Ressonância Schumann

Para você que se esqueceu que a Mãe Terra está vibrando em ritmo mais acelerado,
segue abaixo o texto sobre a RESSONÂNCIA SCHUMANN,
que explica porque o dia tem agora 16h e não 24h.
Programe-se para vibrar em sintonia com o Coração da Mãe Terra,
pois só assim você vai conseguir dar conta da sua agenda pessoal em sintonia com a Agenda Cósmica …

Não apenas as pessoas mais idosas, mas também as jovens passam pela experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou tem base real?

Pela ressonância Schumann, se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por um campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera, cerca de 100km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann), mais ou menos constante, da ordem de 7,83 pulsações por segundo.

Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma freqüência de 7,83 hertz.

Empiricamente fez-se a constatação de que não podemos ser saudáveis fora dessa freqüência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas, submetidos à ação de um simulador Schumann, recuperavam o equilíbrio e a saúde. Por vários anos as batidas do coração da Terra tinham essa freqüência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80, e de forma mais acentuada a partir dos anos 90, a freqüência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz . Ao invés de 24h, o dia tem 16h .

O coração da Terra disparou. “Coincidentemente”, desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido à aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória,mas teria base real nesse transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse super-organismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos, como a irrupção da quarta dimensão, pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o biorritmo da Terra.

A tese recorrente entre grandes cientistas e biólogos é de que a Terra, efetivamente, é um super-organismo vivo, de que Terra e humanidade foram feitos para estar sempre em harmonia, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, precisamos da Terra que nossa casa é, que amamos. Porque? Segundo a teoria de Schumann, possuímos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann.

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Paganismo e Paternidade

Vida Pagã – Crianças

Há sem dúvida três grandes contribuições que o paganismo nos oferece nesse momento de retorno às origens: a valorização do corpo como templo da alma e a conscientização da sacralidade que isso implica, o restabelecimento das relações entre homem e natureza, e o reencontro com os valores da família e moralidade.

As relações familiares vêm sendo renovadas na pós-modernidade e é comum vermos novos padrões familiares que não aquele comum de pai-mãe-filhos. Surgem novos padrões que vão tornando-se mais comuns e freqüentes como as famílias gays e as famílias com uma orientação religiosa sem relação com o cristianismo, entre elas as famílias pagãs.

Vendo isso, penso que é necessário uma reflexão sobre os papéis sociais do pai, da mãe (e até mesmo dos padrinhos, a quem os pais responsabilizam a formação religiosa dos seus filhos) já que as relações do indivíduo com o corpo e seu significado também se renova. No contexto das relações femininas vemos que desde as décadas de 1960 e 1970 há um surgimento de muito material de orientação e também o surgimento de grupos incentivando o redescobrimento do sagrado feminino, porém, o aspecto masculino foi sendo renegado pelos meios, talvez por serem os homens uma minoria evidente nos círculos de paganismo tradicional, refugiando-se mais freqüentemente nas Tradições ocultistas especializadas, o que não há uma relação evidente entre si.

O pai mantinha-se à margem da rotina diária dos filhos, reservando os seus “poderes” para ocasiões mais importantes de disciplina e admoestação. Não cedia. Mesmo durante o longo período pré-natal mantinha-se afastado das realidades, como exigiam as demandas sociais.

Tudo isto está presentemente mudando com a maré irreprimível das correntes culturais. Os pais começam a trabalhar ativamente nas numerosas tarefas cotidianas que acompanham a criação dos filhos. A tendência é para a participação, não para o afastamento. O cuidadoso planejamento mútuo que agora caracteriza a gravidez e a higiene da maternidade assinala um novo passo a frente nas nossas maneiras de viver.

O pai moderno está agora em vias de descobrir o seu novo papel. Já compreendeu que não era suficiente ajudar no momento de dar mamadeira à noite e na lavagem das roupas do bebê; nem bastavam leves contatos com os filhos no amanhecer e nas noites de sábado. Fica um tanto admirado ao descobrir que o filho não reage bem às suas sugestões afetuosas e bem intencionadas. Acha que o filho parece em certas idades ser melhor que em outras. Talvez lhe tenha agradado em especial o período dos três anos ou dos cinco anos, e ficasse simplesmente abismado com o comportamento dos seis anos. Alguns pais não conseguem encontrar uma base cômoda de companheirismo antes do filho chegar aos dez anos de idade, quando se começa a estabelecer um tipo de relação de “homem para homem”.

As relações pai-filho não atingirão um nível de entendimento perfeito enquanto ambos os pais não se esforçarem conjuntamente por compreender as características, em consoante as transformações, do seu filho em cada uma das fases de crescente maturidade. Isso exige delas uma atitude em relação a todos os problemas da educação e orientação da criança, que não perca de vista o desenvolvimento; o que,por seu turno, requer um conhecimento cada vez mais profundo dos mecanismos de desenvolvimento, ou seja, é preciso que o pai se interesse pelo filho e o acompanhe ao longo de seu desenvolvimento.

O papel do pai no desenvolvimento físico,intelectual e emocional do filho é muito maior do que ele mesmo em geral imagina. Alguns homens pensam que a educação dos filhos é responsabilidade e tarefa das mães, engano que pode ser muito prejudicial à criança.

O homem pode ser tão capaz de cuidar dos filhos quanto a mulher; e de lhes dar algo que ela não pode dar: um referencial masculino. O psiquiatra e analista jungiano Carlos Biynton, membro fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, enfatiza que há um quarto elemento na relação pai-mãe-filho, que é o vínculo ele eles. Segundo ele, “na fase pré-verbal, a criança não prioriza o pai ou mãe, vivendo em simbiose com eles”. O pai carinhoso, atencioso, participante, sem dúvida se transforma numa experiência importante para a criança. Receber amor de outra pessoa diferente, com outra voz, outro cheiro, outra pele e mãos, que não sejam as da mãe, faz com que, tanto o menino como a menina, percebam mais cedo a noção de “eu” e de “outros”. É de se estranhar como se dá pouca importância ao papel do homem, especificamente o pai, na educação da criança. Quando se falta a referência paterna, falta também o senso de justiça, de ética, e também de papel no grupo social.

O modelo masculino se faz essencial na formação da personalidade da criança e do adolescente. É necessária uma figura de referência e valores que possa criar um vínculo de afeto estabelecer parâmetros de comportamento à criança. Este modelo pode não ser o pai biológico, mas uma outra figura masculina que dê esse suporte de apóio, como um avô, o tio, irmão, vizinho, ou amigo da mãe, por exemplo. É o caso de muitas mães que criam seus filhos longe deste pai biológico e que, no entanto, são crianças e adolescentes saudáveis por terem encontrado um outro modelo de referência.

É necessário repensar o papel do pai como protagonista da vida do seu filho, e não como coadjuvante, pois, enquanto a mãe proporciona um suporte maior para as necessidades físicas e emocionais do filho, o pai é pode proporcionar solidez à formação da personalidade, sendo os dois papéis, de pai e de mãe, igualmente importantes e complementares para a construção de uma personalidade sadia.

Acredito que podemos aproveitar esse momento de renovação e de reflexão a cerca dos papéis sexuais e também das relações familiares a fim de restaurar a figura do pai como personagem relevante na vida do filho, contribuindo para sua maturidade psicológica e física, como também emocional. O relacionamento sadio entre ambos só pode contribuir para o crescimento saudável da família.

Como Estimular o Aspecto Devocional nas Crianças

Podemos fazer varias atividades junto com nossas crianças que podem ajudá-las a ter um sentimento pagão.. Uma delas é a criação de um pequeno altar em que elas se aproximem do deus e da deusa e que seja seu local sagrado. É uma forma leve de mostrar os primeiros conceitos do paganismo e pode ser também muito divertido.

O altar deve ter elementos simples que tenham uma representação para as crianças, como pedrinhas que coletaram num passeio, flores do jardim e atá fotos de pessoas queridas… A localização realmente não importa, o que conta é que a criança se sinta à vontade nele. Estimule-as a fazer oferendas as fadas e a manter sempre limpo seu pequeno altar.Pode ter certeza que os próximos rituais sazonais serão muito mais divertidos junto com suas crianças!!

atividades com as Crianças…

Fadas do Inverno

Durante os meses do inverno, os espiritos da natureza normalmente repousam enquanto suas plantas e arvores repousam.Entretanto , se convidar os que vivem em sua area para sua casa, eles podem passar os meses d einverno com voce, checando sua energia quando necessario.Pode exigir uma certa dose de paciencia e persuasão, especialemente se os antigos moradores não fossem afeitos a sua existencia e rudes com plantas e arvores .Eles sao amigos maravilhosos tantos para humaos quanto para animais.Gostam em particular de crianças pequenas.
Os Pequenos sao tambem um bom barometro para aferir o estado das vibraçoes da casa .Se estiver atraindo ou enviando enrgias negativas , eles ficam quietos e se afastam .Eles atraem a sua atenção para o problema se voce nao o notar imediatamente…

(fonte: O Livro Magico da Lua-D.J. Conway)

As crianças sao fascinadas por estes pequenos seres, contar historinhas sobre eles para as crianças estimula o ludico na paganismoe é muito divertido… Eu costumo fazer todas as minhas atividades com seres pequenos no jardim.. montando altares e pequenos jardins para eles junto com as crianças..sempre na area externa da casa , pois sao seres muito travesos tambem e se entram na casa sempre aprontam laguma travessura , como sumir com as coisas e etc… sao temperamentais tambem…se o altarzinho do jardim esta desleixado, mal cuidado pode ter certeza que vai vir praga no jardim .

Brincando com os Elementos-para Crianças

Desde a barriga da mamãe, os Elementos estão presentes na vida da criança: a Terra é o corpo que a abriga, o Ar é o oxigênio e o Fogo é o calor que vem através do sangue, e a Água é onde ela fica mergulhada em seu “banho” de 40 semanas. Quando pequenas, as crianças também entram em contato com os Elementos, mesmo que a gente não perceba. Elas gostam de brincar com a Terra na caixa de areia da pracinha, com a Água na piscininha de plástico.
Vejamos algumas atividades para cada um dos Elementos:

ÁGUA

Hora do banho! A hora do banho é muito divertida! Os bebês adoram o banho que os faz lembrar do útero onde tudo era seguro e quentinho. A água lembra o líquido amniótico. A sensação é gostosa e de bem estar. Cuide a temperatura da água que deve ser de 37° C e use um sabonete adequado para bebês. Nos primeiros meses não é necessário o uso de xampu. Lave o cabelinho com o próprio sabonete. Converse com ele e diga-lhe tudo o que vai fazer. Separe a roupinha antes do banho para que ele não pegue frio. E mãos a obra! É diversão garantida!
Reguem as plantas. Regar as plantas faz com que a criança entre em contato com os elementos Terra e Água. Ensina que assim como nós, as plantas têm suas necessidades e precisam de água para sobreviver. Mas não se esqueça que o ideal é usar um regador e não mangueira, para evitar o desperdício.

Coletem água da chuva. A água da chuva deve ser coletada diretamente caída do céu, e não escorrida das calhas. Vocês mesmos podem fazer um coletor com garrafa pet, fazendo um funil que dê para o gargalo de outra garrafa. A garrafa deve estar limpa, não deixe resquícios de refrigerante ou vai poluir a sua água. Se você viver em uma cidade onde o ar não é tão poluído, a água coletada pode ser usada nos rituais, e até consumida, pois é uma água natural e não possui os tratamentos químicos dados nas companhias de água e saneamento.
Tomar um banho de chuva. No verão, é muito bom tomar um banho de chuva refrescante. As chuvas no verão geralmente são passageiras e como é um período de muito calor, é muito gostoso aproveitar. Também podem caminhar nas poças depois da chuva, o que constitui uma
atividade muito divertida.

Fazer um barquinho de papel. Ensine-o (a) a fazer um barquinho de papel e deixe-o (a) colocar o barquinho na água que corre na beira da calçada (desde que não seja suja). Com um pauzinho, a criança pode ajudar o barquinho a não encalhar.
Abençoar a água que vai beber. Ensine a criança a abençoar a água que vai beber. Crie um versinho simples e rimado para que a criança possa ela mesma abençoar a água.
Eu abençôo esta água cristalinaQue purifica e a sede elimina!

TERRA

Façam juntos (as) castelos de areia. Fazer castelinhos na beira da praia é uma atividade ótima para o verão. Além de despertar a criatividade na invenção de formas, também o contato com a Terra ajuda na liberação das energias negativas. Aliás, ir à praia no verão é tudo de bom! Na verdade entramos em contato com os quatro elementos: Água, no mar; Terra, na areia e no sal do mar; Fogo, no sol que queima violentamente no verão; e Ar, com a deliciosa brisa da praia. Não esqueça do protetor!

Brinquem com argila. Até poderia ser massinha de modelar, mas a argila é uma coisa bem mais primitiva e talvez por isto mais interessante. A argila nos põe em contato com a Terra e por isto é revigorante e uma bela terapia. Vocês podem fazer imagens de animais, deuses, potes, pratos. Não tente queimá-los em seu forno, pois os fornos de cerâmica são especiais para isto e chegam a uma temperatura de 1.000° C num processo que dura em torno de 7 horas, portanto os fornos de nossos fogões não são para esta tarefa. A dica para que as peças não rachem é amassar bem a argila antes de começar a trabalhar com ela, para que as bolhas de ar desmanchem. O motivo pelo qual a maioria das peças racham, é que a secagem da argila se dá através da evaporação, então as bolhas de ar internas, fazem com que a peça rache, para que elas possam sair. Faça peças pequenas, pois peças grandes exigem uma técnica de corte (com linha de nylon), ocagem (elas não podem ser maciças se forem grandes para não racharem) e depois “costura” da peça (não é costura com linha). A costura é uma técnica usada para grudar as duas partes da peça separadas para ocá-la e é feita com ferramentas específicas.

Ensine sobre coleta seletiva. Na idade escolar, é possível ensinar para a criança, o que é um lixo seco e o que é um lixo orgânico. O ideal é que se tenha dois lixos em casa, um para cada coisa. Na minha cidade não existe coleta seletiva, mas, mesmo assim é importante separar. Onde nós moramos, existem os papeleiros, que são pessoas que passam nas lixeiras recolhendo o que é reciclável para poder vender depois. Se o lixo estiver devidamente separado, eles não precisarão abrir os sacos e não ficará sujeira espalhada por sua rua. Eles pegarão as garrafas pet, os papéis e latas de alumínio, e não vão mexer nos outros que contém restos de comida e outras coisas. Tente fechar bem, e colocar em local adequado, para que os animais não peguem. Além de eles espalharem a sujeira, podem ingerir coisas estragadas e objetos cortantes.

Caminhem juntos (as) com os pés no chão. Nós, que moramos na praia, temos o privilégio de poder caminhar na beira do mar de pés descalços. Mas se vocês não moram na praia, podem caminhar descalços num gramado, por exemplo. Isto nos põe conectados diretamente ao elemento Terra e alivia as tensões do dia-a-dia. Os adolescentes são muito suscetíveis a tensões, ansiedade e stress. Devido à mudança hormonal, geralmente fazem “tempestade com um copo de água”, como se diz. Ensine-o (a) a relaxar e a conectar-se com a Mãe Terra.
Façam um canteiro de ervas. Fazer um canteiro com ervas é uma atividade ótima para que sejam ensinados os valores benéficos e mágicos de cada planta. Se você já tiver um canteiro de ervas, talvez precise transplantá-las, ou mesmo colher para deixá-las secar. Para essas atividades, não hesite em convidar seu (sua) filho (a) para participar. Mostre suas formas, texturas, aromas, diga a ele (a) para que serve. Você pode ensinar-lhe uma erva por dia ou por semana. O importante é o contato com as ervas.

FOGO

Ensine-lhe a respeitar o fogo. O fogo é um elemento vivo de força purificadora, que aquece, traz luz e calor, porém pode também destruir. O fogo não deve ser manuseado por crianças. Para segurança das crianças durante os rituais, deve ser-lhes ensinado desde cedo a respeitar o fogo e manterem-se afastados.
Reúnam-se em frente à lareira. Os Antigos reuniam-se em torno da fogueira para contar estórias, dividir as suas crenças e para cantar. Hoje em dia temos o conforto de estarmos dentro de nossas casas e podermos desfrutar da lareira.

Diz Grimassi (2003),
Lareira é um símbolo do ventre e também um símbolo do clã. A lareira era o ponto focal da vida Pagã. A comida era preparada na lareira, a família passava um tempo diante dela, e em muitas culturas antigas os santuários ancestrais eram colocados sobre as lareiras. Dizia-se que os espíritos como os Lares ou Lasa encontravam-se na lareira. A Deusa Romana Vesta era uma divindade associada com a lareira e o lar, por isso ela era o símbolo da própria divindade dentro da chama viva. Na arcaica religião romana, a esposa do lar possuía o “espírito de Juno”, uma ligação ancestral que a unia com esta e outras forças Divinas.
Entre os gregos a deusa da lareira e do lar chamava-se Héstia.

Manter a chama da lareira acesa, era papel da mulher, pois a lareira era o centro da casa e o local onde o alimento era preparado e a água aquecida. Na minha casa no Rio de Janeiro (RJ) não temos lareira, mas como no sul faz muito frio no inverno, temos em minha casa em Balneário Camboriú (SC) fogão à lenha, que também serve.
Fazer um desejo e assoprar uma vela. Este é um hábito comum nas festas de aniversário. Creio que despensa maiores comentários.

AR

Façam bolhas de sabão. Fazer bolhas de sabão é muito divertido! Entramos em contato com o elemento Ar, pois as bolhas saem voando e podemos observar os caminhos do vento. Você pode também sugerir que a criança imagine que está soprando todos os seus medos, ou algum medo específico para dentro das bolhas, e assim elas levam embora este “companheiro” indesejável.
Pendurem fitas numa árvore. Pendurar fitas coloridas numa árvore também é uma forma de entrar em contato com o elemento Ar. Mas ao contrário das bolhas que levam o medo embora, as fitas podem levar pelo vento os pedidos de paz, saúde, prosperidade, amor, dependendo da cor da fita. Purifique e abençoe a fita com o pedido e depois amarrem-na juntos (as), e explique o desejo que aquela fita faz ao vento.

Rosa – amor
Amarela – prosperidade, abundância
Verde – cura, saúde
Branca – paz
Azul – harmonia
Vermelha – paixão

Façam um cata-vento. Fazer um cata-vento é uma atividade que também nos põe em contato com o elemento Ar. Você precisa de um quadrado de um papel bem resistente, e cortá-lo nas quatro pontas em diagonal deixando um centímetro antes de chegar no meio. Depois de cortar, pegue uma das pontas de cada parte (sempre a ponta do mesmo lado) e puxe para o meio, sem dobrar o papel. Você pode fixar com um percevejo na ponta de um lápis que tenha borracha. Está pronto seu cata-vento.

Soltem pipa. Soltar pipa é uma atividade muito divertida em que podemos claramente observar o movimento do Ar através dos movimentos da pipa e do seu rabo. É necessário apenas muito cuidado com o local onde vão empinar a pipa, por causa dos fios elétricos.

Bom divertimento!

Lembre-se, amanhã Lughnadash !

Bençãos de Lugh!

A Família Pagã

A Família Pagã – Parte 1

Assim como a Wicca vem crescendo, muitas crianças estão nascendo em famílias Pagãs e tendo suas bases religiosas e sociais fundamentadas no Paganismo.

Hoje temos uma nova geração de pequenos Bruxos que estão caminhando à vida adulta com uma consciência e realidade religiosa totalmente diferente daquela que muitos de nós recebemos quando crianças.

Um dos melhores aspectos da Arte é a possibilidade que temos de partilhar nossas práticas, nossos feitos e religião com as crianças de nossa família.O Paganismo contribui substancialmente com seus valores e atitudes em prol da natureza e isso é um aspecto favorável para a instrução de uma criança em tempos modernos.

Os pais Pagãos criam seus filhos com conscienciosidade e amor a tudo. Os ensinamentos transmitidos à uma criança Pagã não devem ser unicamente religiosos. Estão incluídos em suas bases fundamentais o sentido de responsabilidade, prestatividade e amabilidade.

O racismo, preconceito, fanatismo e intolerância não são tolerados em uma casa Wiccana. Eles são contra a natureza e contra as nossas crenças e práticas.
Centramos nosso modo de vida no que acreditamos e fazemos, já que a Bruxaria é uma religião não só de pensamentos e ideais, mas também de ação.

Criar um filho dentro da religiosidade Pagã nem sempre é tarefa fácil em nossa sociedade atual e muitas vezes nos deparamos com pessoas que são contra isso e que nos perguntam: Por que deveríamos ensinar às nossas crianças os caminhos de vida Pagã?

As respostas são tão amplas quanto evidentes.
Quando ensinamos nossa religião às nossas crianças, lhes damos exemplos claros de liberdade e tolerância.
Acima de tudo a Wicca encoraja a responsabilidade social e ambiental e ensinar à uma criança fundamentos como não fazer mal à ninguém, o respeito ao seu próprio corpo, ao de outras pessoas e celebrar as diferenças entre os indivíduos só poderá fazer dela um futuro adulto que respeite a vida e entenda a noção de sacralidade da mesma.
Além disso, a aplicação da noção de auto-respeito em crianças faz com que elas não só aprendam a respeitar as diferenças entre pessoas, mas exaltar essas mesmas diferenças, entendendo o significado da diversidade cultural e a tolerância religiosa. Informações básicas providas enquanto pequena oferecerá uma base firme quando sua criança estiver pronta para seguir seu próprio caminho. A Wicca proporciona uma sensação de santidade da vida e a acessibilidade ao Divino e ensina a celebrar as diferenças que nos separam como indivíduos, em lugar de usá-las para discriminar outros.

Um Pagão sempre cria seus filhos com liberdade e conscienciosidade, sabendo que eles têm o direito de fazer suas próprias escolhas. Um pai pagão deve permanecer atento a este fato durante o tempo de responsabilidade pelo bem estar da criança e de sua instrução. Esperançosamente, a instrução de uma criança nos modos de vida Pagã irá ensiná-la a fazer escolhas responsáveis, inteligentes e educadas em sua vida. Esta instrução serve como uma forma de demonstrar que mesmo se elas procurarem por caminhos diferentes, terão nosso amor e apoio. Nós podemos lhes ensinar o amor, respeito, reverência pela natureza, e tolerância à todas as pessoas. Elas aprenderão a questionar, buscar, suportar e entender as coisas nas quais acreditem.

Nunca devemos esquecer que crianças aprendem de exemplos. Elas aprendem muito mais assistindo ao que fazemos do que ao que dizemos. Nós podemos lhes ensinar muito mais do que poderíamos esperar “fazendo”, do que somente ensinando-lhes ou falando. Lembre-se que sendo um pai Pagão você sempre deve começar sendo um bom pai. Ensine suas crianças com carinho, respeite o espaço delas e sua individualidade como pessoa. Sempre lembre-as que iremos todos trilhar nossos caminhos individuais no mesmo planeta, por isso, precisamos aprender a respeitar diferenças individuais e viver juntos harmoniosamente.

Muitos pais Pagãos perguntam qual o melhor momento para transmitir os conhecimentos mágicos da Religião Antiga aos seus filhos e quando começar a treiná-los nos métodos de magia.

Qualquer criança que tenha luminosidade suficiente para fazer uma pergunta inteligente merece uma resposta semelhante. O simples responder de uma pergunta, não um curso inteiro de filosofia religiosa, é o primeiro passo para começar a educação consciente de um pequeno Pagão.
Crianças geralmente fazem perguntas para as quais elas precisam de repostas. Elas tem a misteriosa habilidade de decidir qual o tempo certo de começar o seu caminho espiritual. Elas não notam os artigos que têm ao redor de sua casa, a menos que estes artigos à atraiam e quando perceberem seus Instrumentos Mágicos é a hora ideal para explicar seu uso e significados.
Celebrações, atividades de Círculo, Sabbats, festivais e reuniões de Coven são exemplos adicionais de lugares onde podemos instruir nossas crianças. Podemos ensiná-las em qualquer lugar, contanto que nós as ensinemos com carinho. Sempre devemos ter certeza que não estamos dando mais informações do que elas são capazes de absorver, baseado na idade e maturidade da criança individualmente.
Deixe sua criança o guiar, respondendo simplesmente as perguntas que ela lhe fizer. Uma criança que pergunta por que acendemos velas verdes não quer um curso de rituais de velas, ela quer uma resposta simples à pergunta feita.
Elas devem ser criadas com a sensação de que a Magia é natural, faz parte do universo e que é a fonte de poder pessoal através da qual nós controlamos nossa vida e sendo assim nos tornamos mais ainda responsáveis por ela.

Para você que é um pai Pagão torne a vida de seu filho uma vida mágica, discutindo sobre a natureza, dando a ele a possibilidade de possuir um altar pessoal e discutindo as interpretações dos Mitos sagrados de nossa religião. Cante, dance, faça danças espirais com ele e seus amigos, celebre a vida demonstrando que a Deusa aprova todas as manifestações de alegria. Ensine-o a sentir o pulsar da Terra, a receber a energia das árvores, a entender o canto dos pássaros e as direções dos ventos. Ensine para ele os cânticos sagrados de nossa religião e celebre o seu aniversário com danças, rituais e cantos em homenagem aos Deuses e aos ancestrais. Ensine-o a viver em unidade e em integração com a natureza, honrando sua família e amigos.

E o mais importante, esteja com o seu filho, pois o maior e melhor presente mágico que você pode dar a ele é o seu tempo, carinho e atenção. Jamais se esqueça que o amor é a fonte da Magia!

Fonte: Claudiney Prieto

A Família Pagã – Parte 2

A estrutura familiar pagã difere em muitos aspectos da cristã devido à diferença de crenças e conceitos que existe entre tais contextos religiosos. Enquanto numa família tradicional cristã falar sobre sexo é um tabu, dentro da família pagã esse é um assunto natural e necessário. A família pagã apesar de ser muito mais livre de preconceitos não é tão libertária como muitos imaginam. O respeito ao direito de escolha do outro é visado, mas a ética, a cidadania e a boa convivência social e familiar são exigidas.

SEXO – Os pais pagãos devem adaptar-se as crenças e conceitos pagãos e serem capazes de eliminar seus preconceitos, normalmente vindos de uma criação cristã, para saber lidar com seus filhos e lhes passar a “moral e bons costumes” de acordo com o PAGANISMO . Conversar sobre sexo e a sexualidade deve ser uma coisa natural, sem amarras, preconceitos e punições pelo que quer que seja. Os filhos precisam entender a beleza e sacralidade por trás da sexualidade, compreendendo suas responsabilidades quanto à preservação dos sentimentos e da saúde. Precisam ler livres em suas escolhas de parceiros, precisam ter responsabilidade e conhecimento total sobre doenças transmissíveis, gravidez e afins.

UNIDADE FAMILIAR – Os pais pagãos devem ensinar os filhos a terem respeito e darem valor à família, respeitando os mais velhos, respeitando o casamento ou compromissos assumidos com as pessoas, precisam celebrar juntos, auxiliar uns aos outros e respeitar as diferenças. Numa família pagã não deve existir a imposição de conceitos ou crenças, tudo deve ser conversado, explicado e deve-se dar o direito de escolha a todos. É extremamente importante que aqueles da família que seguirem a mesma religião celebrem juntos e auxiliem uns aos outros. Além disso, os pais devem se comprometer e muito com a educação dos filhos fazendo o possível para que eles criem discernimento para tomarem suas decisões com sabedoria.

CHEFE DE FAMILIA – Enquanto na família cristã o chefe de família é o homem, na família pagã não há o chefe de família, mas os chefes. Ambos, pai e mãe, são responsáveis pela manutenção da casa e criação dos filhos não existe essa coisa de “lugar de mulher é na cozinha”. Assim como não é responsabilidade apenas do homem em manter financeiramente o lar. Os filhos precisam ser criados sem machismos ou feminismos exagerados, eles precisam compreender que o casal tem responsabilidade sobre o lar e que o casamento representa uma unidade, uma troca, companheirismo em todas as áreas. O pai não deve jamais tirar o poder da mãe sobre os filhos e vice versa. Antes de permitir ou negar qualquer coisa aos filhos os pais devem decidir e dar uma opinião única. Assim não haverá preferência e tão pouco a criação de estruturas como “Minha mãe é boazinha e meu pai é um carrasco”.

CASAMENTO – Assim como nos outros modelos familiares o casamento é sagrado, representa o compromisso entre duas pessoas com a intenção de formar uma família. O casal deve ter responsabilidade e serem verdadeiros para com seu casamento, devem buscar formas de manter o casamento feliz e estável e não permitir que influências externas desequilibrem suas emoções e comprometimentos. Os filhos não devem se meter no casamento dos pais, mas quando se sentirem desconfortáveis com algo eles devem conversar com eles, assim como é essencial que os pais sempre conversem com os filhos sobre tudo que for possível em relação ao seu casamento. Para que assim os filhos tenham condições de compreender melhor o que o casamento significa para que possam tomar boas decisões no futuro.

MANUTENÇÃO DO LAR – Esta responsabilidade cabe tanto aos pais quanto aos filhos, limpar, organizar, preservar. Os filhos precisam aprender desde novos a ter responsabilidades em casa, como lavar suas roupas e louças sujas, arrumar seus quartos, fazer deveres de casa e etc. Os pais também precisam assumir suas responsabilidades com a LIMPEZA , manutenção, consertos, alimentação, celebrações e afins. Um lar é formado por toda a família que vive nele e não apenas por alguns indivíduos.

Fonte: Dayne Anglius – Família Old Religion

Nove motivos para educar seu filho como pagão:

Para você que não está convencido de que educar seu filho ou filha para ser pagão é o mais correto a ser feito, veja nove motivos que eu encontrei.

1 – Os pagãos honram e respeitam a natureza.

Sendo assim, provavelmente o seu filho será uma criança com uma consciência ecológica mais forte do que as demais e poderá ensinar coisas a outras crianças.
2 – Os pagãos acreditam na lei tríplice.

Portanto, seu filho aprenderá a pensar muitas vezes antes de fazer mal a alguém e saberá que se alguém lhe fizer ou lhe desejar o mal, receberá o seu retorno.

3 – Os pagãos respeitam os anciãos.

Sabemos que valorizamos os idosos pela sua vida e sabedoria, assim, as crianças aprendem a respeitar os mais velhos assim como o aspecto de anciã da Deusa.

4 – Os pagãos prezam pela saúde física, mental e espiritual.

Como vocês devem saber, para lidar com magia, devemos estar o mais saudável possível para que o nosso corpo esteja em perfeito equilíbrio. Assim, crianças pagãs aprendem com seus pais a importância de exercícios físicos, alimentação saudável, bons pensamentos e conexão com a Mãe.

5 – Os pagãos gostam de aprender.

Em geral, os pagãos têm sede de conhecimento e gostam de saber sobre assuntos diversos. Assim, seus filhos saberão falar e sempre estarão informados sobre os mais variados temas, pois o convívio com pais cultos é o maior aprendizado. Meu filho tem 11 anos e lê no mínimo 7 livros por ano. Não existe bruxo sem gostar de ler.

6 – Os pagãos respeitam toda a forma de vida.

Por entender que toda a forma de vida é parte do corpo da Mãe, os filhos de pais pagãos aprenderão a respeitar as pessoas, animais, vegetais e até mesmo os minerais que também são organismos vivos.

7 – Os pagãos acreditam na magia.

Ao acreditarem em magia automaticamente crêem em outros conceitos como o poder das palavras, o poder da energia, etc. Filhos de pais pagãos sabem que devem tomar cuidado com as palavras e principalmente com os desejos.

8 – Os pagãos respeitam a diversidade.

Sendo assim, as crianças pagãs serão desprovidas de preconceitos por saberem que a beleza da vida está na diversidade e que ser comum não nos faz especiais.

9 – Os pagãos são sintonizados com os ciclos.

Estando sintonizadas, as crianças pagãs aprenderão que a vida é feita de ciclos e será mais facilmente entendido o conceito de Vida-Morte-Vida e principalmente saberão respeitar a si mesmas e a fazer tudo ao seu próprio tempo.

Resenha de Paty Witch Maeve



Abençoado Seja!

Vida Pagã – Gravidez


Gravidez e Paganismo

Dicas para ter uma gravidez tranquila dentro do modo de vida pagão:

Seu objetivo durante as 40 semanas, ou 9 meses lunares, de gestação, será fortalecer os laços emocionais, mentais e espirituais com o seu filho. Tenha a postura correta. Não veja a gravidez como indesejada etc. Mude já, caso tenha pensado em algo do tipo. Você está gerando um filho dentro de você.
Dentro do possível, diminua o ritmo de atividade. A prioridade deve ser seu bem-estar físico, energético, psicológico e espiritual. Praticar yoga, tai-chi, atividades artísticas, passear em ambientes naturais, descobrir métodos de relaxamento, meditação, usar florais e aliviar a tensão são extremamente importantes.
Estar em uma relação tranquila com o pai do bebê é fundamental. Estando juntos ou separados, cultivar a boa convivência é rudimentar.
É sempre importante prestar atenção nisso, mas na gravidez, atenha-se ainda mais a sonhos, intuições, imagens mentais e coincidências que aparecerem pelo caminho. Se puder fazer um diário disso, tanto melhor.
Pesquise sobre cerimônias e rituais antigos de nascimento, para se inspirar.
Realize um ritual de bênção pré-natal indo em algum lugar dentro da natureza (um bosque, à beira de um rio ou cachoeira), preparando um pequeno altar com itens naturais e algo que represente a fertilidade. Apresente-se aos elementais, aos guardiões dos quatro pontos, às divindades que desejar, e agradeça por esse momento, pedindo todas as bênçãos possíveis para o seu bebê que irá nascer. Cante, medite, relaxe. Siga seu coração. Deixe algo do altar como oferenda à natureza, mas atente para que seja algo natural também, que não polua o ambiente. Posso ser trigo, folhas, enfim, o que você achar melhor.
Borde em suas roupas da maternidade símbolos de amor e proteção. O mesmo vale para as primeiras roupas do bebê.
É costume comum levar um amuleto para o momento do parto. Você pode levar a imagem de alguma divindade protetora do parto (Ísis, Tauret, Bast). Também pode levar pedras de lápis-lazúli ou cerâmica azul reproduzindo o “Olho de Hórus” (contra mau-olhado), ou gatos e hipopótamos para atrair suas bênçãos. Um outro amuleto utilizado na Grécia e na Roma antigas era a imagem de uma folha de arruda gravada sobre madeira, bronze ou prata. Você pode colocar galhinhos de arruda ou manjericão no sutiã, para se proteger da inveja, e ter um pingente com uma figa em seu pescoço. No Mediterrâneo, o mais famoso amuleto tradicional era formado por três miniaturas presas por um cordão vermelho (pedaço de coral vermelho, representação de um gato preto e uma tesourinha que corte de verdade). Um dos mais conhecidos amuletos para se ter um bom parto é o uso de uma chave, que pode ser usada durante toda a gravidez até o momento do parto. Para consagrar seus amuletos, deixe-os tomando banho de lua cheia durante uma noite, antes de usá-los.
Com a proximidade da data prevista para o parto, a gestante poderá montar um pequeno altar com imagens de deusas protetoras, uma taça com água, símbolos de proteção e fertilidade, incensos de rosas e lótus, objetos de poder da mãe, amuletos de proteção e o que mais a futura mãe quiser.
Se quiser seguir uma antiga tradição, pode enterrar a placenta embaixo de uma árvore frutífera, onde futuramente também serão acrescentados o cordão umbilical, o cabelo e as unhas do primeiro corte.
Antigamente, era comum plantar uma árvore para cada filho que nascia. Se você tiver essa possibilidade, não a desperdice.

A Lua e a Gravidez

Mito ou realidade? O quanto a Lua influencia no parto? Uma mudança na fase da lua pode fazer uma criança nascer?

Não existe uma só publicação científica na área da Medicina que comprove a influência da lua nos partos. Entretanto, muitos médicos admitem que há um número maior de nascimentos nos dias de virada ou durante a fase da lua cheia. Uma coincidência inexplicável e quase mística tratada com desdém pela comunidade científica por causa da falta de comprovação.

Mas algo realmente inegável acontece, “uma ligação desconhecida entre a Lua e o nascimento”, concordam os ginecologista e obstetras. Há relatos médicos que dizem que conforme a transição lunar, o número de nascimentos nos hospitais chega a triplicar, fazendo inclusive com que alguns médicos programem o seu trabalho conforme o calendário lunar.

Na tentativa de uma explicação para o fenômeno, alguns profissionais da saúde dizem que, por tradição, os ciclos menstruais da mulher são contados pelo sistema do mês lunar, com apenas 28 dias. A gestação também obedece o mesmo ciclo. Em média, são contados nove ciclos da lua — e não nove meses completos —, desde a fecundação até o momento previsto do parto.

Mesmo ainda sem comprovações sobre a influência da lua sobre o nascimento de bebês, é certo que o satélite é capaz de proporcionar mudanças em elementos da Terra. Os mais visíveis dizem respeito aos elementos fluidos, como a água das marés e os ventos atmosféricos.

Fonte: Gestantes.net

Alguns pais entendem a data provável do parto como um momento «limite» a partir do qual a gravidez não pode prosseguir, quando afinal ela é meramente uma referência que permite, de forma aproximada, identificar o momento em que ocorrerá o parto. Por isso, é importante que compreenda como é determinada esta data, qual o seu significado e o que deve esperar em termos de vigilância e atitudes clínicas quando a sua gravidez ultrapassa essa data.

As nossas avós e as suas mães, numa época em que não era comum a vigilância médica da gravidez, utilizavam o ciclo lunar para predizer o momento aproximado do parto. Efectivamente, o ritmo de luz nocturna determinada pela variação lunar regula os ritmos biológicos da mulher, particularmente as variações hormonais subjacentes ao seu ciclo menstrual. É por esse motivo que ainda hoje se considera que o ciclo menstrual da mulher tem a duração média de 28 dias – mês lunar.

A comunidade científica considera actualmente que a duração média da gravidez é de 280 dias, ou 40 semanas, a contar do primeiro dia da última menstruação. Isto corresponde a aproximadamente nove meses no calendário regular ou a dez meses lunares – pelo que a «contagem das luas» das nossas avós estava bem próxima da verdade! Subjacente a este cálculo estão as premissas de que a mulher tem ciclos menstruais regulares de 28 dias, e que terá ovulado e, portanto, concebido ao 14º dia do seu ciclo. É aqui que começam as variações, já que a duração do ciclo menstrual normal pode ser bem diferente.

Se uma mulher tem ciclos de 35 dias, a sua ovulação ocorrerá provavelmente ao 21º dia do ciclo e essa diferença de sete dias (ou seja, uma semana) terá de ser acrescentada aos 280 dias de duração provável da gestação, já que a concepção, no seu caso, foi mais tardia! Talvez pareça confuso, mas pretende-se apenas que seja compreensível para si que a determinação da data provável do parto pode não ser fácil e que apenas cerca de 5% dos partos ocorrem na data esperada, considerando-se normal que ocorram até três semanas antes ou duas semanas depois da mesma, isto é, entre a 37ª e a 42ª semana de gravidez (período considerado como «gravidez de termo»).

Fonte: Revista Pais & Filhos (Portugal)

O Ato de dar à Luz

“A criança entra no mundo e a mãe alcança um novo nível de consciência; nenhum dos dois será o mesmo de antes” – Isabel Allende.

Dar à luz é como um ritual de iniciação. Não deixa de ser um importante rito de passagem: a futura mãe desce ao mundo das sombras (e da dor), entrega-se à morte (do seu eu anterior), nascimento (da criança) e renascimento (de si mesma como mãe).

O milagre do nascimento de um novo ser. A energia luminosa que transpira do corpo da mulher. O instinto materno. Tudo isso junto e chegando ao mesmo tempo para uma só pessoa: a nova mãe. Ela foi iniciada. Não é mais como as mulheres que não são mães. Apesar de todas as dores que ela sentiu, ela passaria por tudo novamente, por ter esta como a mais intensa e comovente vivência em sua vida.

Tirando os casos onde se faz realmente necessária, a cirurgia cesariana muitas vezes vence pelo comodismo urbano, pelo afastamento da mulher da natureza, pela conveniência e pelas facilidades tecnológicas.

“Impede-se desta maneira artificial a metamorfose natural da mulher em mãe, que deixa de experimentar o estágio da dilatação como a entrega total, sem reservas, dissolvendo-se na dor até descer profundamente no próprio ventre da Terra, de onde precisa voltar juntando todas as suas forças para o trabalho final e árduo de empurrar a criança e alcançar o clímax orgásmico da vitória final” – Mirella Faür.

Dentro do possível, a mulher deve manter sua consciência e participação ativa no parto, para depois manter o contato físico com o bebê, acariciá-lo, sussurrar-lhe palavras carinhosas e dar-lhe o peito pela primeira vez.

Para uma mulher pagã, é inconcebível a ideia de “optar” por uma cesariana simplesmente porque “não quer sentir dor”. Para quem tem condições financeiras, há diversas casas de parto e doulas que fazem parto domiciliar. De qualquer forma, há o resgate do parto natural, e se você tiver condições de fazer isso, sem complicações na gravidez, por favor, faça – por você e pelo seu bebê. O parto é uma cerimônia sagrada de iniciação e transformação. Não deixe passar batido.

Rituais Pós-Parto

Você tem o seu bebê nos braços. Veja alguns rituais para realizar nesse momento tão importante:

Assim que o segurar nos braços pela primeira vez, abençoe-o fazendo um sinal sobre a sua cabeça. Pode ser um pentagrama, uma cruz solar, uma ankh, uma espiral, um triskle, um olho de Hórus, ou o que você preferir. Na sequência, dê um sopro da vida em seu rosto, sussurre uma bênção e o seu nome secreto. Esse “nome secreto” deverá ser um nome escolhido por você e proferido somente em situações importantes. É uma espécie de nome de poder que você usará em segredo quando realizar rituais de proteção, sorte, amor, prosperidade etc, com relação ao seu filho. Será um vínculo entre vocês dois. Você também pode sussurrar esse nome quando estiver tentando acalmá-lo. O nome deve ser secreto e jamais utilizado em brincadeiras ou pronunciado na frente de estranhos.
Leia anteriormente sobre as Deusas do Destino e envolva-se com seus mitos. Tradicionalmente, elas eram invocadas antes do nascimento, mas apareciam somente no terceiro dia, para abençoar e conferir qualidades ao recém-nascido. Você pode preparar um pequeno altar para as três deusas, antes de ir para o hospital ou entrar em trabalho de parto. Esteja com a mente aberta para receber mensagens, presságios ou sonhos significativos.
Você pode escolher fazer algo com a placenta em vez de deixar os médicos descartarem no lixo hospitalar. Leia algumas lendas e costumes a respeito para se decidir. Na mais simples das hipóteses, você pode enterrar em algum vaso que fique em sua própria casa ou colocar em algum cesto no mar, como oferenda e agradecimento pelo parto bem-sucedido.
O primeiro banho do bebê pode ser dado em uma infusão de manjericão, alecrim e alfazema por você, pela madrinha ou pela avó. Você também pode guardar sachês dessas ervas juntos com o enxoval, para conferir proteção. Ao tirar o bebê do banho, faça-lhe uma massagem com óleo próprio para isso, entoando bênçãos e palavras carinhosas enquanto faz isso.
Coloque um galhinho de arruda na cabeceira do berço do bebê, para conferir proteção e evitar o mau-olhado. Evite que muitas pessoas peguem no seu bebê, especialmente se você não sente uma boa energia nelas. Você também pode inscrever símbolos de proteção no berço e na roupa de cama. Escreveremos um novo artigo somente com técnicas de proteção contra o mau-olhado para bebês muito em breve.
Após o término do sangramento puerperal, seu útero ainda está em fase de recuperação, você está cansada e se adaptando à nova rotina. Tome um banho ritual caprichado, consagrando cada parte do seu corpo com ervas, óleos e massagens. Sinta-se nutrida, amada e abençoada. Você pode acender uma vela branca (donzela), uma vela verde (mãe) e uma vela violeta (anciã) e entoar preces para cada uma delas, logo depois.
O ritual de batismo não precisa ser formal. Você pode fazer uma pequena reunião em casa com parentes e amigos queridos, onde apresentará o bebê e receberá presentes verbais, tais como “que você tenha muita saúde” ou “que você herde o dom musical da sua mãe”. Você também pode fazer um ritual de apresentação à natureza, aos elementais, aos guardiões dos pontos cardeais, às divindades que você cultua etc. Lembre-se de sussurrar o nome secreto do seu filho perto do seu rosto sempre que tiver a oportunidade. Você também pode realizar um ritual de consagração do nome, se desejar.
Realize uma reunião pós-parto com suas amigas em sua casa, para celebrar a nova fase de sua vida.

A Maternidade Pagã

Desde o início dos tempos, a mulher é vista como sagrada, por ter o dom de dar à luz um novo ser humano. Hoje, apesar de a maioria das mulheres ter se distanciado da sua natureza, é comum as mulheres pagãs retomarem essa ligação, e a maternidade é um momento onde todos os sentimentos – inclusive essa ligação – ficam à flor da pele.

O ato de dar à luz ainda é considerado sagrado. Não deve ser visto como um momento de sofrimento e ansiedade. Você, que está grávida, veja seu corpo como uma dádiva da natureza. O fato de ser fértil e capaz de gerar uma vida dentro de você deve ser visto como algo maravilhoso, porque realmente é. E, por maior que seja a participação do pai da criança, a gravidez até o parto é uma transformação da mulher.

Desse ponto de vista, é chocante pensarmos em como hoje são as práticas obstetrícias: a imobilização forçada da gestante, a indução do parto, o uso de drogas que tiram a consciência da mãe, as intervenções cirúrgicas planejadas antecipadamente sem necessidade, além do tratamento frio dado à mãe e ao recém-nascido.

Existe o consenso de que só uma mulher que pariu pode compreender e apoiar o sofrimento de outra mulher. Atualmente, há o resgate da prática de doulas, ainda que não seja algo difundido comumente.

O Cristianismo transformou o ato de dar à luz em algo impuro, e que a mulher deveria sofrer pois estava pagando pelos seus pecados. O que era visto como sagrado, passou a ser visto como parâmetro para dor: “aquilo doeu mais do que a dor do parto” ou “não existe dor pior que a dor do parto” – conceitos que ficaram na mente de todas as mulheres e transformaram o momento do parto em algo temido e indesejado. O batismo servia para “purificar” aquele bebê. Dentro das crenças pagãs, sabemos como isso tudo é absurdo.

É necessário que as mulheres pagãs conheçam mais sobre a história da maternidade e reivindiquem seus direitos – resgatem rituais para reconsagrar seu corpo e sua alma.

Fundamental é ter em mente que uma concepção consciente implica sexo consciente. Não faz parte do respeito aos nossos corpos induzir uma gravidez sem que você e seu parceiro estejam de acordo. Também não é respeitoso com ele, muito menos com o seu bebê.

Veja abaixo alguns textos relacionados a esse assunto, para que a sua gravidez possa ser celebrada.

Ritual de Nut Para Engravidar

Alguns casais possuem problemas para conceber um filho. Esse é um ritual que invoca a Deusa Nut, para auxiliá-los nessa tarefa, pois ela é uma Deusa da Fertilidade.

Nut possui seu ventre coberto de estrelas, sendo assim, uma boa maneira de invocar suas bênçãos é usando o símbolo de uma estrela, que também representará o seu desejo de ter um filho.

Comece, portanto, por encontrar esse amuleto que pode ser uma jóia com a forma de uma estrela ou com a figura gravada. Procure com calma, e deixe que o símbolo da estrela encontre você.

Depois de adquiri-lo, é hora de pedir a ajuda da Deusa. Suspenda a estrela em frente a chama de uma vela azul escura. Invoque a bênção da Deusa Nut dizendo:

Nut, te peço que me abençoes com a graça de um filho.
Ajuda-me a conceber ou, se não há outro remédio,
a encontrar a realização sem um filho.

Se conseguires engravidar, depois do nascimento da criança, enterre a estrela em meio a natureza, em um lugar tranqüilo, como uma oferenda à Deusa Nut.

Ritual de Diana Para ter um Bom Parto

O parto é um evento profundamente místico e importante, porém muitas mulheres quando se aproximam dele ficam muito angustiadas e inquietas. Hoje a medicina está muito adiantada e hoje ter um filho já não apresenta tantos perigos como antigamente, entretanto há a possibilidade de se beneficiar da confiança que dá ao se invocar a Deusa Diana (Ártemis), padroeira das mulheres no momento do parto.

Os gatos são sagrados para a Deusa Diana e você necessitará conseguir um pouco de pelo de gato negro para esse ritual. Não há necessidade de cortar, passe a mão em seu dorso, faça um carinho e ao mesmo tempo conseguirá adquirir um pouco de seu pelo. Entretanto, se for muito pouco, daí sim, corte uma mecha. Se conseguires encontrar uma gata e ela estiver esterilizada, melhor ainda.

De posse da mecha de pelos guarde-os em uma bolsinha de veludo preto ou em uma caixinha de prata específica para guardar pelos (existem até pingentes para esse fim). Você deverá usar esse amuleto durante o parto, por isso escolha algo que goste muito. Dessa maneira, a Deusa Diana estará presente nesse momento mágico de sua vida, para cuidá-la.

Fonte: Bruxaria.net

As Dríades, Espíritos das Árvores





Na Mitologia celta, dia 01 de junho e o Dia das Dríades, os espíritos das árvores.

Assim como os Homens Verdes Celtas protegiam a Vegetação e Pessoas, existia para a Civilização dos Celtas, também um Espírito Feminino, Protetor em especial das Árvores, as Dríades.
De acordo com estas antigas lendas as Dríades, nasciam com uma Árvore e a ela estariam intrinsecamente ligadas até a sua Morte. Como os Homens Verdes Celtas, as Dríades possuíam poderes Mágicos, aos quais gentilmente ensinavam aos grandes Sacerdotes Celtas, os Druidas.
Estas Belas Mulheres-Árvores, também eram receptivas ao Ser Humano de Coração Puro e a ele poderiam oferecer Proteção e atender pedidos, que há ninguém nem à Natureza pudessem prejudicar.
Para aqueles, que ainda hoje acreditam nos Poderes Divinos da Mãe Natureza, um pedido Digno e Nobre a uma Dríade, jamais deixa de ser atendido.
Uma forma simples de realizar tal intento é através de um singelo

Ritual de Pedidos às Dríades

Para realizar um Ritual às Dríades bastas que façamos uma pequena Festa a elas.
Num Lugar Verde, onde exista ao menos uma Árvore (pode até ser no Quintal de sua Casa), faça uma festa com um Bolo, um Pão, um Cálice de Vinho e uma melodiosa e alegre Música Celta. Antes de comer, procure relaxar junto a este Abençoado Ambiente e por certo, assim sentirá a presença das Dríades.
Quando percebê-las então dance com elas, procurando visualizá-las à sua volta ( não se preocupe, se não conseguir vê-las, elas lhe atenderão da mesma forma, pois estarão gratas por seu carinho).
Feito isto ofereça-lhes com Fé e Respeito os Alimentos que trouxe e coma também.
A porção destinada às Dríades deixe-a aos pés da Árvore. Finalize o Ritual com um Caloroso, Puro e Sincero Abraço na Árvore. Após um Dia, retorne ao local e recolha os resíduos dos Alimentos adequadamente.


Feitiço para obter ajuda de uma Dríade

Dríade é o espírito que reside em cada árvore. Para obter sua ajuda escreva em uma fita vermelha o seu desejo e amarre-o em um galho de uma árvore (a árvore com o poder relacionado com o seu pedido) e diga: “Grande Deusa e Grande Deus, permitam a realização de meu desejo, espírito desta árvore, ajude- me a concretizar esse meu desejo, Em nome da Deusa e do Deus Este encantamento está feito!” Ao terminar, deixe alguma oferenda (uma mexa de seu cabelo, uma moeda…) em homenagem a árvore.

Magia e Encantamento das Árvores

Culto à Árvore

O culto às árvores é a primeira forma que surgiu de religião. O culto envolvia originalmente o sacrifício de seres humanos e de animais aos “espíritos das florestas” em troca de proteção contra o infortúnio.
Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.

Deuses e Espíritos das Árvores

A Arvore, símbolo fálico e sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apoio e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, e Júpiter e o grande carvalho.

A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego como do romano, tinham nascido sob árvores, e, em vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pena
ou da ira dos deuses poderosos.

As árvores têm sido encarnações e símbolos de várias deidades (Gautama Buda encarnou como espírito de árvore 43 vezes) e também serviram como residência de espíritos, ninfas e vários outros seres sobrenaturais, aos quais eram consagradas.
O génio da antiga Arábia vivia dentro de árvores e possuía poderes de mudar as formas. Na Alemanha e na Escandinávia, acreditava-se que criaturas semelhantes a duendes estranhos, conhecidas como “esposas-de-musgo” ou “mulheres-selvagens”, habitavam determinadas
árvores nas florestas. Na Rússia existem histórias de demónios de um olho só. Na América do Sul, fantasmas perigosos da floresta, que atraem os humanos para a morte, habitam as florestas. No folclore japonês, existem grotescos espíritos da floresta que possuem cabeça e patas de falcão, corpo de homem e um grande nariz. No antigo Egito e na Pérsia,
vários deuses e deusas frequentemente habitavam ou tomavam a forma de árvores (sicômoros sagrados em particular), e, na Grécia, as três ninfas conhecidas como dríades e hamadríades tinham a vida ligada a determinada árvore, sentindo qualquer dano a algum galho ou ramo, como um ferimento, e morrendo quando a árvore murchava ou morria.

Assim como havia associações mitológicas entre os deuses e as árvores, havia também associações entre elas e as ninfas; Rea e a romã; Hélica e o salgueiro; Filira e a lima; Dafne e o laurel, entre outras.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com a fertilidade. Entretanto, é crença comum entre o povo Basoga da África
Central que um espírito da árvore ficará enraivecido se sua moradia for cortada e trará a morte para o chefe da tribo e para toda a sua família.
Os iroqueses e outras tribos nativas americanas acreditam que cada árvore possui o seu espírito guardião ou deus guardião, sendo costume agradecer-lhe pêlos presentes que dão em forma dos frutos.

Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.

As Arvores na Religião Antiga

A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos, e os rebentos que nasciam sobre as sepulturas dos seres humanos ou dos animais sacrificados eram tidos como especialmente sagrados.

As árvores eram símbolo essencial da religião caidéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.
Na antiga Ática, durante a orgia dionisíaca (o festival do deus grego do vinho, Dionísio), as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com guirlandas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos.
(Outro estágio de estili-zação da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e, por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)
Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era, então, adorada. Penduravam-se, também, várias oferendas e presentes, trofeus de caça e armas dos conquistadores para trazer boa sorte.

Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos aos novos caminhos do cristianismo, as pessoas continuaram a acender velas e a oferecer pequenos sacrifícios sob árvores sagradas. (Nos tempos atuais os Bruxos ainda penduram guirlandas sobre certas árvores e dançam em torno de seus troncos.)

Yggdrasil

O conceito de universo como árvore aparece repetidamente na mitologia e no simbolismo pagãos, sendo talvez mais bem conhecido na sua forma escandinava, onde, acredita-se, um freixo gigante sempre verde, conhecido como “Yggdrasil”, é a “Arvore do Mundo”, que liga o Céu ao submundo. Seu tronco sagrado passa pelo centro do mundo, e seus galhos se espalham sobre os céus e estão cheios de estrelas brilhantes. As três deusas do destino habitam suas raízes, junto com uma serpente gigantesca, semelhante a um dragão. Debaixo do Yggdrasil, os deuses teutônicos se reúnem todos os dias para julgar.

A Árvore da Vida

O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contêm uma gigantesca Árvore da Vida, que é a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pêlos mortais.
A Árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira — uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. (De acordo com a antiga religião asteca, o “leite” da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pêlos deuses.)

Na Cabala, a Árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Génesis, capítulo II) existe menção à Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.

De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma Árvore da Vida sagrada. A macieira era a Árvore da Vida adorada pêlos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era também a tamareira, e Árvore da Vida na história do “Jardim do Éden”, da Babilónia, era a palmeira. Na Índia, a Árvore da Vida sagrada (Asvatthd) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam às profundezas do submundo.
A figueira é tida como a Árvore da Vida por muitos povos, sendo com frequência adorada como a Árvore do Conhecimento. Os kayans do Boméu Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma Árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu
dos céus na terra.

Bosques Sagrados

No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.
Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.
Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castrá-lo.
Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais tendam os bosques sagrados e os consideravam perigosos e maus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição da mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira
da deusa Demeter.
umbigo do culpado e pendurá-lo na parte da árvore que tinha sido atingida. Esse era, então, conduzido em torno do tronco várias e várias vezes ate que o lado interno do seu corpo estivesse ferido para substituir a casca retirada.
Em várias outras partes do mundo existem leis contra o corte de árvores ou de danos causados a elas, e até o século 14 o simples ato de quebrar um galho era considerado pecado na Láturânia.

Árvores e Vampiros

Na Era das Trevas, os juníparos eram utilizados como proteção contra vampiros em vários países. Acreditava-se que freixos, oervinas e sorveiras possuíam qualidades místicas e protetoras, e a madeira dessas árvores em particular era esculpida em forma de estacas e enterradas no coração dos corpos suspeitos de se transformarem em vampiros e de se levantarem das tumbas à noite em busca de sangue humano.

Tradições sobre as Árvores

Desde os tempos antigos, as árvores têm desempenhado papel importante na medicina popular, no xama-nismo, na divinação, na magia e na superstição. Suas raízes, cascas, folhas, galhos, sementes e frutos curaram muitas doenças, protegeram casas, seres humanos e animais contra o mal, a má sorte e os raios, trouxeram força para bebidas e poções mágicas e afrodisíacos, e auxiliaram Bruxos e Feiticeiros no lançamento de todos os tipos de encantamentos maravilhosos da magia.

Acácia

Na índia e na Patagônia, acredita-se que a acácia seja habitada por espíritos, sendo realizadas várias oferendas e sacrifícios em troca de fertilidade, cura e proteção contra o mal e o infortúnio. A madeira da acácia é ritualisticamente queimada nos altares sagrados dos budistas e utilizada para preparar os fogos sacrificiais dos hindus.

Amieiro

Nos tempos antigos, o amieiro era usado nos ritos de idolatria em honra à deusa Astarte e nas práticas divina-tórias para diagnosticar doenças. Segundo a lenda, o amieiro sangra, chora e começa a falar quando é cortado. Houve uma época em que era ilegal cortar um deles.
É usado, na medicina popular, no tratamento de queimaduras, coceiras e reumatismos.

Macieira

A macieira é conhecida na Europa como Árvore da Imortalidade pela Sabedoria”, e seu fruto tem sido assunto de inúmeros provérbios e ditos populares.
De acordo com lendas irlandesas, as macieiras (como as nogueiras, os carvalhos e as cinco árvores místicas que representam os cinco sentidos) eram produzidas pelo deus trifólio (ou trevo) Trefuilngid Tre-Eochair, que foi associado a São Patrício, e, também, eram conhecidas como a Árvore Tripla ou Chave Tripla (nome que se refere ao tridente, ao falo triplo, destinado a fertilizar a Deusa Tripla.)
Em várias partes da Europa planta-se uma macieira quando nasce um bebé e acredita-se que esse bebé crescerá ou definhará junto com a árvore. O costume de plantar uma “Árvore do Nascimento” é também comum na África Ocidental, na Papua, Nova Guiné, no sul dos Estados Unidos e em regiões do Bornéu holandês.
Na mitologia dos índios iroqueses, a macieira é a árvore central do Céu. A madeira da macieira é transformada em varetas que são utilizadas para traçar círculos mágicos, e o seu futuro usado na magia do amor, nos encantamentos Vudu de amor, nos amuletos para fertilidade, nas divinaçoes e nos encantamentos para imortalidade. Os clérigos da Idade Média acreditavam que as feiticeiras podiam provocar uma possessão demoníaca por intermédio’de maçãs encantadas ou envenenadas dadas as suas vítimas escolhidas.
A tradição de procurar maçãs no Halloween é remanescente da antiga divinação mágica druida do casamento, e, na Europa medieval, acreditava-se que uma mulher solteira poderia ver a imagem de seu futuro marido se descascasse uma maçã diante de um espelho iluminado por uma viIa na noite do Halloween.
A maçã é mais conhecida como o fruto proibido comido por Adão e Eva, mas o fruto não foi identificado na Bíblia, e a maçã nunca mencionada em relação à história de Adão e Eva.

Freixo

Na Irlanda, as varetas feitas de freixo eram usadas pêlos druidas nos seus rituais mágicos. Na Escócia, o freixo era usado para proteger as crianças dos feiticeiros e, na Inglaterra, como remédio popular para curar verrugas. As crianças eram frequentemente rezadas com ramos de freixo para serem curadas de cortes e raquitismo. Bastões de freixo eram usados para curar doenças pela magia em animais domésticos, para traçar círculos mágicos e manter longe as serpentes.

Bambu

O bambu simboliza, na Índia, a amizade, sendo o emblema do fogo sagrado. Sua madeira é comumente usada em rituais mágicos das tribos melanésias e entre os Semang da Malaia. No Japão, é tida como sagrada e está ligada ao culto da lua e à magia lunar.

Figueira de Bengala

A figueira-da-índia é sagrada para os videntes e ascetas da Índia, sendo a Árvore do Conhecimento na mitologia indiana. O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.

Loureiro

O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na divinação e nos sonhos mágicos. Os herbalistas da antiguidade usavam suas raízes para tratar as enfermidades do fígado, do baço e de outros órgãos, internos. Acreditavam que os frutos da árvore podiam neutralizar o veneno das criaturas peçonhentas e auxiliavam no tratamento das tosses e da tuberculose. As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para proteger as casas dos raios e dos trovões, e para manter longe os feiticeiros e os demónios.

Vidoeiro

Na mitologia escandinava, o vidoeiro simboliza o renascimento da Primavera. Como uma árvore da magia, o vidoeiro é usado nos rituais de purificação e nos trabalhos com o tempo atmosférico. A vassoura dos Bruxos (de galhos) era tradicionalmente feita de vidoeiro.
É uma antiga superstição na Terra Nova que uma vassoura de vidoeiro “limpará” a família.
Uma vassoura especial feita com galhos de vidoeiro era usada na Europa medieval como açoite para exorcizar os demónios, os duendes e os fantasmas. Em certas áreas da Rússia é costume, no domingo de Petencostes, vestir um vidoeiro com roupas de mulher.

Cedro

Na Mesopotâmia, o cedro era tido tanto como deidade quanto como oráculo. Diz-se que para revelar os que praticam as artes negras da feitiçaria basta queimar varetas de sabugueiro no fogo da noite de Natal ou cortá-las na véspera do dia de São João. Os frutos podem ser levados nos bolsos, como amuletos para proteger contra a inveja venenosa e também podem ser usados em torno do pescoço, como remédio mágico contra hidropisia. As flores do sabugueiro, com seu perfume doce e acentuado, há muito são associadas à morte e aos funerais, e houve época em que se acreditava que, se um broto de sabugueiro plantado numa sepultura começasse a crescer, era sinal de que a alma de quem estivesse ali enterrado se
encontrava em paz.
Antigamente penduravam-se flores de sabugueiro nas portas do estábulo para proteger os cavalos da magia negra. Guirlandas feitas com elas eram usadas pêlos druidas para decorar altares sagrados para Beltane e para afastar as influências malignas.
Os nativos americanos chamavam o sabugueiro de “árvore da música” e faziam flautas mágicas dos seus ramos. Usavam também a casca como antídoto, sob a forma de cataplasma, nas inflamações e nos inchaços dolorosos.
Todas as partes do sabugueiro têm sido usadas pela medicina popular no tratamento de numerosos distúrbios e doenças. Os frutos de cor púrpura escura fazem um vinho delicioso, e as flores secas podem ser usadas para fazer um chá relaxante. O sabugueiro tem sido usado pêlos Bruxos como afrodisíaco e pode também ser ingrediente mágico em vários encantamentos de amor, proteçào e prosperidade.

Olmo

O olmo é uma árvore frondosa que se diz possuir poder místico para proteger contra os raios. Na Inglaterra, era associado aos duendes, e os santeros da Santería o utilizavam no lançamento de encantamentos mágicos.
Segundo a mitologia teutônica, a primeira mulher sobre a terra foi criada de um olmo pêlos deuses. Na medicina popular é usado para tratar de inchações, tosses, doenças de pele e infecções venéreas.

Figueira

A figueira é o símbolo da paz e da plenitude. Acredita-se que sua sombra seja frequentada por espíritos; sua casca e frutos são usados tanto na magia como na medicina popular para tratar vários problemas e doenças.
Segundo os Evangelhos, a figueira era “amaldiçoada com a infertilidade” por Jesus Cristo porque se recusou a dar um fruto para ele fora da estação (Marcos 2: 13-22). O Livro do Génesis testemunha que as folhas da figueira foram usadas por Adão e Eva logo que eles adquiriram o conhecimento para cobrir a nudez.

Aveleira

A aveleira sempre esteve associada aos Bruxos, e o nome “aveleira-dos-bruxos” sobrevive até hoje. A árvore tem sido associada também ao deus Thor.
É conhecida como a “Árvore do Conhecimento” (especialmente nas lendas irlandesas), sendo usada nos encantamentos mágicos para a imortalidade, proteção e cura. Acreditava-se que os bastões de aveleira possuíam propriedades divinatórias, e há muito é usada pêlos rabdo mantos para localizar tesouros enterrados e água. São também tradicionalmente usados
como varetas pêlos magos brancos e para proteger os animais contra encantamentos das fadas ou dos demónios maldosos. Segundo o folclore galês, os ramos de aveleira tecidos em “capas do desejo” ajudam a realização dos desejos.

Louro

O louro é símbolo da imortalidade, da vitória e da paz. Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e está associado à inspiração poética. Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da Deusa Tripla para induzir o transe poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do Oráculo de Delfos para inspiração oracular. O louro é largamente usado em todas as formas de magia do amor, do desejo e da cura.

Limeira

Na Alemanha, a limeira era sagrada. Segundo lendas populares e superstições, era habitada por duendes e possuía o poder de fazer os heróis dormirem um sono encantado.
Seus fruto é usado principalmente na magia do amor, mas, em certas partes da Índia, é o ingrediente principal em várias maldições poderosas.
Na medicina popular, a lima é usada como emplastro para ferimentos e para tratar de resfriados, dores de garganta e escorbuto.

Bordo

O bordo é o símbolo da reserva. Houve época em que seus galhos eram comumente usados como bastões de adivinhação para localizar águas subterrâneas. Suas folhas são usadas pêlos japoneses nos festivais da florada. A decocçao feita com suas cascas é utilizada em várias tribos norte-americanas para provocar o vómito.

Murta

A murta é uma árvore verdejante, simbolicamente associada ao amor e ao casamento, e sagrada para muitas deusas do amor. É também símbolo da autoridade, da imortalidade, da morte e da ressurreição.
Guirlandas de flores de murta eram usadas pêlos antigos noivos romanos no dia do seu casamento; mas era também o símbolo do amor ilegal ou incestuoso, e foi muitas vezes banida de várias cerimónias religiosas. Na magia popular, a murta é usada nos encantamentos de amor, nos amuletos, nos afrodisíacos das paixões e nos encantamentos para atrair boa sorte.

Carvalho

O carvalho é uma árvore com várias e antigas associações mitológicas e mágicas. Na tradição alexandrina de Wicca, o carvalho simboliza os aspectos crescentes do ano do Deus Chifrudo. Era tida como a “árvore do oráculo”, pelo filósofo grego Sócrates, e como a mais sagrada das
árvores, pêlos antigos druidas celtas, que acreditavam que as folhas possuíam grandes poderes sobrenaturais para curar e renovar as forças.
As bolotas (o “fruto” do carvalho) eram comidas pêlos druidas na preparação para realizar profecias.
Os antigos romanos também acreditavam nos extraordinários poderes do carvalho e, para se proteger das forças do mal, eles usavam guirlandas feitas com suas folhas sobre cabeça, como coroas protetoras. Sacrifícios humanos eram realizados ao deus fenício Baal “sob cada
carvalho frondoso” (Ezequiel 6:13), e, na Estónia, o sangue dos animais sacrificados era despejado nas suas raízes, como libação aos deuses. O carvalho é a madeira tradicional e essencial para as achas do Natal e nas fogueiras do Solstício de Verão. Seus ramos são usados nos encantamentos wiccanianos para atrair boa sorte, e a casca da árvore é transformada em incenso para glorificar deuses e deusas para os quais o carvalho é sagrado. Na medicina popular, o chá de carvalho é usado no tratamento de oxiúros, pedras da vesícula, dentes moles e doenças venéreas.

Oliveira

O oliveira é um símbolo da paz e das bênçãos divinas. Seus ramos faziam as coroas que eram usadas pêlos noivos gregos, conquistadores romanos e deuses que viviam no topam do Monte Olimpo. Ramos de oliveira eram colocados em chaminés e sobre as portas para impedir a queda de raios e para afastar feiticeiros, demónios e fantasmas.
A oliveira e seu fruto têm sido usados em encantamentos para cura, na magia do amor e nos antigos ritos de fertilidade. Seu óleo é usado para untar velas de altar, abençoar estátuas religiosas e alimentar lâmpadas sagradas de templos.

Laranjeira

A laranjeira é o símbolo do amor eterno, da castidade e da pureza. Suas flores eram usadas como flores de noivado, e seus frutos, pêlos praticantes de Vudu na magia do amor, e pêlos feiticeiros europeus na magia negra complacente.

Palmeira

A palmeira é a Árvore da Vida e local de habitação da Deusa e vários mitos antigos. É usada pêlos santeros nos rituais de fertilidade e na magia de trabalhos com o tempo atmosférico.

Pessegueiro

Na China, o pessegueiro é emblema da longevidade e símbolo sagrado do ioni da Deusa. Acreditava-se que a árvore possuísse forças espirituais fortes, e as varetas mágicas feitas dos seus galhos eram usadas pêlos chineses nos encantamentos de imortalidade, nos rituais de fertilidade e nos ritos para manter os demónios e espíritos malévolos afastados O pessegueiro, no Japão, simboliza a fertilidade, e sua madeira é usada para bastões divinatórios pêlos rab-domantes.
Varetas de pessegueiro são usadas na medicina popular para tratar problemas de estômago, abdómen inchado e dores no coração. Segundo uma antiga crença, na Itália e nas regiões do sul dos Estados Unidos, as verrugas podem ser curadas, enterrando-se folhas de pessegueiro

Pereira

Em várias partes da Europa planta-se uma pereira quando nasce uma menina, e acredita-se que a criança crescerá ou definhará junto com a árvore

Pinheiro

O pinheiro simboliza a vida, a longevidade e a imortalidade. A pinha é o símbolo semítico da vida. Na mitologia japonesa, os espíritos do pinheiro são conhecidos como Jo e Ubá. Essas árvores são o símbolo da fidelidade no casamento, e existem numerosos mitos sobre amantes devotados que foram magicamente transformados em pinheiros. Os galhos do pinheiro são utilizados em várias cerimónias dos nativos americanos, e sua fumaça é usada pêlos indianos para tratar problemas de reumatismo, tosse e resfriados.
Elas são plantadas como “Árvores do casamento” no Tirol e usadas pêlos Bruxos na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de proteção, cura e encantamentos, bem como para atrair o afeto de uma pessoa. O incenso de pinho é comumente usado na magia para desfazer outra, e nos ritos de purificação.

Álamo

O álamo-branco é tido como a árvore do Equinócio do Outono e da antiguidade. Na Grécia pré-helênica, o álamo-preto era usado como “árvore de funeral” e consagrado à Mãe Terra.
No antigo folclore romano, os álamos eram sagrados para o herói Hércules, e, no século 17, na Inglaterra, suas folhas constituíam ingrediente importante nos “caldos-do-infemo” e nos amuletos mágicos.

Sorveira

A sorveira (também conhecida como freixo-das-mon-tanhas) tem várias associações mágicas e míticas. Era uma das árvores sagradas dos druidas, e acreditava-se uma proteção contra feitiçaria e espíritos do mal na Idade Média.
Os frutos da sorveira eram usados para curar os ferimentos adquiridos nas batalhas, e acreditava-se que davam ao homem um ano extra de vida. Atualmente os frutos secos são moídos e transformados em incenses mágicos que são queimados ritualisticamente para invocar a Deusa, os guias espirituais familiares dos Bruxos ou espíritos elementais.
As folhas são usadas em divinaçoes de amar e encantamentos ou em rituais
destinados a ampliar a criatividade poética. Antigamente a sorveira do Dia dos Bruxos era celebrada no antigo festival celta de Beltane (Véspera de Maio), que é, agora, um dos quatro
grandes Sabás celebrados pêlos Bruxos.

Salgueiro

O salgueiro, em geral encontrado próximo de poços sagrados, há muito tem sido associado à Bruxaria e ao culto da Deusa. Era tido como sagrado pêlos Bruxos e poetas pagãos, pois todas as suas partes são úteis na prática da magia. A madeira dá varetas excelentes para rituais de cura e magia lunar, e pode também ser usada em talismãs quando se busca a
proteçào da Deusa.
Os salgueiros, que são associados tanto à cura como à Primavera, são apropriados para decorar os altares no Candiemas, pois esse Sabá (também conhecido como Imbolc) é o festival de Brígida — a deusa pagã da cura e dos poços sagrados. Eram usados pêlos druidas como amuletos protetores, e, na Idade Média, havia a crença comum de que as famílias dos Bruxos cresciam entre os salgueiros.
No norte da Europa, o salgueiro estava tão ligado à Religião Antiga que até a palavra witch (feiticeira) tem a mesma raiz de willow (salgueiro). Na China, o salgueiro é reverenciado como a árvore da Imortalidade, e, na Europa, é o símbolo da eloquência.

Teixo

O teixo, como outras coníferas, é conhecido como a “Árvore da Imortalidade” em várias partes do mundo. Era comumente usado na prática da feitiçaria medieval, sendo um dos ingredientes místicos do caldeirão da Deusa-Bruxa Hécate, na peça Macbeth, de Shakespeare (ato IV, cena l) Segundo uma antiga superstição popular, o homem ou a mulher que ousar
dormir na sombra de um teixo certamente terá morte horrível ou cairá em sono encantado

Correspondências Zodiacais e Planetárias

Temos a seguir uma lista de árvores e de seus governantes planetários, bem como de influências astrológicas correspondentes, se é que existem AMIEIRO: Vénus, Câncer (amieiro-preto) e Peixes (amieiro comum).
AMENDOEIRA: Sol.
MACIEIRA: Vénus, Libra e Touro.
DAMASQUEIRO: Vénus e Netuno.
FREIXO: Sol.
ÁLAMO: Mercúrio.
ABACATEIRO: Vénus.
BALSAMINA: Mercúrio.
BANANEIRA: Lua; Escorpião.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Júpiter.
LOUREIRO: Sol; Leão. ÁRVORE-DE-CERA: Mercúrio.
LOURO-DE-CERA: Ver Loureiro.
FAIA: Saturno; Sagitário.
BERGAMOTA: Vénus.
VIDOEIRO: Vénus.
ÁRVORE BO: Júpiter.
BUXO: Saturno.
FRUTA-PÃO: Vénus.
CAJUEIRO: Marte; Escorpião.
CEDRO: Mercúrio.
CEREJEIRA: Vénus; Libra.
CASTANHEIRO: Júpiter.
COQUEIRO: Vénus.
CAFEEIRO: Mercúrio e Urano.
CIPRESTE: Saturno; Capricórnio.
CORNISO: Vénus e Netuno.
SABUGUEIRO: Vénus.
OLMO: Saturno; Sagitário.
EUCALIPTO: Plutão.
FIGUEIRA: Júpiter.
ABETO: Júpiter.
ESPINHEIRO: Marte.
AVELEIRA: Mercúrio
CICUTA: Saturno; Capricórnio.
CARVALHO-SAGRADO: Ver Azevinho.
CARVALHO-DA-VÁRZEA: Ver Azevinho.
AZEVINHO: Saturno; Capricórnio.
JUNÍPERO: Sol e Marte.
COLA: Urano.
LIMEIRA: Júpiter.
MAGNÓLIA: Júpiter.
MANGUEIRA: Lua.
BORDO: Júpiter.
LENTISCO: Marte; Escorpião.
NESPEREIRA: Saturno.
FREIXO-DA-MONTANHA: Lua.
AMOREIRA: Mercúrio e Júpiter.
MIRRA: Júpiter; Aquário.
MURTA: Vénus.
NOZ-MOSCADA: Júpiter e Urano.
CARVALHO: Júpiter; Sagitário.
OLIVEIRA: Sol e Júpiter.
LARANJEIRA: Vénus e Netuno; Leão.
PALMEIRA: Sol; Escorpião.
PESSEGUEIRO: Vénus e Netuno.
PEREIRA: Vénus e Netuno.
FIGUEIRA-DOS-PAGODES: Júpiter.
PINHEIRO: Saturno.
PIPAL: Ver Figueira-dos-pagodes.
PLÁTANO: Vénus e Júpiter.
AMEIXEIRA: Vénus.
ROMÃZEIRA: Vénus, Mercúrio e Urano.
CHOUPO: Saturno.
MARMELEIRO: Saturno.
SORVEIRA-BRAVA: Lua.
SORVEIRA: Saturno.
ESTORAQUE: Sol.
SUMAGRE: Júpiter.
SICÔMORO: Vénus e Júpiter.
TAMARINEIRO: Saturno.
NOGUEIRA: Sol.
SALGUEIRO: Lua.
TEIXO: Saturno; Capricórnio.

Árvores das Deidades Pagãs, das Ninfas e dos Heróis

Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades
pagas, para as ninfas e para os heróis.

AMIEIRO: Bran.
AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter,
Fillis e Zeus.
MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey,
Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor.
DAMASQUEIRO: Vénus.
FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni.
ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus.
ABACATEIRO: Flora e Pomona.
BANANEIRA: Kanaloa.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus.
LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe
Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae.
FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules.
VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas.
ÁRVORE BO: Buda.
FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia.
CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.
CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda. COQUEIRO:
Ganimede e Tamaa.
CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth, Cupido, Dis, o
Destino, as Fúrias, Hades, Hércules,Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd,
Plutão, Saturno e Zoroastro.
CORNISO: Apoio, Consus e Marte.
SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-Moer, Vénus e todas
as figuras de Deusas-Mãe.
OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus.
FICUS: Rômulo e Remo. FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio,
Flora, Jesus Cristo,Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona,
Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana.
ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis,
Diana e outras Deusas lunares.
AVELEIRA: Thor e Chandra.
AZEVINHO: Fauno.
MANGUEIRA: Pattini.
BORDO: Nanabozho.
AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.
MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra,
Rea e Saturno.
MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine,
Mirtelio e Vénus.
CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ceres, Dagda, Demeter,
Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus,
Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas,
Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.
OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flora, Ganimede,
Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os
Deuses solares.
LARANJEIRA: Hera e Zeus.
PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes,
Mercúrio e Sarasvati.
PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.
PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.
PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e
Silvano.
PLÁTANO: Helena.
AMEIXEIRA: Flora e Pomona.
ROMÃZEIRA: Du’uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.
CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e
Zeus.
MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.
SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.
ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.
SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.
TAMAREIRA: Apoio.
NOGUEIRA: Dionísio.
SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes,
Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da
Lua.

Tuatha Dé Dannan

Primeira Parte – Origem Mitológica do Povo Celta Irlandês

Diz as lendas, que os Tuatha Dé Danaan[1] chegaram à Irlanda vindos em uma nuvem mágica, provenientes das quatro cidades de Falias, Gorias, Finias e Murias. Nestes lugares aprenderam as grandes ciências e estudaram os grandes ofícios com seus sábios. Cada cidade destas tinha um sábio como seu rei, e dessas cidades os Tuatha Dé Danaan levaram quatro dons mágicos para a Irlanda. De Falias levaram uma pedra chamada Lia Fáil (pois esta era a Pedra do Destino), sobre a qual os Primeiros Reis da Irlanda assentaram-se.

A Lia Fáil mostraria sua aprovação com um estrondo, se o monarca certo fosse eleito para sua coroa. Era profetizado que onde aquela pedra estivesse um monarca reinaria. De Gorias veio a Cliamh Solais (pois esta era a Espada da Luz). De Finias veio à lança mágica e, de Murias, o Grande Caldeirão que poderia alimentar um exército e ainda continuar cheio.

Chegaram primeiramente a Connaught ocidental, onde os Firbolg os descobriram em um acampamento fortificado. Irritado com os intrusos, o povo Firbolg mandou um guerreiro chamado Sreng para conversar com eles. Os Tuatha Dé Danaan enviaram Bres para encontrar-se com Sreng. Os dois homens encontraram-se e examinaram-se com cuidado.

O Tuatha Dé Danaan tinha lanças que eram claras e afiadas, enquanto aquelas do Firbolg eram pesadas e sem corte. Bres propôs que a Irlanda fosse dividida igualmente entre os dois povos e para dar forma à aliança, defenderiam a terra de qualquer outro povo que tentasse se estabelecer ali. Finalmente trocaram armas e retornaram aos seus acampamentos.

Roda  Celta

O Firbolg, entretanto não aceitou a oferta do Tuatha Dé Danaan. Na planície de Moytura, eles combateram. Nuada conduziu às forças dos Tuatha Dé Danaan, e o rei dos Firbolg, chamado Eochy MacErc, conduzido seus guerreiros. Durante a batalha, Nuada[2] foi golpeado pela espada de um soldado inimigo e seu braço foi separado do seu corpo. Bres foi morto. Os Tuatha Dé Danaan ganharam a batalha, e Eochy MacErc também morreu.

Após a batalha, aos Firbolg foi dada a província de Connaught, e os Tuatha Dé Danaan espalharam-se pelo resto da Irlanda. Nuada seria então rei dos Danaans, mas seu corpo imperfeito não permitiu que obtivesse o título, então outro homem chamado Bres[3] foi escolhido para ser o rei. Sua mãe era Eri, mas seu pai, desconhecido.

Ainda que Bres fosse um homem forte e bonito, era um rei fraco, pois permitiu que os Fomors retomassem o poder na Irlanda. Cobravam altos impostos e não mostrava nenhum respeito por bardos e poetas – características indispensáveis a qualquer rei da Irlanda.

Um dia, um poeta de nome Corpry foi até a corte de Bres. Foi levado a uma cela escura e pequena, sem nenhum calor ou conforto. A ele foi servido bolo seco, e não foi dada nenhuma bebida. Poetas possuíam poderes mágicos naquele tempo, e podiam amaldiçoar com suas palavras, e Corpry amaldiçoou a Bres com estas:

“Sem comida a ser servida, sem o leite com o qual a criança pode crescer, sem o teto sob o qual estar na noite escura, sem os meios para entreter uma companhia barda, – que estas sejam as condições de Bres.”

Estas palavras foram repetidas com prazer pelo povo da Irlanda, e Bres foi obrigado a abandonar a coroa. Neste tempo, com a mágica de Diancecht[4], Nuada substituiu seu velho braço por um de prata e, desde este dia, ficou conhecido como Nuada do Braço de Prata. Foi então permitido que ele fosse rei no lugar Bres.

Bres caiu em profundo ódio por sua mãe, Eri, a quem implorou por saber sua linhagem. Ela revelou que seu pai era Elatha, um Rei dos Fomors, que veio até ela numa noite, e na sua partida deu-lhe um anel. Elatha disse a Eri que não desse aquele anel a ninguém, mas ao homem em cujo dedo ele caberia. Então, ela colocou o anel no dedo de Bres, e ambos rumaram para o Palácio de Rei Fomor.

Elatha reconheceu seu anel, e deu a Bres um exército, com o qual deveria retomar seu reino na Irlanda. Disse ainda que ele devesse procurar a ajuda de outro Rei Fomor, chamado Balor[5]. Este era chamado de Balor do Olho da Maldade, pois poderia matar qualquer homem a quem olhasse com raiva.

Já era um homem velho e sua pálpebra pesava tanto sobre seu olho que eram necessários homens com cordas e polias a fim de levantá-la, para que ele pudesse matar seus inimigos[6]. Contra a tirania de Balor, os Tuatha Dé Danaan continuavam a lutar, mesmo sobre a liderança de Nuada, e esperavam por um salvador.

Balor ouviu uma Profecia Druídica, na qual ele foi advertido que seria morto por seu neto. Sua única filha era Ethlinn, e para evitar tal destino, aprisionou-a numa imensa torre em Tor Mór, na Ilha de Tory. Doze mulheres a vigiavam e tinham ordens de não permitir que ela jamais olhasse para o rosto de um homem, e neste local, Eithlinn tornou-se uma bela e jovem mulher.

Enquanto isso, na principal ilha da Irlanda, vivia três irmãos – Kian, Sawan e Goban [7]. Kian possuía uma vaca mágica, cujo leite era tão abundante que todos tinham inveja dele e desejavam sua vaca, e Balor era uma dessas pessoas.

Um dia, Kian e Sawan chegaram à casa de Goban, para que novas armas fossem forjadas. Kian dirigiu-se à forja, deixando Sawan guardando a vaca. Mas Balor apareceu, sob a forma de um pequeno garoto de cabelos vermelhos, dizendo a Sawan dizendo ter ouvido o irmão dizer que usaria o melhor aço para sua própria arma, deixando o metal comum para Sawan. Enraivecido, Sawan correu para dentro da casa, e Balor fugiu com a vaca, levando-a para a Ilha de Tory.

Kian, perturbado por sua perda, fez uma visita à grande Druidisa de nome Biróg, que o enviou à Ilha de Tory vestido em roupas de mulher. As guardiãs de Eithlinn pensaram ser as duas serem nobres que tinham chegado à costa fugindo de um abdutor, e ofereceram a elas abrigo. Enquanto Biróg fazia as guardiãs dormirem com um feitiço, Kian ganhou acesso à Princesa Eithlinn, e ela deu a ele seu amor. Logo, as guardiãs descobriram que ela estava com uma criança.

Temendo a fúria de Balor, elas convenceram Eithlinn que tudo não passava de um sonho, mas no devido tempo, Eithlinn era mãe de três filhos, e a notícia chegou a Balor. Enfurecido, ordenou que os três fossem afogados num dos redemoinhos da ilha. No caminho para cumprir suas ordens, um dos homens de Balor carregava os três infantes envoltos numa manta, mas no caminho uma das crianças caiu numa pequena baía.

As outras duas foram realmente afogadas, e o homem de Balor disse então ter cumprido devidamente seu trabalho. A criança que caiu na baía foi resgatada por Biróg, que a devolveu ao seu pai, Kian. Este a deu a seu irmão Goban, que ensinou ao garoto sua profissão. O nome da criança era Lugh. [8]

Muitos anos mais tarde, alguém veio bater na porta do Palácio Real de Tara. Um porteiro perguntou a ele o que podia oferecer ao Rei Nuada. “Eu sou um carpinteiro”, disse Lugh. “Nós não precisamos de um carpinteiro em Luchta, filho de Luchad”, respondeu. “Eu sou um ferreiro também”, foi a resposta. “E sou um guerreiro”, disse Lugh por fim. “Não precisamos de um”, disse o porteiro, “já temos o melhor guerreiro – Ogma”[9]. “ Lugh então disse a ele que era um poeta, um bardo, um homem das ciências e um médico; mas a cada vez era dito que um já residia no castelo”. “Então”, disse Lugh, “perguntei ao Rei se ele necessita dos serviços de um homem que pode fazer todas estas coisas com perfeição, se não, irei embora agora mesmo”. Após isto, a porta foi aberta e o porteiro recebeu a Lugh, e ele foi chamado de Lugh Ildánach, pois ele era o homem de todos os dons.

Lugh trouxe com ele muitos presentes mágicos. Trouxe o barco de Manannán[10], que poderia ler o pensamento de um homem e levá-lo para onde quisesse. Trouxe o Cavalo de Manannán, que podia viajar sobre terra e mar. Trouxe ainda a espada chamada Na Fragarach, aquela que poderia cortar qualquer armadura.

Com estas coisas, Lugh chegou à conferência onde os chefes Dé Danaan deveriam prestar homenagem aos opressores Fomors, e os Danaans sentiram como se o Sol da Primavera surgisse na escuridão de inverno, e ao invés de prestarem homenagens, atacaram os Fomors, e todos eles foram mortos, exceto nove, que retornaram para dizer a Balor sobre o desafio dos Danaans. Balor preparou-se para a batalha e instruiu seus guerreiros que vencessem os Dannans.

Lugh também se preparou para a batalha, mas precisava de mais alguns objetos mágicos para assegurar a vitória. Kian foi mandado a Ulster para invocar os guerreiros Ultons. No caminho, cruzou as planícies de Murthemney, onde conheceu três irmãos, Brian, Iuchar e Iucharba. Eram todos os filhos de Turenn, que odiava Kian, pois suas famílias estavam em guerra. Kian transformou-se num porco, e juntou-se a vários outros que se encontravam na planície. No entanto, os irmãos o descobriram, e Brian feriu-o com uma vara. Kian, sabendo que seu fim estava próximo, suplicou aos irmãos que permitissem que ele voltasse a sua forma humana, para morrer como um homem.

Brian, o mais velho, concordou. Estando em frente aos irmãos como um homem, Kian disse, “Eu retiro de vós o espírito! Pois se vós matardes um porco, devereis pagar o sangue de um porco, mas se matardes vós a um homem, devereis pagar o sangue de um homem. As armas com as quais serei morto contarão esta lenda àquele que deverá vingar-me”. “Então não deveremos matá-lo com armas”, disse Brian, e apedrejaram-no à morte e enterraram seu corpo.

Mas logo depois, quando Lugh passava, as pedras gritaram e contaram-no a história da morte de seu pai nas mãos assassinas dos filhos de Turenn. Lugh descobriu o corpo de seu pai, e levou-o a Tara, onde contou o caso a Nuada, que permitiu que os filhos de Turenn fossem executados, ou então que Lugh escolhesse receber um pagamento. Lugh então pediu: três maçãs, a pele de um porco, uma lança, uma carruagem com dois cavalos, sete suínos, um espeto para cozinhar e, finalmente, para darem três gritos de uma colina.

Quando os filhos de Turenn sentiram algum alívio, Lugh declarou que as três maçãs seriam aquelas que crescem no Jardim do Sol; a pele do porco seria a pele mágica que cura qualquer ferida e doença se esta for colocada sobre o corpo daquele que sofre e que pertencia ao Rei da Grécia; a lança seria a lança mágica do Rei da Pérsia; os sete suínos pertenciam ao Rei Asal dos Pilares Dourados, e poderiam ser mortos e comidos todas as noites e serem encontrados inteiros no dia seguinte; o espeto pertencia a ninfa dos mares da Ilha submersa de Finchory; e os três gritos deveriam ser dados na colina de um furioso guerreiro, Mochaen, que junto com seus filhos, estava jurado a não permitir que nenhum homem elevasse sua voz sobre a colina. Para se livrarem da pena de morte, os filhos de Turenn deveriam cumprir todas as tarefas.

Eles haviam cumprindo todas as tarefas, exceto por pegar o espeto da ninfa e por dar os três gritos, quando Lugh enfeitiçou-os para que esquecessem as tarefas restantes e retornassem à Irlanda com seus prêmios. Após receber os presentes, Lugh lembrou os três irmãos das tarefas restantes.

Deprimidos, foram eles completá-las. Brian, numa roupa mágica feita de água, dirigiu-se para a Ilha submersa de Finchory, e roubou o espeto dourado das ninfas. Finalmente, eles deveriam dar os gritos na colina protegida pelos guerreiros. Após uma grande batalha contra os protetores do silêncio da Colina de Machaen, os três irmãos, caídos fatalmente feridos, elevaram as vozes e sua dívida foi paga. Eles voltaram à Irlanda, onde seu pai Turenn suplicou que Lugh usasse a pele mágica para curá-los; mas ele se recusou, e os irmãos morreram.

Agora, Lugh estava preparado para a Batalha contra os Fomors. A batalha voltou a acontecer em Moytura onde uma vez os Tuatha Dé Danaan derrotaram os Firbolg. Goba, O Ferreiro, Crédne[11], e Luchta, O Carpinteiro, reparavam as armas dos Danaans com uma rapidez mágica. Não foram necessários mais do que três batidas de martelo para que Goban fizesse de uma espada uma lança, enquanto Luchta fazia os punhos onde elas seriam imediatamente encaixadas, e Luchta arremessava os punhos tão rapidamente, que estes voavam para seus lugares. Todos os homens feridos eram instantaneamente curados pela pele mágica.

“Amedrontador era o trovão que caia sobre o campo de batalha; o grito dos guerreiros, a quebra de armaduras, o brilho do choque de espadas; de força; a música e harmonia dos dardos e o canto das lanças.”

Os Fomors trouxeram seu campeão Balor, e ante seu Olho da Maldade, Nuada e muitos outros Danaans caíram. Mas sua pálpebra não cairia com facilidade, e vendo esta oportunidade, Lugh aproximou-se de Balor, e quando a pálpebra começou a levantar-se, ele lançou uma enorme pedra em seu olho, que penetrou no cérebro de Balor, matando-o. A profecia havia se cumprido, e Balor tinha sido morto pelo seu neto. Os Fomors foram expulsos, perdendo seu poder sobre a Irlanda para sempre e Lugh foi feito rei após a morte de Nuada.

Os Fomors fugitivos capturaram a harpa de Dagda. Dagda, Ogma e Lugh perseguiram os fomors até um grande salão de banquete. Dagda chamou sua harpa cantando:

“Venha, ó doce murmúrio! Venham quatro ângulos da harmonia, venha, Verão, venha Inverno, das cordas da harpa e sacos e flautas.”

Imediatamente a harpa voou para suas mãos, matando nove Fomors que estavam em seu caminho. Então Dagda tocou três nobres acordes em sua harpa, que todos os grandes harpistas sabiam tocar – O Acorde do Lamento, que fez seus ouvintes chorarem; O Acorde do Riso, que fez com que estes rissem e festejassem; e O Acorde do Sonho, que fez a todos dormirem. Desta forma, os três Danaans escaparam dos Fomors.

Segunda Parte – Os Filhos de Danu

As deidades celtas eram tribais por natureza e cada tribo deveria ter seu próprio nome para cada Deus ou Deusa particular. Isto conta para a grande diversidade de nomes que encontramos na Mitologia Celta. Nas lendas dos Tuatha Dé Danaan aprendemos que estes eram divindades de sabedoria, dons mágicos, artes e profissões manuais. As três coisas que eles reverenciavam acima de tudo eram: o arado, a aveleira e o Sol, uma vez que eram Deuses de um povo que considerava as esferas da Terra, as esferas dos Mistérios e as esferas do Espírito como sendo de igual importância.

Após serem derrotados pelos pelos Filhos de Míl, os filhos de Danu retiraram-se para as colinas subterrâneas, sob a Terra. Bodb Dearg (Bodb, O Vermelho) foi escolhido como rei, pois era o filho mais velho da Dagda. É dito que Bodb era iniciado em todos os mistérios e encantamentos. Ajudou Angus a encontrar a donzela de seus sonhos[12]. Ele ainda transformou Aoife em um ‘demônio do ar’, após ela trair o filho de Lir[13]. Ele tinha duas filhas, Scathniamh, que deu seu amor a Caoilte fe Fianna, e Sabd, a mulher-cervo que amava Fionn.

Alguns dos Deuses se opuseram ao reinado de Bodb, especialmente Midir, outro filho de Dagda. Midir, o Orgulhoso Rei Galês do Submundo, Senhor da Morte e Ressurreição. Na sua ilha mágica, que alguns dizem ser a Ilha de Man, ele mantinha três vacas mágicas e um caldeirão mágico. Ele é descrito nas lendas como um nobre príncipe de grande esplendor e beleza. Foi Midir que levou a amável Etaine para o Outro Mundo.

Os filhos de Danu são conhecidos como “Os Que Sempre Vivem”, pois conhecem o segredo da imortalidade. Eles possuem o Banquete da Idade, assim, ninguém envelhece, pois são sustentados pelos porcos mágicos de Manannán e a cerveja de Goban, O Ferreiro. A arte do ferreiro é tida com muita estima pelos Deuses. As armas feitas da forja divina de Goban nunca perdem seu fio. Goban sobrevive nas lendas irlandesas como “Goban Saor” o arquiteto lendário e construtor de pontes da Irlanda.

Os filhos de Danu ainda possuem um médico muito especial, Diancecht. Ele era o guardião da fonte da saúde, juntamente com sua filha Diarmaid. Qualquer um que fosse morto ou ferido deveria ser colocado na fonte para viver e estar bem novamente. Foi Miach, filho de Diancecht, que fez um braço de prata para Nuada, mas Diancecht em seu ciúme matou-o. Diarmaid plantou 365 ervas em sua horta e arranjou todas conforme suas propriedades, mas Diancecht tirou todas de sua ordem. Podemos ver que apesar de ser o Deus da Medicina, Diancecht tinha aspectos destrutivos. Existem horas em que a destruição é necessária para a preservação da vida.

Diancecht uma vez salvou a Irlanda; isto aconteceu desta forma: Morrigan deu a luz a uma criança tão terrível que Diancecht advertiu que ela deveria ser destruída. Dentro de seu coração encontraram três serpentes que, se tivessem sido deixadas vivas, destruiriam a Irlanda. Ele então, queimou as serpentes e depositou suas cinzas no rio mais próximo, que ferveu até secar.

Diancecht tinha outro filho, Kian, que foi pai de Lugh Lamhfada. Kian tinha uma vaca mágica que o Rei Deus Fomor, Balor, roubou. Determinado a vingar-se, Kian ouviu o conselho da Druidisa Biróg, que he disse sobre a profecia, onde Balor deveria ser morto por seu neto. Por esta razão Balor mantinha sua filha, Ethlinn presa numa torre. Com a ajuda de Biróg, Kian ganhou acesso à torre, e a bela Tthlinn deu a ele seu amor. Deu a ele um filho, Lugh, que foi dado à adoção para a Rainha Tailltu.

Dois grandes rios da Irlanda, o Boyne e o Shannon, têm esses nomes graças a duas Deusas, Boann e Sinend. Bonnan é a Deusa da Fertilidade, cujo totem sagrado é a vaca. Ela era esposa de Nechtan, uma deidade da água, no entanto, o pai de seu filho Aengus não era nenhum além de Dagda. Para esconder sua união de Nechtan, Bonann e Dagda fizeram o Sol parar por nove meses, de forma que Aengus foi concebido e nascido no mesmo dia.

As águas do poço subiram a afogaram-na, e então o rio Shannon nasceu. O que nos é mostrado aqui é que não é sábio procurar o saber para satisfazer a mera curiosidade, ou alimentar o ego, pois tal conhecimento sobrepujará aquele que não está preparado. Procurando de forma diferente, no então, Shinend foi aceita pelo guardião do poço, mas foi obrigada a sacrificar seu ego e identidade para o bem de algo maior.

Outra Deusa celta fortemente associada com a água é Cliodna (Cleena) dos cabelos de fogo, a mãe de Manannán. A onda de Cliodna é uma dos três grandes tipos de ondas que ocorrem na Irlanda. Ela deixou os domínios de Manannán uma vez, acompanhada por seu amante, Ciabhan (Keevan), mas Manannán chamou por uma grande onde que a trouxe de volta à terra das fadas. Ela continua a ser lembrada como uma Grande e Justa Rainha dos sidhe.

Há ainda muitas outras Deusas associadas com o reinado da Irlanda. Na época da chegada dos galeses, a Deusa tríplice da terra era representada por três grandes divindades regentes, conhecidas como Eriu, Banda e Fodhla. Essas rainhas tinham dado seus nomes à Irlanda alguma vez. Eriu, o nome moderno da Irlanda, Eire. É interessante notar que essa Deusa apareceria em um momento como uma bela rainha, e na forma de um corvo, uma vez que ela não é ninguém além de Morrigan, a Deusa Irlandesa mais antiga de todas.

É um dos objetivos da sociedade, promover uma maior consciência das tradições nativas, que por tanto tempo têm sido ignoradas por muitos. Nossos mitos continuam a ser encontrados nas florestas e em nossas terras por buscadores sinceros. Esperamos que você possa ser capaz de encontrar um caminho para estar mais perto d’Aqueles Que Vivem Para Sempre.

Glossário do texto:

[1] Tuatha Dé Dannan – Filhos de Danu, Deusa que deu origem a tudo. Identificada com a cor verde da vegetação.

[2] Irlandês. Rei dos Tuatha Dé Dannan; perdeu a mão na primeira batalha de Mag Tuireadh (Moytura) e, assim, precisou abdicar do trono porque os reis celtas tinham que ser absolutamente perfeitos; no entanto, Miach e a irmã Airmid fizeram uma mão de prata para ele, que recuperou o trono e passou a ser conhecido como Argetlamh, ou Mão de Prata.

[3] Irlandês. Filho de pai fomor e mãe Tuatha Dé Dannan; casou-se com Brighid (Brighd), filha de Dagda (O Bom Deus), devido a uma aliança entre dinastias. Tornou-se rei dos Tuatha, mas não tinha a generosidade necessária e perdeu o título quando foi satirizado pelo bardo Cairbre e ficou com o rosto cheio de bolhas. Isso levou a uma nova guerra entre os fomors e os Tuatha e à conseqüente vitória destes na Segunda Batalha de Magh Tuireadh (Moytura).

[4] Irlandês. Deus praticante de curas dos Tuatha Dé Dannan. Tinha um filho (Miach) e uma filha (Airmid), que fizeram “A Mão de Prata”, substituindo a que Nuada tinha perdido na Primeira Batalha de Maigh Tuireadh (Moytura).

[5] Irlandês. O Velho Deus que aparece nas lendas como rei dos fomors. Esposo de Dana ou Ceithlenn; pai de Eithne, portanto, avô de Lugh, o jovem Deus brilhante que o suplantou. Possuía um olhar mortal; nas lutas, havia a necessidade de quatro homens para levantar a pálpebra de Balor. Na Segunda Batalha de Magh Tuireadh (Moytura), Lugh matou Balor utilizando-se de uma funda para atirar uma pedra naquele enorme olho. O equivalente galês é Beli.

[6] Possuía dois olhos; parece que Balor possuía apenas um.

[7] Irlandês. Ferreiro dos Tuatha Dé Dannan; com Credne e Luchtain, fez as armas que os Tuatha usaram para derrotar os fomors. Tio de Lugh. Equivalente e Gavida e Govannon.

[8] Irlandês. Filho de Cian (Kian) dos Tuatha Dé Dannan e de Eithne (também Etaine), filha de Balor (rei dos fomors). Comandou as forças dos Tuatha na vitoriosa Segunda Batalha de Mag Tuireadh (Moytura) contra os fomors, na qual matou o avô Balor. É a figura extraordinária do Deus jovem Irlandês que suplanta o Deus Velho; está muito associado à habilidade e à técnica; é conhecido como Lugh Samhioldanach (de muitas artes) e Lugh Lámhfhada (de mão comprida). Raiz da palavra gaélica que significa Agosto, isto é, Lughnasadh (festa de Lugh). Corresponde ao Lleu Llaw Gyffes galês.

[9] Oghma Grianaineach (Aquele que tem o semblante do Sol), Deus da sabedoria dos irlandeses Gaélicos, um dos Tuatha Dé Dannan e filho de Dagda, inventou a escrita ogâmica. Essa escrita apareceu por volta do século IV d.C. Oghma não era nenhum erudito enclausurado, traço característico de uma sociedade guerreira para a qual a ousadia e a agilidade de pensamento nos assuntos de guerra eram de máxima importância. Oghma também era vencedor de batalhas, como seu equivalente galês Ógmios.

[10] Manannán Mac Lir: irlandês. Deus do mar, deu nome à ilha de Man, onde é cultuado. Filho de Llyr. Tinha um barco autopropulsor que se chamava “Varredor de Ondas”, assim como um cavalo chamado “Crista Esplêndida”. Abandonou a esposa Fand, Deusa da cura e do prazer, mas depois voltou para ela. Possuía um caldeirão mágico que lhe foi roubado por Cuchulain. O equivalente galês é Manawyddan.

[11] Irlandês. Herói dos Tuatha Dé Dannan que trabalhava com bronze; com o ferreiro Goibnu e o entalhador Luchtaine, fez as armas com que os Tuatha derrotaram os fomors.

[12] Aengus Mac Óg, irlandês. Jovem Deus do amor, filho de Dagda e de Boann, Deusa do Rio Boyne, “Mac Óg” significa “filho da virgem”, no antigo sentido de Deusa ou mulher livre cuja posição depende de si mesma, e não de um simples consorte. Com um estratagema, Aengus conseguiu que o pai lhe desse Brugh na Boinne (Newgrange). Muitas vezes Aengus ajudou Diarmaid e Gráinne a fugirem da vingança de Fionn Mac Cumhal. Raptou Etain, mulher de Midir. Aengus Óg conheceu uma mulher de sonhos na Terra das Fadas. Durante um ano ela apareceu em seus sonhos tocando um instrumento de cordas mágico que o fazia cair no mais profundo dos sonhos. Querendo encontrar sua fada durante o dia, ele ficou doente de paixão, sem saber aonde ela ia ao amanhecer. Por fim, soube que, uma vez a cada dois anos, sua amada adquiria a forma de um cisne branco, num determinado lago. No dia 31 de outubro, dia consagrado à Samhain, ele dirigiu-se até o lago e chamou a sua amada, prometendo ficar com ela. Ela se aproximou e imediatamente o Deus foi transformado num cisne.

[13] Llyr, galês, irlandês. É o original do Rei Lear de Shakespeare. Era pai de Creiddylad, formosa galesa disputada por dois rivais, que tinham de lutar todos os dias primeiro de maio, e que corresponde a Cordélia, a única que não se curvava diante da vontade do pai e acabou se casando com o homem que ela mesma escolheu. Na mitologia galesa, Llyr primeiro é esposo de Penardun, depois de Iweridd, filha de Dôn. Para conhecer a história da outra filha de Llyr (Branwen), veja Bran. Llyr era pai de Bran e Manannán Mac Lir. Na mitologia Irlandesa, era rei dos Tuatha Dé Dannan; primeiro esposo de Aebh, com quem teve a filha Fionuala e três filhos (Hugh, Ficha e Conn). Depois Aebh morreu. Llyr desposou Aoife, que por uma questão de ciúmes transformou os quatro filhos dele em cisnes. Sob esta forma os filhos de Llyr voaram pela Irlanda durante 900 anos, até que o eremita Mochavog os batizou; eles se transformaram em seres humanos envelhecidos e morreram. Bran: Galês da Ilha de Man. Filho de Llyr e Iweridd; irmão de Branwen, que foi maltratada pelo esposo Matholwch, rei da Irlanda. Para vingá-la, Bran saiu com um exército da Britânia, que venceu os irlandeses, mas foi ferido mortalmente. Branwen e os amigos levaram a cabeça de Bran para Harlech, onde ficou durante sete anos, continuando a falar com eles; depois a levaram para Gwales (Grassholm), que ficava em Penvro (Pembrokeshire), onde ficou 80 anos; finalmente levaram-na para Londres, onde foi enterrada em White Hill; não se sabe se na Torre da Colina ou onde hoje se localiza a Catedral de Saint Paul. Bran é conhecido como Bendigeidfran ou “Abençoado Bran”.

Que assim seja!

Fonte:

Sociedade Irlandesa de Estudos Celtas
Primeira parte – Manuscrito – Biblioteca da Universidade de Dublin
Segunda Parte – Sociedade Irlandesa de Estudos Celtas
Créditos – Paty Witch Maeve.

Enigma

Em que lado da força você está? Já se cansou de ouvir falar sobre “luz e trevas”. Esses conceitos acabam por se tornar obscuros, e muitas vezes confusos. Essa confusão é proposital, para milhões de pessoas que acham que estão fazendo o “certo” na verdade estão no mais profundo engano e outros que se decidem fazer o “errado” está no mesmo time acreditando que está do lado oposto. Isso torna tudo mais confuso ainda não é? Pois bem, eu vou dar uma chave desse enigma à vocês para que saiam desse labirinto de “porquês”. Logo vocês verão tudo se esclarecer diante de vossos olhos. Existem realmente duas forças, mas vamos trocar a terminologia para que o que está escondido se mostre. Existe a força “ativa” que é à força o empuxo rumo a evolução, movimento, ação; e existe a força “passiva”, que é a força que “segura”, que “para”, que trunca a evolução.

NÃO IMPORTA SE VOCÊS DIZEM QUE ESTÃO SERVINDO UM OU OUTRO, ISSO SERÁ MEDIDO POR SEUS ATOS NO DIA A DIA. A força passiva é a força “má” por assim dizer, a força que tenta brecar a evolução do mundo a qualquer custo. O interessante é que essa força mórbida usa as mais belas palavras e artifícios para convencer os milhões de seres não-pensantes. Quase todas as pessoas são aprisionadas por essa força quando se utilizam diariamente dela para sua vida. Vou dar alguns exemplos do que falo. Atos “negros” e involutivos como o “esperar para daqui a pouco”. As pessoas sempre estão esperando algo dar certo, o governo mudar, DEUS AJUDAR, a vida melhorar, ganhar na loteria, APARECER um emprego melhor, etc. Isto é o que chamamos de passividade anímica. É triste, mas as pessoas só irão acordar e entender que SE ELAS NADA FIZEREM, NINGUÉM FARÁ POR ELAS, e quando a vida passar, tudo se acabou. A pobreza e a riqueza só dependem de nós, por incrível que pareça. Quando você começa a “movimentar energias” a vida começa a se utilizar de você para mover energias.
Como? Oportunidades aparecem. Pensem em tudo como números, se você quer que sua vida se torne (X+Y), logo você deve movimentar (X+Y) de energia para CHEGAR ATÉ O FIM ALMEJADO. Não adianta querer pular etapas. Enquanto uns fazem, lutam os outros simplesmente rezam. Quem é que chegará a algum lugar? Enquanto uns rezam, outros maldizem, e outros fazem, quem chegará a algum lugar? Uma coisa terrível que irei dizer agora, mas se refletirem verão que é puramente lógico; O BEM E O MAL TRABALHAM DO MESMO LADO. Se quiser acabar com O SEU MAL, acabe com a ignorância primeiro e mostre as pessoas com os seus atos, mostre a elas quem é SEU DEUS. Você faz sua própria sorte ou azar. Você se mantêm pobre ou enriquece. NINGUÉM FARÁ ISSO POR VOCÊ e se fizer, você pagará três vezes aquilo que com seu esforço pagaria uma única vez.
Bom, não vou me estender mais, pois isso faria com que eu tirasse o esforço de vocês e os tornaria passivos. Mas para finalizar, uma reflexão para vocês: Quem foi que truncou a evolução do nosso planeta por mais de dois mil anos? Quem é contra tudo que é evolução e tecnologia e atribui as melhores obras e invenções como “obra do diabo”? Quem é contra magia, ocultismo e a evolução plena do ser humano e também atribui tudo ao diabo? O símbolo da cruz não representa o que se vê por aí, simplesmente o salvador pendurado em uma cruz, representa sim a escolha, a ação ou estagnação? O símbolo da pureza não é uma mulher virgem ou estéril, o símbolo da pureza para nós representa uma mulher ativa, inteligente, fértil, capaz de gerar a vida no ventre, que não a obra do divino, senão pela magia da criação.
NÃO VELAI OS SEUS MAUS HÁBITOS COM BELAS PALAVRAS! Cuidado com essas palavras tão bonitas e tão usuais pelas pessoas como AMOR, PERDÃO, COMPAIXÃO, ETC. “Porque existe a pomba e a serpente”. “Existe “amor e amor”.” NÃO ESPERE, NÃO EXISTE AMANHÃ, A VIDA É UM ETERNO AGORA! Haverá sempre um propósito maior nessa nossa jornada, todo o conhecimento propagado e aplicado em vida resulta em sabedoria. A Vida é uma estrada, estamos sempre de partida para uma nova aventura. E qual será a nova aventura que o universo nos reserva? Descobrir-se em essência é descortinar os véus dos mistérios da vida e fazer cair os véus do ilusório. Quando maior Mago do Séc. XX foi posto a prova, ele teve que enfrentar suas dúvidas e incertezas que se manifestavam diante dele em forma de demônios. Essas dúvidas não clareavam sua mente para o enigma que se apresentava à sua frente sobre qual caminho deveria seguir.
E depois deveria, tal como, o Arcano do Louco decidir qual a gama de conhecimentos levaria em sua algibeira. O Senhor do Destino já havia iluminado sua mente, explicado sua missão e o perigo de sua aventura que se descortinava a sua frente. Os deuses em beneplácito ao seu Sumo Sacerdote, outrora Ank-f-na-Khonsu, atenuariam a dor de suas perdas. O mago então assumiu a sua missão, os deuses explicaram a ele o essencial sobre as forças que estariam se reunindo e o rumo que seria levado, quais as forças que estaria enfrentando para tentar restaurar o equilíbrio no planeta. Em suas evocações e oráculos, os espíritos lhe disseram coisas sobre o seu desígnio, um grande propósito. Foi-lhe explicado que quando essas grandes mudanças acontecem abre-se algo como um vórtice atemporal, esse vórtice nos levaria para um grande avanço tecnológico e espiritual, mas para que ocorresse este último, ainda deveriam ser enfrentados e vencidos; e o que deve ser feito para restaurar o equilíbrio do mundo. E a bem da verdade, o mundo evoluiu em tecnologia, mas agora deverá evoluir espiritualmente.
Imagine se puder, que está na ante-sala de um enorme templo, sentado perto da lareira, na fronteira dos Portais que nos levam para os reinos das Sephirot. Você é um mago e depois de realizar inúmeros Ritos Ancestrais, você está exausto. Você se levanta e joga mais lenha no fogo. Segurando em uma mão um cajado enorme, com um cristal brilhante na ponta, as chamas crepitando na lareira resplandecem o cristal do cajado em cores cintilantes. Agora num estado muito especial, estabelece o contato com seu Mestre Interior, e ele em tom solene diz: “Existe um lugar fora do espaço-tempo não conhecido pela maioria dos mortais. O acesso a esse local se dá unicamente àqueles que descobriram suas verdadeiras vontades. E se assim o fizeram descobriram também a sua Missão Sagrada. Tudo que está escrito, pode ser reescrito, os opostos se atraem, o desequilíbrio nada mais é que uma perturbação eletromagnética daquilo que concebe como Luz e Trevas. Hórus, o Senhor do Æón deseja falar-lhe pois Choronzon, o morador do abismo, o demônio do ego e da discórdia começou a estender seu reino de putrefação e estagnação da alma ao mundo dos vivos. As Sagradas Escrituras de todos os tempos trazem relatos sobre acontecimentos semelhantes de tempos pregressos. Cada vez que o ciclo que se abre para mudanças e evolução, arrastam junto determinadas forças contrárias, com o fito de testar e certificar que a humanidade está pronta para o próximo passo. Toda luz traz as trevas aos espaços mais extremos. Se a humanidade quer a iluminação, precisará antes estar pronta para as trevas. Agora é chegado o tempo, o incerto é agora, o cérebro necessita mais do que nunca do coração para nos conduzir aos extremos. Foi para esta missão que você nasceu na Terra neste período. Você foi guiado a este lugar exato, nesta noite específica, para este propósito. Em tempos tormentosos como este, as forças de Vida e Morte convocam seus campeões eternos. Este é o seu destino — ser o nobre Mago do Ǽon e herói de sua época — um tempo sobre o qual se cantará louvores de glória em todas as eras futuras.
Sua missão é confrontar o diabo da incerteza no seu campo de batalha, na aridez do deserto. Lá você confrontará Choronzon e restaurará a Ordem ao Caos. Se falhar, o mundo será mergulhado em uma nova era de trevas. Se forem bem-sucedidos, o fluxo de vida consciente da Terra estará livre para dar o maior salto na evolução desde que o primeiro ser humano resolveu andar ereto. Mas fique em estado de observância: Choronzon tem um poder imenso. Ele é o demônio Legião. Pazuzu, o demônio sumério, rei dos demônios do vento, filho do deus Hambi, Senhor das Febres e Pragas, Anjo Negro dos Quatro Ventos, que traz as tempestades e a estiagem, sua influência é sentida em todas as partes do mundo. Vocês não podem esperar derrotá-lo pela força das armas, pois as armas mais mortais já concebidas pertencem a ele. E ele também controla as riquezas dos impérios, arrastando escravos às multidões.
É difícil tecer-se definições sobre Choronzon, pois a natureza dele é tal que tudo o que possamos falar sobre ele é, em essência, falso. Ele é o Demônio da Confusão e Dispersão que enfrentamos na travessia do Abismo, onde se encontra Daath e que separa as 7 Sephiroth inferiores das 3 Supernas no esquema da árvore da Vida.
Chama-lo de demônio não significa que ele seja um ser propriamente dito, Choronzon carece de significado ou existência em si mesmo. Choronzon não tem um corpo próprio, sequer uma individualidade. Ele é a ausência total de forma e, ao mesmo tempo, é toda possibilidade de forma, impulsionado pela mente que lhe propicia a manifestação a partir das coisas que se encontram reprimida em nossa sombra e que, em geral, desconhecemos.
O Conhece-te a ti mesmo é essencial na vitória sobre Choronzon. Crowley nos diz que Choronzon cria as formas em voz alta: Zazas, Zazas, Nasatanada Zasas. Mas ele é muito mais um estado mental do que um ser constituído e individual. Ele provém da dispersão mental do iniciado, esta é a razão pela qual Choronzon não pode persistir, por muito tempo, em qualquer das formas que adota. Não existe continuidade ou estabilidade em Choronzon, assim como, não existem continuidade e estabilidade no estado de ausência de concentração mental ou confusão.
Não há existência no Abismo, ou seja, existem formas, mas nenhuma forma é distinta (No-thing = nenhuma coisa: nenhuma coisa distinta da outra). Ele é habitante de ZAX do Sistema Enoquiano e diz-se que ele corresponde a Satan. Por Gematria, o número de Choronzon é 333: Ch = 8, O = 6, R = 200, O = 6, N = 50, Z = 7, O = 6, N = 50. Choronzon é o demônio que enfrentamos em todos os estados em que a confusão mental nos toma e onde percebemos que o raciocínio analítico não nos é de muita ajuda, pois o surgimento de uma idéia, ou ponto de vista, imediatamente faz surgir o seu oposto e não se chega a conclusão nenhuma, pois tudo carece de real significado. Choronzon é ilusão, Maya e todas as suas conseqüências levadas a extremo no interior do iniciado.
Muitos consideram que o encontro com este demônio da dispersão só se dá em um lugar pré-determinado e dentro dos limites de um momento específico, buscado através do efeito de algum rito mágico realizado com esta intenção. Porém, sendo a mente uma manifestação natural de todo àquele que vive o encontro com Choronzon pode se dar a qualquer momento sob o influxo de qualquer fator que afete a nossa psique.
Tanto o iniciado, quanto o não-iniciado, têm que, vez por outra, enfrentar e obter a vitória sobre Choronzon. A diferença é que o iniciado sabe o que busca e está ciente, em menor ou maior grau, dos obstáculos que podem se erguer no caminho da sua auto-realização, enquanto o não-iniciado, a mais das vezes, sofre o processo de modo inconsciente. A árvore é a árvore da Vida, portanto, todo aquele que vive, está sob a influência dos estados mentais ali delimitados, seja sob o nome Sephiroth, Abismo ou qualquer outro. A presença de Choronzon se faz sentir, de modo freqüente, nas chamadas Noites Negras da Alma e representa o último grito da “carne”, do ego individual, que está prestes a perder o seu significado em favor da Consciência Divina.
É uma espécie de “pane mental”, um processo de passagem de um estado mental ou espiritual a outro. O intelecto humano em feroz luta contra a Consciência do Deus que em nós habita. Ele sempre surge quando o sofrimento assombra o iniciado. Por vezes o sofrimento se prolonga durante anos até que o iniciado consiga “abdicar” do seu ego e prosseguir em seu caminho ate Binah, “depositando” seu sangue na Taça de Babalon, e seus ossos na Cidade das Pirâmides. É dito que, na Cidade das Pirâmides, o nome do iniciado já não é mais, ou seja, o iniciado se liberta do jugo do ego, da personalidade individual.
Ele se torna o mais completo vazio de onde surge a verdade divina, ele se torna um Mestre de Templo e pode, por opção, retornar ao mundo para ajudar a humanidade a se libertar do jugo de Maya. Isto não significa que o iniciado, literalmente, mate o ego ou que este já não exista mais, jamais devemos esquecer que o ego é essencial ao processo de individuação e de manifestação no mundo de Malkuth. A morte coroada pela entrada na Gloriosa Cidade em que Babalon é Senhora e Rainha, significa apenas que, uma vez liberto do poder do ego e de seus mecanismos, o iniciado está apto a avaliar o seu eu e personalidade humanos anteriores de forma impessoal.
Ele se torna apto a perceber a ilusão provocada por um instrumento – ego – que funciona centrado basicamente na auto-afirmação e auto-defesa, gerando uma série de conflitos desnecessários. Tendo dominado dentro de si mesmo, até o ponto crítico – Choronzon -, os últimos resquícios do Desejo, da Hostilidade e da Ilusão – forças motrizes do universo manifesto -, o Mestre de Templo contemplou, refletidas como num espelho, as últimas fantasias projetadas de sua vontade física e primitiva – Choronzon. Superou a vontade de viver de acordo com os motivos comuns do desejo e da hostilidade, num ambiente ilusório de causas, fins e meios fenomênicos. Tendo o Mestre de Templo ultrapassado os delírios ou enganos – Choronzon – de seu próprio ego auto-afirmativo, auto-defensivo e voltado para si mesmo, ele conhece dentro e fora o mais pleno entendimento que lhe proporciona paz, tranqüilidade e equilíbrio. Ele observa a imagem do magnífico e mais perfeito vazio que transcende o pensamento. Pensamento, no qual, se encontram suas próprias experiências do ego em relação à forma, percepções, palavra, concepções e ao próprio conhecimento intelectual. Ele se eleva, retorna ao seu meio, e habita entre nós como um centro “desprovido de ego” de onde não emana mais o raciocínio intelectual e analítico, mas sim, o princípio do vazio de onde tudo provém, manifesto em toda a sua simplicidade através da palavra do Mestre de Templo.
Em razão disso, é que se diz que é difícil entender a palavra do Mestre de Templo, pois ela provém da simplicidade máxima, do vazio primordial de onde absolutamente tudo que conhecemos é emanado, ele manifesta o segredo germinal do Pai, incompreensível ao intelecto humano. Retornar ao meio em que habitou, após se elevar, é o verdadeiro “ato compassivo” do Mestre de Templo, pois, por meio dele é revelada a verdade do Pai, e uma profusão de dádivas espirituais fluem deste ser para a libertação de toda a raça humana. Aleister Crowley relata seu encontro com Choronzon em “A Visão e A Voz” (“The Vision and Voice”), obra referente a visão e a voz dos Anjos dos 30 Aethyrs Enoquianos, que concebeu em 1909 e.v., no norte do deserto africano, ao lado do poeta Victor Neuburg – Frater Omnia Vincam-, um probacionista da A.·.A.·. .
Nas experiências deles com o Aethyr, em 6 de dezembro de 1909 e.v., Choronzon adquiriu muitas formas físicas, inclusive a de uma cortesã parisiense que Neuburg – o Escriba – tinha amado, no intuito de seduzi-lo e fazê-lo sair do círculo de proteção, para “obter para si a forma distinta de Neuburg”. Algumas vezes Choronzon falou com a voz do próprio Crowley – o Vidente. Quando o Vidente com o seu Anel Sagrado escreveu na areia do deserto o nome de BABALON, que é a vitória sobre Choronzon, este não mais se manifestou. Babalon – Binah – é dita ser a vitória sobre Choronzon, no sentido de dizer que o Adepto venceu, ao cruzar o Abismo, Daath, a Sephira do Conhecimento. Este conhecimento de Daath é o conhecimento desprovido do real Entendimento que é fornecido mais acima por Binah. Daath representa o conhecimento intelectual que o iniciado coletou em todas as suas experiências passadas, originadas do seu intercurso com a vida, o mundo, Malkuth. É a tendência que todo ser humano apresenta em interpretar todos os fenômenos sob a perspectiva do conhecimento adquirido em suas experiências pessoais. Como Daath se encontra no Abismo, trecho de passagem do humano para o divino, o conhecimento adquirido das experiências humanas do iniciado não o auxiliam a compreender o divino acima, do qual, ele já começa a sofrer influência. Quanto mais o iniciado se apega as suas próprias experiências passadas, tentando interpretar o novo, o divino, através delas, mais a mente do mesmo se torna confusa e mais ele se debate na angústia daquilo que seu intelecto não consegue compreender.
Este estado de confusão mental, angústia e total desespero diante do incognoscível é o que se conhece como experiência de Choronzon. E, a menos que o iniciado se dispa da sua antiga roupagem, tornando-se um bebê nu e puro, engendrado num ovo, vencendo seu medo do incógnito amanhã e do desconhecido porvir, ele jamais conseguirá alcançar o portal do Divino. Uma vez tendo vencido Choronzon, o iniciado supera a ilusão fenomênica provocada pelo intelecto, uma das ferramentas do Ego, e alcança Babalon, o Entendimento – Binah. Babalon é a virgem qual o adepto se une após ter vencido o demônio da confusão e dispersão. É a pérola sagrada que deve ser resgatada da boca do Dragão que habita o Abismo, Choronzon. Na Qabalah, Binah é a sephirah que logo segue a Daath, na escala ascendente.
Chockmah, que se segue a Binah, é a Sabedoria. Da união do Entendimento com a Sabedoria, o Filho é gerado. Binah é o entendimento necessário para apreender a essência da Verdadeira Vontade, cuja semente reside em Chokmah. Binah e Chokmah são complementares, não existe oposição real ali.Binah é Babalon, e Chokmah o Chaos, por isso é dito que Babalon é a noiva do Chaos. Assim, Binah nos proporciona o entendimento necessário para organizar o “caos” que hoje é, para nós, a visualização daquilo que é a nossa Verdadeira Vontade. Binah e Chokmah são dois eternos amantes, um não subsiste sem o outro, nem o universo sobreviveria se os dois não estivessem em eterno conluio amoroso! Na verdade, Binah e Chokmah, conjugados, são a vitória sobre Choronzon, mas Crowley citou somente Babalon como sendo esta vitória porque a chegada do adepto Cidade das Pirâmides realmente é o primeiro sinal de sucesso sobre o abismo, o adquirir do entendimento necessário para encetar a ainda longínqua jornada até o núcleo de Chaos.
Em razão desta eterna cumplicidade entre Binah e Chockmah, se diz sobre Babalon que ela é aquela dama que está sempre em conluio sexual com absolutamente tudo o que existe no universo manifesto – a Prostituta Sagrada -, pois é a partir da determinação inclusa em Chaos que todo o universo é gerado. É claro que a semente que se encontra em Chaos foi ali semeada pelo que está mais acima, Kether, He-ru-Ha-Ha. O caos de Choronzon não tem nada a ver com o Chaos atribuído a Chokmah. Em Choronzon o caos significa confusão e ilusão, em Chokmah, o Chaos significa germinação, mais referente ao Chaos que antecede a Criação. A manifestação e influência de Choronzon estão no abismo e abaixo do abismo, não pertence Tríade Superna.
A Tríade Superna e aquilo que se encontra abaixo dela são universos com parâmetros e bases completamente diferentes. Sob a influência de Choronzon está o homem que não tem a mínima idéia do que vai fazer da sua vida e não sabe que caminho escolher, devido a isso, se debate na angustiosa impossibilidade da realização concreta, da criação, da alteração do meio de acordo com a Verdadeira Vontade que desconhece. Em Chokmah está o Mago, aquele que adquiriu o supremo conhecimento e entendimento de si mesmo. Aquele que domina todos os seus próprios planos de projeção na existência e sabe exatamente o que quer, o que fazer e como fazer para produzir os resultados que almeja. O Mago é um deus, Hórus manifestado na matéria, pronto para liderar as suas próprias hostes contra o antigo em favor do nascimento do novo, a Criança Coroada e Vingadora que irá, com seu próprio sangue – vida – fertilizar e renovar o mundo. Todos os seres humanos, no sentido da consciência humana comum e adormecida, em maior ou menor grau, vivem sob o reino desequilibrado de Choronzon, o rei da confusão e da dispersão.
E é isso o que, por agora, se pode dizer a respeito de Choronzon, da travessia e do estado espiritual posterior. Ainda assim, tudo isto está muito permeado por conhecimento intelectual. Somente se pode falar plenamente sobre Choronzon quando a experiência de seu enfrentamento e a posterior vitória sobre ele nos for oferecida em sua máxima amplitude. Até que o momento da suprema e definitiva batalha se manifeste, apenas fagulhas de entendimento nos são possíveis. Porém, é destas fagulhas deentendimento que a vida nos oferece que a possibilidade de vitória se desenha e, aos poucos, vai se manifestando para cada um de nós. Devemos sempre lembrar que a vida é a verdadeira iniciação, da qual, todas as outras são como pálidos reflexos no espelho da existência que intensificam a nossa vontade de superar a incerteza humana em favor da certeza divina que habita em todos nós.
É sábio viver a vida intensamente, um dia após o outro, um pequeno passo após o outro; partir sempre da pequena parte para o todo e, tudo isto, sem ânsia de resultados, e tudo isto sempre em nome da Nossa Sagrada Senhora da Iniciação, Babalon, a Senhora da Vida e da Morte que nos abre o Portal da Verdadeira existência. Cruzando o Abismo Após obter-se o SAG, o adepto pode escolher então alcançar o próximo marco maior: o cruzamento do Abismo, o grande golfo ou vácuo entre o mundo fenomênico da manifestação e sua fonte numérica, aquela grande vastidão espiritual que deve ser cruzada pelo adepto para que ele alcance o controle. Esta doutrina é extremamente difícil de ser explicada; porém ela corresponde mais ou menos ao intervalo entre o Real, que é o ideal, e o Irreal, que é o existente. No Abismo todas as coisas existem, realmente, pelo menos in posse, porém não possuem nenhum significado possível; pois elas carecem do substrato da Realidade espiritual. Elas são aparências sem Lei. Elas são, pois Ilusões Insanas. Choronzon é o Habitante do Abismo; ele é lá a obstrução final. Se ele for enfrentado com a preparação própria, então ele estará lá para destruir o ego, o que permitirá ao adepto mover-se para além do Abismo. Se não estiver preparado, então o desafortunado viajante será completamente disperso em aniquilação. Tanto Choronzon quanto o Abismo são discutidos nas Confissões de Crowley (cap. 66): “O nome do Habitante do Abismo é Choronzon, porém ele não é realmente um indivíduo.
O Abismo é carente de ser; está preenchido com todas as formas possíveis, cada uma delas igualmente ocas, cada uma delas, portanto maligna no único e verdadeiro sentido da palavra – isto é, sem significado, porém maligno, já que tenta ao máximo tornar-se real. Estas formas rodopiam insensivelmente em turbilhões aleatórios, como redemoinhos (dust devils), e a cada oportunidade os agregados se justificam como indivíduos e gritam, “Eu sou eu!”, embora cientes a todo momento que seus elementos não possuem coesão verdadeira; de forma que o menor distúrbio dissipa a ilusão da mesma forma que um cavaleiro, encontrando um diabo do pó, o transforma em cascatas de areia no chão.” Contudo, logo do outro lado do Abismo espera Babalon. Ela convoca o adepto a render-se completamente, de forma que ele ou ela possa passar. Babalon, a Cidade das Pirâmides, e a Noite de Pã Choronzon é o habitante do interior do Abismo, e seu trabalho é prender o viajante em seu mundo sem sentido de ilusão. Contudo, Babalon está esperando do outro lado, acenando (na esfera de Binah na Árvore da Vida). Se o adepto se render a ela – o símbolo para este ato é o derramamento do sangue do adepto em seu graal [dela] – ele torna-se impregnado por ela (um estado chamado de “Bebê do Abismo”), e então renasce como mestre e um santo que habita na Cidade das Pirâmides.
A Cidade das Pirâmides é o lar para estes adeptos que cruzaram o grande Abismo, tendo derramado todo o seu sangue no Graal de Babalon. Eles destruíram suas identidades egóicas terrenas, tornando-se nada mais que pilhas de pó (i.e., os aspectos remanescentes de seus Verdadeiros Eus sem o auto-sentido do “Eu”). Em seu interior, eles assumiram o nome ou título de Santos ou Nemo (latim para Homem Nenhum). No sistema da A.´.A.´., eles são chamados de Mestres do Templo. É um passo no decorrer do caminho de purificação espiritual, e um lugar de descanso espiritual para aqueles que desvincularam-se com sucesso do plano mundano. Sobre estes adeptos, está escrito em: “A Visão e a Voz” (Aethyr 14): Estes adeptos assemelham-se a Pirâmides – seus capuzes e robes são como Pirâmides […] E a Visão Beatífica não mais existe, e a glória do Mais Alto não mais existe. Não há mais conhecimento. Não há mais prazer. Não há mais poder. Não há mais beleza. Pois é este o Palácio do Entendimento: pois você é uno com as coisas Primevas.’ O Mestre do Templo, de acordo, não interfere com o esquema das coisas exceto o necessário para realizar a Obra para a qual foi enviado. Porquê ele lutaria contra o aprisionamento, o banimento, a morte? […] O Mestre do Templo está tão distante do homem através do qual Ele manifesta-se que todas estas questões não são de importância alguma para ele. Pode ser de importância para Sua Obra que o homem sente-se sobre um trono, ou que seja enforcado. Fui instantaneamente apagado pela escuridão. Meu Anjo sussurrou as palavras secretas pelas quais se desfruta dos Mistérios dos Mestres do Templo.
No momento presente meus olhos contemplam (o que parecia ser antes formas rochosas) os Mestres, velados em sua majestade imóvel, amortalhados pelo silêncio. Cada um deles era exatamente igual ao outro. Então o Anjo me fez compreender aonde minha aspiração me conduzia: todos ospoderes, todos os êxtases, terminavam nisto – eu compreendi. Ele então me contou que agora meu nome era Nemo, sentado junto com outras formas silenciosas na Cidade das Pirâmides sob a Noite de Pan, aquelas outras partes de mim que eu havia deixado para sempre abaixo do Abismo deveriam servir como veículo para as energias que haviam sido criadas pelo meu ato. Meu corpo e mente privados do ego aos quais eles até então obedeciam, agora estavam livres para manifestar-se de acordo com sua natureza no mundo, para devotar-se a ajudar a humanidade em sua evolução. Em meu caso eu havia sido jogado na Esfera de Júpiter. Minha parte mortal existia para auxiliar a humanidade através do trabalho jupteriano, que é o governar, ensinar, criar, exortar os homens a aspirarem a tornarem-se mais nobres, mais santos, mais dignos, mais reais, mais gentis e mais generosos. A Cidade existe sob a Noite de Pan, ou N.O.X. O brincalhão e (lecherous) Pan é o deus grego da natureza, da luxúria, e do poder masculino gerativo. A palavra grega Pan também se traduz como Tudo, e desta forma é ele “um símbolo do Universal, uma personificação da Natureza, tanto Pangenetor, “criador do todo”, quanto Panphage, “devorador do todo” (Sabazius, 1995). Portanto, Pan é tanto aquele que dá a vida quanto o que a toma, e sua Noite é o tempo da morte simbólica onde o adepto experimenta a unificação com o Todo através da destruição extática do ego-eu.
Num sentido mais geral, é o estado em que se transcendem todos os limites e experimenta-se a unidade com o universo. Magus e Ipsissimus Os dois marcos finais são alcançados apenas por uns poucos. O penúltimo é o tornar-se um Magus (simbolizado pela entrada em Chokmah na Árvore da Vida), cujo dever essencial é comunicar uma nova Verdade à humanidade. Sobre os Magi, Crowley escreve: “Existem muitos instrutores mágicos, porém na história registrada possuímos quase que menos de uma dúzia de Magi no sentido técnico da palavra. Eles podem ser reconhecidos pelo fato de que sua mensagem pode ser formulada como uma única palavra, e esta palavra deve ser algo que quebra todas as crenças e códigos existentes. Podemos tomar como exemplos a Palavra de Buda – Anatta (ausência de um atman ou alma) […] Maomé, mais uma vez, com a única palavra Allah […] Similarmente, Aiwass, pronunciando a palavra Thelema (com todas as suas implicações), destrói completamente a fórmula do Deus Moribundo.” O estado de ser de um Magus é descrito no Líber B vel Magi de Crowley. Em outros lugares, ele admite a possibilidade de alguém alcançar este posto sem pronunciar uma nova Palavra mágica(k). Tal Magus, diz ele, identificar-se-ia com a Palavra do Aeon corrente e trabalharia para estabelecê-lo. Em Magick sem Lágrimas, Crowley sugere (sem dizê-lo abertamente) que os Chefes Secretos da A.´.A.´. alcançaram pelo menos o posto de Magus de alguma forma. O estado de Ipsissimus é o mais alto possível (simbolizado pela esfera de Kether na Árvore da Vida). Relativamente pouco está escrito em aberto sobre este grau de realização. “O Ipsissimus está completamente livre de quaisquer limites que sejam, existindo na natureza de todas as coisas sem descriminações de quantidade ou qualidade entre elas. Ele identificou o Ser e o Não-Ser e o Devir, a ação e a não-ação e a tendência para a ação, com todas as outras triplicidades do gênero, não distinguido entre elas em respeito a quaisquer condições, ou entre uma coisa qualquer e uma outra coisa qualquer conforme ela existe com ou sem condições.” “Ele jura aceitar este Grau na presença de uma testemunha, e expressa suanatureza em palavras e atos, porém para subtrair a Si Mesmo de uma vez sob os véus da manifestação natural como homem, e para manter silêncio durante sua vida humano como fato de sua realização, até mesmo para outros membros da Ordem.” “O Ipsissimus é antes de tudo o Mestre de todos os modos da existência; isto é, seu ser está inteiramente livre de necessidade interna ou externa. Sua obra é destruir todas as tendências de construir ou de cancelar tais necessidades. Ele é o Mestre da Lei da Insubstancialidade (Anatta).” “O Ipsissimus não possui relação como tal com nenhum Ser. Ele não possui vontade que se alinhe em uma dada direção, e nenhuma Consciência de nenhum tipo que envolva a dualidade, pois Nele tudo é realizado, conforme está escrito ‘além da Palavra e do Tolo, sim, além da Palavra e do Tolo’.”
Pazuzu é o pai das mentiras, e pode fazer com que aqueles que consideramos amigos, mas que são fracos de espírito e desprovidos de caráter, se tornem inimigos e que seja traído por aqueles em quem confia. A serpente ataca a traição e às escondidas, tal como o covarde que, sendo maledicente cava um fosso para seu adversário, não tendo coragem de enfrentá-lo peito a peito, sai para fazer falácias. Quem não tem amor próprio, quando não pode realizar seu intento pela força, recorre à humilhação. A coragem e a astúcia será sempre a arma do homem superior, quando a hipocrisia e a covardia será o guia dos fracos. Poderá haver sorrisos que ferirão mais que uma arma ameaçadora, e abraços mais letais que o do bicho preguiça que demonstra docilidade em sua face enquanto crava suas unhas nas costas. E, como a franqueza e a lealdade são qualidades raras no homem, a maioria finge ser franca e leal. Assim, o mentiroso toma o nome de Adonai em seu testemunho; o ladrão finge ser religioso enquanto pilha e mata.
Aprenda a dominar Choronzon dominando as suas próprias fraquezas, com mente e atitude superior, com rigor, amor, misericórdia, magia, severidade, nobreza e sabedoria. Pois a sua jornada será pura Magia. Você reunirá Companheiros corajosos, bravos e verdadeiros; e eles virão até você quando tudo parecer perdido. Você aprenderá lições dolorosas e valiosas, que o ensinará aquilo que precisa saber para cada etapa de sua jornada sagrada por essa vida e por outras que estará por vir, pois uma vez no caminho, mesmo que temporariamente não o busque, ele o buscará novamente.”

Fonte:
Marego
E.I.E
Resenha Paty Witch Maeve

Bruxaria sem Desculpas



Inspire-se

Muita gente deixa de praticar Bruxaria porque não pode ter um comprometimento contínuo, alegando não ter tempo ou disponibilidade de espaço, por exemplo. Outros inclusive falam que não têm dinheiro para comprar livros ou instrumentos. Mas peraí – estamos falando de uma religiosidade pautada na Natureza ou o quê? Veja neste texto como a Bruxaria faz parte da sua vida e como é fácil viver o dia-a-dia como um(a) verdadeiro(a) bruxo(a).

Você descobre que hoje é noite de Lua Cheia mas precisa lavar a roupa. Ou então sábado é dia de sabá, mas você só pensa em ir ao cinema ou descansar no sofá vendo TV. Nós sabemos qual é a realidade. Como podemos, então, adequar nossa vida para que ela corresponda à nossa espiritualidade?

1. Falemos sobre esbbaths. Os esbbaths são os rituais onde celebramos as fases da Lua e o foco cultural é em uma divindade feminina – a Deusa. Todo mundo sabe que o ideal é você sempre saber em que fase está. Isso pode ser resolvido de diversas formas. Óbvio que a mais indicada é a observação, porque é a maneira de se sentir mais próximo(a) e tal. Mas não custa dar uma reforçadinha para os momentos de dúvida. Assim, anote em sua agenda todas as próximas fases da Lua. Se não souber onde encontrar, sempre atualizamos ali do lado direito do site. O que é importante nos esbás é você entender o que está acontecendo naquele dia e ver o que pode ser feito dentro das suas condições atuais. Por exemplo: o que significa uma Lua Cheia em Áries? ou uma Lua Minguante em Escorpião? Reflita sobre esses aspectos e tenha ideias. Na dúvida, siga este guia simples:

Lua Nova – meditação e planejamento;
Lua Crescente – rituais que promovam o início ou a atração de algo;
Lua Cheia – força total em qualquer campo;
Lua Minguante – rituais para agilizar o término de algo ou banimento de qualquer coisa;
Lua Negra – revisão do que foi feito, leitura de oráculos;

Faça nesses dias o que achar melhor. Se quiser – e puder – fazer um ritual com velas, círculo, enfim, tudo o que tem direito, faça! Mas, se não puder, um incensozinho, uma meditação simples, um jantar especial – tudo isso também serve. O importante é manter a intenção em foco. Mas não deixe passar em branco. Um esbbath ocorre uma vez por semana. Nem que seja durante seu banho, dá pra fazer alguma coisa assim. Também não dá para ser bruxo(a) sem o mínimo de boa vontade, que fique claro.

2. Sobre os sabbath. Existem diversas datas de celebrações no decorrer do ano, dependendo da tradição que você segue. Na Wicca, são oito. Alguns bruxos e bruxas preferem celebrar só as quatro estações, ou só os quatro festivais celtas. Tomarei como base a Roda do Ano wiccan, que tem, portanto, oito festivais. Pense bem: oito festivais por ano. Pensando assim, até parece pouco. Mas, no dia-a-dia, (exemplo) lembrar que domingo é Lammas e você não tem ideia de como celebrar ou então você precisa levar sua mãe no supermercado é o que acontece com a maioria dos pagãos. Aqui fica o mesmo conceito dos esbbaths: não deixe passar em branco. O bom dos sabbaths é que, ao contrário dos esbbaths, eles são focados nos grupos, na comunidade, na coisa da partilha. Então, se em um esbbath é legal você meditar sozinho(a), ter aquele momento seu, no sabá é justamente a hora de juntar o pessoal e celebrar de forma gostosa. Nem todo mundo gosta de ir em ritual público celebrar. Tampouco pode celebrar em covens. Se você prefere celebrar sozinho, tudo bem. Mas, se quiser celebrar coletivamente, não precisa sair convertendo seus amigos não-pagãos, ou mesmo sua família – basta ser criativo(a)!

Você pode começar o dia do sabbath com uma meditação simples a respeito dele. Uma coisa boa a se fazer é: sempre que um sabbath estiver se aproximando, progressivamente vá lendo coisas a respeito. Essa é uma forma eficiente de entrar no clima. Com relação às estações, faça uma listinha de rituais que gostaria de fazer em cada época. Por exemplo: estudar sobre o tarô durante o outono, meditar em algum parque na primavera, essas coisas. Mas voltando ao dia do sabbath – depois da meditação, faça coisas relacionadas. O sabbath cai em uma terça-feira? Prepare um jantar especial com base no que está acontecendo! Comidas relativas àquele sabbath música, decoração. Se você é festeiro, chame alguns amigos e não fique falando sobre Paganismo, mas promova um encontro alegre. Secretamente, brinde aos deuses. Acenda sua velinha ali num canto. Faça tudo com aquele ar de “resistência pagã” aos novos tempos, rs. Lembre-se do que significa aquele momento na Roda do Ano. Tenha isso em foco. E divirta-se.

Resumindo, para cada sabbath:

meditação;
leitura a respeito;
praticar alguns costumes (feitiços, simpatias, velas, trabalhos artísticos, oráculos);
preparar uma receita típica;
se divertir!

3. Você não precisa fazer um feitiço por dia para ser um(a) bruxo(a) que se preze! Não! Mas há pequenos rituais do dia-a-dia que são super benvindos e você pode incorporar facilmente. Basta ir fazendo até se tornar um hábito. Quando você acorda, por exemplo, abra a janela e cumprimente o Sol. Talvez você queira usar um pentagrama no pescoço – talvez não esteja afim. Guarde-o na bolsa ou na mochila. Tenha-o com você. No caminho para o trabalho, leia um capítulo de algum livro pagão. Inspire-se. Preste atenção no tempo. Enquanto estiver trabalhando, preste atenção no seu corpo. Respire, inspire, transpire, relaxe, concentre-se e centre-se. Beba água. Veja em sua agenda em que fase a Lua está. Pense nos assuntos em pauta na sua vida naquele momento – o que poderia ser abordado no próximo esbbath? Durante o almoço, coma com tranquilidade. Agradeça à Natureza pela sua refeição. Não se entupa de falsos estimulantes, como açúcar refinado, comprimidos, cigarros e álcool. Escolha fazer um chá a tomar uma aspirina. São essas pequenas escolhas. Sempre prefira o natural. Seu corpo agradece, e a Natureza também. Está com dor de estomago e não sabe que chá fazer à noite? Faça uma pesquisa básica sobre plantas e resolva o problema. Anote em seu Livro das Sombras a descoberta. Na volta do trabalho, cansado(a), ouça música pagã com fones de ouvido. Existem artistas fantásticos para todos os gostos, de Lorenna McKennitt a Marduk. Tome um banho relaxante. Acenda velas e um incenso. Faça uma comidinha gostosa para jantar. Cozinhar é uma Arte também. Ouça música enquanto cozinha, ou mesmo cante – transfira boas energias para o alimento. Medite antes de dormir – reflita sobre todos os aspectos do seu dia. Talvez você queira reler aquele capítulo das Brumas de Avalon quando a Igraine conhece o Uther. Ou então aquele quando o Harry chega em Hogwarts. Ou talvez você queira simplesmente ficar zapeando os canais em busca de algum documentário sobre os maias. Cada dia é uma pequena Roda do Ano completa… lá vamos nós dormir e depois acordar para a nova alvorada. Procure dormir bem. Talvez você queira escrever antes de dormir, ou anotar seus sonhos pela manhã. E já começa tudo novamente…

Viver como bruxo(a) não é ter uma vida glamourosa envolvendo varinhas, estrelinhas voando e vidros de poções por toda a casa. Existe um ideal de Bruxaria que muitas vezes bloqueia a pessoa e ela acaba não fazendo nada porque está longe do que ela acha que é certo dentro do Paganismo. Você deve ter percebido através deste texto que as coisas são mais fáceis do que parecem – basta incorporar o hábito. E também deve ter percebido que não importa se sua família é ou não pagã – nada do que foi falado aqui impõe uma religiosidade a outras pessoas – são atos básicos de convivência com um simbolismo que só diz respeito a você.

Espero que este artigo tenha inspirado você a fazer coisas boas no seu dia-a-dia. Se você se considera pagão, por que não vive como tal? Sem desculpinhas!

As Raças Mães ou Raizes

A evolução em nosso Planeta e tudo que nele habita teve início no plano mental ou kamamanásico.A Terra tinha então forma ígnea, ou de fogo, quando aqui se desenvolveu a Primeira Raça-Mãe, chamada Adâmica ou Polar.

Cada Raça-Mãe desenvolve, segundo Helena Blavatsky, complementada por Henrique José de Souza, 7 Sub-Raças, 56 Ramos Raciais.Cada Ramo desenvolve 7 Famílias a que os livros sagrados chamam de Tribos.
Repetindo então, temos 7 Raças-Mães na Terra, a saber:

1 – ADÂMICA ou POLAR. Os seres eram considerados Chayas ou sombras, e passaram por 7 estágios que poderiam ser chamados de Sub-Raças, apesar das modificações quase imperceptíveis com o passar de milhões e milhões de anos.

Os seres eram sem sexo e tinham só forma espiritual ou mental. Sendo assexuados, eram chamados de filhos do suor.
Com o calor, cada gota de suor gerava outro ser. Poderiam ser chamados então de andróginos latentes.
O sentido correspondente foi o da visão.
A Terra foi então modificando seu estágio de ígneo para gasoso, mas sem similaridade com os gases que conhecemos hoje.
Os chamados espíritos da natureza foram construindo invólucros mais densos para surgiram seres mais densos.

2 – HIPERBÓREA, ou segunda Raça-Mãe. Apesar de os seres serem mais densos, ganhando uma espécie de escama para densificar os invólucros, eram ainda muito espirituais ou mentais, mas já desenvolvendo o chamado corpo astral.

O sentido correspondente foi o da audição, juntamente com o aprimoramento da visão, quando começaram a perceber cores e a polarização de prana animando os corpos, dividindo-os em dois sexos.

3 – LEMURIANA. Nesta terceira Raça-Mãe, os seres passaram de andróginos latentes para andróginos propriamente ditos.

Em princípio, começaram a se desenvolver a partir de substâncias étero-astrais que, com o tempo, passaram a semi-fluídicas, mais próximas da água que temos hoje.

A reprodução foi se modificando de gotas de suor para ovos como os de galinha. Com o tempo, o ovo foi se interiorizado o surgimento do que poderia ser chamado de ovário, mas ainda eram andróginos desenvolvendo mais um sentido, o do gosto.Em meados dessa Raça, ou há 18 milhões de anos atrás, estes seres eram gigantescos, atingindo até mais de 50 metros de altura com um olho na testa e três dedos em cada mão e três em cada pé. Foi quando aconteceu a
chegada dos chamados exilados de Capela, segundo Edgar Armon, que deram
àquele ser o chamado princípio de AHANKARA ou egoísmo,
e a divisão deles em masculinos e femininos.

As 7 Sub-Raças já foram melhor definidas. Três sentidos: visão, audição e gosto ou paladar.

Havia muito pouco a saborear então.
Os Agnisvatas deram a esses seres os germens da emissão; os germens do mental concreto

4 – ATLANTE, ou quarta Sub-Raça. Decorreu da evolução da Lemuriana. O olho da testa foi se interiorizando e se transformou em glândula pineal. Surgiram então os dois olhos na cabeça, quando o veículo físico alcançou maior densidade.

Apesar da estatura ir diminuindo, da Raça Lemuriana para a Atlante, os atlantes eram mais densos e foram chamados Titãs.

A sensação que começaram a desenvolver foi o olfato, mas mesmo no final da última Sub-Raça da Raça Atlante, ainda não distinguiam cheiro, mas o sentido que lhe correspondia era o do tato.
As 7 Sub-Raças dos Atlantes foram já bem delineadas com seus Ramos e Fami1ias a que se referem os chamados livros sagrados das religiões.
Algumas Sub-Raças são conhecidas até pelo mundo profano, como a Quinta Sub-Raça Semita; a Sétima e última, Mongólica, bem como a dos Toltecas.

Foi a vez do mental concreto começar a se desenvolver como sempre com atuação dos elementais ou espíritos da natureza correspondentes.
Tinham 4 dedos em cada mão e 4 em cada pé, correspondentes aos 4 sentidos que possuíam.

Foi a Raça mais brilhante deste Planeta. Tais seres dominaram o átomo sem exalar radioatividade e conseguiram voar nos veículos que chamavam de Vimanas ou discos voadores, segundo o Prof. Henrique José de Souza. Daí o mito da Torre de Babel, ouo desejo de voltarem às origens celestiais, antes de terminarem
a evolução na Terra, de acordo com o plano cósmico.

Nossa Raça ainda precisa lutar muito para conseguir ao menos se igualar aos Atlantes em certos setores.

5 – ARIANA, ou Quinta Raça Mãe. Consta que surgiu há 1 milhão de anos atrás, misturando-se à Quarta Raça-Mãe, ou dos Atlantes.

Foram nascendo crianças com 5 dedos em cada mão e 5 em cada pé. O Manu, ou guia Vaivásvata, separou as melhores sementes e as conduziu à meseta do Pamir, para desenvolver nelas ainda mais o mental concreto, que foi bem desenvolvido com os Atlantes,
e dar início à evolução do mental abstrato.

Hoje, com cinco sentidos bem delineados, mesmo que ainda em aperfeiçoamento, visão, audição, gustação, tato e olfação, alguns de nós já tentam desenvolver os dois restantes. A obrigação de nossa Raça Arianaé desenvolver o mental abstrato.
Especificamente, a Quinta Sub-Raça, que é a nossa, tem o dever, sob pena de praticar crime contra a evolução, de desenvolver o raciocínio abstrato, dedicando-se a tudo que seja abstração: filosofias, religiões, ciências,
artes, etc. Pouco importa se há pessoas praticando magia negra pelo
pensamento; o que importa é que temos de desenvolver a arte de pensar,
de raciocinar, para nos tornarmos racionais, sob pena de provocarmos, para
nós mesmos, no futuro, um karma extraordinariamente pesado.

6 – As Raças seguintes são as Raças BIRMÂNICA e ATABIRMÂNICA.

Quem quiser desenvolver a intuição, fazendo cessar os pensamentos, ouvindo o que Helena Blavatsky chama de A Voz do Silêncio, claro que pode e deve, porque estará já trabalhando o que a Sexta Raça deverá desenvolver, ou seja, a intuição.

E como a intuição puxa o mental abstrato e o concreto, não há problema tentar trabalhá-lo neste momento cósmico. O problema é se esquecer de se esforçar ao máximo para conseguir desenvolver o mental abstrato.

Infelizmente, a humanidade, praticamente inteira, ainda está com o mental enfocado no emocional ou ainda na Lemúria e na Atlântida.
Portanto, os que se interessam por esses assuntos são os chamados escolhidos para o Quinto Sistema ou Quinto Momento Cósmico, que já começou na Terra e deverá ser completado num local que está sendo preparado pelas hierarquias para os lados das
estrelas Três Marias.

2012

2012 NÃO SERÁ O FIM DO MUNDO, SERÁ O FIM DE UMA ERA E INICIO DE OUTRA, PREPARE-SE!

Muito se fala de 2012, mas pouco efetivamente se conhece.


Segue um texto rápido e esclarecedor, para desmistificar um pouco a profecia e trazer uma linguagem simples, ofertando ânimo extra para nossas ações como sincronizadores biosféricos:
Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada.

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação de Plêiades.

Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.
Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação – localizada a aproximadamente 28 graus de Touro – , e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios..
A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era “astrológica” (Era de Peixes, de Aquário, etc).

Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.
Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra.
Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do Cinturão de Fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão.
A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o Cinturão. A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de Fótons, ficando mais próximo de Alcione.
A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos.
Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.
Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos Fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.
A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.
Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir.
Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no Cinturão de Fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele.
A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz.
De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.

Humbatz Men, autor de origem maia, fala em “Los Calendários” sobre a vindoura “Idade Luz”.
Bárbara Marciniak, autora de “Mensageiros do Amanhecer”, da Ground e “Earth”, da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu “A Agenda Pleiadiana”, da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.
Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto física quanto psíquicas que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.
Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão.
Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma.Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturão de Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão.

Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física.
As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira.

Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas.

Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade.
Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo Cinturão de Fótons.
Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva e o amor mediocre, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo.
Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos – psicológicos, astrológicos ou corporais – ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, banhos ritualisticos, evolução espiritual através de iniciações etc, são também técnicas de grande efetividade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.
As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório.
Ter uma boa alimentaçãol isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.
Ser justificado é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas.

Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico.
Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.

Mas afinal e nós nisso tudo ?

Nós somos os mais beneficiados com tudo isso.
Todos nós, os seres encarnados na Terra estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo. Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares, dentro em breve estaremos imersos nesta “Era de Luz”, depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga.
Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz.
Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com suas iniciações sérias através de uma Ordem ou com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna, musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.
São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas antes mesmo de alcançar o corpo físico, além de curar outras já instaladas.

Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.
Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade.
Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada com sua radiação ao ápice.
E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica.
A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.
Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos.

Consciência é Luz.
Luz é Informação.
Informação é Amor.


Fonte:
Van Brighid, irmã e amiga
Resenha de Paty Witch Maeve