos pés da Árvore. Finalize o Ritual com um Caloroso, Puro e Sincero Abraço na Árvore. Após um Dia, retorne ao local e recolha os resíduos dos Alimentos adequadamente.


Feitiço para obter ajuda de uma Dríade

Dríade é o espírito que reside em cada árvore. Para obter sua ajuda escreva em uma fita vermelha o seu desejo e amarre-o em um galho de uma árvore (a árvore com o poder relacionado com o seu pedido) e diga: “Grande Deusa e Grande Deus, permitam a realização de meu desejo, espírito desta árvore, ajude- me a concretizar esse meu desejo, Em nome da Deusa e do Deus Este encantamento está feito!” Ao terminar, deixe alguma oferenda (uma mexa de seu cabelo, uma moeda…) em homenagem a árvore.

Magia e Encantamento das Árvores

Culto à Árvore

O culto às árvores é a primeira forma que surgiu de religião. O culto envolvia originalmente o sacrifício de seres humanos e de animais aos “espíritos das florestas” em troca de proteção contra o infortúnio.
Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.

Deuses e Espíritos das Árvores

A Arvore, símbolo fálico e sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apoio e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, e Júpiter e o grande carvalho.

A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego como do romano, tinham nascido sob árvores, e, em vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pena
ou da ira dos deuses poderosos.

As árvores têm sido encarnações e símbolos de várias deidades (Gautama Buda encarnou como espírito de árvore 43 vezes) e também serviram como residência de espíritos, ninfas e vários outros seres sobrenaturais, aos quais eram consagradas.
O génio da antiga Arábia vivia dentro de árvores e possuía poderes de mudar as formas. Na Alemanha e na Escandinávia, acreditava-se que criaturas semelhantes a duendes estranhos, conhecidas como “esposas-de-musgo” ou “mulheres-selvagens”, habitavam determinadas
árvores nas florestas. Na Rússia existem histórias de demónios de um olho só. Na América do Sul, fantasmas perigosos da floresta, que atraem os humanos para a morte, habitam as florestas. No folclore japonês, existem grotescos espíritos da floresta que possuem cabeça e patas de falcão, corpo de homem e um grande nariz. No antigo Egito e na Pérsia,
vários deuses e deusas frequentemente habitavam ou tomavam a forma de árvores (sicômoros sagrados em particular), e, na Grécia, as três ninfas conhecidas como dríades e hamadríades tinham a vida ligada a determinada árvore, sentindo qualquer dano a algum galho ou ramo, como um ferimento, e morrendo quando a árvore murchava ou morria.

Assim como havia associações mitológicas entre os deuses e as árvores, havia também associações entre elas e as ninfas; Rea e a romã; Hélica e o salgueiro; Filira e a lima; Dafne e o laurel, entre outras.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com a fertilidade. Entretanto, é crença comum entre o povo Basoga da África
Central que um espírito da árvore ficará enraivecido se sua moradia for cortada e trará a morte para o chefe da tribo e para toda a sua família.
Os iroqueses e outras tribos nativas americanas acreditam que cada árvore possui o seu espírito guardião ou deus guardião, sendo costume agradecer-lhe pêlos presentes que dão em forma dos frutos.

Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.

As Arvores na Religião Antiga

A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos, e os rebentos que nasciam sobre as sepulturas dos seres humanos ou dos animais sacrificados eram tidos como especialmente sagrados.

As árvores eram símbolo essencial da religião caidéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.
Na antiga Ática, durante a orgia dionisíaca (o festival do deus grego do vinho, Dionísio), as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com guirlandas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos.
(Outro estágio de estili-zação da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e, por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)
Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era, então, adorada. Penduravam-se, também, várias oferendas e presentes, trofeus de caça e armas dos conquistadores para trazer boa sorte.

Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos aos novos caminhos do cristianismo, as pessoas continuaram a acender velas e a oferecer pequenos sacrifícios sob árvores sagradas. (Nos tempos atuais os Bruxos ainda penduram guirlandas sobre certas árvores e dançam em torno de seus troncos.)

Yggdrasil

O conceito de universo como árvore aparece repetidamente na mitologia e no simbolismo pagãos, sendo talvez mais bem conhecido na sua forma escandinava, onde, acredita-se, um freixo gigante sempre verde, conhecido como “Yggdrasil”, é a “Arvore do Mundo”, que liga o Céu ao submundo. Seu tronco sagrado passa pelo centro do mundo, e seus galhos se espalham sobre os céus e estão cheios de estrelas brilhantes. As três deusas do destino habitam suas raízes, junto com uma serpente gigantesca, semelhante a um dragão. Debaixo do Yggdrasil, os deuses teutônicos se reúnem todos os dias para julgar.

A Árvore da Vida

O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contêm uma gigantesca Árvore da Vida, que é a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pêlos mortais.
A Árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira — uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. (De acordo com a antiga religião asteca, o “leite” da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pêlos deuses.)

Na Cabala, a Árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Génesis, capítulo II) existe menção à Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.

De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma Árvore da Vida sagrada. A macieira era a Árvore da Vida adorada pêlos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era também a tamareira, e Árvore da Vida na história do “Jardim do Éden”, da Babilónia, era a palmeira. Na Índia, a Árvore da Vida sagrada (Asvatthd) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam às profundezas do submundo.
A figueira é tida como a Árvore da Vida por muitos povos, sendo com frequência adorada como a Árvore do Conhecimento. Os kayans do Boméu Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma Árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu
dos céus na terra.

Bosques Sagrados

No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.
Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.
Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castrá-lo.
Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais tendam os bosques sagrados e os consideravam perigosos e maus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição da mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira
da deusa Demeter.
umbigo do culpado e pendurá-lo na parte da árvore que tinha sido atingida. Esse era, então, conduzido em torno do tronco várias e várias vezes ate que o lado interno do seu corpo estivesse ferido para substituir a casca retirada.
Em várias outras partes do mundo existem leis contra o corte de árvores ou de danos causados a elas, e até o século 14 o simples ato de quebrar um galho era considerado pecado na Láturânia.

Árvores e Vampiros

Na Era das Trevas, os juníparos eram utilizados como proteção contra vampiros em vários países. Acreditava-se que freixos, oervinas e sorveiras possuíam qualidades místicas e protetoras, e a madeira dessas árvores em particular era esculpida em forma de estacas e enterradas no coração dos corpos suspeitos de se transformarem em vampiros e de se levantarem das tumbas à noite em busca de sangue humano.

Tradições sobre as Árvores

Desde os tempos antigos, as árvores têm desempenhado papel importante na medicina popular, no xama-nismo, na divinação, na magia e na superstição. Suas raízes, cascas, folhas, galhos, sementes e frutos curaram muitas doenças, protegeram casas, seres humanos e animais contra o mal, a má sorte e os raios, trouxeram força para bebidas e poções mágicas e afrodisíacos, e auxiliaram Bruxos e Feiticeiros no lançamento de todos os tipos de encantamentos maravilhosos da magia.

Acácia

Na índia e na Patagônia, acredita-se que a acácia seja habitada por espíritos, sendo realizadas várias oferendas e sacrifícios em troca de fertilidade, cura e proteção contra o mal e o infortúnio. A madeira da acácia é ritualisticamente queimada nos altares sagrados dos budistas e utilizada para preparar os fogos sacrificiais dos hindus.

Amieiro

Nos tempos antigos, o amieiro era usado nos ritos de idolatria em honra à deusa Astarte e nas práticas divina-tórias para diagnosticar doenças. Segundo a lenda, o amieiro sangra, chora e começa a falar quando é cortado. Houve uma época em que era ilegal cortar um deles.
É usado, na medicina popular, no tratamento de queimaduras, coceiras e reumatismos.

Macieira

A macieira é conhecida na Europa como Árvore da Imortalidade pela Sabedoria”, e seu fruto tem sido assunto de inúmeros provérbios e ditos populares.
De acordo com lendas irlandesas, as macieiras (como as nogueiras, os carvalhos e as cinco árvores místicas que representam os cinco sentidos) eram produzidas pelo deus trifólio (ou trevo) Trefuilngid Tre-Eochair, que foi associado a São Patrício, e, também, eram conhecidas como a Árvore Tripla ou Chave Tripla (nome que se refere ao tridente, ao falo triplo, destinado a fertilizar a Deusa Tripla.)
Em várias partes da Europa planta-se uma macieira quando nasce um bebé e acredita-se que esse bebé crescerá ou definhará junto com a árvore. O costume de plantar uma “Árvore do Nascimento” é também comum na África Ocidental, na Papua, Nova Guiné, no sul dos Estados Unidos e em regiões do Bornéu holandês.
Na mitologia dos índios iroqueses, a macieira é a árvore central do Céu. A madeira da macieira é transformada em varetas que são utilizadas para traçar círculos mágicos, e o seu futuro usado na magia do amor, nos encantamentos Vudu de amor, nos amuletos para fertilidade, nas divinaçoes e nos encantamentos para imortalidade. Os clérigos da Idade Média acreditavam que as feiticeiras podiam provocar uma possessão demoníaca por intermédio’de maçãs encantadas ou envenenadas dadas as suas vítimas escolhidas.
A tradição de procurar maçãs no Halloween é remanescente da antiga divinação mágica druida do casamento, e, na Europa medieval, acreditava-se que uma mulher solteira poderia ver a imagem de seu futuro marido se descascasse uma maçã diante de um espelho iluminado por uma viIa na noite do Halloween.
A maçã é mais conhecida como o fruto proibido comido por Adão e Eva, mas o fruto não foi identificado na Bíblia, e a maçã nunca mencionada em relação à história de Adão e Eva.

Freixo

Na Irlanda, as varetas feitas de freixo eram usadas pêlos druidas nos seus rituais mágicos. Na Escócia, o freixo era usado para proteger as crianças dos feiticeiros e, na Inglaterra, como remédio popular para curar verrugas. As crianças eram frequentemente rezadas com ramos de freixo para serem curadas de cortes e raquitismo. Bastões de freixo eram usados para curar doenças pela magia em animais domésticos, para traçar círculos mágicos e manter longe as serpentes.

Bambu

O bambu simboliza, na Índia, a amizade, sendo o emblema do fogo sagrado. Sua madeira é comumente usada em rituais mágicos das tribos melanésias e entre os Semang da Malaia. No Japão, é tida como sagrada e está ligada ao culto da lua e à magia lunar.

Figueira de Bengala

A figueira-da-índia é sagrada para os videntes e ascetas da Índia, sendo a Árvore do Conhecimento na mitologia indiana. O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.

Loureiro

O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na divinação e nos sonhos mágicos. Os herbalistas da antiguidade usavam suas raízes para tratar as enfermidades do fígado, do baço e de outros órgãos, internos. Acreditavam que os frutos da árvore podiam neutralizar o veneno das criaturas peçonhentas e auxiliavam no tratamento das tosses e da tuberculose. As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para proteger as casas dos raios e dos trovões, e para manter longe os feiticeiros e os demónios.

Vidoeiro

Na mitologia escandinava, o vidoeiro simboliza o renascimento da Primavera. Como uma árvore da magia, o vidoeiro é usado nos rituais de purificação e nos trabalhos com o tempo atmosférico. A vassoura dos Bruxos (de galhos) era tradicionalmente feita de vidoeiro.
É uma antiga superstição na Terra Nova que uma vassoura de vidoeiro “limpará” a família.
Uma vassoura especial feita com galhos de vidoeiro era usada na Europa medieval como açoite para exorcizar os demónios, os duendes e os fantasmas. Em certas áreas da Rússia é costume, no domingo de Petencostes, vestir um vidoeiro com roupas de mulher.

Cedro

Na Mesopotâmia, o cedro era tido tanto como deidade quanto como oráculo. Diz-se que para revelar os que praticam as artes negras da feitiçaria basta queimar varetas de sabugueiro no fogo da noite de Natal ou cortá-las na véspera do dia de São João. Os frutos podem ser levados nos bolsos, como amuletos para proteger contra a inveja venenosa e também podem ser usados em torno do pescoço, como remédio mágico contra hidropisia. As flores do sabugueiro, com seu perfume doce e acentuado, há muito são associadas à morte e aos funerais, e houve época em que se acreditava que, se um broto de sabugueiro plantado numa sepultura começasse a crescer, era sinal de que a alma de quem estivesse ali enterrado se
encontrava em paz.
Antigamente penduravam-se flores de sabugueiro nas portas do estábulo para proteger os cavalos da magia negra. Guirlandas feitas com elas eram usadas pêlos druidas para decorar altares sagrados para Beltane e para afastar as influências malignas.
Os nativos americanos chamavam o sabugueiro de “árvore da música” e faziam flautas mágicas dos seus ramos. Usavam também a casca como antídoto, sob a forma de cataplasma, nas inflamações e nos inchaços dolorosos.
Todas as partes do sabugueiro têm sido usadas pela medicina popular no tratamento de numerosos distúrbios e doenças. Os frutos de cor púrpura escura fazem um vinho delicioso, e as flores secas podem ser usadas para fazer um chá relaxante. O sabugueiro tem sido usado pêlos Bruxos como afrodisíaco e pode também ser ingrediente mágico em vários encantamentos de amor, proteçào e prosperidade.

Olmo

O olmo é uma árvore frondosa que se diz possuir poder místico para proteger contra os raios. Na Inglaterra, era associado aos duendes, e os santeros da Santería o utilizavam no lançamento de encantamentos mágicos.
Segundo a mitologia teutônica, a primeira mulher sobre a terra foi criada de um olmo pêlos deuses. Na medicina popular é usado para tratar de inchações, tosses, doenças de pele e infecções venéreas.

Figueira

A figueira é o símbolo da paz e da plenitude. Acredita-se que sua sombra seja frequentada por espíritos; sua casca e frutos são usados tanto na magia como na medicina popular para tratar vários problemas e doenças.
Segundo os Evangelhos, a figueira era “amaldiçoada com a infertilidade” por Jesus Cristo porque se recusou a dar um fruto para ele fora da estação (Marcos 2: 13-22). O Livro do Génesis testemunha que as folhas da figueira foram usadas por Adão e Eva logo que eles adquiriram o conhecimento para cobrir a nudez.

Aveleira

A aveleira sempre esteve associada aos Bruxos, e o nome “aveleira-dos-bruxos” sobrevive até hoje. A árvore tem sido associada também ao deus Thor.
É conhecida como a “Árvore do Conhecimento” (especialmente nas lendas irlandesas), sendo usada nos encantamentos mágicos para a imortalidade, proteção e cura. Acreditava-se que os bastões de aveleira possuíam propriedades divinatórias, e há muito é usada pêlos rabdo mantos para localizar tesouros enterrados e água. São também tradicionalmente usados
como varetas pêlos magos brancos e para proteger os animais contra encantamentos das fadas ou dos demónios maldosos. Segundo o folclore galês, os ramos de aveleira tecidos em “capas do desejo” ajudam a realização dos desejos.

Louro

O louro é símbolo da imortalidade, da vitória e da paz. Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e está associado à inspiração poética. Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da Deusa Tripla para induzir o transe poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do Oráculo de Delfos para inspiração oracular. O louro é largamente usado em todas as formas de magia do amor, do desejo e da cura.

Limeira

Na Alemanha, a limeira era sagrada. Segundo lendas populares e superstições, era habitada por duendes e possuía o poder de fazer os heróis dormirem um sono encantado.
Seus fruto é usado principalmente na magia do amor, mas, em certas partes da Índia, é o ingrediente principal em várias maldições poderosas.
Na medicina popular, a lima é usada como emplastro para ferimentos e para tratar de resfriados, dores de garganta e escorbuto.

Bordo

O bordo é o símbolo da reserva. Houve época em que seus galhos eram comumente usados como bastões de adivinhação para localizar águas subterrâneas. Suas folhas são usadas pêlos japoneses nos festivais da florada. A decocçao feita com suas cascas é utilizada em várias tribos norte-americanas para provocar o vómito.

Murta

A murta é uma árvore verdejante, simbolicamente associada ao amor e ao casamento, e sagrada para muitas deusas do amor. É também símbolo da autoridade, da imortalidade, da morte e da ressurreição.
Guirlandas de flores de murta eram usadas pêlos antigos noivos romanos no dia do seu casamento; mas era também o símbolo do amor ilegal ou incestuoso, e foi muitas vezes banida de várias cerimónias religiosas. Na magia popular, a murta é usada nos encantamentos de amor, nos amuletos, nos afrodisíacos das paixões e nos encantamentos para atrair boa sorte.

Carvalho

O carvalho é uma árvore com várias e antigas associações mitológicas e mágicas. Na tradição alexandrina de Wicca, o carvalho simboliza os aspectos crescentes do ano do Deus Chifrudo. Era tida como a “árvore do oráculo”, pelo filósofo grego Sócrates, e como a mais sagrada das
árvores, pêlos antigos druidas celtas, que acreditavam que as folhas possuíam grandes poderes sobrenaturais para curar e renovar as forças.
As bolotas (o “fruto” do carvalho) eram comidas pêlos druidas na preparação para realizar profecias.
Os antigos romanos também acreditavam nos extraordinários poderes do carvalho e, para se proteger das forças do mal, eles usavam guirlandas feitas com suas folhas sobre cabeça, como coroas protetoras. Sacrifícios humanos eram realizados ao deus fenício Baal “sob cada
carvalho frondoso” (Ezequiel 6:13), e, na Estónia, o sangue dos animais sacrificados era despejado nas suas raízes, como libação aos deuses. O carvalho é a madeira tradicional e essencial para as achas do Natal e nas fogueiras do Solstício de Verão. Seus ramos são usados nos encantamentos wiccanianos para atrair boa sorte, e a casca da árvore é transformada em incenso para glorificar deuses e deusas para os quais o carvalho é sagrado. Na medicina popular, o chá de carvalho é usado no tratamento de oxiúros, pedras da vesícula, dentes moles e doenças venéreas.

Oliveira

O oliveira é um símbolo da paz e das bênçãos divinas. Seus ramos faziam as coroas que eram usadas pêlos noivos gregos, conquistadores romanos e deuses que viviam no topam do Monte Olimpo. Ramos de oliveira eram colocados em chaminés e sobre as portas para impedir a queda de raios e para afastar feiticeiros, demónios e fantasmas.
A oliveira e seu fruto têm sido usados em encantamentos para cura, na magia do amor e nos antigos ritos de fertilidade. Seu óleo é usado para untar velas de altar, abençoar estátuas religiosas e alimentar lâmpadas sagradas de templos.

Laranjeira

A laranjeira é o símbolo do amor eterno, da castidade e da pureza. Suas flores eram usadas como flores de noivado, e seus frutos, pêlos praticantes de Vudu na magia do amor, e pêlos feiticeiros europeus na magia negra complacente.

Palmeira

A palmeira é a Árvore da Vida e local de habitação da Deusa e vários mitos antigos. É usada pêlos santeros nos rituais de fertilidade e na magia de trabalhos com o tempo atmosférico.

Pessegueiro

Na China, o pessegueiro é emblema da longevidade e símbolo sagrado do ioni da Deusa. Acreditava-se que a árvore possuísse forças espirituais fortes, e as varetas mágicas feitas dos seus galhos eram usadas pêlos chineses nos encantamentos de imortalidade, nos rituais de fertilidade e nos ritos para manter os demónios e espíritos malévolos afastados O pessegueiro, no Japão, simboliza a fertilidade, e sua madeira é usada para bastões divinatórios pêlos rab-domantes.
Varetas de pessegueiro são usadas na medicina popular para tratar problemas de estômago, abdómen inchado e dores no coração. Segundo uma antiga crença, na Itália e nas regiões do sul dos Estados Unidos, as verrugas podem ser curadas, enterrando-se folhas de pessegueiro

Pereira

Em várias partes da Europa planta-se uma pereira quando nasce uma menina, e acredita-se que a criança crescerá ou definhará junto com a árvore

Pinheiro

O pinheiro simboliza a vida, a longevidade e a imortalidade. A pinha é o símbolo semítico da vida. Na mitologia japonesa, os espíritos do pinheiro são conhecidos como Jo e Ubá. Essas árvores são o símbolo da fidelidade no casamento, e existem numerosos mitos sobre amantes devotados que foram magicamente transformados em pinheiros. Os galhos do pinheiro são utilizados em várias cerimónias dos nativos americanos, e sua fumaça é usada pêlos indianos para tratar problemas de reumatismo, tosse e resfriados.
Elas são plantadas como “Árvores do casamento” no Tirol e usadas pêlos Bruxos na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de proteção, cura e encantamentos, bem como para atrair o afeto de uma pessoa. O incenso de pinho é comumente usado na magia para desfazer outra, e nos ritos de purificação.

Álamo

O álamo-branco é tido como a árvore do Equinócio do Outono e da antiguidade. Na Grécia pré-helênica, o álamo-preto era usado como “árvore de funeral” e consagrado à Mãe Terra.
No antigo folclore romano, os álamos eram sagrados para o herói Hércules, e, no século 17, na Inglaterra, suas folhas constituíam ingrediente importante nos “caldos-do-infemo” e nos amuletos mágicos.

Sorveira

A sorveira (também conhecida como freixo-das-mon-tanhas) tem várias associações mágicas e míticas. Era uma das árvores sagradas dos druidas, e acreditava-se uma proteção contra feitiçaria e espíritos do mal na Idade Média.
Os frutos da sorveira eram usados para curar os ferimentos adquiridos nas batalhas, e acreditava-se que davam ao homem um ano extra de vida. Atualmente os frutos secos são moídos e transformados em incenses mágicos que são queimados ritualisticamente para invocar a Deusa, os guias espirituais familiares dos Bruxos ou espíritos elementais.
As folhas são usadas em divinaçoes de amar e encantamentos ou em rituais
destinados a ampliar a criatividade poética. Antigamente a sorveira do Dia dos Bruxos era celebrada no antigo festival celta de Beltane (Véspera de Maio), que é, agora, um dos quatro
grandes Sabás celebrados pêlos Bruxos.

Salgueiro

O salgueiro, em geral encontrado próximo de poços sagrados, há muito tem sido associado à Bruxaria e ao culto da Deusa. Era tido como sagrado pêlos Bruxos e poetas pagãos, pois todas as suas partes são úteis na prática da magia. A madeira dá varetas excelentes para rituais de cura e magia lunar, e pode também ser usada em talismãs quando se busca a
proteçào da Deusa.
Os salgueiros, que são associados tanto à cura como à Primavera, são apropriados para decorar os altares no Candiemas, pois esse Sabá (também conhecido como Imbolc) é o festival de Brígida — a deusa pagã da cura e dos poços sagrados. Eram usados pêlos druidas como amuletos protetores, e, na Idade Média, havia a crença comum de que as famílias dos Bruxos cresciam entre os salgueiros.
No norte da Europa, o salgueiro estava tão ligado à Religião Antiga que até a palavra witch (feiticeira) tem a mesma raiz de willow (salgueiro). Na China, o salgueiro é reverenciado como a árvore da Imortalidade, e, na Europa, é o símbolo da eloquência.

Teixo

O teixo, como outras coníferas, é conhecido como a “Árvore da Imortalidade” em várias partes do mundo. Era comumente usado na prática da feitiçaria medieval, sendo um dos ingredientes místicos do caldeirão da Deusa-Bruxa Hécate, na peça Macbeth, de Shakespeare (ato IV, cena l) Segundo uma antiga superstição popular, o homem ou a mulher que ousar
dormir na sombra de um teixo certamente terá morte horrível ou cairá em sono encantado

Correspondências Zodiacais e Planetárias

Temos a seguir uma lista de árvores e de seus governantes planetários, bem como de influências astrológicas correspondentes, se é que existem AMIEIRO: Vénus, Câncer (amieiro-preto) e Peixes (amieiro comum).
AMENDOEIRA: Sol.
MACIEIRA: Vénus, Libra e Touro.
DAMASQUEIRO: Vénus e Netuno.
FREIXO: Sol.
ÁLAMO: Mercúrio.
ABACATEIRO: Vénus.
BALSAMINA: Mercúrio.
BANANEIRA: Lua; Escorpião.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Júpiter.
LOUREIRO: Sol; Leão. ÁRVORE-DE-CERA: Mercúrio.
LOURO-DE-CERA: Ver Loureiro.
FAIA: Saturno; Sagitário.
BERGAMOTA: Vénus.
VIDOEIRO: Vénus.
ÁRVORE BO: Júpiter.
BUXO: Saturno.
FRUTA-PÃO: Vénus.
CAJUEIRO: Marte; Escorpião.
CEDRO: Mercúrio.
CEREJEIRA: Vénus; Libra.
CASTANHEIRO: Júpiter.
COQUEIRO: Vénus.
CAFEEIRO: Mercúrio e Urano.
CIPRESTE: Saturno; Capricórnio.
CORNISO: Vénus e Netuno.
SABUGUEIRO: Vénus.
OLMO: Saturno; Sagitário.
EUCALIPTO: Plutão.
FIGUEIRA: Júpiter.
ABETO: Júpiter.
ESPINHEIRO: Marte.
AVELEIRA: Mercúrio
CICUTA: Saturno; Capricórnio.
CARVALHO-SAGRADO: Ver Azevinho.
CARVALHO-DA-VÁRZEA: Ver Azevinho.
AZEVINHO: Saturno; Capricórnio.
JUNÍPERO: Sol e Marte.
COLA: Urano.
LIMEIRA: Júpiter.
MAGNÓLIA: Júpiter.
MANGUEIRA: Lua.
BORDO: Júpiter.
LENTISCO: Marte; Escorpião.
NESPEREIRA: Saturno.
FREIXO-DA-MONTANHA: Lua.
AMOREIRA: Mercúrio e Júpiter.
MIRRA: Júpiter; Aquário.
MURTA: Vénus.
NOZ-MOSCADA: Júpiter e Urano.
CARVALHO: Júpiter; Sagitário.
OLIVEIRA: Sol e Júpiter.
LARANJEIRA: Vénus e Netuno; Leão.
PALMEIRA: Sol; Escorpião.
PESSEGUEIRO: Vénus e Netuno.
PEREIRA: Vénus e Netuno.
FIGUEIRA-DOS-PAGODES: Júpiter.
PINHEIRO: Saturno.
PIPAL: Ver Figueira-dos-pagodes.
PLÁTANO: Vénus e Júpiter.
AMEIXEIRA: Vénus.
ROMÃZEIRA: Vénus, Mercúrio e Urano.
CHOUPO: Saturno.
MARMELEIRO: Saturno.
SORVEIRA-BRAVA: Lua.
SORVEIRA: Saturno.
ESTORAQUE: Sol.
SUMAGRE: Júpiter.
SICÔMORO: Vénus e Júpiter.
TAMARINEIRO: Saturno.
NOGUEIRA: Sol.
SALGUEIRO: Lua.
TEIXO: Saturno; Capricórnio.

Árvores das Deidades Pagãs, das Ninfas e dos Heróis

Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades
pagas, para as ninfas e para os heróis.

AMIEIRO: Bran.
AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter,
Fillis e Zeus.
MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey,
Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor.
DAMASQUEIRO: Vénus.
FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni.
ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus.
ABACATEIRO: Flora e Pomona.
BANANEIRA: Kanaloa.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus.
LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe
Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae.
FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules.
VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas.
ÁRVORE BO: Buda.
FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia.
CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.
CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda. COQUEIRO:
Ganimede e Tamaa.
CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth, Cupido, Dis, o
Destino, as Fúrias, Hades, Hércules,Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd,
Plutão, Saturno e Zoroastro.
CORNISO: Apoio, Consus e Marte.
SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-Moer, Vénus e todas
as figuras de Deusas-Mãe.
OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus.
FICUS: Rômulo e Remo. FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio,
Flora, Jesus Cristo,Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona,
Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana.
ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis,
Diana e outras Deusas lunares.
AVELEIRA: Thor e Chandra.
AZEVINHO: Fauno.
MANGUEIRA: Pattini.
BORDO: Nanabozho.
AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.
MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra,
Rea e Saturno.
MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine,
Mirtelio e Vénus.
CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ceres, Dagda, Demeter,
Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus,
Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas,
Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.
OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flora, Ganimede,
Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os
Deuses solares.
LARANJEIRA: Hera e Zeus.
PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes,
Mercúrio e Sarasvati.
PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.
PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.
PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e
Silvano.
PLÁTANO: Helena.
AMEIXEIRA: Flora e Pomona.
ROMÃZEIRA: Du’uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.
CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e
Zeus.
MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.
SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.
ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.
SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.
TAMAREIRA: Apoio.
NOGUEIRA: Dionísio.
SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes,
Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da
Lua.

Bruxaria sem Desculpas



Inspire-se

Muita gente deixa de praticar Bruxaria porque não pode ter um comprometimento contínuo, alegando não ter tempo ou disponibilidade de espaço, por exemplo. Outros inclusive falam que não têm dinheiro para comprar livros ou instrumentos. Mas peraí – estamos falando de uma religiosidade pautada na Natureza ou o quê? Veja neste texto como a Bruxaria faz parte da sua vida e como é fácil viver o dia-a-dia como um(a) verdadeiro(a) bruxo(a).

Você descobre que hoje é noite de Lua Cheia mas precisa lavar a roupa. Ou então sábado é dia de sabá, mas você só pensa em ir ao cinema ou descansar no sofá vendo TV. Nós sabemos qual é a realidade. Como podemos, então, adequar nossa vida para que ela corresponda à nossa espiritualidade?

1. Falemos sobre esbbaths. Os esbbaths são os rituais onde celebramos as fases da Lua e o foco cultural é em uma divindade feminina – a Deusa. Todo mundo sabe que o ideal é você sempre saber em que fase está. Isso pode ser resolvido de diversas formas. Óbvio que a mais indicada é a observação, porque é a maneira de se sentir mais próximo(a) e tal. Mas não custa dar uma reforçadinha para os momentos de dúvida. Assim, anote em sua agenda todas as próximas fases da Lua. Se não souber onde encontrar, sempre atualizamos ali do lado direito do site. O que é importante nos esbás é você entender o que está acontecendo naquele dia e ver o que pode ser feito dentro das suas condições atuais. Por exemplo: o que significa uma Lua Cheia em Áries? ou uma Lua Minguante em Escorpião? Reflita sobre esses aspectos e tenha ideias. Na dúvida, siga este guia simples:

Lua Nova – meditação e planejamento;
Lua Crescente – rituais que promovam o início ou a atração de algo;
Lua Cheia – força total em qualquer campo;
Lua Minguante – rituais para agilizar o término de algo ou banimento de qualquer coisa;
Lua Negra – revisão do que foi feito, leitura de oráculos;

Faça nesses dias o que achar melhor. Se quiser – e puder – fazer um ritual com velas, círculo, enfim, tudo o que tem direito, faça! Mas, se não puder, um incensozinho, uma meditação simples, um jantar especial – tudo isso também serve. O importante é manter a intenção em foco. Mas não deixe passar em branco. Um esbbath ocorre uma vez por semana. Nem que seja durante seu banho, dá pra fazer alguma coisa assim. Também não dá para ser bruxo(a) sem o mínimo de boa vontade, que fique claro.

2. Sobre os sabbath. Existem diversas datas de celebrações no decorrer do ano, dependendo da tradição que você segue. Na Wicca, são oito. Alguns bruxos e bruxas preferem celebrar só as quatro estações, ou só os quatro festivais celtas. Tomarei como base a Roda do Ano wiccan, que tem, portanto, oito festivais. Pense bem: oito festivais por ano. Pensando assim, até parece pouco. Mas, no dia-a-dia, (exemplo) lembrar que domingo é Lammas e você não tem ideia de como celebrar ou então você precisa levar sua mãe no supermercado é o que acontece com a maioria dos pagãos. Aqui fica o mesmo conceito dos esbbaths: não deixe passar em branco. O bom dos sabbaths é que, ao contrário dos esbbaths, eles são focados nos grupos, na comunidade, na coisa da partilha. Então, se em um esbbath é legal você meditar sozinho(a), ter aquele momento seu, no sabá é justamente a hora de juntar o pessoal e celebrar de forma gostosa. Nem todo mundo gosta de ir em ritual público celebrar. Tampouco pode celebrar em covens. Se você prefere celebrar sozinho, tudo bem. Mas, se quiser celebrar coletivamente, não precisa sair convertendo seus amigos não-pagãos, ou mesmo sua família – basta ser criativo(a)!

Você pode começar o dia do sabbath com uma meditação simples a respeito dele. Uma coisa boa a se fazer é: sempre que um sabbath estiver se aproximando, progressivamente vá lendo coisas a respeito. Essa é uma forma eficiente de entrar no clima. Com relação às estações, faça uma listinha de rituais que gostaria de fazer em cada época. Por exemplo: estudar sobre o tarô durante o outono, meditar em algum parque na primavera, essas coisas. Mas voltando ao dia do sabbath – depois da meditação, faça coisas relacionadas. O sabbath cai em uma terça-feira? Prepare um jantar especial com base no que está acontecendo! Comidas relativas àquele sabbath música, decoração. Se você é festeiro, chame alguns amigos e não fique falando sobre Paganismo, mas promova um encontro alegre. Secretamente, brinde aos deuses. Acenda sua velinha ali num canto. Faça tudo com aquele ar de “resistência pagã” aos novos tempos, rs. Lembre-se do que significa aquele momento na Roda do Ano. Tenha isso em foco. E divirta-se.

Resumindo, para cada sabbath:

meditação;
leitura a respeito;
praticar alguns costumes (feitiços, simpatias, velas, trabalhos artísticos, oráculos);
preparar uma receita típica;
se divertir!

3. Você não precisa fazer um feitiço por dia para ser um(a) bruxo(a) que se preze! Não! Mas há pequenos rituais do dia-a-dia que são super benvindos e você pode incorporar facilmente. Basta ir fazendo até se tornar um hábito. Quando você acorda, por exemplo, abra a janela e cumprimente o Sol. Talvez você queira usar um pentagrama no pescoço – talvez não esteja afim. Guarde-o na bolsa ou na mochila. Tenha-o com você. No caminho para o trabalho, leia um capítulo de algum livro pagão. Inspire-se. Preste atenção no tempo. Enquanto estiver trabalhando, preste atenção no seu corpo. Respire, inspire, transpire, relaxe, concentre-se e centre-se. Beba água. Veja em sua agenda em que fase a Lua está. Pense nos assuntos em pauta na sua vida naquele momento – o que poderia ser abordado no próximo esbbath? Durante o almoço, coma com tranquilidade. Agradeça à Natureza pela sua refeição. Não se entupa de falsos estimulantes, como açúcar refinado, comprimidos, cigarros e álcool. Escolha fazer um chá a tomar uma aspirina. São essas pequenas escolhas. Sempre prefira o natural. Seu corpo agradece, e a Natureza também. Está com dor de estomago e não sabe que chá fazer à noite? Faça uma pesquisa básica sobre plantas e resolva o problema. Anote em seu Livro das Sombras a descoberta. Na volta do trabalho, cansado(a), ouça música pagã com fones de ouvido. Existem artistas fantásticos para todos os gostos, de Lorenna McKennitt a Marduk. Tome um banho relaxante. Acenda velas e um incenso. Faça uma comidinha gostosa para jantar. Cozinhar é uma Arte também. Ouça música enquanto cozinha, ou mesmo cante – transfira boas energias para o alimento. Medite antes de dormir – reflita sobre todos os aspectos do seu dia. Talvez você queira reler aquele capítulo das Brumas de Avalon quando a Igraine conhece o Uther. Ou então aquele quando o Harry chega em Hogwarts. Ou talvez você queira simplesmente ficar zapeando os canais em busca de algum documentário sobre os maias. Cada dia é uma pequena Roda do Ano completa… lá vamos nós dormir e depois acordar para a nova alvorada. Procure dormir bem. Talvez você queira escrever antes de dormir, ou anotar seus sonhos pela manhã. E já começa tudo novamente…

Viver como bruxo(a) não é ter uma vida glamourosa envolvendo varinhas, estrelinhas voando e vidros de poções por toda a casa. Existe um ideal de Bruxaria que muitas vezes bloqueia a pessoa e ela acaba não fazendo nada porque está longe do que ela acha que é certo dentro do Paganismo. Você deve ter percebido através deste texto que as coisas são mais fáceis do que parecem – basta incorporar o hábito. E também deve ter percebido que não importa se sua família é ou não pagã – nada do que foi falado aqui impõe uma religiosidade a outras pessoas – são atos básicos de convivência com um simbolismo que só diz respeito a você.

Espero que este artigo tenha inspirado você a fazer coisas boas no seu dia-a-dia. Se você se considera pagão, por que não vive como tal? Sem desculpinhas!

Runas Mágicas


Runas, teoria e prática

As Runas do Antigo Fuþark estão listadas a seguir com a sua devida “vocação mágica” e algumas associações. Você pode gravar a Runa Fehu, por exemplo, num galho de sabugueiro ou numa das três pedras sugeridas (cada uma com uma finalidade diferente) para reforçar o ato mágico. A cor em questão é a cor da gravação e não à cor do objeto onde a Runa será gravada.

Existe ainda uma orientação quanto os períodos mais favoráveis para o uso mágico de cada Runa. Como estas informações também servem para o processo divinatório, todas as correlações serão apresentadas numa tabela a parte.

Fehu
Reforça os poderes psíquicos; serve como canal de transferência ou projeção de poder; captação dos poderes dos astros para a esfera pessoal; promove a evolução pessoal/social e o aumento dos bens.
Árvore: Sabugueiro
Pedra(s): Cornalina (boa sorte e fertilidade); Turmalina Verde (transferência de energia para a esfera pessoal); Âmbar (vitalidade)
Cor: Vermelho-claro

Uruz
Serve para formar e moldar circunstâncias criativamente através da vontade e da inspiração; cura e manutenção da boa saúde física e mental; proporciona situações afortunadas (muito usada como talismã); indução das correntes magnéticas da Terra (as “Veias do Dragão”); realização da causalidade; conhecimento e compreensão do Self.
Árvore: Bétula
Pedra(s): Olho-de-Tigre (traz coragem, confiança e força)
Cor: Verde-escuro

Þurisaz
Defesa ativa; destruição dos inimigos; maldição; o despertar da vontade de agir; preparo para a geração em todos os sentidos; magia para o amor; conhecimento da divisão e da unidade de todas as coisas.
Árvore: Carvalho
Pedra(s): Ágata (proteção); Hematita (força e coragem para o combate)
Cor: Vermelho-forte

Ansuz
Aumento dos poderes mágicos ativos e passivos; desenvolvimento das habilidades clarividentes, do dom da palavra magnética e convincente, do poder de sugestão e hipnose; aquisição de conhecimento criativo; inspiração e êxtase; comunicação divina; afastamento da morte e do temor através do conhecimento de Óðinn.
Árvore: Freixo
Pedra(s): Lápis-lázuli (estabelece uma ponte entre o humano e o Divino)
Cor: Azul-escuro

Raiðo
Fortalece as habilidades rituais e sua experiência; acesso ao aviso interior; aumenta a consciência de processos naturais; atua na combinação de ritmos pessoais (internos) e exteriores; obtenção de justiça de acordo com o direito.
Árvore: Carvalho
Pedra(s): Turquesa (indica o melhor caminho rumo a um objetivo); Jacinto (assegura bons relacionamentos sociais/cooperação)
Cor: Vermelho-claro forte

Kenaz
Reforço das habilidades em todos os campos; inspiração criativa; maior polarização como instrumento de operações mágicas; operações de regeneração e cura; trabalho para o amor (principalmente sexual).
Árvore: Pinheiro
Pedra(s): Ágata de Fogo (ligação com as energias criativas da Terra); Quartzo Fumê (estimula e purifica o chacra base ou raiz)
Cor: Vermelho-claro

Gebo
Magia sexual; iniciacão mágica sexual; união mística; aumento dos poderes mágicos; harmonia entre irmãos e amantes; influência mágica nos mundos humano e Divino; aquisição de sabedoria.
Árvore: Freixo ou Olmo
Pedra(s): Esmeralda (equilíbrio dos aspectos físico, mental e emocional); Jade (pureza e serenidade; desenvolve a capacidade de amar)
Cor: Azul-profundo

Wunjo
Reforça laços e coesões; invocação de amizade e harmonia; afasta a alienação; felicidade e bem-estar, relacionamento de laços e multiplicidade de relacionamentos de todos os tipos; “acabamento” em rituais que envolvem runas de significado específico, reforçando-os.
Árvore: Freixo
Pedra(s): Topázio (traz alegria); Quartzo Rosa (abre o coração)
Cor: Amarelo

Hagalaz
Integração e balanço (= equilíbrio) de poder; experiência e sabedoria mística; proteção.
Árvore: Teixo ou Freixo
Pedra(s): Ponta de Quartzo Transparente (concentra a energia em um único ponto; ajuda a focalizar o melhor caminho para romper velhos hábitos ou estabelecer novos)
Cor: Azul-claro

Nauðiz
Superação da angústia; desenvolvimento da vontade mágica; desenvolvimento de poderes espirituais; uso da força da resistência sobre a vontade com propósitos mágicos; inspiração; elimina o ódio e as disputas; ajuda a criar uma necessidade de ordem; proteção; adivinhação.
Árvore: Faia
Pedra(s): Obsidiana (mostra ao Ego de modo rude e muitas vezes grosseiro o seu devido lugar e o que precisa para mudar e avançar para o próximo passo de desenvolvimento evolutivo).
Cor: Preto

Isa
Desenvolvimento da concentração e da vontade; contração/redução/ parada das forças dinâmicas não desejadas; integração do Ego com o sistema multiversal equilibrado; poder de controle sobre outras criaturas.
Árvore: Amieiro
Pedra(s): Gema de Sílica ou Diamante Herkimer (liberam tensões emocionais ou áreas congestionadas)
Cor: Preto

Jera
Fertilidade; criatividade; paz e harmonia; iluminação; realização da natureza cíclica do Multiverso; realização do mistério da circunferência onipresente (= a totalidade de um ciclo); trazer outros conceitos a uma realização material.
Árvore: Carvalho
Pedra(s): Ágata Musgosa (sintoniza quem a usa com as forças da natureza, ajudando o metódico a entrar em contato com seu lado intuitivo e o criativo a canalizar suas energias de modo mais prático).
Cor: Azul-claro

Eihwaz
Iniciação à sabedoria da Árvore do Mundo; realização do mistério da vida e da morte, libertando o indivíduo do medo da morte; desenvolvimento da resistência espiritual e da força de vontade; criatividade e visão espiritual; proteção de forças prejudiciais; aumento geral do poder pessoal; comunicação entre os diversos níveis da realidade (os mundos de Yggdrasil); memória de existências passadas na corrente ancestral.
Árvore: Teixo
Pedra(s): Quartzo Fumê (canaliza a energia de luz branca do chakra da coroa para o primeiro chakra, criando uma base sólida para a manifestação dos planos espirituais no plano físico).
Cor: Azul-escuro

Perþro
Percepção do Ørlög; adivinhação; a colocação das forças rúnicas na corrente da lei nórnica; desenvolvimento de idéias e eventos como ato mágico.
Árvore: Faia
Pedra(s): Ônix (dependendo da fonte de consulta o ônix pode ser consideerada uma pedra de sorte ou azar. Um dos primeiros oráculos de que se tem conhecimento, por sinal, é o “Urin & Tummin”, formado por uma pedra de ônix preta e outra branca representando o “sim” ou “não” de uma questão)
Cor: Preto

Elhaz
Proteção; defesa; comunicação mística ou religiosa com seres não-humanos; comunicação com outros mundos (principalmente Asgarðr) e as fontes Cósmicas de Urðr, Minir e Hvergelmir; fortalecimento de hamingia (= sorte) e da força vital.
Árvore: Teixo
Pedra(s): Turmalina Negra (proteção)
Cor: Ouro

Sowilo
Fortalecimento dos centros psíquicos; aumento da vontade espiritual; orientação pelo caminho; iluminação; vitória e sucesso através da vontade própria.
Árvore: Zimbro ou Junípero
Pedra(s): Diamante (amplifica a presença da Luz)
Cor: Branco ou Prata

Tiwaz
A obtenção da justa vitória e sucesso; desenvolvimento da vontade espiritual; desenvolvimento do poder de auto-sacrifício positivo; desenvolvimento da fé em magia e religião.
Árvore: Carvalho
Pedra(s): Rubi (fornece suprimento extra de energia quando o desânimo ameaça o domínio de uma situação); Bloodstone ou Heliotrópio (aumenta a coragem)
Cor: Vermelho Vibrante

Berkano
Renascimento espiritual; fortalecimento dos poderes do segredo; trabalho de encobrimento e proteção; contenção e manutenção de outros poderes; realização da unidade, da harmonia do momento como mãe de todas as coisas; traz idéias à tona no processo criativo.
Árvore: Bétula
Pedra(s): Jet ou Azeviche (grande poder de absorção da energia negativa).
Cor: Verde-escuro

Ehwaz
Simplificação da viagem da alma através dos mundos e projeção da alma em Midgarðr; realização da unidade fundamental do complexo psicossomático; concede fé e lealdade; fonte de conhecimento profético; projeção do poder mágico; rapidez e velocidade em todos os aspectos.
Árvore: Carvalho ou Freixo
Pedra(s): Turquesa ou Sardonix (estimula a autoconfiança)
Cor: Branco

Mannaz
Realização da Estrutura Divina na humanidade; aumento da inteligência, da memória e dos poderes da mente; equilíbrio dos pólos da personalidade; liberação do hugauge – a terceira visão.
Árvore: Azevinho
Pedra(s): Ametista (realiza a integração do Eu Inferior com o Eu Superior propiciando a individuação)
Cor: Vermelho-Escuro

Laguz
Orientação em testes iniciatórios difíceis; aumento de vitalidade e força de vida; coleta e reunião de poder mágico amorfo para a formação e estruturação pela vontade; aumento de magnetismo; desenvolvimento da segunda visão.
Árvore: Salgueiro
Pedra(s): Malaquita (canaliza as forças superiores para finalidades humanitárias. Para os que se encontram em processo de purificação, age como expurgador e espelho para o subconsciente, refletindo na mente consciente o que requer depuração).
Cor: Verde-Profundo

Ingwaz
Armazenamento e contenção de poder para uso ritual; ritos de fertilidade; meditação passiva; centralização da energia e do pensamento; súbita liberação de energia.
Árvore: Macieira
“Pedra(s)”: Marfim (afeta a maneira pela qual o indivíduo examina a sua existência, ajudando na concentração, na introspecção e na análise. Devido a sua origem animal, deve ser usado com muito critério – somente se for realmente necessário – ou sua energia se volta contra o mago).
Cor: Amarelo

Dagaz
Atingir o momento místico através da penetração do segredo do Paradoxo Odínico; recepção da inspiração mística.
Árvore: Abeto Vermelho
Pedra(s): Fluorita (sintoniza a mente com o espírito, desenvolvendo a compreensão intelectual da verdade, dos conceitos cósmicos da realidade e das leis que regem o universo).
Cor: Azul-Claro

Oþala
Manter a ordem entre companheiros; concentração em interesses comuns em casa, na família e na sociedade; passagem de egocentricidade para clanocentricidade (relativo ao clã); recepção de Poder Divino e sabedoria de gerações passadas; aquisição de riqueza e prosperidade.
Árvore: Espinheiro
Pedra(s): Madeira Petrificada (traz memórias e talentos de vidas passadas que servirão para despertar o dragão ancestral do poder)
Cor: Amarelo-Escuro

Alimente sua alma!

Banhos da Deusa


Banhos Ritualísticos

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral, são rituais pagãos onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, afim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.

Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.
Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.

Temos algumas categorias de banhos :

Banhos de Limpeza

Esta categoria de banho, conhecido também como banho de descarga, banho de descarrego ou desimpregnação energética é o mais comum e mais conhecido. Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Todo este egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando neste egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até sermos obsediados.
Há dois tipos de banhos de limpezas astrais:

Banho de Sal kosher

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso kosher, é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.

O preparo deste banho é bem simples, basta, após um banho normal, banhar-se de uma mistura de um punhado de sal grosso kosher, em água morna ou fria. Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronário e frontal).

O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da visão etérica, entre a pessoa e o plano astral superior.

Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (uns 3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.

Algumas pessoas, neste banho, pisam sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.

Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também descarregou-se as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.

Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável.
Existem pessoas que usam a água do mar, no lugar da água e sal grosso kosher.

Banho de Descarrego com Ervas

Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal kosher, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada à uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz. Determinadas ervas, são naturalmente descarregadoras e sacodem energeticamente o aura de uma pessoa, eliminando grande parte das larvas astrais e miasmas. Algumas ervas que são muito boas para este banho : arruda, guiné, espada de São Jorge, aroeira, folhas de fumo, etc.

Banho de Defesa

Este banho serve de manutenção energética dos chacras, impedindo que eles se impregnem de energias nocivas em determinados rituais. Por exemplo, quando vamos realizar alguma oferenda numa cachoeira, é importante que nos “fechemos” para determinadas vibrações que podem estar abundantes num sítio energético, já que além de nós, todo o tipo de pessoa vai até estes lugares para pedidos escusos, com entregas “pesadas”.

Usamos, também, quando vamos conhecer algum local ou pessoa novas e não sabemos se ele é ou nãoprejudicial a nós. A melhor prática e estudar o banho de proteção para cada situação específica, seguindo algum herbolário confiável, mas seguem aqui alguns exemplos de banhos de defesa genéricos:

Banho de Café

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para seu guardião em especial. Acenda uma vela branca para a Deusa no início do banho e deixe queimar até o fim.

Ingredientes:

3 xícaras de café bem forte em5 litros de água.
Vela branca

Banho de Alecrim

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para os anjos e para o seu em especial. Acenda uma vela branca para a Deusa no início do banho e deixe queimar até o fim.

Ingredientes:
3 punhados de sal marinho em
5 litros de água
Alecrim ou eucalipto

Banho Forte

Banho muito poderoso e lietarlmente deixa o corpo fechado para qualquer influência negativa. Coloque na água o sal e o vinagre. Depois tome outro banho para se reenergizar com: alecrim, arruda, alfazema, ou café com leite e chocolate…

Ingredientes:
3 colheres de sopa de sal grosso,
2 xícaras de vinagre branco,
5 a 6 litros de água.
Alecrim
Arruda
Alfazema
Café com leite e chocolate

Banho contra parasitas

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos. Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim…

Ingredientes:

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos,2 colheres de sopa de tomilho,
igual quantidade de sálvia seca,
a mesma porção de manjericão seco,
7 litros de água,
1 colher de sopa de sal marinho.
Camomila
Erva-cidreira
Erva-doce
Alecrim

Banho de Energização

Após tomarmos um banho de descarrego, é importante que restabelecemos o equilíbrio energético, através de um banho de energização. Este banho reativa os centros energéticos e refaz o teor positivo do aura. É um banho que devemos usar quando vamos trabalhar normalmente em giras de direita, ou mesmo, após uma gira em que o ambiente ficou carregado.

Também, podemos usá-lo regularmente, independente se somos ou não médiuns.

Um bom e simples banho : pétalas de rosas brancas ou amarelas, alfazema e alecrim. A receita a seguir e um dos mais populares banhos de energização:

Banho de Ervas

Este banho nos livra dos males e, ao mesmo tempo, reenergizam. Se as folhas estiverem frescas, macere-as e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo. Se estiverem secas, deixe em infusão.

Ingredientes:

Alecrim,
Alfazema eArruda

Preparação dos Banhos

Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes. Leia com atenção as indicações a seguir para ter a certeza de um banho eficaz.

A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido a abundância de prana.
Ao adentrar numa mata para colher ervas ou mesmo num jardim, saudamos sempre os deuses ou devas responsáveis pelas folhas. Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.
Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.
Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a
Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientesLavar as ervas em água limpa e corrente
Os banhos ritualísticos, devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho
A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas diferentes e afins com o tipo de banho. Por exemplo, num banho de defesa, usamos três tipode de ervas (guiné, arruda e alecrim).
Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.
Alguns banhos, são feitos com água fria e as plantas são masceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.
Banhos feitos com água quente, devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas.
Acender uma vela para a Deusa e manter-se em meditação e concentração, já que se está realizando um ritual.
Os banhos devem não devem ser feitos nas horas abertas do dia (06 horas, 12 horas ou meio-dia, 18 horas e 24 horas ou meia-noite), pois as horas abertas são horas “livres” onde todo o tipo de energia “corre”. Só realizamos banhos nestas horas, normalmente os descarregos com ervas, quando prescrito por um iniciado (homo saccer). Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.
Embora todo o corpo será banhado, a parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.
Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num saco plástico e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente.

Resenha de Paty Witch Maeve e pesquisa Morte Súbita Inc.

Dedico esse artigo a minha grande amiga Kah.

A Caixa do Esquecimento de Mnemosine

“Pois Vontade pura, desembaraçada de propósito,
livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita.”
Aleister Crowley, AL I:44

Quando Austin Osman Spare veio com a idéia de sigilização poucas pessoas lhe deram ouvidos. Hoje entretanto este é um dos métodos favoritos entre os adeptos iniciantes por se tratar de um ferramental simples mas eficiente de realização mágica. Todavia justamente por sua simplicidade ele costuma ser feito por pessoas sem qualquer preparo mágico prévio e sem muita disciplina mental e os resultados podem não ser tão satisfatóios. A lógica por trás do funcionamento dos sigilos é a da supressão consciente de um desejo de modo a reprimí-lo na mente subconsciente. Nesse sentido Spare usa o mesmo mecanismo psicológico que costuma gerar complexos e neuroses para o seu próprio benefício.

Assim um dos fatores chaves para atingir resultados em magia é a completa eliminação do desejo consciente por resultados de modo a conseguir armazenar o desejo na mente subconsciente. O processo é semelhante a um estudante que pensa tanto nas notas que deve tirar que trava na hora da prova ou a um apaixonado que está tão dominado por seu objeto de desejo que na frente dele mal consegue falar e arruína cada possibilidade de sucesso que surge. Isso acontece porque a mente consciente projeta tantas imagens diferentes do resultado que é como se uma canibaliza-se a outra enfraquecendo a Vontade. O grande problema é que é apesar do sigilo ser um desejo disfarçado é muito difícil para os iniciantes realmente esquecerem o que aquele desenho ou mantra significa porque na verdade eles acabaram de criá-lo. Entretanto se isso não for feito nenhum sucesso pode ser esperado.

Em geral o sigilo é carregado poucas horas após ter sido concebido. Está demasiadamente fresco para que possa de fato passar pela mente consciente de forma ilesa. Para adquirir esta disciplina mental é necessário um forte domínio sobre sua própria mente. Recomendo fortemente para isso a prática do Liber E vel Exercitiorum sub figura IX de Aleister Crowley, o liber MMM de Peter Carroll, as instruções mágicas de Franz Bardon ou um quaisquer dos muitos exercícios de Vontade sugeridos por autores mais tradicionais como Levi e Papus. Vale dizer que o domínio dos exercícios passados nestes livros podem fortalecer a Vontade a tal ponto que realizar uma sigilização com eficiência se tornará apenas uma entre inúmeras habilidades adquiridas.

De fato, o esquecimento é uma chave importante que deve ser observada para qualquer cerimônia mágica, com algumas exceções que deverão ser pontuadas. A primeira é quando você consegue sair do ritual tão satisfeito que o problema original que o levou a executá-lo simplesmente não o incomoda mais e você consegue naturalmente sublimá-lo. Este é o caso por exemplo dos rituais descritos por Anton LaVey em sua Bíblia Satânica. O segundo caso é quando o ritual em si é o objetivo. Isso acontece por exemplo em rituais de iluminação, divinação e em alguns casos de evocação e invocação.

Dito isso apresentarei agora uma solução engenhosa, um tanto trabalhosa mas certamente eficiente para ajudar os iniciantes a esquecer do que os sigilos são feitos sem a necessidade de uma rígida yoga mental.

A Caixa do Esquecimento

A Caixa do Esquecimento é uma prática pré-ritualistica que pode ajudar os magistas de fato lançarem seus sigilos para o subconsciente sem mentirem para si mesmos que conscientemente não sabem do que se tratam. Seu funcionamento é simples e deve ser incorporado a rotina mágica dos interessados.

– Adquira sua própria caixa do esquecimento. Devido a sua importância psicológica ela deve ser construída pessoalmente pelo adepto. Caso lhe faltem habilidades de bricolagem será suficiente que a caixa seja decorada ou pintada de modo a se tornar uma representação da Vontade do adepto. Ela não deve ser muito grande, pois deve ser facilmente armazenável. O tamanho de uma caixa de charutos deve bastar.

– Limpe a caixa com seu ritual de banimento favorito. Após isso desenvolva um ritual específico de consagração a deusa grega Mnemosine, ou a algum deus/deusa da memória de sua preferência. A essência da intenção deste ritual é a que a divindade leve embora com ela toda lembrança dos colocado dentro da caixa.

– Feito isso liste 23 desejos que você gostaria de realizar nos próximos cinco anos. Não é necessário que sejam coisas grandiosas, o ideal é que seja uma mistura de intenções importantes e triviais. ‘Vender a casa com uma altíssima margem de lucro’ pode estar nesta mesma lista ao lado de ‘Achar um novo corte de cabelo.’. Certifique-se apenas que todos eles tornem sua vida mais completa e agradável e que não sejam contraditórios.

– Agora crie 23 sigilos para cada um dos 23 desejos. Mantenha o mesmo estilo de traçado para todos eles e desenhe-os em papeis de igual tamanho. Dobre cada papel de forma idêntica e coloque todos eles dentro de sua Caixa do Esquecimento. Por fim, guarde sua caixa em algum lugar impregnado da própria essência do esquecimento, algo como o fundo do armário ou um quarto onde você raramente vá.

– A partir de agora, sempre que você quiser lançar um sigilo, você não vai lançá-lo. Ao invés disso, crie-o e coloque-o em sua caixa exatamente como fez com os 23 sigilos iniciais. Em seguida sorteie da caixa um outro sigilo e carregue-o na sua forma de gnosis preferida. Lembre-se você só pode tirar um sigilo da Caixa do Esquecimento se colocar outro no lugar.

Conclusão

O processo descrito acima se provará muito útil pois sem dúvida aumentará perceptivelmente a taxa de sucesso em magia. Pela própria maneira como a Caixa é construída o praticante não deve se espantar caso perceba que mais de um intento se realize em um período muito curto de tempo, ainda que o número de sigilos lançados não tiver sido suficiente. Para concluir devo dizer que espero sinceramente que este pequeno atalho apresentado não desestimule os estudantes de aprimorarem suas próprias mentes com os livros sugeridos acima. Caso procedam desta forma, o farão para seu próprio prejuízo. A soberania da própria Vontade é o bem mais valioso que um magista pode ter.

Mnemósine
(quadro também chamado Lâmpada da Memória ou Recordação), de Dante Gabriel Rosseti (1876-1881)

Bons Ritos!

O Concílio de Nicéia

325 D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, atual cidade de Iznik, província de Anatólia (nome que se costuma dar à antiga Ásia Menor ), na Turquia asiática. A Turquia é um país euro-asiático, constituído por uma pequena parte européia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Este foi o primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo Imperador Flavius Valerius Constantinus (285 – 337 d.C), filho de Constâncio I. Quando seu pai morreu em 306, Constantino passou a exercer autoridade suprema na Bretanha, Gália ( atual França ) e Espanha. Aos poucos, foi assumindo o controle de todo o Império Romano. Desde Lúcio Domício Aureliano (270 – 275 d.C.), os Imperadores tinham abandonado a unidade religiosa, com a renúncia de Aureliano a seus “direitos divinos”, em 274. Porém, Constantino, estadista sagaz que era, inverteu a política vigente, passando, da perseguição aos cristãos, à promoção do Cristianismo, vislumbrando a oportunidade de relançar, através da Igreja, a unidade religiosa do seu Império. Contudo, durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus”. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.
Na verdade, Constantino observara a coragem e determinação dos mártires cristãos durante as perseguições promovidas por Diocleciano, em 303. Sabia que, embora ainda fossem minoritários ( 10% da população do império ), os cristãos se concentravam nos grandes centros urbanos, principalmente em território inimigo. Foi uma jogada de mestre, do ponto de vista estratégico, fazer do Cristianismo a Religião Oficial do Império : Tomando os cristãos sob sua proteção, estabelecia a divisão no campo adversário. Em 325, já como soberano único, convocou mais de 300 bispos ao Concílio de Nicéia. Constantino visava dotar a Igreja de uma doutrina padrão, pois as divisões, dentro da nova religião que nascia, ameaçavam sua autoridade e domínio. Era necessário, portanto, um Concílio para dar nova estrutura aos seus poderes.
E o momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu nesse Concílio. Trezentos Bispos se reúnem para decidir se Cristo era um ser criado (doutrina de Arius) ou não criado, e sim igual e eterno como Deus Seu Pai (doutrina de Atanásio). A igreja acabou rejeitando a idéia ariana de que Jesus era a primeira e mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma “substância” ou “essência” (isto é, a mesma entidade existente) do Pai.
Assim, segundo a conclusão desse Concílio, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são “de uma substância”, e que o Filho é “gerado” (“único gerado, ou unigênito”, João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da NVI), mas “não feito”, o Credo Niceno, estabelece a Divindade do homem da Galiléia, embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que discordaram, foram simplesmente perseguidos e exilados. Com a subida da Igreja ao poder, discussões doutrinárias passaram a ser tratadas como questões de Estado. E na controvérsia ariana, colocava-se um obstáculo grande à realização da idéia de Constantino de um Império universal que deveria ser alcançado com a uniformidade da adoração divina.
O Concílio foi aberto formalmente a 20 de maio, na estrutura central do palácio imperial, ocupando-se com discussões preparatórias na questão ariana, em que Arius , com alguns seguidores, em especial Eusébio , de Nicomédia; Teógnis, de Nice, e Maris, de Chalcedon, parecem ter sido os principais líderes. Como era costume, os bispos orientais estavam em maioria. Na primeira linha de influência hierárquica estavam três arcebispos : Alexandre, de Alexandria; Eustáquio, de Antioquia e Macário, de Jerusalém, bem como Eusébio, de Nicomédia e Eusébio, de Cesaréia. Entre os bispos encontravam-se Stratofilus, bispo de Pitiunt (Bichvinta, reino de Egrisi). O ocidente enviou não mais de cinco representantes na proporção relativa das províncias : Marcus, da Calabria (Itália) ; Cecilian, de Cartago (África) ; Hosius, de Córdova (Espanha); Nicasius, de Dijon (França) e Domnus, de Stridon (Província do Danúbio). Apenas 318 bispos compareceram, o que equivalia a apenas uns 18% de todos os bispos do Império. Dos 318, poucos eram da parte ocidental do domínio de Constantino, tornando a votação, no mínimo, tendenciosa. Assim, tendo os bispos orientais como maioria e a seu favor, Constantino aprovaria com facilidade, tudo aquilo que fosse do seu interesse. As sessões regulares, no entanto, começaram somente com a chegada do Imperador. Após Constantino ter explicitamente ordenado o curso das negociações, ele confiou o controle dos procedimentos a uma comissão designada por ele mesmo, consistindo provavelmente nos participantes mais proeminentes desse corpo.
O Imperador manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes do Concílio para garantir que votariam no que ele acreditava, e não em algum consenso a que os bispos chegassem. Dois dos bispos que votaram a favor de Arius foram exilados e os escritos de Arius foram destruídos. Constantino decretou que qualquer um que fosse apanhado com documentos arianistas estaria sujeito à pena de morte. Mas a decisão da Assembléia não foi unânime, e a influência do imperador era claramente evidente quando diversos bispos de Egito foram expulsos devido à sua oposição ao credo. Na realidade, as decisões de Nicéia foram fruto de uma minoria. Foram mal entendidas e até rejeitadas por muitos que não eram partidários de Ário.
Posteriormente, 90 bispos elaboraram outro credo (O “Credo da Dedicação”) em, 341, para substituir o de Nicéia. (…) E em 357, um Concílio em Smirna adotou um credo autenticamente ariano. Portanto, as orientações de Constantino nessa etapa foram decisivas para que o Concílio promulgasse o credo de Nicéia, ou a Divindade de Cristo, em 19 de Junho de 325. E com isso, veio a conseqüente instituição a Santíssima Trindade e a mais discutida, ainda, a instituição do Espírito Santo, o que redundou em interpolações e cortes de textos sagrados, para se adaptar a Bíblia às decisões do conturbado Concílio e outros, como o de Constantinopla, em 38l, cujo objetivo foi confirmar as decisões daquele. A concepção da Trindade, tão obscura, tão incompreensível, oferecia grande vantagem às pretensões da Igreja. Permitia-lhe fazer de Jesus Cristo um Deus. Conferia a Jesus, que ela chama seu fundador, um prestígio, uma autoridade, cujo esplendor recaia sobre a própria Igreja católica e assegurava o seu poder, exatamente como foi planejado por Constantino. Essa estratégia revela o segredo da adoção trinitária pelo concílio de Nicéia. Os teólogos justificaram essa doutrina estranha da divinização de Jesus, colocando no Credo a seguinte expressão sobre Jesus Cristo : “Gerado, não criado”. Mas, se foi gerado, Cristo não existia antes de ser gerado pelo Pai. Logo, Ele não é Deus, pois Deus é eterno!
Espelhando bem os novos tempos, o Credo de Nicéia não fez qualquer referência aos ensinamentos de Jesus. Faltou nele um “Creio em seus ensinamentos”, talvez porque já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder Imperial Romano. Mesmo com a adoção do Credo de Nicéia, os problemas continuaram e, em poucos anos, a facção arianista começou a recuperar o controle. Tornaram-se tão poderosos que Constantino os reabilitou e denunciou o grupo de Atanásio. Arius e os bispos que o apoiavam voltaram do exílio. Agora, Atanásio é que foi banido. Quando Constantino morreu ( depois de ser batizado por um bispo arianista), seu filho restaurou a filosofia arianista e seus bispos e condenou o grupo de Atanásio. Nos anos seguintes, a disputa política continuou, até que os arianistas abusaram de seu poder e foram derrubados. A controvérsia político/religiosa causou violência e morte generalizadas. Em 381 d.C, o imperador Teodósio (um trinitarista) convocou um concílio em Constantinopla. Apenas bispos trinitários foram convidados a participar. Cento e cinqüenta bispos compareceram e votaram uma alteração no Credo de Nicéia para incluir o Espírito Santo como parte da divindade. A doutrina da Trindade era agora oficial para a Igreja e também para o Estado. Com a exclusiva participação dos citados bispos, a Trindade foi imposta a todos como “mais uma verdade teológica da igreja”. E os bispos, que não apoiaram essa tese, foram expulsos da Igreja e excomungados.
Tudo isso nos leva a crer que o homem chamado “Jesus Cristo” na maneira descrita nos Evangelhos nunca existiu. Suas peripécias são fictícias; não padeceu sob nenhum Pôncio Pilatos; não foi nem poderia jamais ser a única Encarnação do Verbo; e qualquer Igreja, seita ou pessoa que diga o contrário ou está enganada ou enganando. Não quero dizer com isto que um homem assim não pudesse ter nascido, pregado e padecido. Segundo a Doutrina Teosófica, teria existido um homem chamado Joshua Ben Pandira. Tais homens nascem continuamente, e continuarão a nascer por todos os tempos: Encarnações do Logos, Templos do Espírito Santo, Cruzes de Matéria coroadas pela Chama do Espírito.
Direi mais: Houve, em certa ocasião, um homem que alcançou no mais alto grau a consciência de sua própria Divindade; e este homem morreu em circunstâncias análogas (porém não idênticas!) àquelas narradas nos Evangelhos. Seu nascimento perdeu-se na noite dos tempos: ele foi o original do “Enforcado” ou “Sacrifício” no Tarô, e os egípcios o conheciam pelo nome de Osíris. Foi esse Iniciado quem formulou na carne a fórmula do Deus Sacrificado. Esta é a fórmula da Cerimônia da Morte de Asar na Pirâmide, que foi reproduzida nos mistérios de fraternidades maçônicas da tradição de Hiram, das quais o exemplo mais perfeito foi o Antigo e Aceito Rito Escocês. O Grau 33° desse rito indicava uma Encarnação do Logos, a descida do Espírito Santo; a manifestação, na carne, de um Cristo; a presença do Deus Vivo. Por volta do século IX, o credo já estava estabelecido na Espanha, França e Alemanha. Tinha levado séculos desde o tempo de Cristo para que a doutrina da Trindade “pegasse”. As políticas do governo e da Igreja foram as razões que levaram a Trindade a existir e se tornar a doutrina oficial da Igreja. Como se pode observar, a doutrina trinitária resultou da mistura de fraude, política, um imperador pagão e facções em guerra que causaram mortes e derramamento de sangue. As Igrejas Cristãs hoje em dia dizem que Constantino foi o primeiro Imperador Cristão, mas seu “cristianismo” tinha motivação apenas política. É altamente duvidoso que ele realmente aceitasse a Doutrina Cristã. Ele mandou matar um de seus filhos, além de um sobrinho, seu cunhado e possivelmente uma de suas esposas. Ele manteve seu título de alto sacerdote de uma religião pagã até o fim da vida e só foi batizado em seu leito de morte. ************ OBS.: Em 313 d.C., com o grande avanço da “Religião do Carpinteiro”, o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses. Alguns anos depois, em 325 D.C, no Concílio de Nicéia, é fundada, oficialmente, a Igreja Católica…
Há que se ressaltar que, “Igreja” na época de Jesus, não era a “Igreja” que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia, significa simplesmente «assembléia de convocados», neste caso a comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos. Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16,5) onde Paulo cita o agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões, Áquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon ; num dos casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a imponente Igreja católica enquanto instituição formal estruturada e oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nicéia, presidido pelo Imperador Constantino, mais de 300 anos após a morte de Cristo. Onde termina a IGREJA PRIMITIVA dos Atos dos Apóstolos e começa o Catolicismo Romano?
Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra senão o culto babilônico. No decorrer dos anos, os Líderes da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de “senhores do povo” de Deus, no lugar da Mensagem deixada por Cristo. Na época da Igreja Primitiva, os verdadeiros Cristãos eram jogados aos leões. Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a galope. O paganismo babilônico imperava a custa de vidas humanas. No ano 323 d.C, o Imperador Constantino professou conversão ao Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império:
As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio consagrou oficialmente a designação “Católica” aplicada à Igreja organizada por Constantino : “Creio na igreja una, santa, católica e apostólica”. Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos…
Os documentos incluídos no assim-chamado “Novo Testamento” (a saber, os Quatro Evangelhos, os Atos, as Cartas e o Apocalipse) seriam falsificações perpetradas pelos patriarcas da Igreja Romana na época de Constantino, por eles chamado “o Grande” porque permitiu esta contrafação, colaborando com ela.
Constantino não teve sonho algum de “In Hoc Signo Vinces”. Tais lendas teriam então sido inventadas pelos patriarcas romanos dos três séculos que se seguiram, durante os quais todos os documentos dos primórdios da assim-chamada “era Cristã” existentes nos arquivos do Império Romano foram completamente alterados. O que realmente aconteceu na época de Constantino, foi que, aliados os presbíteros de Roma e Alexandria, com a cumplicidade dos patriarcas das igrejas locais, dirigiram-se ao Imperador, fizeram-lhe ver que a religião oficial era seguida apenas por uma minoria de patrícios, que a quase totalidade da população do Império era cristã (pertencendo às várias seitas e congregações das províncias); que o Império se estava desintegrando devido a discrepância entre a fé do povo e a dos patrícios; que as investidas constantes de seitas guerreiras essênias da Palestina incitavam as províncias contra a autoridade de Roma; e que, resumindo, a única forma de Constantino conservar o Império seria aceitar a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo. Então, os bispos aconselhariam o povo a cooperar com ele; em troca, Constantino ajudaria os bispos a destruírem a influência de todas as outras seitas cristãs! Constantino aceitou este pacto político, tornando a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo na religião oficial do Império.
Conseqüentemente, a liderança religiosa passou às mãos dos patriarcas Romano-Alexandrinos, que, auxiliados pelo exército do Imperador, começaram uma “purgação” bem nos moldes daquelas da Rússia moderna. Os cabeças das seitas cristãs independentes foram aprisionados; seus templos, interditados; e congregações inteiras foram sacrificadas nas arenas das províncias de Roma e Alexandria. Os gnósticos gregos, herdeiros dos Mistérios de Elêusis, foram acusados de práticas infames por padres castrados como Orígenes e Irineu (a castração era um método singular de preservar a castidade, derivado do culto de Átis, do qual se originou a psicologia Romano-Alexandrina). Os essênios foram condenados através do hábil truque de fazer dos judeus os vilões do Mistério da Paixão; e com a derrota e dispersão finais dos judeus pelos quatro cantos do Império, a Igreja Romano-Alexandrina respirou desafogada e pode dedicar-se completamente ao que tem sido sua especialidade desde então: AJUDAR OS TIRANOS DO MUNDO A ESCRAVIZAREM OS HOMENS LIVRES.
Em resumo: Por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e entrou no desvio. Institucionalizou-se; surgiu o profissionalismo religioso; práticas exteriores do paganismo foram assimiladas; criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes. Toda uma estrutura teológica foi montada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal dominante, que se impunha aos fiéis com a draconiana afirmação : “Fora da Igreja não há salvação”. Além disso, Constantino queria um Império unido e forte, sem dissensões. Para manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a ditadura religiosa, as autoridades eclesiásticas romanas deviam manter a ignorância sobre as filosofias e Escrituras. A mesma Bíblia devia ser diferente. Devia exaltar Deus e os Patriarcas mas, também, um Deus forte, para se opor ao próprio Jeová dos Hebreus, ao Buda, aos poderosos deuses do Olimpo. Era necessário trazer a Divindade Arcaica Oriental, misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías, etc., onde colocaram Jesus, não mais como Messias ou Cristo, mas, maliciosamente, colocou Jesus parafraseado de divindade no lugar de Jezeu Cristna, a segunda pessoa da trindade arcaica do Hinduísmo. Nesse quadro de ambições e privilégios, não havia lugar para uma doutrina que exalta a responsabilidade individual e ensina que o nosso futuro está condicionado ao empenho da renovação interior e não à simples adesão e submissão incondicional aos Dogmas de uma Igreja, os quais, para uma perfeita assimilação, eram necessários admitir a quintessência da teologia : “Credo quia absurdum”, ou seja, “Acredito mesmo que seja absurdo”, criada por Tertuliano (155-220), apologista Cristão.
Disso tudo deveria nascer uma religião forte como servia ao império romano. Veio ainda a ser criados os simbolismos da Sagrada Família e de todos os Santos, mas as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deviam ser suprimidas ou ocultadas, inclusive as obras de Sócrates e outras Filosofias contrárias aos interesses da Igreja que nascia. Esta lógica foi adotada pelas forças clericais mancomunadas com a política romana, que precisava desta religião, forte o bastante, para impor-se aos povos conquistados e reprimidos por Roma, para assegurar-se nas regiões invadidas, onde dominava as terras, mas não o espírito dos povos ocupados. Em troca, o Cristianismo ganhava a Universalidade, pois queria se tornar “A Religião Imperial Católica Apostólica Romana”, a Toda Poderosa, que vinha a ser sustentada pela força, ao mesmo tempo em que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e perdão, mas que na prática, derrotava seus inimigos a golpes de espada. Então não era da tolerância pregada pelo Cristianismo que Constantino precisava, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de longo alcance, com raízes profundas no passado e uma promessa inflexível no futuro, estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos. Para isso, Constantino devia adaptar a Religião do Carpinteiro, dando-lhes origens divinas e assim impressionaria mais o povo o qual sabendo que Jesus era reconhecido como o próprio Deus na nova religião que nascia, haveria facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim os seus poderes ganhariam amplos limites, quase inatingíveis. Quando Constantino morreu, em 337, foi batizado e enterrado na consideração de que ele se tornara um décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia eclesiástica veio a ser representado recebendo a coroa das mão de Deus.

Resumindo, isso é a própria história de terror abafada pela fé cristã. E… nós somos o lado negro da história?

Fontes:
* Instituto São Thomás de Aquino – Fundação para Ciência e Tecnologia – Dominicanos de Lisboa – Portugal.
* Documentos da Igreja Cristã, de H. Bettenson.
* UMA HISTÓRIA DA LEITURA, de Alberto Manguel, COMPANHIA DAS LETRAS – SP, 1997 ( páginas 228 a 237 ) da “LEITURA DO FUTURO” – Editora Schwarcz Ltda.
* História da Igreja Católica, Philip Hughes, Dominus.
* História Universal, H.G. Wells.
* Carta à um Maçon – Marcelo Ramos Motta
* LA MISA Y SUS MISTÉRIOS, de J. M. Ragón.
* THE ARCANE SCHOOLS, de John Yarker.
* DO SEXO À DIVINDADE, do Dr. Jorge Adoum.
* CURSO FILOSÓFICO DE LAS INICIACIONES ANTIGUAS Y MODERNAS, de J. M. Ragón.
* ISIS UNVEILED, de Helena Blavatsky, seção sobre o cristianismo

Ritual Consagração dos Instrumentos

Consagração de Instrumentos

A consagração dos instrumentos do Bruxo(a) deve ser praticada dentro de um círculo mágico de proteção.

Sugerimos que você faça o círculo usando pedras ou sal. Feito isto você está apto a executar o ritual dos elementais, ou seja, dos elementos da natureza.

Dentro do círculo trace uma cruz imaginária que representará os quatro pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste). Procure posicioná-la para a direção correta (apontando ao norte).

– ponha o sal no ponto cardeal correspondente à Terra;
– um incenso no ponto cardeal correspondente ao Ar;
– uma vela no ponto cardeal correspondente ao Fogo;
– um cálice com água mineral ou de fonte no ponto cardeal correspondente à Água.

Observação:

A associação dos elementos com os quadrantes não é um modelo fixo, apenas um padrão.

As conexões com os quadrantes varia muito de lugar para lugar, de tradição para tradição. Existe a associação “padrão” Norte-Terra, Sul-Fogo, Oeste-Água e Leste-Ar porque para os europeus:
. o Norte é a terra escura, misteriosa, de onde “vinham os deuses”
. o Sul é de onde vem o calor, pois é onde fica a linha do Equador para eles
. o Oeste tem o oceano (água)
. o Leste traz os ventos do continente

Foi assim que eles fizeram essas relações. Nada impede que cada pessoa, tradição ou coven modifique isso de acordo com o lugar em que estão. Por exemplo, no Brasil faria mais sentido, seguindo as mesmas associações acima, o Fogo ao Norte, a Terra ao Sul, a Água a Leste e o Ar a Oeste. O que importa é manter as oposições: Terra/Fogo e Água/Ar.

Faça uma prece de agradecimento a todas as energias de cada elemento. Passe o sal pelos instrumentos (elemento terra) e diga:

EU, (seu nome), SAÚDO A TERRA, A NATUREZA E TODOS SEUS ELEMENTOS E SUA FORÇA. EU AGRADEÇO À NATUREZA COM QUE A TERRA ME PRESENTEIA TODOS OS DIAS DE MINHA VIDA.

EU, (nome), PEÇO QUE A ENERGIA DA TERRA ESTEJA PRESENTE E QUE ME TRAGA CORAGEM, ESTÍMULO, DISCIPLINA, CONFORTO, ESTABILIDADE E SAÚDE. EU PROCLAMO QUE ESSES OBJETOS PERTENCEM A MIM, DEVEM RESPONDER SÓ A MIM, ME AJUDAR E ME PROTEGER.

Respingue água em todos os instrumentos e diga:

EU, (nome), SAÚDO TODOS OS ELEMENTAIS E AS DEUSAS DA ÁGUA. EU (nome) AGRADEÇO A ÁGUA, POR TODA A ÁGUA DO PLANETA, PELA ÁGUA QUE NECESSITO PARA VIVER. EU, (nome), PEÇO AO ELEMENTO ÁGUA A INTUIÇÃO, CLAREZA, VISÃO, ENERGIA, FORÇA MÁGICA.

EU, (nome) DECLARO QUE TODOS ESTES INSTRUMENTOS PERTENCEM A MIM, E A MAIS NINGUÉM, QUE EU OS AMAREI E ELES ME AMARÃO E SERVIRÃO DE CANAL.

Acenda o incenso (elemento ar) e espalhe a fumaça sobre os instrumentos e diga:

EU, (nome), SAÚDO E INVOCO TODOS OS ELEMENTOS E DEUSES DO AR. EU (nome) AGRADEÇO AO ELEMENTO AR, PELO AR QUE RESPIRO, PELOS VENTOS, PELA INTELIGÊNCIA, PELA CRIATIVIDADE, PELAS MINHAS VIRTUDES RACIONAIS. EU (nome) PEÇO AO ELEMENTO AR, CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO, CLAREZA DE IDÉIAS, CONDIÇÕES DE CRIAR E SER FELIZ.

EU, (nome), DECLARO QUE A PARTIR DE AGORA ESTES INSTRUMENTOS MÁGICOS ME PERTENCEM E A MAIS NINGUÉM, E ME PASSARÃO TODAS AS ENERGIAS POSITIVAS DO ELEMENTO AR.

Segure a vela acesa e diga:

Eu, (nome), SAÚDO E INVOCO TODOS OS ELMENTOS E DEUSES DO FOGO. Eu, (nome), PEÇO INTUIÇÃO SAGRADA E ENERGIA CURATIVA E CRIADORA DO FOGO PARA MINHA VIDA. EU, (nome), AGRADEÇO AO ELEMENTO FOGO PELA VIDA.

EU, (nome), DECLARO QUE TODOS ESTES INSTRUMENTOS MÁGICOS SERVIRÃO PARA OS MAIS NOBRES FINS, E ME PROTEGERÃO E CUIDARÃO DE MIM, ENQUANTO EU VIVER.

Faça uma prece e encerre o ritual.

Que assim seja!

Como Fazer Seu Próprio Incenso

Acender incensos é uma prática que faz parte de cerimônias e rituais desde os primórdios da humanidade. Muito provavelmente, a idéia surgiu quando pessoas de antigas civilizações, ao jogarem plantas e substâncias aromáticas no fogo, perceberam a fumaça perfumada resultante. Hoje, os incensos são muito populares e cativam mais e mais adeptos que os utilizam para os mais variados fins. O incenso sempre esteve ligado à religião.

Seu uso para reverenciar divindades, meditar e limpar ambientes é bastante comum há milhares de anos. Por isso não admira que, segundo o relato bíblico, Jesus Cristo, ao nascer, tenha recebido incenso, mirra e ouro de presente dos Reis Magos. A forte ligação do incenso com o elemento Ar, simbolizada pela fumaça, assim como o marcante apelo olfativo (o olfato tem contato direto com o processamento de emoções e com a memória) talvez expliquem o fascínio que este ritual sempre exerceu sobre os seres humanos.De acordo com antropólogos e historiadores, os primeiros povos a prepararem incensos foram os egípcios. Os incensos eram preparados com ervas e resina de árvores consideradas sagradas. Os egípcios eram bastante experientes na fabricação de incenso, e o faziam em templos, o que revela, desde aí, sua ligação com as cerimônias e as atividades relacionadas à vida espiritual. A própria manufatura dos bastões era um ritual complexo e bastante secreto. Aromas da Índia e o koh japonês. Os hindus são os responsáveis pelos primeiros incensos aromatizados e até hoje esta é uma atividade importante na Índia.

Primeiramente eles utilizavam como incenso materiais nativos: benjoim, sementes, raízes, flores secas e madeiras aromáticas. Eram queimados em rituais públicos ou nas casas, na adoração de deuses e na cremação dos mortos. Nos cultos budistas, até hoje, o incenso também é utilizado nas cerimônias de iniciação de monges e faz parte dos rituais diários nos mosteiros. Mais tarde o hábito foi se espalhando por outros países da Ásia como a China e o Japão. Neste continente, sua propagação está relacionado à difusão do budismo. A apreciação do incenso faz parte do ritual budista para acalmar o espírito. É um momento extremamente importante para a religião, pois recupera a paz e a liberdade espiritual. As fragrâncias que inspiram esse estado são chamadas de koh.

Os japoneses desenvolveram um ritual peculiar para vivenciarem o Koh: o ‘Koh Do’ ou Cerimônia do Incenso, que é tão importante como a Cerimônia do Chá. Nela, o valor do incenso passa também pela questão estética. O ritual envolve uma série de regras rígidas. Seus objetivos são a reflexão silenciosa e a conquista da paz mental. A experiência espiritual busca um estado sutil e profundo que, ao mesmo tempo, é a essência da estética japonesa.

Como fazer seu próprio incenso

São muitas as maneiras de produzir incenso, mas todas elas exigem paciência e sensibilidade. Para conseguir aquele aroma especial esteja preparado para gastar tempo e certa dose de dedicação. Rosas, ervas, mel, canela, madeiras, cascas de árvores, óleos essenciais, flores e folhas secas, frutas e sementes e ainda essências fabricadas especialmente para incensos estão na origem dos aromas. Existem centenas de ingredientes para fazer incenso, desde o pó da casca de sândalo até o cravo. Use a imaginação para conseguir outros aromas e, à medida em que for adquirindo prática, faça suas próprias experiências.Os incensos podem ser preparados em casa mesmo, utilizando materiais simples como colheres e panela. No entanto, é muito importante separar os objetos apenas para essa finalidade. O local de preparo e suas mãos devem estar sempre limpos.

Para escolher as essências, óleos essenciais ou ingredientes naturais do seu incenso de acordo com suas características, gosto e necessidades, consulte o pequeno dicionário no final deste artigo.

Ingredientes para o incenso

pó para cola de incenso
pó para incenso
375 ml de água deionizada (água pura, sem cloro ou sais inorgânicos)
óleo essencial ou essência para incenso ou ainda substâncias naturais como flores, folhas, ervas aromáticas…
corante alimentício • varetas de madeira
recipiente com no mínimo 20 cm de altura;
um local com areia para espetar as varetas e deixá-las secar após mergulhá-las na massa;
uma panela grande

Como fazer incenso

Leve o pó para cola de incenso e a água ao fogo e mexa até atingir uma textura de mingau (é rápido);
Deixe esfriar um pouco. A temperatura ideal para continuar o processo é 40.ºC. Para saber se chegou a esta temperatura, é só ir colocando na palma da mão um pouquinho da massa, quando conseguir ficar com ela na mão durante uns 10 segundos, está boa;
Misture o pó para incenso e mexa;
Misture a essência para incenso. e mexa;*
Adicione o corante alimentício que preferir na massa e misture;
Mergulhe as varetas na massa;
Espete cada vareta em um recipiente com areia e deixe secar por duas horas;
Após essas duas horas mergulhe novamente a vareta na mesma mistura e deixe secando mais duas horas;
Mergulhe pela terceira vez e deixe secar completamente.
* Aqui, a essência para incenso pode ser substituída por óleos essenciais (2 ml) ou substâncias aromáticas naturais. Se utilizarmos óleos essenciais na confecção dos incensos, obteremos os incensos terapêuticos, usados na aromaterapia. Se adicionarmos ervas desidratadas, flores, canela, etc, serão incensos fitoterápicos. Neste caso é preciso bater as ervas no liquidificador e peneirar.

Dicionário de aromas e indicações

Abacate (folha): afrodisíaco
Absinto estimulante, cansaço físico e mental
Alfazema: acalma, limpa ambiente, estudos
Alecrim estimulante, combate memória fraca, saúde, sucesso, libera magoas, purifica
Alface sedativo e contra insônia
Alfafa abre o apetite, tira insônia
Alfazema: Acalma e limpa o ambiente.
Almiscar energizante, afrodisíaco, atrai amor
Ambar antidepressivo, purifica, meditação
Amor Perfeito: purifica ambientes, ajuda nos estudos, amor, elevação das vibrações
Angelica libera angustias, tranqüiliza
Anis auto-estima para despertar o amor interno, para despertar forças
Arruda: Proteção, limpa ambientes carregados.
Artemísia desintoxica
Balsamo Rosa: acalma, purifica ambientes, ajuda nos estudos, amor, eleva as vibrações psíquicas
Balsamo: Acalma e equilibra energia.
Bejoim: Exorcismo, espiritualidade.
Benjoin limpeza de ambiente, energizador
Calêndula excitante
Camomila: acalma, purifica ambientes, ajuda nos estudos, psíquicos.
Canela: Estimulante, atrai prosperidade, bens materiais, acalma.
Cânfora: Limpa ambientes carregados. desenvolvimento psíquico, acalma.
Cedro: Purifica ambientes, para despertar forças, psíquico.
Cipreste consagração, bênçãos
Côco: Estimula o bem estar.
Cravo afrodisíaco, despertar forças interiores
Cravo da Índia: Purifica ambientes, para despertar forças, espiritualidade, sensualidade, e atração.
Cravo: Excitante, afrodisíaco e expectorante, espulsa as forças negativas.
Dama da Noite: Ideal para encontros amoros.
Egypcio: Purifica ambientes, amor.
Erva Doce: Poderoso calmante.
Erva-cidreira combate insônia, palpitações e acalma
Erva-doce calmante
Espiritual: Purifica ambientes, despertar forças, espiritualidade.
Etermum: Ajuda nos estudos, espiritualidade, elevação das vibrações, psícicas.
Eucalipto purificador de ambientes, revigorante
Eucalypto: Purifica ambientes
Flor de Pitanga: Incentiva a criatividade.
Flor do Campo: Equilibrio emocional.
Flor Indiana(Kewda): Purifica as vias respiratorias.
Floral: Afasta sentimentos negativos.
Fucus sedativo
Ginseng estimulante
Heliotropio: Amor.
Jasmim: Afrodisiaco, atrai paixão, melhora o humor, espiritualidade, elevação das vibrações, psíquicas.
Kamac: Para despertar forças.
Lavanda: Harmonia, paz e equilibrio no ambiente.
Limão purificador
Lírio: Harmonia, paz e equilibrio.
Lotús: Ajuda nos estudos, elevação as vibrações.
Louro prosperidade, atrai dinheiro
Maçã atrair amor, magnetismo
Maçã Rosada: Acalma.
Madeira Oriental: Sensualidade e atração.
Madeira: Energia positiva, amor, elevação das vibrações.
Manjericão antidepressivo
Mirra Quefren: Para despertar forças.
Mirra sorte, saúde e negócios
Mirra: Oferensa aos Deuses, boa sorte, traz saúde, sucesso nos negócios, acalma, purifica ambientes, espiritualidade, psíquico.
Musk: Cria um ambiente de sensualidade.
Néfer: amor, sensualidade, atração.
Nefertum: Para despertar as forças, espiritualidade, psíquico.
Nefetes: Amor
Nós Moscada: Diminui a ansiedade.
Nóz moscada atenua ansiedade
Olíbano criatividade, alegria, paz conjugal
Ópium: Favorece a determinação, ajuda nos estudos, elevação das vibraões, psíquicos.
Orquídea serenidade, estudos
Orquídea: Afrodisíaco.
Papoula: Psíquico.
Patchouly: Desperta a alegria e a clarevidencia, sensualidade e atração, para despertar forças.
Pitanga prosperidade e criatividade
Quéfron: Elevação das vibrações, psíquico.
Romanus: Para despertar foça, psíquico.
Rosa Branca: Purifica os sentimentos, acalma.
Rosa Musgo: Rejuvenesce, embeleza e amacia a pele.
Rosa: Purifica ambientes, ajuda nos estudos, espiritualidade, amor, elevação das vibrações, psícquico.
Rosario: Para despertar forças, psíquico.
Sandânlo: Invocação de seres psicopompos e elementares.
Sálvia relaxa sem provocar sono, bom para TPM Sândalo afrodisíaco
Templum ajuda nos estudos, espiritualidade, elevação das vibrações, psíquicos.
Verbena purificador, afrodisíaco
Vetiver autoridade
Violeta equilíbrio emocional, estudos, meditação
Ylang Ylang ativa a sensualidade, poderoso afrodisíaco.

Óleos essenciais

Alecrim: estimulante geral, revigorante, rejuvenescedor da pele, tira dores musculares, resfriados, melhora o humor e a memória. Ação intensa.
Bergamota: anti-estresse, antidepressivo, indicado em casos de tensão e medo.
Camomila: anti-inflamatório, calmante, combate a irritação, auxilia em processos terapêuticos na busca de causas do sofrimento. Ação suave.
Rosa: afrodisíaco, antidepressivo, auxilia em bloqueios emocionais, melhora a auto-estima e a segurança. Indicado para carência afetiva e crises de TPM.
Sálvia: regulador hormonal, aumenta a criatividade e a inspiração, alivia a TPM .
Sândalo: usado para invocação de elementares e seres psicopompos.
Tangerina: melhora o humor e a disposição física.
Tea Tree: é estimulante de energia vital

Incenso de jardim

Massa de incenso:

Em um copo graduado, coloque 364 ml de água, 14 mel de essência para incenso e 50 gotas de corante. Misture e despeje sobre 100g de pó para incenso, previamente peneirado. Mexa bem.

Cola:

Misture 40g de pó para cola a 80 ml de água. Reserve. Leve ao fogo 100 ml de água. Assim que ferver, adicione a mistura de cola e água. Mantenha o fogo baixo e mexa bastante, até começar a ficar transparente.

Material
– Pó, essência e conservante para incenso (encontrados em lojas de essências)
– Corante alimentício líquido
– Pó para cola
– Palitos de bambu de 40 cm

Junte as massas
Misture a massa de incenso à de cola. Acrescente 20 ml do conservante e mexa bem.

Mergulhe o bambu
Coloque o palito na mistura e retire em seguida. Deixe 10 cm livres numa das extremidades.

Seque no varal
Prenda pela extremidade não recoberta. Espere 24 horas. Repita o mergulho e a secagem mais duas vezes. Embale em sacos plásticos

Abençoado Seja, amigos… e bons aromas!!

Círculo Mágico

Os rituais pagãos sempre foram realizados na Natureza, a morada sagrada dos deuses e a sua representação. Geralmente, aconteciam em círculos de pedras, lugares de grande magnetismo e poder.

O fato é que os antigos povos celtas acreditavam demais na natureza cíclica das coisas e o círculo acabou se tornando um símbolo sagrado não só para eles, mas em quase todos os povos. Realizar rituais dentro de um círculo de poder nos remete a essa teoria e é uma forma de sacralizarmos o espaço onde realizaremos o nosso ritual.

O círculo marca o início de um ritual. Geralmente ele é lançado quando percorremos a área ritual por três vezes consecutivas, com nosso athame ou bastão. Em seguida evocamos os espíritos dos elementos, assim como fazemos invocações aos deuses.

Além disso, o círculo é tido como a melhor maneira de preservar e conter a energia criada durante o decorrer de um ritual e elevá-la no cone de poder.

Como criar um círculo?

A forma como você vai lançar o seu círculo mágico é bastante pessoal e deve ter significado para você. Por mais que algumas diretrizes ajudem (e devam ser seguidas), você deve não só entendê-las, mas sentí-las dentro de si, senão de nada adiantará a sua ação.

Apresentamos aqui um modelo para a criação do círculo, o que não deve de maneira alguma ser encarado como a única e verdadeira maneira de traçar o círculo, pois isso não existe. É claro que quando você faz parte de uma determinada tradição, já existe a maneira pela qual eles lançam o círculo. No entanto, se você é um praticante solitário e não tem acesso a tradições, você pode dar uma olhada nesse modelo e aproveitar algo dele.

Para fazer o círculo magico são necessárias pedras para traçar um circulo no chão ou seria apenas um círculo imaginário?

Depende. Na prática solitária, cada um tem o seu jeito de lançar o círculo. Se você gosta de pedras e gostaria de usá-las para delimitar o espaço, então use-as. Se você acredita não precisar de delimitações e gostaria apenas de imaginar o círculo ao seu redor, também pode. Tem que ver o que você considera mais relevante em sua prática pessoal.

Modelo de criação do círculo

Se estiver realizando o ritual sozinho, pode fazer em seu quarto ou em uma sala com os móveis recuados. Se tiver um aposento cujo espaço seja exclusivo para a prática da Magia, você tem muita sorte. Qualquer que seja o local utilizado para realizar o ritual, criar e banir o círculo é essencial.
Geralmente, o modo como você lança o círculo é igual na maioria dos rituais. Você pode desejar modificar uma coisinha aqui e outra ali de acordo com o objetivo do ritual, mas no geral é tudo bastante parecido.

A primeira coisa a se fazer é preparar o local do ritual. Tire tudo o que estiver obstruindo o lugar do círculo e coloque seu altar no ponto norte da circunferência (alguns bruxos preferem instalar o altar na ponta leste – é uma preferência pessoal).

Em cada quadrante você deve colocar uma vela da cor correnpondente ao elemento. O padrão é: azul (água), amarelo (ar), vermelho (fogo) e verde (terra), mas você pode alterar se usar correspondências diferentes. Essas velas devem ser acesas durante o ritual de lançamento do círculo e ficarão acesas durante todo o ritual.

Você também pode querer usar música durante os seus rituais. Você pode gravar músicas cantadas por você, repetir faixas etc… de acordo com a seqüência do ritual, para que não comece a tocar uma música de tambores durante o período de relaxamento, por exemplo. Ou até mesmo colocar um bom CD de musicas Celtas.

Tire o telefone do gancho, acenda o incenso e as velas, ligue a música e você estará pronto para começar.

Lançando o círculo mágico

Ande pelo perímetro do círculo três vezes em sentido horário, visualizando uma luz azul que o contorna. Quando terminar as três voltas, pare no quadrante que deseja começar (geralmente é o leste), e faça uma invocação aos guardiães como a seguinte:

Eu saúdo os guardiães das torres de observação do Leste, os poderes do Ar, e agradeço por estarem comigo neste ritual de hoje.

É claro que você pode elaborar novas invocações ou pegar outras já existentes, mas esta é a base. Faça o mesmo com todos os outros quadrantes, no sentido horário. Assim, o próximo quadrante a ser saudado é o quadrante Sul.

Após o término das saudações dos guardiães, invoque a Deusa e o Deus (ou as divindades com as quais se identifica) a estarem presentes em seu ritual. Segure o seu athame ou o seu bastão com as mãos erguidas para o céu para fazer a invocação.

Como os deuses pagãos são imanentes (estão em todas as coisas), fpode até parecer redundante chamá-los para estarem com você (pois é claro que eles estarão). No entanto, é bastante humilde e honroso de sua parte mostrar o quão importante eles são e o quanto você está feliz por sua presença.

Assim, uma invocação aos deuses pode ser como a seguinte:

Eu invoco a Deusa e o Deus para estarem comigo neste ritual. Que todos sejamos abençoados! Sejam bem-vindos!

Visualize uma luz branca azulada ao seu redor, formando o círculo desde o chão até o fechamento sobre sua cabeça. O círculo está lançado e você está entre os mundos.

Banindo o círculo

Sempre que se lança um círculo mágico, ele deve ser banido. É quando encerramos o poder e agradecemos aos deuses e poderes dos elementos pela sua presença e força.

Basicamente, banir o círculo é realizar o seu ritual de lançamento de forma contrária. Eleve seu athame da mesma forma como foi dito no lançamento do círculo. Rodeie três vezes a área ritual em sentido anti-horário e, um por um, agradeça aos quadrantes por sua presença. Pode ser algo do tipo:

Eu agradeço aos guardiães do Leste, poderes do Ar, por terem estado comigo hoje neste ritual. Sigam em paz!

Repita o mesmo procedimento, só que desta vez no sentido anti-horário. Assim, o próximo será o ponto cardeal Norte.

Agradeça aos deuses de forma semelhante. É importante ser espontâneo, de certo modo, e dizer tudo com bastante sinceridade em seu coração. Diga tudo o que achar que deve dizer, em agradecimento. Ao final, diga algo do tipo:

O círculo está aberto, mas não foi quebrado. O amor dos deuses está dentro de mim.